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Amputação

Amputação

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07/10/2013

 
 VI Curso de Licenciatura em EnfermagemO Doente Amputado
0 - INTRODUÇÃO
A amputação consiste na ablação cirúrgica de um membro, ou segmento demembro, do corpo a que pertence, por secção das suas partes ósseas, com conservação,variável conforme os casos, de certas partes moles (músculos, retalhos cutâneos)destinados a formara o coto. Geralmente em resultado de traumatismo ou doença. Aincidência da amputação tem vindo a diminuir nos últimos anos, no entanto o doentetípico continua a ser o diabético do sexo masculino, de meia-idade avançava, com largahistória de tabagismo.É uma decisão drástica e final e último recurso para salvar uma vida. No entanto,é uma situação particularmente desfigurante em que uma imagem do corpo fica profundamente distorcida. É a perda de uma parte do «Eque o pode seminimizada. Esta situação implica sempre uma desvantagem física permanente, comalteração da satisfação das necessidades fisiológicas, psíquicas e sociais.Assim, facilmente se compreende, o acentuado grau de apoio que estes doentesnecessitam, independentemente do seu grupo etário.As amputações traumáticas geralmente o consideradas uma emergênciacirúrgica solicitada pela situação dos vasos lesados, e as amputações nos casos detrauma maciço se realizam o mais breve possível para prevenir a extensão dacontaminação e, portanto, infecção.A amputação pode ser considerada uma cirurgia reconstrutora, destinada aaprimorar a qualidade de vida do paciente, sendo indicada para eliminar sintomas efacilitar o aprimoramento da função.O estabelecimento de um Programa de Reabilitação é fundamental para ajudar oamputado a adaptar-se a uma situação nova e proporcionar cuidados e meios adequadosafim de o tornar o mais autónomo possível, dentro da sua incapacidade.É de referir que, será a percepção que o doente tem da sua incapacidade que irádeterminar a capacidade de se adaptar à nova situão. Como tal, a completareabilitação do amputado exige trabalho de uma equipa multidisciplinar de saúde. Se a1
 
 VI Curso de Licenciatura em EnfermagemO Doente Amputado
equipa assistencial for capaz de transmitir uma atitude positiva, o paciente ajustar-se-á àamputação e participará activamente do plano de reabilitação.O Cirurgião (ou Ortopedista), o Enfermeiro (eventualmente com a especialidadede reabilitação), o Fisiatra, o Protésico, o Fisioterapeuta e a Terapeuta Ocupacional, oPsicólogo e a Assistente Social unem todos os seus esforços para condicionar e treinar o paciente a fazer um ajustamento satisfatório à prótese.2
 
 VI Curso de Licenciatura em EnfermagemO Doente Amputado
1 - BREVE RESENHA HISTÓRICA
A amputação é dos procedimentos cirúrgicos mais antigos das artes médica, a própria palavra remete nos às primeiras tentativas de intervenção cirúrgica de um ser humano sobre outro. A primeira amputação foi descrita por Hipócrates, na GréciaAntiga, referindo-se a um caso de desarticulação do joelhe. No ano 100 d.C., Celsius,entre outros ensinamentos, descreveu a sutura dos vasos na cirurgia de amputação.Pom, nos anos obscuros da Idade dia, em que o conheciemento esteveenclausurado nas mãos dos monges nos conventos religiosos, retomou-se a prática dacauterização, um método bárbaro em que o estancamento das hemorragias obtinha-se a partir da aplicação de óleo a ferver ou um ferro quente. Só em 1510 é que AmbroisePare, um eminente cirurgião militar francês, reimplantou a técnica da ligadura de vasos,que permitiu obter melhores resultados e aumentar a probabilidade de sobrevivêncianeste tipo de cirurgias. É de salientar que nesta época não se conhecia a antissépsia e,como tal, não era utilizado qualquer tipo de mecanismo para controlar a dor, houvetempos em que, para evitar a dor, a amputação era feita através dos tecidos necrosados.Quando se abandonou esta técnica e passou a fazer-se a amputação através do tecidosangrante, em que se cortava o osso e os tecidos moles que revestiam o osso, asobrevivência dos pacientes aumentou significativamente. A dor que tal intervenção provocava, quando prolongada representava um sofrimento tão grande que o pacientefacilmente entrava em choque e morria. Daí que o tempo de cirurgia era fundamental,de modo a evitar que isso acontecesse este tipo de cirurgias tinham que seextremamente rápidas. Só com a descoberta das técnicas de assepsia e antissépsia.A amputação de membros era a cirurgia mais frequente no séc. XVI, a lepra, osergotismos e os castigos eram as principais causas desta prática. Antes da amputaçãogarrotava-se o membro a amputar de modo a diminuir a hemorragia, e tal como já foireferido, o osso era serrado e a hemorragia era, inicialmente, contida pela compressão e pela cicatrização dos vasos que sangravam, e mais tarde pela sutura de vasos. Por fimintroduzia-se o coto no interior de uma bexiga de boi ou de porco bem apertada emtorno do membro amputado.1

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Izabella Soares added this note|
boa noite, gostei muito do artigo de vcs, estou estudando enfermagem, vcs poderiam me mandar este artigo por email? izabella_adoradora@yahoo.com.br
Flavia Reis Santana added this note|
Ola eu sou estudante de enfermagem, e estou a terminar a minha licenciatura e o meu tema d final de curso é Adaptação emocional dos doentes amputados apos a cirurgia. Agradecia se alguem tivece alguma materia sobre este tema ou algumas sugestões de livros...

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