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O Poder da Comunicação e o Jogo das Parcerias / The Power of Communication and the Game of Peer-to-Peer

O Poder da Comunicação e o Jogo das Parcerias / The Power of Communication and the Game of Peer-to-Peer

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Published by Henrique Antoun
ABSTRACT: From the perspective of societies’ activism expansion as a cyberculture’s characteristic, this paper’s subject is the paradox that oppose the information’s power to the communication’s power in the social practice. Meanwhile the information’s power is constituted by the data banks and mines, the intellectual property, the sell of spectacles and services through the technological networks; the communication’s power invest and broad the share of knowledge and wells, the creation’s values, the resolution of collective action dilemmas and the generation of markets and commons. The information express the power of property and social capital exploited as a cooperation’s power and the communication express the power of self valuation and work organization as a peers power. To evaluate this paradox we think four problem’s blocks, relieving the questions of mediation and participation in the virtual communities and peer-to-peer networks. That examination enable us to present the hypothesis of cyberspace as a multitude’s media, turning positive either the active destruction of organizations of people and mass; as the destruction of democratic state by the information war; both constituting the possibility of building a democracy without state, grounded in self evaluation and self organization power of work through the peer-to-peer networks.
RESUMO: Partindo da perspectiva do crescimento do ativismo na sociedade como uma das características da cibercultura, este artigo pensa o paradoxo que opõe o poder da informação à potência da comunicação nas praticas sociais. Enquanto o poder da informação constitui o campo dos bancos e minas de dados, da propriedade intelectual, da venda de serviços e espetáculos através da rede tecnológica; a potência da comunicação investe e amplia o campo da partilha de conhecimentos e bens, da criação de valores, da resolução dos dilemas da ação coletiva e da geração de mercados e bens comuns. A informação exprime o poder da propriedade e exploração do capital social como poder de cooperação e a comunicação exprime a potência de auto valoração e organização do trabalho como poder da parceria. Para examinar esse paradoxo vão ser pensados quatro blocos de problemas, relevando as questões da mediação e da participação nas comunidades virtuais e nas redes de parceria. Este exame nos permite apresentar a hipótese do ciberespaço como um meio de multidão, positivando tanto sua ativa destruição das organizações do povo e da massa; quanto sua destruição do estado democrático através da guerra da informação; ambas constituindo a possibilidade de construção de uma democracia sem estado, fundada na potência auto avaliadora e auto organizadora do trabalho através das redes de parceria.
ABSTRACT: From the perspective of societies’ activism expansion as a cyberculture’s characteristic, this paper’s subject is the paradox that oppose the information’s power to the communication’s power in the social practice. Meanwhile the information’s power is constituted by the data banks and mines, the intellectual property, the sell of spectacles and services through the technological networks; the communication’s power invest and broad the share of knowledge and wells, the creation’s values, the resolution of collective action dilemmas and the generation of markets and commons. The information express the power of property and social capital exploited as a cooperation’s power and the communication express the power of self valuation and work organization as a peers power. To evaluate this paradox we think four problem’s blocks, relieving the questions of mediation and participation in the virtual communities and peer-to-peer networks. That examination enable us to present the hypothesis of cyberspace as a multitude’s media, turning positive either the active destruction of organizations of people and mass; as the destruction of democratic state by the information war; both constituting the possibility of building a democracy without state, grounded in self evaluation and self organization power of work through the peer-to-peer networks.
RESUMO: Partindo da perspectiva do crescimento do ativismo na sociedade como uma das características da cibercultura, este artigo pensa o paradoxo que opõe o poder da informação à potência da comunicação nas praticas sociais. Enquanto o poder da informação constitui o campo dos bancos e minas de dados, da propriedade intelectual, da venda de serviços e espetáculos através da rede tecnológica; a potência da comunicação investe e amplia o campo da partilha de conhecimentos e bens, da criação de valores, da resolução dos dilemas da ação coletiva e da geração de mercados e bens comuns. A informação exprime o poder da propriedade e exploração do capital social como poder de cooperação e a comunicação exprime a potência de auto valoração e organização do trabalho como poder da parceria. Para examinar esse paradoxo vão ser pensados quatro blocos de problemas, relevando as questões da mediação e da participação nas comunidades virtuais e nas redes de parceria. Este exame nos permite apresentar a hipótese do ciberespaço como um meio de multidão, positivando tanto sua ativa destruição das organizações do povo e da massa; quanto sua destruição do estado democrático através da guerra da informação; ambas constituindo a possibilidade de construção de uma democracia sem estado, fundada na potência auto avaliadora e auto organizadora do trabalho através das redes de parceria.

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Published by: Henrique Antoun on Dec 09, 2009
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c “Horror. Uma fábrica de nascimentos em espiral, as plataformas das lulas chocadeiras dispostas emterraços, as mandíbulas cegas dos insetos ainda nãonascidos se movendo sem parar, o progresso gradual de ovo a larva, quase-vespa, vespa. Na tela da suamente uma escie de lapso de tempo revelou aimagem, mostrando a coisa como o equivalentebiológico de uma metralhadora, odiosa na sua perfeição.”
William Gibson,
 Neuromancer.
Eu vou ressaltar um pequeno ponto comum às redes de comunicaçãocontemporâneas que costuma ser esquecido por aqueles que estudam o fenômeno. Nãoimporta se estamos pesquisando a rede do hip hop; ou a rede dos quilombos argentinos; oua rede eleitoral do Lula; ou, ainda, a rede Zapatista; em qualquer uma delas algo acontecedentro das suas interações que contrapõe um poder de informação a uma potência decomunicação.
1
Esse curioso paradoxo, com sabor levemente quimérico na medida em quesugere uma oposição aparentemente absurda entre informação e comunicação, ganhaespecial importância se assumimos uma perspectiva ativa e militante em nossa atuação no processo de globalização atras das redes de luta, criação e resistência que hojeincorporam intensamente as tecnologias informacionais de comunicação (TIC). Para ocompreendermos precisamos tomar em consideração algumas questões envolvendo o problema da cooperação e do conflito na sociedade em vista da gestão e da promoção do bem comum.
2
Esse problema, que tradicionalmente pertence à esfera da economia política,resvala na atualidade para outras áreas de conhecimento envolvendo a modelizaçãomatemática das redes, as leis da formação de rede e os dilemas da teoria dos jogos e suasconseqüências para o funcionamento da rede.
1
Cf. DYER-WITHEFORD, N. (1999)
Cyber-Marx: cycles and circuits of struggle in high-technologycapitalism
, Chicago: University of Illinois, pp. 85 - 86.
2
Cf. HARDIN, G. (1968) The Tragedy of the Commons, In:
Science
, n.º 162, pp. 1243-1248. Ver tambémrecente revisão de Hardin feita por Mark Frauenfelder a propósito das redes móveis. Cf. FRAUENFELDER,M. (2002) Outsmarting the Tragedy of the Commons, In
The Feature
, US: Nokia. (Agosto) Endereçoeletrônico em: http://www.thefeature.com/article?articleid=15578.
 
Embora as tradicionais relações entre trabalho e tecnologia, um dos motesfundamentais da economia política, a princípio não pareçam fazer parte desta nova formade interpretar o problema é possível mostrar como sua dinâmica constitui o motor dodesenvolvimento da propalada “revolução tecnológica”, desde que aceitemos rever oquadro tradicional da interpretação destas relações.
3
Agindo assim poderemos ver que otrabalho, longe de estar confinado apenas ao papel do posto perdido e da vida desamparada,se constitui como o principal fator de desenvolvimento da sociedade em rede.
4
Necessárioassinalar que o trabalho de que falamos não se confunde com o tradicional poder detrabalho assalariado pelo capital, mas envolve sobretudo o trabalho imaterial voluntário eativista engajado em um vasto mero de projetos vinculados a empresas sem finslucrativos, grupos de atividades ou movimentos emancipatórios de advocacia.
5
Este novotipo de trabalho capaz de mobilizar milhões em todo o mundo se funda em um jogo de parcerias anônimas e produtivas, tendo sua base nos serviços de comunicação fornecidosatras dos correios eletnicos, grupos de discuso, salas de conversa, teias dedocumentos, blogs, mensagens curtas, faxes, celulares e outros mais que fazem parte douniverso constituído através das tecnologias informacionais de comunicação.
6
Para examinar melhor este paradoxo vamos pensart quatro blocos de problemas que sobressaem, relevando as questões da mediação e da participação nascomunidades virtuais e nas redes de parceria: o problema da integração e da dissolução daordem social a partir da entrada em cena das comunidades virtuais; o problema da estrutura
3
Na interpretação tradicional do marxismo as tecnologias, enquanto meios de produção apropriados pela burguesia através da propriedade privada e trabalho “morto” (trabalho passado) utilizado pela burguesia paraexplorar o valor do trabalho vivo (trabalho presente) da força de trabalho, exprimem o interesse burguês emanifestam seu poder de exploração. Deste modo a evolução científica e tecnológica seriam sempreinterpretadas como um vetor do interesse burguês de maximizar o ganho exploratório que aumenta o poder docapital em sua relação com o poder do trabalho, constituindo a dialética da força de trabalho e a contradiçãoentre os meios de produção e o trabalho vivo nas relações de produção. Cf. MARX, K. (1988) O Processo deProdução do Capital, In
O Capital: crítica da economia política
, São Paulo: Nova Cultural.
4
Cf. NEGRI, A. (1989)
Marx Beyond Marx: lessons on the Gründrisse
, São Francisco, CA: Autonomedia.
5
Cf. LAZZARATO, M. e NEGRI, A. (2001)
Trabalho Imaterial: formas de vida e produção de subjetividade
, Rio de Janeiro: DP&A.
6
Cf. VAIDHYANATHAN, S. (2003) The new information ecosystem: cultures of anarchy and closure, In:
 P2P: the new information war?
, London: Open Democracy. Endereço eletrônico em:http://opendemocracy.net/debates/article-8-101-1319.jsp.
 
2
 
e da ocasião na organização da sociedade com a emergência da importância das formaçõesem redes; o problema da prevalência da cooperação ou do conflito na vida comunitáriaenquanto relações constituídas da sociedade a partir da emancipação da organização emrede e o problema da parceria e da servidão nas relações sociais enquanto relaçõesconstituintes da sociedade a partir da disseminação das redes de parceria.
A Integração e a Dissolução na Ordem Social
“Cada IA que é construída vem equipada com umaespingarda eletromagtica apontada para a sua própria testa.”
William Gibson
 , Neuromancer.
Desde que em 1993 Howard Rheingold cunhou o conceito de
comunidadesvirtuais
, para caracterizar as comunidades em rede construídas através do ciberespaço,
7
umgrande debate se desenvolveu girando em torno do tipo de realidade que elas teriam nasociedade contemporânea e do tipo de contribuição que elas trariam para odesenvolvimento da democracia. Rheingold considerava as comunidades virtuais capazesde recriar o tradicional sentido de participação e envolvimento das antigas comunidades,constituindo uma revitalização da esfera pública social e da política democrática através dorecém nascido ciberespaço.
8
Seu trabalho surgia neste momento como uma possívelresposta ao caustico ensaio de Benjamin Barber, que responsabilizava a globalização e astecnologias de informação de tornarem a liberdade impossível no mundo, ameaçando sua própria existência. Surgido um ano antes na revista Atlantic Monthly, em seu ensaio Barber dividia o mundo contemporâneo em duas tendências, a do tribalismo por ele apelidada deJihad (que significa luta ou esforço em árabe) e a do globalismo por ele apelidada deMcMundo (McWorld), ambas ameaçando a democracia e a cultura do ocidente ora com as
7
A comunidade virtual é formada por grupos de discussão e produção de conhecimento temático quedesenvolvem a interação e a conversa no ciberespaço por uma larga duração de tempo, gerando familiaridade,camaradagem e amizade entre os membros do grupo, podendo ultrapassar os limites da Internet e seestenderem para atividades e encontros no espaço social geográfico. Cf. RHEINGOLD, H. (1993)
The Virtual Community: Homesteading on the Electronic Frontier 
, Nova York: Harper Collins. Endereço eletrônico em:http://www.rheingold.com/vc/book/.
8
Cf. RHEINGOLD, H. (1993)
op
.
cit 
.
3

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