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O novo artigo 169 da Constituicao Federal

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1
O NOVO ARTIGO 169 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL
1
 
Rogério Roberto Gonçalves de Abreu
2
 SUMÁRIO: I
 –
Introdução. II
 –
A alteração constitucional. III
 –
O novoartigo 169 da CF/88. IV
 –
Considerações Finais. V
 –
Bibliografia.
I. INTRODUÇÃO
Costuma-se dizer que a chamada
Atividade Financeira do Estado 
tempor preocupação os estudos e pesquisas voltadas para a obtenção de recursosfinanceiros pelo Poder Estatal e sua correspectiva aplicação no provimento dasnecessidades públicas, compreendidas estas como o conjunto das situaçõesfático-jurídicas ansiadas pela comunidade administrada como ideal para asolução dos problemas coletivos. Na culta linguagem de ALIOMAR BALEEIRO(1995:02), trata-
se de “toda aquela de intere
sse geral, satisfeita pelo processo
do serviço público”. O próprio mestre leciona, na mesma obra, que a
Atividade Financeira do Estado 
 
consistiria naquela que exerce o Poder Público “para
obter dinheiro e aplicá-lo ao pagamento de indivíduos e coisas utilizadas na
criação e manutenção dos vários serviços públicos”, desta forma vinculando, a
uma idéia contraprestacional, a própria atividade estatal.Não há duvidas de que um dos cânones da existência do Estadomoderno é a prestação de serviços públicos. Aliás, sobre o assunto, MARIA
SYLVIA ZANELLA DI PIETRO (2001:59) ensina que “a administração públicaabrange o fomento, a polícia administrativa e o serviço público”, não
1
Última atualização: maio/2005.
2
Mestre em direito econômico pela Universidade Federal da Paraíba. Especialista em direitofiscal e tributário pela Universidade Cândido Mendes. Juiz federal na Paraíba. Professor doCentro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ/PB).
 
2desconhecendo a autora que alguns doutrinadores ainda reconhecem comoessencial integrante da lista a atividade estatal de
intervenção 
. Na prestação deserviços públicos, encarados como um dos meios pelos quais o Poder Públicorealiza seus fins, consistindo o mais importante deles a satisfação dasnecessidades públicas, o Estado aufere receita e, administrando-a, converte-ana prestação de serviços dirigidos ao público.Diante de tal quadro, fácil é demonstrar o quão importante se torna parao Estado o permanente exercício da atividade fiscalizadora sobre suas própriasfinanças, atribuindo-se, em sede constitucional, aos poderes públicosinstrumentos de atuação permanente na luta contra o desperdício na utilizaçãoe aplicação dos dinheiros públicos, donde se pode, apenas exemplificando,apontar as previsões constitucionais de manutenção dos órgãos internos decontrole, bem como dos Tribunais de Contas, órgãos naturais de controleexterno. Sobre o assunto, distinguindo os órgãos componentes dos controlesinterno e externo, ANTÔNIO ROQUE CITADINI (1995:88-89) leciona que:[...] a ação desempenhada pelos controles internos não seconfunde com a missão institucional dos órgãos decontrole externo, embora ocorram situações em que suasatividades encontram-se bastante próximas e, em algunscasos, sejam desempenhadas de forma conjunta. Aprincipal característica dos órgãos de controle interno éser parte integrante da própria Administração e inserir-sena órbita do Governo. Diferente é a situação dos órgãosde controle externo, que estão fora do Poder fiscalizado,em posição de autonomia.Não obstante a diversificada gama de instrumentos para o auxílio daatividade estatal de controle das finanças públicas, ainda se constatava, deforma reiterada, a má utilização de verbas públicas, notadamente na
 
3manutenção de um extenso corpo de funcionários cujas funções sesobrepunham entre si, sendo pagas remunerações absurdamente discrepantesem relação à realidade brasileira e, lamentavelmente, tudo ironicamenteabarcado pelo manto protetor da constitucionalidade, especificamente na suavital garantia do
direito adquirido 
, transmutando-se em verdadeiro
abuso adquirido 
. Vários Estados e Municípios brasileiros jaziam inertes diante doinchaço da máquina administrativa a partir de seu pessoal civil, com o nefastocomprometimento de grande parte das receitas públicas apenas para custeioda folha de pessoal, com inafastáveis prejuízos para áreas vitais daadministração pública, como programas, investimentos, fomento etc.Sensível a aspectos fáticos de tal jaez, motivou-se o legisladorconstituinte derivado a alterar a Constituição Federal de 1988 para que em seutexto se incluísse norma de obediência irrestrita e obrigatória, dirigida ao PoderPúblico em todas as suas esferas políticas, limitando o comprometimento dasreceitas públicas com o custeio das despesas relativas à folha de pagamentodos servidores públicos, dando um relevante passo na eliminação de um dosmaiores abusos praticados por administradores menos comprometidos com as já citadas necessidades públicas.Trata-se do artigo 169 da Constituição Federal que, alterado pelaEmenda Constitucional n.º 19/98, adquiriu, com seu novo texto, eprincipalmente com o advento da chamada Lei de Responsabilidade Fiscal (LeiComplementar n.º 101, de 04 de maio de 2000), o
status 
de
norma diretora na definição e na execução orçamentária 
, impondo aos administradores elegisladores uma atuação conjunta na contenção dos gastos públicos compessoal, dadas as severas sanções previstas para o descumprimento dospostulados normativos tratados.Sem a mais remota pretensão de exaurir o tema, até porque trata-se onovo artigo 169 da CF/88 de inovação com as mais densas e profundasconseqüências no âmbito constitucional, administrativo, fiscal e financeiro, oque se pretende no presente trabalho é trazer à tona, em simples comentáriosàs várias disposições contidas no supracitado dispositivo constitucional,relevantes aspectos de aplicação prática na cotidiana atuação administrativa,

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