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Sentenca - estelionato contra o INSS - percepcao de beneficio previdenciario - crime unico

Sentenca - estelionato contra o INSS - percepcao de beneficio previdenciario - crime unico

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 PODER JUDICIÁRIOJUSTIÇA FEDERAL DE PRIMEIRA INSTÂNCIASEÇÃO JUDICIÁRIA DA PARAÍBA2ª VARA FEDERAL
ROGÉRIO ROBERTO GONÇALVES DE ABREUJuiz Federal
Processo: 2007.82.00.006487-0Natureza: Ação penal públicaAutor: Ministério Público FederalRéu: Rosalvo José Carvalho da Silva
S E N T E N Ç A
1
 DIREITO PENAL. ESTELIONATO CONTRA ENTIDADE DEDIREITO PÚBLICO (CP, 171, §3º).
Utilização dedocumento falso para a obtenção de benefício perante oINSS. Autoria e materialidade comprovadas.
CONTINUIDADE DELITIVA (CP, 71).
O simplesrecebimento sucessivo dos pagamentos não configuracontinuidade delitiva.
ATENUANTE E PENA MÍNIMA.
 Fixada a pena-base no mínimo, o reconhecimento deatenuante em favor do réu não importa redução da pena.Julgamento de procedência parcial do pedido.
RELATÓRIO
Tratam os presentes autos de
AÇÃO PENAL PÚBLICA
promovida pelo
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
contra
Rosalvo José Carvalho da Silva
, devidamente qualificado, dando-o a peça denunciativa como incurso no art. 171,§3º, c/c o art. 71, ambos do Código Penal.Consta da
denúncia
(f. 03-6) que teria o acusado, em 1º de setembrode 2000, mediante a apresentação de documento falso, requerido e obtidobenefício de aposentadoria perante o posto do INSS situado no Manaíra ShoppingCenter, benefício que teria ilicitamente usufruído durante mais de dois anos (deagosto/2000 a dezembro/2002). A vantagem indevida obtida chegava a R$43.229,18 (quarenta e três mil duzentos e vinte e nove reais e dezoito centavos).Os documentos falsos referidos na denúncia consistiriam em Carteira deTrabalho de Menor com acréscimos, alterações e rasuras constatadas em exame
1
 
Sentença tipo D, cf. Res. CJF n. 535/2006.
 
 
 PODER JUDICIÁRIOJUSTIÇA FEDERAL DE PRIMEIRA INSTÂNCIASEÇÃO JUDICIÁRIA DA PARAÍBA2ª VARA FEDERAL
ROGÉRIO ROBERTO GONÇALVES DE ABREU
 
Juiz Federal
 
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pericial documentoscópico, bem como diversidade de impressão digital no mesmodocumento, constatada em exame pericial papiloscópico. Em vista disso, entendeuo MPF que teria o acusado incidido nos artigos 171, §3º c/c 71, ambos do CP. Nãohouve indicação de testemunhas.Denúncia recebida em 27/08/2008 (f. 08).Defesa apresentada pelo réu (f. 14-5) refutando a imputação eindicando duas testemunhas para oitiva em juízo.Audiência de oitiva das testemunhas indicadas pela defesa e deinterrogatório do réu (f. 27-33). Após a tomada dos depoimentos, as partes foramconsultadas sobre eventual requerimento de diligências complementares, afirmandoambas que nada havia a requerer.Ato contínuo, o MPF apresentou oralmente suas alegações finais,registradas no termo. Pugnou pela condenação do acusado e pelo reconhecimentoda confissão espontânea e do arrependimento em seu favor. Por fim, pediu asubstituição da pena privativa de liberdade por uma ou mais penas restritivas dedireito. À defesa
com anuência do MPF
foi concedido um prazo de cinco diaspara apresentação de memoriais.Em memoriais, a defesa apresentou suas razões finais (f. 36-9),alegando: a) que não teria havido enriquecimento indevido, uma vez que o réurealmente fazia jus ao benefício, sendo que a única maneira de recebê-lo foiutilizando o documento falsificado; b) suas condições de idade não lhe permitiamconseguir um novo emprego, de modo que era a única maneira de conseguir seusustento, motivo pelo não incidiria a causa excludente de culpabilidade dainexigibilidade de conduta diversa. Pediu, ao final, a absolvição do acusado.É o breve relatório.
DECIDO.FUNDAMENTAÇÃO
 Não há preliminares ou prejudiciais a decidir.Passo ao exame do mérito.
 
 PODER JUDICIÁRIOJUSTIÇA FEDERAL DE PRIMEIRA INSTÂNCIASEÇÃO JUDICIÁRIA DA PARAÍBA2ª VARA FEDERAL
ROGÉRIO ROBERTO GONÇALVES DE ABREU
 
Juiz Federal
 
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O MPF alega na denúncia que o acusado teria utilizado documentofalsificado (Carteira de Trabalho de Menor) para a obtenção de aposentadoria juntoao INSS, fato ocorrido no posto de atendimento no Manaíra Shopping Center em 1ºde setembro de 2000. A CTPS falsificada assinalaria um vínculo laboral de 7 anos,11 meses e 27 dias com a empresa
CIA Produtos Confiança Ltda.
Com ditotempo de serviço, teria integrado o acusado o tempo total de 31 anos, 8 meses e20 dias, obtendo desse modo o benefício previdenciário de que usufruiu entreagosto/2000 e dezembro/2002.A falsidade do documento utilizado pelo acusado (CTPS de menor) foicomprovada em exames periciais documentoscópico e papiloscópico, os quaisensejaram a elaboração, respectivamente, dos laudos de f. 62-5 e f. 66-70 dosautos anexos.Do laudo de exame documentoscópico consta que os peritos verificaram
 “a presença de alterações nos grafismos existentes nas págs. 11 e 14 da Carteirade Trabalho do Menor, questionada, do tipo acréscimo e rasuras”, bem como “que
os grafismos originais foram removidos, não podendo se afirmar se ocorreu deforma acidental ou intencional, e posteriormente, houve a adição de novos
escritos” 
.Do laudo de exame papiloscópico consta que os peritos, aoconfrontarem a mencionada Carteira de Trabalho do Menor com outros documentosem nome do acusado, constataram que a impressão digital constante da primeiranão seria igual à impressão constante das demais. Considerando-se que aimpressão digital dos demais documentos seja do acusado, conclui-se que o mesmonão ocorre com a Carteira de Trabalho do Menor confrontada.A utilização desse documento para a obtenção do benefício, além de tersido expressamente admitida pelo acusado, pode ser comprovada através darelação de documentos apresentados constante de f. 30-1 do anexo.A concessão do benefício pode ser comprovada através dos documentosde f. 51-3 (carta de concessão), inclusive com as respectivas datas dorequerimento administrativo (01/09/2000) e do início dos respectivos pagamentos(17/08/2000). O respectivo cancelamento e sua fundamentação tambémencontram prova documental nos autos do anexo (f. 87 e seguintes), a teor da
 “Representação de Auditoria na Paraíba” 
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