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Significado de PSICANÁLISE

Significado de PSICANÁLISE

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Termo criado por Sigmund FREUD*, em 1896, para nomear um método particular de psicoterapia* (ou tratamento pela fala) proveniente do processo catártico (catarse*) de Josef BREUER* e pautado na exploração do inconsciente*, com a ajuda da associação livre*, por parte do paciente*, e da interpretação*, por parte do psicanalista.
Por extensão, dá-se o nome de psicanálise:
ao tratamento conduzido de acordo com esse método;
à disciplina fundada por Freud (e somente a ela), na medida em que abrange um método terapêutico, uma organização clínica, uma técnica psicanalítica*, um sistema de pensamento e uma modalidade de transmissão do saber (análise didática*, supervisão*) que se apóia na transferência* e permite formar praticantes do inconsciente;
ao movimento psicanalítico, isto é, a uma escola de pensamento que engloba todas as correntes do freudismo.
Termo criado por Sigmund FREUD*, em 1896, para nomear um método particular de psicoterapia* (ou tratamento pela fala) proveniente do processo catártico (catarse*) de Josef BREUER* e pautado na exploração do inconsciente*, com a ajuda da associação livre*, por parte do paciente*, e da interpretação*, por parte do psicanalista.
Por extensão, dá-se o nome de psicanálise:
ao tratamento conduzido de acordo com esse método;
à disciplina fundada por Freud (e somente a ela), na medida em que abrange um método terapêutico, uma organização clínica, uma técnica psicanalítica*, um sistema de pensamento e uma modalidade de transmissão do saber (análise didática*, supervisão*) que se apóia na transferência* e permite formar praticantes do inconsciente;
ao movimento psicanalítico, isto é, a uma escola de pensamento que engloba todas as correntes do freudismo.

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Published by: José Hiroshi Taniguti on Dec 09, 2009
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PSICANÁLISE
 Termo criado por Sigmund FREUD*, em 1896, para nomear um método particular de psicoterapia* (ou tratamento pela fala) proveniente do processo catártico (catarse*) de Josef BREUER* e pautado na exploração do inconsciente*, com a ajuda da associação livre*, por  parte do paciente*, e da interpretação*, por parte do psicanalista.Por extensão, dá-se o nome de psicanálise:
1.
ao tratamento conduzido de acordo com esse método;
2.
à disciplina fundada por Freud (e somente a ela), na medida em que abrange ummétodo terapêutico, uma organização clínica, uma técnica psicanalítica*, umsistema de pensamento e uma modalidade de transmissão do saber (análiseditica*, supervio*) que se apóia na transferência* e permite formar  praticantes do inconsciente;3.ao movimento psicanalítico, isto é, a uma escola de pensamento que englobatodas as correntes do freudismo. “Já havendo o método catártico renunciado à sugestão*, Freud deu um passo a mais,rejeitando igualmente a hipnose. Ele trata com igualdade seus enfermos, do seguinte modo: sem procurar influenciá-los de maneira alguma, faz com que se estendam comodamente em um divã,enquanto ele próprio, retirado do olhar dos pacientes, senta-se atrás deles. Não lhes pede parafecharem os olhos e evita tocá-los, bem como empregar qualquer outro procedimento passível delembrar a hipnose. Esse tipo de sessão se passa à maneira de uma conversa entre duas pessoasem estado de vigília, uma das quais é poupada de qualquer esforço muscular e de qualquer impressão sensorial capaz de desviar sua atenção de sua própria atividade psíquica.” (Freud, S.,em um texto coletivo)
FREUD, segundo Stefan Zweig
[1] “Não se podia imaginar um indivíduo de espírito mais intrépido. Freud ousava a cada instanteexpressar o que pensava, mesmo quando sabia que inquietava e perturbava com suas declaraçõesclaras e inexoráveis; nunca procurava tornar sua posição menos difícil através da menor concessão, mesmo de pura forma.
 
“Estou convencido de que Freud poderia ter exposto, sem encontrar resistência por parte dauniversidade, quatro quintos de suas teorias, se estivesse disposto a vesti-las prudentemente, adizer ‘erótico’ em vez de ‘sexualidade’,
 Eros
em vez de ‘libido’ e a não ir sempre até o fundo dascoisas, mas limitar-se a sugeri-las. Mas desde que se tratasse de seu ensino e da verdade, ficavaintransigente; quanto mais firme era a resistência, tanto mais ele se afirmava em sua resolução.“Quando procuro um símbolo da coragem moral – o único heroísmo no mundo que não exigevítimas – vejo sempre diante de mim o belo rosto de Freud, com sua clareza viril, com seus olhossombrios de olhar reto e viril.”
[1]Stefan Zweig, (1881-1942), escritor austríaco, publicou em 1931 o ensaio
 A cura pelo espírito
, uma história das psicoterapias desde Franz Anton Mesmer.
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ORIGENS da PSICANÁLISE:
 MESMERISMOHIPNOTISMOCATARSESegundo Michel Foucault, em “Hisria da Loucura” (6ª edão-reimpressão, EditoraPerspectiva, são Paulo, 2000) , a lepra ‘desaparece’ do mundo Ocidental ao final da Idade Média,sendo brevemente substituída pelas doenças venéreas e finalmente pela loucura. Os loucosocupariam os leprosários e outras instituições.
MESMERISMO
 
 
Franz Anton MESMER (1734-1815):
 Médico austríaco, amigo de Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791), era autenticamentemédico da Faculdade de Viena e conhecedor da física, da filosofia e da teologia de seu tempo.Em 1773, popularizou a doutrina do magnetismo animal: afirmava que as doenças nervosas provinham de um desequilíbrio na distribuição de um “fluido universal”, que circulava noorganismo humano e animal.A virtude curativa provinha, segundo ele, do próprio dico, portador de um fluidomagnético, emanado, por exemplo, do brilho dos seus olhos. Para estabelecer o equilíbrio dacirculação fluídica, devia-se pôr o doente em estado de sonambulismo e provocar nele estadosconvulsivos, por uma série de manipulações, chamadas passes magnéticos.Em 1775, Mesmer foi convidado pelo Príncipe-Eleitor da Baviera a confrontar-se com o padre Johann Joseph Gassner. Humilde sacerdote rural e célebre exorcista de Würtemberg,Gassner praticava a expulsão do mal “demoníaco” do corpo das histéricas, depois de ter experimentado o método no seu próprio corpo, por ocasião de um confronto com o diabo. Ora,na presença da corte e das autoridades, Mesmer provocou e curou convulsões em um doente,sem recorrer ao exorcismo.Mesmer declarou que Gassner era um homem honesto, mas que curava os seus doentes, semsaber, graças ao magnetismo: “Foi assim” – escreveu Henri F. Ellenberger* – “que Franz AntonMesmer operou em 1775 a guinada decisiva do exorcismo para a psicoterapia dinâmica.”Atacado por todas as academias da Europa, Mesmer conquistou todavia um sucessoestrondoso com os seus tratamentos magnéticos.Em Viena, Mesmer tratou, pelo magnetismo, de Maria-Theresia Paradis, uma jovem musicistade 18 anos. Em um primeiro tempo, ela recobrou a visão, mas a sua cura foi contestada e elavoltou à cegueira. Abalado com esse fracasso, Mesmer mergulhou na depressão e depois deixoua Áustria, para instalar-se em Paris.Em Paris, a partir de 1778, e até as vésperas da Revolução Francesa, o magnetismo fez umenorme sucesso. Tornando-se uma espécie de mago, Mesmer formou discípulos, que fundaram aSociedade da Harmonia Universal, destinada a restabelecer os vínculos entre os homens, pelaforça de um fluido.Graças à sua famosa “tina”, ele tratava coletivamente dos numerosos doentes que acorriam àsua suntuosa mansão. Em uma tina cheia d’água eram depositados pedaços de vidro, pedras ehastes metálicas, cujas pontas tocavam os pacientes, ligados entre si por uma corda, que permitiaa circulação do fluido.Em 1784, uma comissão composta de peritos da Academia de Ciências e da Sociedade Realde Medicina, entre os quais Benjamin Franklin (1706-1790) e Antoine de Lavoisier (1743-1794),

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