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A nutureza da verdadeira adoração

A nutureza da verdadeira adoração

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Published by: Wanderlei Cordeiro de Souza on Dec 09, 2009
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12/09/2009

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A Natureza da VerdadeiraAdoração
Autor: Geoffrey Thomas* * *
A verdadeira adoração é prestada a Deus somente
 por aqueles que nasceram do Espírito de Deus
. "Aquele que énascido da carne, é carne", disse Jesus e portanto, toda assimchamada adoração feita por pecadores não regenerados écarnal. Somente um coração regenerado pode cantar a novacanção (Sl.40:3).
A verdadeira adoração só pode ser
realizada através doEspírito Santo
. "Os verdadeiros adoradores adoram o Pai emespírito" disse Jesus e, portanto, unicamente através dailuminação que o Espírito Santo concede a nossas mentes, e ossentimentos dela produzidos em nossos corações é que nossaadoração pode ser edificante para nós e agradável a Deus. Osdons de liderança concedidos pelo Espírito a pastores e mestressão uma parte essencial de adoração pública.
A verdadeira adoração
é estruturada pelas Escrituras
. "Osverdadeiros adoradores adoram... em verdade", disse Jesus. ABíblia nos revela a Deus
a Quem
devemos adorar
e como
devemos fazê-lo: "com reverência e santo temor". As Escriturasporduzem a atmosfera e fornecem os temas, as orações, oslouvores e a pregação. Dessa forma, possuímos um padrão paraconhecer o que é certo e o que é errado em tudo o que é faladoe cantado. Desfrutamos, também, uma maravilhosa liberdadede todas as tradições e artefatos que são introduzidos porhomens não espirituais, na inútil tentativa de "tornar" aadoração mais "importante" e "significativa".
A verdadeiraadoração é essencialmente simples
.
A verdadeira adoração
é centralizada em Deus
. Não écentralizada na "inspiração", tampouco nos sentimentos; nemmesmo é centralizada em Jesus (ou no Espírito Santo) - nãosomos adoradores só de Jesus (ou só do Espírito Santo). Ela secentraliza no Pai. Disse Jesus: "os verdadeiros adoradoresadoram o Pai". Naturalmente, o Pai só pode ser adorado atravésdo Filho e
o objeto de nossa adoração é a Divindade comoum todo: Pai, Filho e Espírito Santo
. Certamente nósadoramos a Jesus, mas é errado adorarmos somente a Jesus etorná-lo o centro de nossa adoração, negligenciando ao Pai.
A verdadeira adoração
surge a partir de um contínuo andar com Deus
. Um homem que dificilmente pensa em Deusdurante seis dias da semana, não está apto a adorá-locorretamente no sétimo dia. Se tal pessoa fala o quanto está se"regozijando" na adoração, alguma coisa está errada com ele!
 
Ele está se entretendo ou está recebendo aquela vagasensação de desafio que o homem natural desfruta. Por outrolado, em meio à verdadeira adoração, tal pessoa deveria sentiro quanto está afastada de Deus e sentir uma tristeza santa porsua negligência com a glória do Senhor.
A verdadeira adoração
requer preparação
. Um homem nãopode simplesmente achegar-se à presença de Deus semqualquer preparação de coração e alma e esperar, então , poruma "adoração instantânea". Davi disse: "Ao meu coração meocorre: buscai a minha presença; buscarei, pois, Senhor, a Tuapresença"(Sl.27:8). A verdadeira adoração, no dia do Senhor,surge de uma mente preparada para Deus, encorajada por umaoração ardorosa pela bênção do Senhor sobre a noite doSábado e a manhã do dia do Senhor.
A verdadeira adoração
deveria ser acompanhada pelameditação
. Eis por que exortamos as pessoas a cuidarem damaneira pela qual empregam o seu tempo após o término doculto. Todo o proveito advindo da exposição e aplicação daPalavra de Deus pode ser destruído. A graça é uma plantadelicada, pode ser facilmente danificada. Se queremosaproveitar da adoração prestada, isso deve ser feito por meiode uma tentativa verdadeira de reter a principal lição dapregação.
A verdadeira adoração é
sempre produto de uma perspectiva da grandeza de Deus e da nossa pequenez
.O profeta Isaías vê a grandeza de Deus e clama: "Ai de mim!Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, e os meusolhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos! (Is.6:5). João, na ilhade Patmos, vê o Senhor e diz: "Quando O vi, caí a seus pés,como morto"(Ap.1:17). Qualquer coisa de novo queintroduzimos na adoração, que não tenha como objetivo exaltara Deus, é simplesmente uma concessão ao desejo por novidadeque, caracteriza todos os homens naturais.
A verdadeira adoração
sempre é aceita por Deus
. Devemosser muito cuidadosos para não abrigar pensamentos queinferiorizam a nossa adoração! Expressões depreciativas, taiscomo aquelas que descrevem a adoração como um "sanduichede hinos", somente encorajam a atitude que revela que nossaadoração é formal, exterior e sem liberdade e que , se nósestivéssemos realmente adorando, então deveríamos terbarulho, liderança espontânea e excitação. Na realidade, naverdadeira adoração, as pessoas não ficam sempre sentadas naponta dos bancos imaginando quem será o próximo a dizer oufazer algo inesperado. Não, eles não devem concentrar-semuito nos meios de adoração; seus pensamentos devem estarcentralizados em Deus. A verdadeira adoração é caracterizadapelo esquecimento de si mesmo e a ausência de qualquerconcentração no homem. O publicano permaneceu em pé,distante, abaixou sua cabeça e orou: "'O Deus, sêmisericordioso comigo, pecador". Em nossos cultos, dirigidos
 
pelas Escrituras e dependentes de Cristo, estamosverdadeiramente adorando a Deus; não deixamossimplesmente que as coisas caminham, mas unicamentequeremos adorar; nós adoramos o Deus vivo em espírito e emverdade, sabendo que o Pai está buscando ativamente taispessoas que O adorem! Nós não cremos que todas essas novasênfases na espontaneidade e na condução da adoração porhomens, mulheres e jovens nos esteja levando a umaconscientização maior sobre Deus e à verdadeira adoração.Pelo contrário, existem abundantes evidências de que aadoração se encontra em declínio. Consideremos, por exemplo,a mudança em nosso modo de nos endereçarmos a Deus, o quetem ocorrido nos últimos vinte anos. Será que isso representaum progresso e um amadurecimento no culto e oraçãopúblicos? O que será que significa esssa nova linguagemutilizada para orarmos: "Nós só queremos Te adorar, Te louvar","Somente a Ti, Jesus, queremos adorar"? As frases truncadas ecurtas podem ser comparadas desfavoravelmente com osargumentos bem construídos e confiantes, acoplados com areverência constante observados nas orações das geraçõesanteriores.
A verdadeira adoração
tem o seu clímax no dia do Senhor 
.A liberdade que o povo de Deus desfruta sob a nova aliança nãolhes dá o direito de se reunirem somente quando se sentiremconduzidos ou dirigidos a fazê-lo. Na igreja apostólica, aadoração tinha períodos pré-determinados para ocorrer. Noprimeiro dia da semana eles se reuniam para partir o pão, ouvira Palavra de Deus e recolher as ofertas (At.20:7; I Co.16:2).Mesmo que eles não sentissem o mesmo ânimo para realizaressas coisas naquele dia e se sentissem mais inclinados àscoisas religiosas no terceiro dia, por exemplo, era no primeirodia que eles deviam reunir-se para adorar. O mesmo pode serdito hoje. Nós não somos "Adventistas do quinto dia", daquelesque se reúnem na quinta feira, à noite e nos orgulhamos dasbênçãos maravilhosas e da fantástica comunhão quando oSenhor "realmente" se reúne com dez de nós. Não, nósdevemos reunir-nos no Espírito no dia designado, o dia doSenhor e com todo o povo de Deus.
Tradução:Dr. Eurico Correia
Nota sobre o Autor:
Geoffrey Thomas é pastor da AlfredPlace Baptist Church em Aberystwyth, País de Gales etambém trabalha como Editor Assistente da Banner os Truth (Nº.153, Junho/76) e do Evangelical Times. Transcrição do jornal "Os Puritanos" Ano II Nº. 5 deSetembro/Outubro - 1994.

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