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Capítulo 13“Fangtasia”, disse uma voz feminina entediada. “Onde todos os seus sonhossangrentos se tornam realidade.”“Pam, é Sookie.”“Oh, olá”, ela disse mais alegremente. “Eu soube que você está com maisproblemas. Teve sua casa queimada. Você não vai viver muito mais tempo secontinuar assim.”“Não, talvez não”, eu concordei. “Escute, Eric está aí?”“Sim, ele está no escritório dele.”“Você pode me transferir para ele?”“Eu não sei como”, ela disse desdenhosamente.“Você poderia levar o telefone para ele, por favor, senhora?”“Claro. Algo sempre acontece por aqui depois que você liga. É totalmente fora darotina.”Pam estava levando o telefone através do bar; eu podia dizer pela mudança nosom ambiente. Havia música ao fundo. KDED novamente: “The Night Has aThousand Eyes*” desta vez.* A Noite Tem Mil Olhos“O que está acontecendo em Bon Temps, Sookie?” Pam perguntou, fazendo umclaro aparte para algum cliente do bar, “Ande para o lado, seu filho ilegítimo deuma prostituta!”“Eles gostam desse tipo de conversa”, ela disse para mim informalmente.“Agora, o que está acontecendo?”“Eu fui baleada.”“Oh, que péssimo”, ela disse. “Eric, você sabe o que Sookie está me contando? Alguém a baleou.”“Não fique tão emocional, Pam”, eu disse. “Alguém poderia pensar você sepreocupa comigo.”Ela riu. “Aqui está o homem”, ela disse.Soando quase tão prosaico quanto Pam tinha sido, Eric disse, “Não pode sercrítico ou você não estaria falando comigo.”Isto era verdade, entretanto eu teria preferido uma reação mais horrorizada.Mas este não era o momento de se pensar em questões pequenas. Respireiprofundamente. Eu sabia, como um tiro certeiro, o que estava vindo, mas tinhaque ajudar Tara.“Eric”, eu disse com uma sensação de maldição, “Eu preciso de um favor.”“Realmente?” ele disse. Então, depois de uma pausa notável, “Sério?”Ele começou a rir.“Eu peguei você”, ele disse.Ele chegou à casa geminada uma hora depois e parou no umbral depois querespondi à sua batida. “Nova construção”, ele me lembrou.“Você é bem-vindo para entrar”, eu disse sem sinceridade, e ele entrou, seurosto branco praticamente brilhando com – triunfo? Excitação? O cabelo de Ericestava molhado de chuva e estendido sobre seus ombros como rabos de rato. Ele vestia uma camisa de seda marrom dourada e calça marrom pregueada, com umcinto magnífico que era quase bárbaro: montes de couro, ouro e franjas balançando. Você pode tirar o homem da era Viking, mas você não pode tirar o Viking do homem.“Posso pegar uma bebida para você?” Eu disse. “Sinto muito, não tenho
 
TrueBlood, e não posso dirigir, então não pude comprar nenhum.Eu sabia que isso era uma grande violação de hospitalidade, mas não havia nadaque eu pudesse fazer a respeito. Eu não tinha chegado ao ponto de pedir aalguém para me trazer sangue para Eric.“Não se incomode”, ele disse suavemente, olhando em volta para o pequenoaposento.“Por favor, se sente.”Eric sentou no sofá, seu tornozelo direito no joelho de sua perna esquerda. Suasmãos grandes estavam inquietas.“Qual é o favor que você precisa, Sookie?” Ele estava descaradamente alegre.Suspirei. Pelo menos eu estava bem segura de que ele ajudaria, desde que elepudesse praticamente provar a influência que ele teria sobre mim.Me sentei na beirada da poltrona encaroçada. Expliquei sobre Tara, sobreFranklin, sobre Mickey. Eric ficou sério rapidamente.“Ela poderia partir durante o dia, mas não o faz”, ele mostrou.“Por que ela deveria deixar seu negócio e sua casa? Ele é quem deveria partir”,discuti. (Embora eu tenha que confessar, eu tinha pensado por mim mesma oporquê de Tara não ter tirado umas férias. Certamente Mickey não persistiriamuito tempo por aqui se seu passeio grátis tivesse ido embora?)“Tara estaria olhando por sobre seu ombro para o resto de sua vida se tentassese livrar dele precipitadamente”, eu disse firmemente.“Aprendi mais sobre Franklin desde que o conheci no Mississipi”, Eric disse.Imaginei se Eric tinha aprendido isto no banco de dados de Bill. “Franklin temuma mentalidade antiquada.”Isto era legal, vindo de um guerreiro Viking cujos dias mais felizes foram gastossaqueando, estuprando e destruindo.“Vampiros costumavam passar seus humanos adiante”, Eric explicou. “Quandonossa existência era secreta, era conveniente ter um amante humano, manteraquela pessoa... quer dizer, não tomar muito sangue... e então, quando nãohouvesse restado ninguém que a quisesse – ou ele”, Eric acrescentouapressadamente, assim meu lado feminista não seria ofendido, “Aquela pessoaseria, ah, completamente usada.”Eu estava enojada e demonstrei. “Você quer dizer drenada”, eu disse.“Sookie, você tem que entender que por centenas, milhares de anos, nós temosnos considerado melhores que os humanos, à parte dos humanos.” Ele pensoupor um segundo. “Mais ou menos a mesma relação a respeito como os humanostêm com, digamos, vacas. Comestíveis, mas fofos, também.”Eu fiquei em choque, sem palavras. Eu sabia disto, claro, mas ter esclarecido erasó... nauseante. Comida que andava e falava, isso que nós éramos. McPeople.“Então procurarei Bill. Ele conhece Tara, e ela aluga a loja dele, e aposto que elese sentirá obrigado a ajudar”, eu disse, furiosa.“Sim. Ele seria obrigado a tentar matar o subalterno de Salome. Bill não seclassifica nem um ponto mais alto do que Mickey, assim ele não pode ordenarque ele vá embora. Quem você acha que sobreviveria à briga?” A idéia me paralisou por um minuto. Estremeci. E se Mickey ganhasse?“Não, temo que eu seja sua melhor esperança aqui, Sookie.” Eric me deu umsorriso brilhante. “Falarei com Salome e lhe pedirei que ordene a seu cachorroque pare de atacar. Franklin não é sua criação, mas Mickey é. Considerando queele anda cruzando a fronteira ilegalmente em minha área, ela será obrigada achamá-lo de volta.Ele elevou uma sobrancelha loira.
 
“E já que você está me pedindo para fazer isto, claro, você me deve.“Deus, eu me pergunto o que você vai querer em troca?” Perguntei, talvez umpouco seca e sarcástica.Ele sorriu amplamente, me dando um relance de suas presas.“Me diga o que aconteceu enquanto eu estava com você. Me conte tudo, semdeixar nada de fora. Depois disso, eu farei o que você quer.” Ele pôs ambos ospés no chão e se inclinou para frente, focado em mim.“Certo.” Imagine ficar entre uma pedra e um lugar duro. Eu olhei para baixo, emminhas mãos apertadas em meu colo.“Nós fizemos sexo?” Ele perguntou diretamente.Por aproximadamente dois minutos, isto podia ser verdadeiramente divertido.“Eric”, eu disse, “Nós fizemos sexo em todas as posições que eu poderiaimaginar e algumas que eu não conseguiria. Nós fizemos sexo em todos osaposentos da minha casa, e também ao ar livre. Você me disse que fui a melhorque você já teve.” (Na época ele não podia lembrar de todo o sexo que já tinhafeito. Mas foi um elogio.) “Muito ruim você não possa se lembrar disto”, concluícom um sorriso modesto.Eric parecia como se eu o tivesse golpeado na testa com um martelo de madeira.Por longos trinta segundos sua reação foi completamente gratificante. Entãocomecei a ficar intranqüila.“Há alguma outra coisa que eu deveria saber?” Ele disse em uma voz tãocontrolada, e até mesmo aquilo era simplesmente assustador.“Um, sim.”“Então talvez você possa me esclarecer.”“Você se ofereceu para renunciar a sua posição como xerife e vir viver comigo. Earrumar um emprego.”Certo, talvez isto não estivesse indo tão bem. Eric não podia estar mais brancoou mais imóvel. “Ah”, ele disse. “Algo mais?”“Sim.” Abaixei minha cabeça, porque eu tinha chegado à parte absolutamentenão-divertida. “Quando nós viemos para casa naquela última noite, a noite emque tivemos a batalha com as bruxas em Shreveport, nós entramos pela portados fundos, certo, como sempre faço. E Debbie Pelt – você se lembra dela. Alcide – oh, seja lá o que ela fosse para ele... Debbie estava sentada à minhamesa da cozinha. E tinha uma arma e ia atirar em mim.” Arrisquei uma espiadae achei que as sobrancelhas de Eric tinham se juntado em uma carranca sinistra.“Mas você se jogou na minha frente.” Me inclinei para frente rapidamente eafaguei seu joelho, então voltei a meu lugar. “E você levou a bala, o que foirealmente, realmente doce da sua parte. Mas ela ia atirar novamente, e eupeguei a espingarda de meu irmão e a matei.” Eu não tinha chorado de jeitonenhum naquela noite, mas senti uma lágrima descer agora em minha bochecha. “Eu a matei”, eu disse, e ofeguei. A boca de Eric se abriu como se ele fosse fazer uma pergunta, mas ergui a mãoem um gesto de espere. Eu tinha que terminar.“Nós recolhemos o corpo e o ensacamos, e você o levou e a enterrou em algumlugar enquanto limpei a cozinha. E você encontrou o carro dela, e o escondeu.Eu não sei onde. Levei horas para conseguir tirar o sangue da cozinha. Estavapor toda parte.” Me agarrei desesperadamente em minha autoconfiança.Esfreguei meus olhos com a parte de trás de meu pulso. Meu ombro doeu, e memovi na cadeira, tentando aliviar isto.“E agora outra pessoa atirou em você e eu não estava lá para levar a bala”, Eric
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