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Resumo a Sociedade Em Rede - Castells

Resumo a Sociedade Em Rede - Castells

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Universidade Federal de PernambucoCentro de Ciências Sociais AplicadasDepartamento de Ciências AdministrativasResumo
CASTELLS, Manuel.
A Sociedade em Rede. 3ª Ed.
São Paulo: Editora Paz e Terra S.A.,1999
.
Profs. Sérgio Benício e Fernando Paiva 
 
Recife, 2004
 
 
PRÓLOGO
 
A REDE E O SER
Vários acontecimentos de importância histórica têm transformado o cenário social dahumanidade no fim do segundo milênio da Era Cristã. Uma revolução tecnológica concentradanas tecnologias da informação está remodelando a base material da sociedade em ritmoacelerado. Uma nova forma de relação entre a economia, o Estado e a sociedade vem sendoadotada em busca de uma interdependência global cada vez maior. O capitalismo passa por um processo de profunda reestruturação caracterizado por maior flexibilidade de gerenciamento;descentralização das empresas e sua organização em redes tanto internamente quanto em suasrelações com outras empresas; considerável fortalecimento do papel do capital
vis-à-vis
otrabalho, com declínio concomitante da influência dos movimentos de trabalhadores;individualização e diversificação cada vez maior das relações de trabalho; incorporação maciçadas mulheres na força de trabalho remunerada, geralmente em condições discriminatórias;intervenção estatal para desregular os mercados de forma seletiva e desfazer o estado do bem-estar social com diferentes intensidades e orientações, dependendo da natureza das forças einstituições políticas de cada sociedade; aumento da concorrência econômica global em umcontexto de progressiva diferenciação dos cenários geográficos e culturais para a acumulação e agestão de capital.Ao mesmo tempo em que se observa todo esse processo, as atividades criminosas e organizaçõesao estilo da máfia de todo o mundo também se tornaram globais e informacionais, favorecendoos meios para o encorajamento de hiperatividade mental e desejo proibido, juntamente com todae qualquer forma de negócio ilícito procurado por nossas sociedades, de armas sofisticadas àcarne humana. Além disso, um novo sistema de comunicação que fala cada vez mais uma línguauniversal digital tanto está promovendo a integração global da produção e distribuição de palavras, sons e imagens da nossa cultura como os personalizando ao gosto das identidades ehumores dos indivíduos.1As redes interativas de computadores estão crescendo exponencialmente, criando novas formas ecanais de comunicação, moldando a vida e, ao mesmo tempo, sendo moldadas por ela. As
mudanças
ocorridas
no âmbito social
são tão drásticas quanto os processos de transformaçãotecnológica e econômica. Como um bom exemplo tem-se o processo de transformação dacondição feminina, que apesar de todas as dificuldades atacou o patriarcalismo e o enfraqueceu
 
em várias sociedades. Dessa forma, os relacionamentos entre os sexos tornaram-se, na maior  parte do mundo, um domínio de disputas, em vez de uma esfera de reprodução cultural. A
consciência ambiental
permeou as instituições da sociedade, e seus valores ganharam apelo político a preço de serem refutados e manipulados na prática diária das empresas e burocracias.Os
sistemas políticos
estão mergulhados em uma crise estrutural de legitimidade. Os
movimentossociais
não cumprem mais os seus verdadeiros papéis, encolhem-se em seus mundos interioresou “brilham” apenas por um instante em um símbolo da mídia, são fragmentados, locais.É nesse contexto, de mudanças confusas e incontroladas que as pessoas tendem a agrupar-se emtorno das denominadas identidades primárias:
religiosas
,
étnicas
,
territoriais
,
nacionais
. Ofundamentalismo religioso provavelmente é a maior força de segurança pessoal e mobilizaçãocoletiva nestes anos de conturbações. Em um mundo de fluxos de riqueza, poder e imagens, a busca pela identidade, seja esta coletiva ou individual, atribuída ou construída, torna-se fonte básica de significado social. Contudo, essa tendência não representa algo novo, uma vez que aidentidade, sobretudo a religiosa e a étnica tem sido a base do significado desde os primórdios dasociedade humana. No entanto, a identidade está se tornando a principal e, às vezes, a únicafonte de significado em um período histórico caracterizado pela ampla desestruturação dasorganizações, deslegitimação das instituições, enfraquecimento de importantes movimentossociais e expressões culturais efêmeras. Cada vez mais, as pessoas organizam seu significado nãoem torno do que fazem, mas com base no que elas são ou acreditam que são. Enquanto isso, asredes globais de intercâmbios instrumentais conectam e desconectam indivíduos, grupos, regiõese até países, de acordo com sua pertinência na realização dos objetivos processados na rede, emum fluxo contínuo de decisões estratégicas. Segue-se então uma divisão fundamental entre oinstrumentalismo universal abstrato e as identidades particularistas historicamente enraizadas. Associedades estão cada vez mais estruturadas em uma posição bipolar entre a
 Rede e o Ser.
2A teoria e a cultura pós-moderna celebram o fim da história e, de certa forma, o fim da razão,renunciando a nossa capacidade de entender e encontrar sentido até no que não tem sentido. Paramelhor direcionar essa investigação deve-se, primeiramente, levar a tecnologia a sério,utilizando-a como ponto de partida; localizar esse processo de transformação tecnológicarevolucionária no contexto social em que ele ocorre e pelo qual está sendo moldado; e se lembrar que a busca pela identidade é tão poderosa quanto a transformação econômica e tecnológica noregistro da nova história.

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