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Novo Enem
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   J  u   l   h  o   /   2   0   0   9
ano 12 | 2
ª Edição
 
Editorial
Olá a tod@s! A segunda edição do jornal daDenem desse ano saúda os participantes doXXXIX Encontro Científico dos Estudantes deMedicina, na Unicamp. Na matéria de capavemos o relato sobre a greve dos estudantesda Estadual de Feira de Santana-BA. Tambémhá o relato da Regional Nordeste 2 sobre aabertura de pelo menos 7 escolas médicas,nos próximos anos. Leia também textos sobretemáticas diversas, como gênero, meia en-trada estudantil, AI 5 digital, gripe suína, entreoutros. Veja o calendário e agende-se para ospróximos eventos de sua regional.Aproveite a leitura do jornal! Dúvidas e colab-orações nos escreva: denem@denem.org.br.Para entrar na lista de discussões mandeemail para: listadenem-subscribe@yahoogru-pos.com.br.
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HUES e sua crise e FEDP
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Carta de solidariedade aos movimentos sociGestão DENEM 2009: Coordenação Geral:
Ramon Rawache Barbosa Moreira de Lima
,Coordenação de Finanças:
Roberto RibeiroMaranhão
, Coordenação de Comunicação:
Maria das Graças Timbó Pereira Camelo Ma-deira de Matos
, Coordenação de Relações Ex-teriores :
Phillipe Geraldo
Teixeira de AbreuReis, Coordenação Regional Sul 1:
Bruna Bal-larotti, Diângeli Soares
,
Josiane Canez Fa-rias
,
Luiz Henrique Santiago
, CoordenaçãoRegional Sul 2:
André Filipe AragãoFrancoda Costa,Juliana MontenegroSapata
,
LuizGuilhermede Souza, Marília Francesconi Fe-licio
, Coordenação Regional Nordeste 1:
Adriana C. Freitas, Gabriel Xavier“Padeiro”,Leonardo Maciel,
Coordenação Regional Nor-deste 2:
Paulo Tarcísio de Albuquerque Ca-valcanti Neto, Thiago Figueiredo de Castro
,Coordenação Regional Centro-Oeste:
DéboraRigo, Rafael Leonardo Silva, Rodrigo Matos,Tárina Moreira, Thiago Rocha,
CoordenaçãoRegional Norte:
André Tomaz, Caio Cesar Be-zerra da Silva, Danilo Rezegue, HugoCrasso Oliveira do Nascimento,Renato
Publicação oficial da Direção Executiva Na-cional dos Estudantes de Medicina (DENEM)Rua Alexandre Baraúna, s/n, Rodolfo Teófilo,Campus do Porangabuçu – Universidade Fe-deral do CearáFortaleza – CE – CEP: 60414-000Telefax:85 32323957Endereço eletrônico: denem@denem.org.brwww.denem.org.br
Penha de Oliveira Santos
, Coordenação Re-gional Sudeste 1:
Ingrid Antunes da Silva, IsisAltgott, Lívia NeryMartins de Sousa Men-des, Lucas Leonardo Knupp dos Santos,Marcos Vinícius Gouvêa
, Coordenação Re-gional Sudeste 2:
Adeilton Rosa Paiva, Ber-nardo Vieira Goular de Souza, JamersonIzidoro, João Bonin, Rafael LeiteNunes,
Coordenação de Estágios e Vivências:
Cris-tiane de Oliveira Breda, Marina Jacob Chaer,Pedro HenriqueFernandes do Carmo LasCasas, Stênio Bruno Leal Duarte,
Coordena-ção de Políticas Educacionais:
BrunoFerreiraFunchal
, Coordenação de Extensão Universi-tária:
Emille Sampaio Cordeiro, FernandaFernandesFonseca, Renato Penha de Oli-veira Santos
, Coordenação de Políticas deSaúde:
Caio Cesar Bezerra da Silva
,
Emer-son Rafael Lopes
, Coordenação de Educaçãoe Saúde:
Lucas Rafael Gonçalves Ferreira
,Coordenação de Meio Ambiente
: Greg de SáSilva,José Medeiros do Nascimento Filho,
Coordenação Cientifica:
HenriqueGonçalvesDantas de Medeiros
Editorial nesta edição: Maria das Graças Timbó Pereira Camelo deMatos (UFC), Ramon Rawache B. M. de Lima (UFC), Roberto R.Maranhão (UFC)Colaboradores: Cláudia Cristina de Araújo(UFC), Mariana Damas-ceno Linhagens (UFC), Julyana Quintino (EBMSP)- Membros doCONSED - Conselho Editorial; Gestão 2009 da DENEM, JulianaVieira Mota (UFC)- rede de ajuda da ComunicaçãoProjeto Gráfico: Erico diasTiragem: 3.000 exemplares
ais frente a criminalização na conjuntura atual
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Antes de serem criados os Hospitais Univer-sitários, as escolas de saúde utilizavam hospitais fi-lantrópicos para a ação do ensino prático em saúde. Nas décadas de 50 e 60 algumas universidades co-meçaram a criar unidades de atendimento à saúde esomente na década de 70, a partir de convênios como Ministério da Educação com essas universidades éque começou a idéia de Hospitais Universitários.Até o surgimento do SUS, os HU eram des-tinados para atendimentos das pessoas fora doINAMPS (Instituto Nacional de Previdência eSaúde), pós constituição de 88, esses hospitais pas-sam a ser conveniados ao SUS, sendo garantida a au-tonomia Universitária. OS HU passaram a ser responsabilizados pela atenção secundária e terciá-ria.Desde o seu nascedouro, os Hospitais Uni-versitários, sempre apresentaram problemas desde aquestão da contratuali-zação até questõesmais objetivas de fi-nanciamento.A crise hoje en-frentada, não passa deuma agudização de um problema crônico. Se-gundo a Associaçãodos Dirigentes das Ins-tituições Federais deEnsino Superior, AN-DIFES, a dívidas dosHU era de R$440 milhões, em outubro de 2007.Com esse acumulado de dívidas, os HU aindaconseguem atingir o equivalente a 10% dos leitos e12% do total de internações no país, mesmo sendoapenas 2,3% do total de hospitais. Hoje, segundo o próprio MEC os HU acumulam um déficit de 5 milservidores técnicos-administrativos.Toda essa situação já levou aos governos a“pensar” em inúmeras propostas para “solucionar” o problema, infelizmente, as propostas sempre se apre-sentaram dentro do campo das privatizações. Em2001, a proposta foi declaradamente vender 25% dosleitos para o setor privado. Em 2005, o MEC propôsa desvinculação do orçamento do MEC os gastoscom os HU.Entre 2006 e 2007 surge a “nova” proposta:as Fundações “Estatais” de Direito Privado, FEDP.Com esse nome estranho, que mistura o termo pú- blico com um antagônico, privado, o Governo Fede-ral apresenta a sua idéia para resolver o problema degestão da saúde, mas também de outras 11 aéreas.. Por outro lado, as FEDP retrocedem emmuito em vários algumas conquistas históricas daluta pela saúde como um direito.Baseada no modelo de empresa “publica” asFEDP seriam gestadas por conselhos, mas nesses nãoestão presentes usuários, decretando o fim do con-trole social. Na mesma lógica, as FEDP devem cum- prir metas baseadas nas suas próprias decisões, recebemfinanciamento publico, de-dicam PCCS diferenciados para cada profissional,fazem a contratação de fun-cionários por concurso pú- blico com regime CLT (hojeo regime é estatutário, o quegarante ao trabalhador maisdireitos).O fato é que para ga-rantir financiamento e gerar lucro, cada FEDP irá orientar suas metas e seus ser-viços para as atividades mais rentáveis, o que causaráum verdadeiro abismo entre as metas cumpridas e asnecessidades de atendimento da população. Isso na prática é a quebra da integralidade. Sem falar que nãoestar vetada a venda de leito, a venda de espaços paraaulas de cursos de saúde, a venda de espaços para pesquisa e afins. Com isso, a universalidade tanto doatendimento, quanto das pesquisas dos HU está se-riamente em risco.Com as FEDP saímos todos perdendo:Perdem os trabalhadores, que serão exigidos no atoda contratação (concurso público), mas poderão ser facilmente demitido, já que o regime é CLT. Passama ser demitidos inclusive devido a sua organizaçãoem sindicatos, ou coisas do tipo, como greve. Como regime CLT, a rotatividade de trabalhadores, podeaté dificultar o atendimento a longo prazo de pacien-tes crônicos. Os trabalhadores ainda perdem com adiferenciação dos PCCS e com o fato de cada FEDPser uma empresa diferenciada de outra FEDP, isso porque causa a dispersão das categorias, que antes seorganizavam por atividade e agora passarão a se or-ganizar por atividade em cada FEDP.Perdem a população que com o fim do controle so-cial não poderão mais contribuir com a formulaçãodas políticas de saúde. Ainda perdem com a situaçãocausada pelo fetiche das metas, que impõem organi-zação dos serviços de cada FEDP de maneira própria,sendo, como já citado, uma bela pancada na integra-lidade. Ainda perdem com a não garantia da univer-salidade.Perdem os estudantes que terão que se formar dentroda lógica do cumprimento de metas, e não da inte-gralidade. Além disso, a formação em interdiscipli-naridade está prejudicada pela lógica da competiçãoestimulada pelas FEDP.È necessária como alternativa à crise dosHUs uma política de financiamento real que possarealizar a contratação de mais profissionais, suprir adeficiência de equipamentos, reformas estruturais,reabertura de serviços... Precisamos revitalizar nos-sos HU para termos bons espaços para aulas práticas, para dar boa qualidade de atendimento à população, para garantir o desenvolvimento de pesquisas com- prometidas com a resolução dos problemas da popu-lação.
HUES e suacrise, eFEDP
 Alémdenãoseapresentarcomoumasoluçãoverdadeira,asFEDPnemsequermencionaoproblemaprincipaldosHU,faltadefinanciamento
Ramon Rawache
XII de Maio, UFC FortalezaCoordenaçao geral da Denem
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