: \ O V E R C L O C K >
2
:\EDITORIAL>
Sabemos o que Case sentiu nos seus do-lorosos dias em Chiba, longe e impossibili-tado de acessar o ciberespaço. Pode soarinverossímil, mas echamos esta edição do:\Overclock sem nenhuma conexão com arede mundial de computadores (na ver-dade, não sejamos injustos, pois um modemPC-MCIA quebrou nosso galho, mas é tãolento que quase ouvimos aquele barulhinhonostálgico de conexão discada). Ainda nãotemos previsão de quando retornaremospara a Matrix (aceitamos qualquer tipo detoxina em nossos corpos para que isto nãodemore), mas o leitor já pode embarcar namais nova “alucinação consensual” oerec-ida pelo :\Overclock.Em seu quarto número, apresentamos trêscontos - “Bitchrunner 2040”, de Carlos An-gelo, “Pixel Pizza”, de Gabriel Boz, e “OSegredo”, de Jessica Spiner -, além de umapequena introdução à literatura cyberpunkassinada por Braulio Tavares. Apesar dovertiginoso delay, o essencial “O cyberpunknos anos 90”, de Bruce Sterling, aparecepela primeira vez no Brasil, revelando suaassustadora atualidade. Sterling, um dospais do cyberpunk, também “realiza” umaentrevista com H. P. Lovecrat - uma pérolaesquecida que encontramos nos arquivos doCHEAP TRUTH, um zine já alecido, masque deixou uma prole vasta (nós, por ex-emplo). A banda sueca Elegant Machinerytambém é entrevistada nesta edição do :\ Overclock (ao contrário de Lovecrat, estabanda sueca voltou à vida e já dispara suasnovas produções no universo do synthpop).Também comentamos dois shows realizadosem Buenos Aires - “And One” (3 de março)e “Interpol” (8 de março) -, além, é claro,das resenhas de flmes, livros e discos.Os expedientes de CHEAP TRUTH - é in-evitável não retornar a ele - sempre echa-vam com rases de eeito. Gostamos muitode “The Truth Cannot Be Copyrighted”. Seexiste algum código de conduta seguidopelos zineiros, “A verdade não pode tercopyright” é este código. É esta pequenarevolução subterrânea empreendida emquartos lacrados, em madrugadas binárias.Mas o sol nos aguarda...RL
Leave a Comment