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"Responsabilidade Civil em Acidentes de Trânsito nas Rodovias"

"Responsabilidade Civil em Acidentes de Trânsito nas Rodovias"

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Carlos Brunetti de Godoy

Monografia
"Responsabilidade Civil em Acidentes de Trânsito nas rodovias"
Carlos Brunetti de Godoy

Monografia
"Responsabilidade Civil em Acidentes de Trânsito nas rodovias"

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INTRODUÇÃO
A responsabilidade civil constitui um dos campos mais vastos do direito,onde despontaram os maiores juristas e extensos tratados foram escritos. Semvida, a maria foi estudada com desvelo e profundidade na maioria dascivilizões. Mas isto o significa que haja consonância de pensamento nageneralidade dos aspectos atinentes ao seu âmbito de abrangência, nem que seoferam soluções paficas a todas as queses e conflitos sociais quediuturnamente emergem do convívio humano.Com efeito, verifica-se que onde a casuística da responsabilidade civilassumiu grandes proporções foi no campo automobilístico. É que o número deacidentes de trânsito com veículos automotores é exorbitante. Infelizmente, quem afirme que, tais acidentes, tanto nas rodovias como no perímetro urbano decidades de porte médio e grande, matam mais pessoas do que as guerrasprecedentes.Felizmente, após trinta e um anos de vigência, o arcaico Código Nacionalde Trânsito (Lei 5.108, de 21/09/66) foi substituído pelo atual Código de TrânsitoBrasileiro (Lei 9.503, de 23/09/97), que trouxe inúmeras modificações e inovações,inclusive contendo um capítulo exclusivo para os delitos de trânsito. A hipótese maissingela e mais freqüente é a da aplicação da teoria da culpa, seja por fato próprio,seja por empregado ou preposto.
 
Em face de um abalroamento ou atropelamento, e apurado oprocedimento culposo do motorista, define-se a responsabilidade: marchar comexcesso de velocidade, trafegar na contramão, avançar sinal de trânsito, cruzar viapública sem a necessária atenção, violar, em suma, as normas regulamentares,gerando efeitos civis daí decorrentes. Tais condutas caracterizam-se comoimprudentes ou negligentes, traduzindo-se em procedimento culposo, comincidência do artigo 159 do Código Civil Brasileiro combinado, se for o caso, com oartigo 1.521, III , que se trata de fato do empregado ou preposto, ou com o artigo1.521, I e II, respectivamente, fato do menor sob pátrio poder ou tutela, ou, ainda,com o artigo 1.522 que expressa a responsabilidade da pessoa jurídica.Sendo a responsabilidade civil independente da criminal, não se exime oagente de responder por perdas e danos, se eventualmente houver logrado obter absolvição no juízo criminal, salvo nas hipóteses previstas no artigo 1.525 do CódigoCivil, ou seja, a discussão em torno da existência do fato ou quem seja o seu autor,quando estas questões estiverem decididas na esfera criminal. Em matéria deacidente de trânsito, os dois tipos de responsabilidade, a delitual e a contratual,podem ter lugar.Deve-se ter em mente que as leis do tráfego não vão ao ponto de prever todas as situações a serem tomadas com o objetivo de se impedir o acidente. Issoquer dizer que pelo fato de agir rigorosamente dentro das normas regulamentares edas leis do trânsito esteja o motorista impune de qualquer responsabilidade.
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Nos regulamentos, especialmente os de trânsito, as normas editadasabarcam menos do que deveriam, pois não alcançam todas as causas possíveis ouprováveis dos acidentes.Um campo onde as divergências e os debates mais se acentuam dizrespeito à indenização por dano moral puro, sem reflexos na lesão patrimonial. Nahipótese de morte, sustentam os Tribunais, com amparo na doutrina, ser admissívela reparação desde que a vítima, figurando como solteira, não tenha ultrapassado osvinte e cinco anos. Presume-se que a pessoa venha a casar nesta idade, quandodeixa de cooperar na subsistência dos pais e irmãos, passando a empregar osrendimentos exclusivamente para as suas necessidades e da família que forma. Éadmitida a indenização mesmo que o filho o exerça nenhuma atividade,dedicando-se apenas aos estudos, ou até na circunstância de acarretar ônus edespesas aos progenitores.Supõe-se, para embasar a justificativa, que ninguém sabe como será ofuturo, de modo que o filho é um fator de segurança, uma expectativa de socorro àsnecessidades de amanhã. Os pais não estão livres de precisarem de sua ajuda,tantas são as surpresas e modificações no curso da vida. O fundamento é, pois, apossibilidade de uma situação futura que imponha a presença do filho para socorrer os progenitores.É plenamente justificável o ponto de vista, mas os argumentos são válidostambém nas hipóteses de morte em uma idade superior a vinte e cinco anos.Incontáveis são os casos de filhos de qualquer idade serem chamados a dar amparoe alimentos aos pais.
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