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Meios de Prova e Provas em Espécie

Meios de Prova e Provas em Espécie

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Este artigo explica de forma clara e´detalhada, com as bases legais pertinentes, tudo o que se refere aos meios de provas, bem como, às provas em espécie, admitidas no processo trabalhista; elucida a ordem de preferência, maneiras de obtê-las, forma de utilizá-las demonstrando total conhecimento da causa no exercíco da advocacia, formas de convencer o "juízo", exempleficando casos concretos e os meios caíbeis de provas para tais, em fim, com certeza dessa leitura se depreende fácil entendimento traduzindo por efeito, ampla capacidade, conhecimento e cumprimento do dever jurídico.
Este artigo explica de forma clara e´detalhada, com as bases legais pertinentes, tudo o que se refere aos meios de provas, bem como, às provas em espécie, admitidas no processo trabalhista; elucida a ordem de preferência, maneiras de obtê-las, forma de utilizá-las demonstrando total conhecimento da causa no exercíco da advocacia, formas de convencer o "juízo", exempleficando casos concretos e os meios caíbeis de provas para tais, em fim, com certeza dessa leitura se depreende fácil entendimento traduzindo por efeito, ampla capacidade, conhecimento e cumprimento do dever jurídico.

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Meios de Prova
Saber o que provar; quando provar, é essencial no processo.Às vezes não é necessário nem provar – importa saber de quem é o ônus da prova.O ônus da prova está no Art. 818, CLT; →
Quem alega deve provar 
(é a regra).
 Art. 818 - A prova das alegações incumbe à parte que as fizer. Art. 819 - O depoimento das partes e testemunhas que não souberem falar a língua nacional será feito por meio de intérpretenomeado pelo juiz ou presidente.§ 1º - Proceder-se-á da forma indicada neste artigo, quando se tratar de surdo-mudo, ou de mudo que não saiba escrever.§ 2º - Em ambos os casos de que este artigo trata, as despesas correrão por conta da parte a que interessar o depoimento. Art. 820 - As partes e testemunhas serão inquiridas pelo juiz ou presidente, podendo ser reinquiridas, por seu intermédio, arequerimento dos vogais, das partes, seus representantes ou advogados. Art. 821 - Cada uma das partes não poderá indicar mais de 3 (três) testemunhas, salvo quando se tratar de inquérito, caso em queesse número poderá ser elevado a 6 (seis). Art. 822 - As testemunhas não poderão sofrer qualquer desconto pelas faltas ao serviço, ocasionadas pelo seu comparecimento para depor, quando devidamente arroladas ou convocadas. Art. 823 - Se a testemunha for funcionário civil ou militar, e tiver de depor em hora de serviço, será requisitada ao chefe darepartição para comparecer à audiência marcada. Art. 824 - O juiz ou presidente providenciará para que o depoimento de uma testemunha não seja ouvido pelas demais quetenham de depor no processo. Art. 825 - As testemunhas comparecerão a audiência independentemente de notificação ou intimação.Parágrafo único - As que não comparecerem serão intimadas, ex officio ou a requerimento da parte, ficando sujeitas a conduçãocoercitiva, além das penalidades do art. 730, caso, sem motivo justificado, não atendam à intimação. Art. 826 - É facultado a cada uma das partes apresentar um perito ou técnico. Art. 827 - O juiz ou presidente poderá argüir os peritos compromissados ou os técnicos, e rubricará, para ser junto ao processo, olaudo que os primeiros tiverem apresentado. Art. 828 - Toda testemunha, antes de prestar o compromisso legal, será qualificada, indicando o nome, nacionalidade, profissão,idade, residência, e, quando empregada, o tempo de serviço prestado ao empregador, ficando sujeita, em caso de falsidade, àsleis penais.Parágrafo único - Os depoimentos das testemunhas serão resumidos, por ocasião da audiência, pelo secretário da Junta ou funcionário para esse fim designado, devendo a súmula ser assinada pelo Presidente do Tribunal e pelos depoentes. Art. 829 - A testemunha que for parente até o terceiro grau civil, amigo íntimo ou inimigo de qualquer das partes, não prestarácompromisso, e seu depoimento valerá como simples informação. Art. 830 - O documento oferecido para prova só será aceito se estiver no original ou em certidão autêntica, ou quando conferida arespectiva pública-forma ou cópia perante o juiz ou Tribunal.
O ônus da prova tem como
regra geral
“Art. 818 - A prova das alegações incumbe à parte que as fizer.”;
Ex. 1: Quem alegadoença ocupacionaldeve provar que a adquiriu em razão da atividadedesenvolvida – nexo causal, porquenão foi concedido EPI’s.
 
Ex. 2: alegão deFGTS não recolhido(deve ser recolhido pelo empregador, emperiodicidade mensal, 8%, depositado na CEF em conta vinculada, em nome do empregado,para saque há várias hipóteses).O entendimento é de que oônus é do empregado/ reclamante provar , uma vez que ele temacesso aos extratos bancários dos depósitos efetuados a título de FGTS. O reclamante podedemonstrar/ apontar os meses que não foram recolhidos, ou recolhidos a menos, pois tem osextratos. Cai naregra geral.O ônus da prova, ao longo do processo, é passado do empregado para o empregador evice-versa.
I
NVERSÃO
 
DO
 
ÔNUS
 
DA
 
PROVA
O
CORRERÁ
 
QUANDO
 
SE
 
TRATAR
 
DO
 
PODER
 
DIRETIVO
 
DO
 
EMPREGADOR
.Questões que
dependem da tese da defesa
Ex. 1: em relação à alegação deexistência de vínculo empregatício, nessecaso o ônus da prova dependerá da tese do empregador. Se:
O empregador alega que nunca houve trabalho –negativa geral, o ônus da prova édo empregado. Cai naregra geral.
O empregador alega que houve trabalho, mas de forma autônoma –sob outracondição, ou seja, o trabalho não é negado, é negada a alegada condição que sedeu o trabalho. O ônus da prova é do empregador. Cai na exceção- Inversão doônus da prova.Caso baleiro que ajudou a descarregar caminhão de transportadora. Tesedefensiva:
“não trabalhava para a transportadora, na verdade ele aparecia lá paravender balas para os empregados da transportadora”,
nada foi produzido no processo – problema: foi que o advogado da reclamada alegou ao final
“por cautela, casoalguém tenha o visto em cima de um caminhão da transportadora foi algo eventual,diante da possível queda de mercadoria de cima do caminhão, e ele foi ajudar 
”. Comisso, ele admitiu que houve o trabalho eventual, e diante disso, trabalho eventual oônus da prova se inverteu. Assim, porquanto o produziu nenhuma prova, foicondenado.
 
Ex 2: empregado alega que fezhoras extras. Nessa hipótese dependerá donúmero de trabalhadores do empregador – art. 74, §2º (=poder diretivo do empregador está configurado). Se:
For mais de 10 empregados é necessário que haja o cartão ponto, configurando opoder diretivo do empregador, e seele quem deveprovar que o que oempregado alegou não é verídico. Cai na exceção- Inversão do ônus da prova.
For menos de 10 empregados não haverá necessidade de registro de horário, logonão há que se falar em poder diretivo, logo que deve provar as horas extras é oempregado (testemunhas). Cai naregra geral.
 Art. 74 - O horário do trabalho constará de quadro, organizado conforme modelo expedido pelo Ministro do Trabalho,Indústria e Comercio, e afixado em lugar bem visível. Esse quadro será discriminativo no caso de não ser o horário único para todos os empregados de uma mesma seção ou turma.§ 2º - Para os estabelecimentos de mais de dez trabalhadores será obrigatória a anotação da hora de entrada e de saída,em registro manual, mecânico ou eletrônico, conforme instruções a serem expedidas pelo Ministério do Trabalho, devendohaver pré-assinalação do período de repouso.
Ex. 3: alegação deFGTS não recolhido(deve ser recolhido pelo empregador,em periodicidade mensal, 8%, depositado na CEF em conta vinculada, em nome doempregado, para saque há várias hipóteses).
Há entendimento de que oônus é do empregado provar , uma vez que ele temacesso aos extratos bancários dos desitos efetuados a tulo de FGTS. Oreclamante pode demonstrar/ apontar os meses que não foram recolhidos, ourecolhidos a menos, pois tem os extratos. Cai naregra geral.
Já houve entendimento de que o ônus era do empregador, uma vez que era dele opoder diretivo, é ele quem deve guardar os comprovantes de depósitos.Ex. 4: o empregado alega que hádiferenças salariais, alegação de que nãorecebeu sarios de maio e de junho (salário tem um único meio de prova doadimplemento - recibo – art. 464, que não pode ser complessivo.
Quem deve provar que pagou é o empregador - Inversão do ônus da prova.
 Art. 464 - O pagamento do salário deverá ser efetuado contra recibo, assinado pelo empregado; em se tratando deanalfabeto, mediante sua impressão digital, ou, não sendo esta possível, a seu rogo.

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