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A esquerda da pesquisa à direita da prática

A esquerda da pesquisa à direita da prática

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Esse trabalho pretende mostrar que a utilização pedagógica das Tecnologias da
Informação e da Comunicação-TIC, com ênfase no uso dos computadores conectados em
rede, é capaz de promover em curto espaço de tempo, um aprendizado mais significativo do
que uma jornada letiva nos moldes hegemônicos de ensino; e que por isso mesmo o professor
deve rever seu papel e sua participação nesse processo milenar de transmissão de informação
e de construção de conhecimentos, preparando-se para utilizar eficientemente as ferramentas
tecnológicas não apenas para alargamento de seu pensamento e de sua cosmovisão, como
também de seus alunos, na busca pela construção de um olhar que revele o caminho para a
realização mútua. O que nos interessa destacar é a relação possivelmente estabelecida entre o
conjunto de saberes considerados importantes para o professor em seu exercício profissional
e a atividade de pesquisa, considerada hoje recurso indispensável ao seu trabalho.
Esse trabalho pretende mostrar que a utilização pedagógica das Tecnologias da
Informação e da Comunicação-TIC, com ênfase no uso dos computadores conectados em
rede, é capaz de promover em curto espaço de tempo, um aprendizado mais significativo do
que uma jornada letiva nos moldes hegemônicos de ensino; e que por isso mesmo o professor
deve rever seu papel e sua participação nesse processo milenar de transmissão de informação
e de construção de conhecimentos, preparando-se para utilizar eficientemente as ferramentas
tecnológicas não apenas para alargamento de seu pensamento e de sua cosmovisão, como
também de seus alunos, na busca pela construção de um olhar que revele o caminho para a
realização mútua. O que nos interessa destacar é a relação possivelmente estabelecida entre o
conjunto de saberes considerados importantes para o professor em seu exercício profissional
e a atividade de pesquisa, considerada hoje recurso indispensável ao seu trabalho.

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À ESQUERDA DA PESQUISA À DIREITA DA PRÁTICA: UM NOVOREFERENCIAL PARA O PROFESSOR TENDO POR BASE AS TECNOLOGIAS DAINFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO
Franz Kreüther Pereira
1
Apostar? Não sabemos se já se jogou tudo ou se nada foi jogado. Nada écerto, principalmente o melhor, mas inclusive o pior. É dentro da noite edo nevoeiro que precisamos jogar. (E. Morin, apud PETRAGLIA, p.11)
Resumo
Esse trabalho pretende mostrar que a utilização pedagógica das Tecnologias daInformação e da Comunicação-TIC, com ênfase no uso dos computadores conectados emrede, é capaz de promover em curto espaço de tempo, um aprendizado mais significativo doque uma jornada letiva nos moldes hegemônicos de ensino; e que por isso mesmo o professor deve rever seu papel e sua participação nesse processo milenar de transmissão de informaçãoe de construção de conhecimentos, preparando-se para utilizar eficientemente as ferramentastecnológicas não apenas para alargamento de seu pensamento e de sua cosmovisão, comotambém de seus alunos, na busca pela construção de um olhar que revele o caminho para arealização mútua. O que nos interessa destacar é a relação possivelmente estabelecida entre oconjunto de saberes considerados importantes para o professor em seu exercício profissionale a atividade de pesquisa, considerada hoje recurso indispensável ao seu trabalho.Conceitos chave: Formação de professores, novas tecnologias na educação, mudança de paradigma.
Apresentação
As atividades nos Núcleos de Tecnologia Educacional-NTE, criados desde 1998 peloPrograma Nacional de Informática Educativa-ProInfo -MEC/SEED- em parceria com estadose municípios, centram-se na formação continuada de professores e no desenvolvimento deuma cultura de ensino e aprendizagem mediada pelas Tecnologias da Informação eComunicação-TIC, tendo por base, dentre outros, os pressupostos teóricos do paradigmaestruturalista apresentados por Piaget e Vygostky; com um olhar no enfoque sistêmico que oscomputadores conectados em rede possibilitam e na perspectiva critico-reflexiva proporcionada pela metodologia de projetos. Nos NTE atuam os Multiplicadores, professores com especialização em Informáticana Educação, que são responsáveis pelo planejamento e execução dos cursos de formação. Nesse local, os professores que participam desses cursos são apresentados a uma nova
cultura profissional 
(Imbernón, 1994), alicerçada nas possibilidades didático-pedagógicas proporcionadas pela presença de ambientes computadorizados, enquanto são apresentados àconstrução de uma relação reflexiva entre o saber que
ele possui
e aquele que
deve buscar  possuir 
diante da inserção das TIC no cenário educacional e na sua práxis cotidiária.O resultado que se busca nessas capacitações é desenvolver, no professor que atua emsala de aula, a cultura de pesquisa, pois concebemos que o especialista que está em regência
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Licenciado Pleno em Física, Especialista em Informática na Educação e Mestre em Educação em Ciências eMatemáticas.
 
de classe deve ser, antes de tudo, um professor-pesquisador, e que a educação para ser libertadora deve ser libertadora da mente, da consciência, o que pode-se alcançar peloabandono de velhas práticas e de modelos obsoletos de acessar, manipular e transmitir informações. Talvez possamos atingir esse estágio quando respondermos a questão:
[...] como compatibilizar essa nova concepção de mundo, essa novacultura profissional, com uma concepção de ensino que transcende o paradigma tradicional, pontuado pela instrução programada, pelatransmissão de informações e pelo treinamento de pensamento algorítimo(sic) e mecânico?
 
(MISKULIN, 2003. p. 217-218)
O profissional que agir de maneira contrária a essa tendência - arriscamos o vaticínio- estará fadado a desaparecer, sucumbido pelas mudanças que o novo paradigma promove.Exagero? A revista SUPERINTERESSANTE, de outubro de 2000 publicou uma reportagemintitulada “Superprofissionais” onde apresenta um cenário para daqui a 40/50 anos. Segundoela “haverá uma demanda enorme por gente eclética, que saiba o suficiente de cada área paraorientar especialistas reunidos em grandes equipes de trabalho” (p.90-93). Nesse cenário, segundo Howard Rheingold
2
, a escola será uma grande comunidadevirtual, onde os professores, alunos, pais, pesquisadores, cientistas etc., estarão efetuandouma maciça e substancial troca de dados e informações, de altíssima qualidade. Ecomplementa:
O cargo fundamental, aí dentro, será o educador 3D, que somará ashabilidades de todos os profissionais acima (i.e.: as profissões decientista, jornalista,
designer 
e programador de computador), comobjetivo de dar ao ensino a maior eficiência possível.(...) sua habilidadeem selecionar as informações e em torná-las mas acessíveis poderá ser útil de diversas formas. (...) “O professor 3D construirá espaços virtuaisnos quais os alunos usarão todos os seus sentidos para aprender”, dizRheingold.
O rei está nu
As transformações, as renovações, a evolução, são as respostas naturais às crises, daíque toda crise encerra em seu bojo uma perspectiva criativa e permite que se apresente umanova abordagem para um velho modelo. Tomando por base o princípio que toda mudança pode ser facilitada, mas não dirigida, Thomas Kuhn publicou
The Structure of Scientific Revolution
em 1962, onde introduziu a expressão “mudança paradigmática”.Um paradigma é um esquema para a compreensão e a explicação de certos aspectosda realidade. Para nos o paradigma educacional ainda vigente, além de não comportar asmudanças que a nova realidade apresenta, ainda cria um descompasso, podemos mesmo dizer um paradoxo, entre a ciência que se constrói e a que a Academia teima em transmitir ao professor em formação e este impõe aos seus alunos. Parece-nos como a estória da roupa dorei, confeccionada com um tecido que apenas a
inteligentzia
poderia enxergar. De fato, ovelho referencial agoniza e o paradigma emergente fez como a criança da estória, queapontando o dedo para o monarca que desfilava orgulhoso sua nova roupa, revelou a verdadeao gritar: O rei está nú!
2
Rheingold é o presidente da Rheingold Associates, uma empresa de consultorias, e inventor do termo“comunidade virtual”.
2
 
A questão do referencial sempre norteou os trabalhos dos pesquisadores, seja naciência ou na educação, em que pese os paradoxos presentes tanto numa quanto noutra. Ele, oreferencial, é o “óculos”
 3
através do qual o sujeito ordena o seu universo, se enxerga e secompreende. Com relação à educação, é facilmente perceptível que a escola mantém-seapegada a conceitos que a ciência vem, sistematicamente, derrubando ou revendo. Parachegar a essa conclusão, basta observar o ensino de Ciências ou folhear alguns livrosdidáticos de Ensino Fundamental Médio para Ciências e Biologia, e veremos que apresentamum enfoque acentuadamente antropocêntrico.Podemos ilustrar isso com alguns exemplos, tais como:- a escola ainda aponta que existem seres animados e inanimados;
Sem perceber que toda vida é energia, sob diversas formas.
- ensina-se, ainda, que existem duas categorias de seres na natureza: os benéficos ou
úteis
ao homem, e os
nocivos; E com isso o aluno tende a ver a natureza como um local perigoso, onde certosanimais precisam/devem ser exterminados
.- ensina-se que o Sol “nasce” no Leste e se põe no Oeste.
 Ainda que seja apresentado como “movimento aparente”, dá a entender que Galileuestava errado ao afirmar que é a Terra que se move em torno do Sol.
Como aprendemos, um dos requisitos fundamentais da ciência é a premissa que“sempre que se estabelecem as mesmas condições, deve ocorrer a mesma coisa. Issosimplesmente
não é verdade
, não é uma condição fundamental da ciência” (1999, p.76);noutras palavras, para a ciência já não há mais certezas absolutas e permanentes, porém e tãosomente, probabilidades, possibilidades. A ciência, sob esse novo paradigma, está semprenum processo de revisão, sempre buscando uma identidade entre o fenômeno observado e odescrito.Tomemos a interpretação de Copennhagem, formulada por Niels Bohr e Werner Heisenberg, segundo a qual não há realidade até o momento em que ela é percebida peloobservador, alie-se a isso os trabalhos de pesquisadores reforçando que a natureza dos nossosavós não é a mesma de hoje -“temos uma nova descrição da natureza”, diz Prigogine (1996. p,11)-, e veremos que as teorias descritivas dos eventos naturais passam a ser encaradas comocriações da mente humana; meros esquemas conceituais de aproximação da realidade. Emoutras palavras, significa dizer que o fenômeno em observação responde conforme a posiçãoque o observador assume.Dessa forma, a realidade com a qual nos deparamos é uma ilusão ou como diziam osantigos mestres hindus: este é o mundo de Maya
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.Dito desta maneira, tal afirmação pode parecer algo tão complexo quanto absurdo, mas devemos ter claro que o homem tende a ver anatureza como um agregado de sensações que, quase sempre, só existem na sua mente. Nessa perspectiva, nossas impressões não passam de construções mentais. Tomemos, por exemplo,as sensações físicas de frio e quente, de prazer e dor, ou impressões como amargo e doce,odores, cores etc., todas são originadas na mente humana.A natureza é, pois, fruto da mente, e tende a assumir aspectos e contornos dasconcepções do sujeito que a observa. Se assim considerarmos, notamos o quanto o modelo
3
O amálgama cultural (moral, filosofia, religião, ciências etc.) que dá suporte ao conjunto de concepções,conceitos e pré-conceitos que o sujeito emprega para compreender e descrever a realidade.
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Maya é a deusa hindu da Ilusao ou da Aparência. Essa relação entre ciência e misticismo esmagnificamente explicitada n’
O Tao da Física,
de Fritjof Capra.
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