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Direito Penal Penas

Direito Penal Penas

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Título :
AULA 10 - APLICAÇÃO DA PENA - CIRCUNSTANCIAS E ELEMENTARES
Conteúdo
:
01 – INTRODUÇÃO – ELEMENTARES E CIRCUNSTANCIAS EM APLICAÇÃODA PENA.
Para fins de fixação da pena devemos levar em consideração as elementares e ascircunstancias, já que o artigo 68, do Código Penal, dispõe que:
 A pena-base será fixada atendendo-se ao critério do artigo 59 deste Código, em seguida serão consideradas as circunstancias atenunantes e agravantes, por último as causas dediminuição de pena.
Dessa forma, cumpre, neste primeiro momento, analisar o que são elementares, o que sãocircunstancias agravantes e atenuantes.
02 – ELEMENTARES
As elementares consistem em componentes essências à figura típica, sem o qual ou o crimedesaparece – atipicidade absoluta – ou o crime se transforma em outro – atipicidaderelativa. As elementares sempre se encontram no tipo básico, que é o caput do tipoincriminador.
03 – CIRCUNSTANCIAS
As circunstancias consistem em todo dado acessório, secundário e eventual à figura típica,cuja ausência não influi de forma alguma sobre a sua existência. Tem a função de agravar ou abrandar a sanção penal, situam-se, em regra, nos parágrafos do tipo incriminador.
04 – CLASSIFICAÇÃO DAS CIRCUNSTANCIAS:
As circunstancias possuem duas classificações muito importantes.Ou são classificadas quanto à incidência, podendo ser: objetivas e subjetivas, ou sãoclassificadas quanto à sua natureza, podendo ser: judiciais ou legais.
05 – CLASSIFICAÇÃO DAS CIRCUNSTANCIAS QUANTO À SUA INCIDENCIA.
As circunstancias, segundo este critério, podem ser:
a) objetivas:
quando dizem respeito a aspectos objetivos do fato típico, tais como,condição de tempo, lugar, modo de execução e outras relacionadas ao delito.
b) subjetivas:
relacionam-se ao agente, e não ao fato concreto. São exemplos decircunstancias subjetivas: personalidade, antecedentes, conduta social, motivosdeterminantes, relação do agente do crime com a vítima.
05 – CLASSIFICAÇÃO DAS CIRCUNSTANCIAS QUANTO À SUA NATUREZA:
As circunstancias, segundo este critério, podem ser:
a) judiciais
: não estão na lei, mas são fixadas livremente pelo magistrado de acordo comos critérios fornecidos pelo artigo 59, do Código Penal.
 
b) legais:
estão expressamente discriminadas na lei, podendo ser:
b.1) legais gerais
– São aquelas previstas na parte geral do Código Penal, quais sejam,agravantes (artigos 61 e 62, do CP), atenuantes (artigo 65, do CP) e causas de aumento e dediminuição previstas na parte gerais do CP.
b.2) legais especiais
– São aquelas previstas na parte especial do Código Penal, quaissejam, causa de aumento e de diminuição e as qualificadoras.As qualificadoras estão sediadas em parágrafos dos tipos incriminadores e tem por funçãoalterar os limites da pena.Em contrapartida, tanto as causas de aumento e de diminuição geral como especificaaumentam ou diminuem a pena de acordo com que já estiver pré fixado em lei. Nas aulas seguintes estudaremos cada uma das circunstancias acima e sua incidência nosistema de aplicação da pena.
Título :
AULA 11 - APLICAÇÃO DA PENA - FASE 1
Conteúdo
:
01 – INTRODUÇÃO DA 1ª FASE DE APLICAÇÃO DA PENA
 Nesta fase consideram-se as circunstancias judiciais, também conhecidas por circunstanciasinominadas, uma vez que não são elencadas exautivamente pela lei, que apenas fornece parâmetros para sua identificação (artigo 59,CP).Ficam a cargo da análise discricionária do juiz, diante de determinado agente avaliar ascaracterísticas do caso concreto. Nos termos do inciso II, do artigo 59, parte final, nessa 1ª fase de fixação da pena, o juiz jamais poderá sair dos limites legais, não podendo reduzir aquém do mínimo, tampoucoaumentar além do máximo (Súmula 231, STJ). Da mesma sorte, a lei não menciona quantoo juiz deve aumentar ou diminuir em cada circunstancia, sendo esse
quantum
de livreapreciação do juiz.Vamos, nesta aula, analisar cada uma das circunstancias mencionadas pelo artigo 59, doCódigo Penal, senão vejamos:
02 – CULPABILIDADE
 Na verdade, a expreso empregada pelo legislador é infeliz, na medida em queculpabilidade é sinônimo de reprovação e pressuposto de aplicação da pena, o que, naverdade, se pretende com este dispositivo é se referir ao “grau de culpabilidade” para finsda dosimetria da pena.A doutrina menciona que, diante do aspecto, teríamos que analisar a intensidade do dolo eda culpa – embora componentes da conduta, pela regra – os atos exteriores da conduta, dofim almejado e dos conflitos internos do réu, de acordo com sua consciência valorativa e osconceitos éticos e morais da coletividade.
03 – ANTECEDENTES
Tratam-se dos antecedentes criminais, envolvimentos em inquéritos e processos crimesantes de sua condenação. Os delitos praticados posteriormente não caracterizam os mausantecedentes.
 
Para auferir os antecedentes criminais não basta referencias inscritas nas folhas deantecedentes expedida pelo Instituto de Identificação da Secretaria de Segurança Pública.Exige-se certidão cartorária, nos termos do disposto no artigo 155, do CP.
04 – CONDUTA SOCIAL
Tratam-se das atividades relacionadas ao trabalho, relacionamento familiar e social,qualquer outro comportamento dentro da sociedade.
05 – PERSONALIDADE
É a índole do agente, seu perfil psicológico e moral. Devem ser avaliados a influencia domeio sobre o agente do crime, traumas de infância, nível de irritabilidade e periculosidade,maior ou menor sociabilidade, brutalidade incomum.
06 – MOTIVOS DO CRIME
São os precedentes psicológicos propulsores da conduta. A maior ou menor aceitação éticada motivação influi na dosagem da pena – praticar um crime por piedade é menosreprovável do que fazê-lo por cupidez. Nos casos em que o motivo é qualificadora, agravante ou atenuante, causas de diminuiçãoou aumento, não poderá ser considerado como circunstancia judicial em razão do
bis inidem.
07 – COMPORTAMENTO DA VÍTIMA
A vitimologia, ciência que estuda o comportamento da vítima, comprova que há certasvítimas que propiciam para a consumação do delito. Por exemplo, uma jovem, semqualquer pudor, ou mesmo uma prostituta esta muito mais vulnerável a ser vítima de crimede estupro se comparada a uma religiosa com idade mais avançada. Embora taiscomportamentos o justifiquem a prática da conduta criminosa, diminuem acensurabilidade da conduta do autor do delito.
08- OUTRAS CONSEQUENCIAS DAS CIRCUNSTANCIAS JUDICIAIS
As circunstâncias judiciais também serão analisadas para fixação do regime inicial decumprimento de pena, para escolha da pena quando o preceito secundário fixa,alternativamente, duas espécies distintas de pena (privativa de liberdade ou multa, como por exemplo, no artigo 140) bem como para fins de conversão da pena privativa deliberdade em restritiva de direitos.
Título :
AULA 12 - APLICAÇÃO DA PENA - FASE 2
Conteúdo
:
01- INTRODUÇÃO – 2ª FASE DE APLICAÇÃO DA PENA
 Nesta aula abordaremos a dosimetria da pena, levando-se em consideração à segunda fase,ou seja, considerando, em primeiro lugar, as agravantes e, posteriormente, as atenuantes.As circunstancias genéricas agravantes sempre agravam a pena, não podendo o juiz deixar de levá-las em consideração. A enumeração é taxativa, de modo que, se não estiver expressamente prevista como circunstancia agravante, poderá ser considerada, conforme ocaso, como circunstancia judicial.Em especial, nesta aula, mencionaremos a respeito da primeira agravante apresentada peloinciso do artigo 61, do Código Penal, qual seja, a reincidência.Após, na aula seguinte, trataremos das circunstancias agravantes previstas no inciso II, doartigo 61, do Código Penal, que só serão aplicadas nos crimes dolosos e preterdolosos. Isto porque não teríamos como considerar a agravante prevista na alínea “a” do inciso II doartigo 61, “por motivo fútil”, pois o agente não visa o resultado.
02 – CONCEITO DE REINCIDENCIA

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