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Gravidez? Agora não, obrigado
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Josias Pereira
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- UNIFAMMA
 
Gisele Cardoso
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- UFRJ
A Pesquisa
A experiência que iremos relatar aconteceu em uma escola na periferia do Rio deJaneiro no bairro de Irajá
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na escola Dr. Adão Pereira Nunes. Com a ajuda da coordenadorapedagógica Gisele Cardoso, criamos em 2001 um curso de telejornalismo com alunos do3º ano do ciclo básico, antiga 3º serie do ensino fundamental. Era um desafio interessante,pois, além de apresentar para estes alunos a parte técnica, desejávamos fazer umaexperiência, simples e ao memso tempo difícil, fazer os alunos dominassem a parteideológica que há por trás da televisão, colocar em praticas a criação do 5º poderidealizado pelo professor Roger Silverstone professor da London School of Economics,. Nosso intuito era provar que com a realização de um produto que faz parte darealidade dos alunos ou de seus desejos, podemos contribuir com a educação, alem de criarnovas formas de cognição para este aluno entender a sua realidade.Desde que comecei a trabalhar com educação
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, sempre acreditei que a mídiapoderia contribuir com o aprendizado, mesmo sem saber e conhecer os principais teóricosda área de educação e comunicação. Minha prática como diretor de TV e vídeo foi memostrando que, ao fazer um roteiro ou um documentário eu aprendia muito com aquilo, ecomecei a pensar porque a escola não poderia fazer isso também, educar através de outrasformas.Em um dos meus trabalhos entrevistei o jornalista, advogado, escritor e político,Barbosa Lima Sobrinho, na época com 102 anos, e naquele momento aprendi muito sobrehombridade, amor à pátria e respeito. Foi uma entrevista que mexeu muito comigo pormuito tempo.Vi naquele senhor, uma lenda viva, tanto respeito e amor ao próximo eprincipalmente com o país. . 
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Josias Pereira – Mestre em Tecnologia Educacional – Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro/ roteirista e diretor de TV e vídeo.
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Gisele Cardoso – Mestre em Educação – Nutes / UFRJ e coordenadora Pedagogica3 Irajá é um bairro de classe média-baixa e classe baixa do subúrbio da cidade do Rio de Janeiro. Atualmenteé um bairro de porte médio, com pouco mais de cem mil habitantes é um dos bairros de IDH mais baixos doRio de Janeiro.
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Sou oriundo da área de tecnologia audiovisual e radiodifusão.
 
Ao conhecer Gisele Cardoso, em um curso de Pós-graduação que realizamos,conversamos sobre mídia e educação. Depois de ouvir minhas idéias sobre produção demídia com alunos, ela resolveu fazer um teste na escola que ela coordenava, já quetínhamos o mesmo “pensamento” sobre a mídia na educação e a produção de vídeo poralunos, ela dominava a teoria e eu a prática e fizemos um bom “casamento educacional”.Gisele me falava de Paulo Freire e o tema gerador
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. Achei muito interessante, então meaprofundei na teoria em questão. Depois de algumas leituras fiquei pensando se o alunohoje vive a tecnologia no seu dia-a-dia. Por que não aproveitar dela para ensinar, paraeducar?E começamos o nosso projeto que a principio achei dificílimo, aula detelejornalismo com alunos do 3º ano primário, alunos entre 9 e 11 anos. Aceitei o desafio.Já tinha feito algo parecido na Maré, na ONG CEASM (Centro de Ações solidárias daMaré) em 2001, onde ajudei a criar o núcleo de TV e vídeo, mas era pra jovens entre 16 e25 anos. No Ciep
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seria realmente um desafio diferente.Quando aprendi sobre o que era construtivismo, vi que da teoria para pratica existiaalguns problemas que deveriam ser sanados. Como trabalhei com psicologia cognitivaacreditava que a produção de vídeo ajuda a criar esquemas mentais diferenciados,Há vários conceitos sobre esquemas mentais; para alguns os Esquemas, Scripts sãoconhecimentos gerais sobre certo tipo de acontecimento. Segundo o professor MarcosEmanoel Pereira da UFBA “Os esquemas se desenvolvem durante o processo desocialização e se constroem a partir da informação anteriormente disponível” o que seria oque Piaget descreveu como sendo uma tentativa de assimilação e acomodação. ParaVygotsky as relações sociais que vão criar as adaptações mentais criando esquemasmentais diferenciado na interação do sujeito com a sociedade ou com o ambiente. Podemosdizer que esquemas mentais são conhecimentos adquiridos na interação, ou seja paraassimilar uma informação devemos acomodá-la em um espaço, em um esquema mental.
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Tema gerador, segundo Freire, seria um tema, assunto em comum de um grupo que esta em processo deaprendizagem. Este tema, ou assunto que centraliza o processo da educação sobre o qual os alunos irãoaprender.
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Centro Integrado de Educação Pública.
 
Usando a idéia de Paulo Freire sobre o tema gerador e os conhecimentos sobreesquemas mentais desejamos utilizar os dois métodos na pesquisa. Aliando, assim, a idéiado Mestre com a realidade dos alunos que tem curiosidade na produção de vídeo, porviverem em um mundo imagético. Usar a produção de vídeo como uma maneira do alunopesquisar e aprender de forma mais prazerosa.Acreditamos que a escola, por um lado, deve aceitar as novas tecnologias mas nãoapenas como aparato tecnológico, não adianta usar a tecnologia para reproduzir uma velhapedagogia. Usar uma TV laranja na sala de aula e falar que isso é revolução na educação,na verdade é um placebo, inócuo.
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. As NTIC´s (novas tecnologias de informação ecomunicação) devem ser usadas de forma diferente; contribuir para modificar a relaçãoaluno professor, deixar os alunos criarem, experimentarem. Segundo Ferres (2000) aescola trabalha com o racional e não com o emocional. Talvez essa seja uma de suasvantagens e explique por que a TV ensina às vezes melhor que a escola. Usarei umpressuposto da psicologia para tentar explicar por que a produção de vídeo pode contribuirna aquisição de “conhecimento”.
O Esquema Mental
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Os meios de comunicação de massa, principalmente a TV, trabalha com linguagemsensorial e emocional. Imita um pouco a vida, o nosso dia-a-dia. Nos fazendo perceber quea imagem que vemos, a história narrada é uma que poderia acontecer comigo, com você,com qualquer um, usa a linguagem realista naturalista, o que nos faz sentir próximo, comose fosse a esquina da casa. Os sentimentos que aparecem na tela, todos temos, e quando aTV trabalha com ele fica de fácil assimilação, entendimento, o que nos leva a acomodação,guardar a informação. Pode parecer simples e obvio no começo, mas essas idéias aliadas àprodução de vídeo passam a ter uma força muito grande para nossos alunos.
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O governador do Paraná comprou vinte mil aparelhos de TV, laranja, com entrada USB para as escolas doestado. Também conhecido como TV Pendrive é um projeto que vai instalar televisores de 29 polegadas emtodas as 22 mil salas de aula da rede estadual de educação - com entradas para VHS, DVD, cartão de memóriae pendrive, e saídas para caixas de som e projetor multimídia. Além de um dispositivo pendrive para cadaprofessor.8 Usaremos a definição de Esquemas mentais como aquisição de conhecimentos práticos. São comomodelos em pequena escala da realidade, tendo como base os esquemas de Piaget
 
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