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pré operatorio

pré operatorio

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09/10/2012

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CUIDADOS DE ENFERMAGEM DURANTE O PROCESSO DE HOSPITALIZAÇÃOCuidados no pré operatório
Para além dos cuidados a observar inerentes a qualquer cirurgia geral, o utente será também informado acerca dosaspectos particulares da cirurgia a que vai ser submetido. Alguma desta informação já será conhecida, pois foi-lhetransmitida na consulta pré-operatória e na consulta de decisão terapêutica.Após avaliar a informação de que o utente possui, iniciam-se ensinos e reforçam-se aspectos que suscitem maisduvidas mais dúvidas.É comunicado que na véspera da cirurgia se realizará uma
tricotomia
(rapar os pelos) que se estenderá da regiãocervical à região mamilar que se completará com a tricotomia da nuca. Em casos menos comuns e se estiver previstono tempo operatório realizar a colheita de retalho miocutâneo da região do grande peitoral, as axilas também devemser tricotomizadas. O utente é convidado a realizar a tricotomia da região cervical até à região mamilar, o quegeralmente acontece.Explica-se que a presença da
Sonda Nasogástrica
(para alimentação) é transitória e que se o processo cicatricialdecorrer sem incidentes é retirada após 10 a 12 dias a data da cirurgia.Em simultâneo propõe-se o contacto com a sonda nasogástrica e seringa de alimentação e inicia-se o ensino sobre asua utilização. Comunica-se ao utente como irá ser composta a sua alimentação durante o período em que terá asonda nasogástrica e da importância da administração da totalidade das dietas e de uma correcta hidratação.No caso de um utente proposto para uma laringectomia parcial o período de permanência da sonda nasogástricapoderá ser apenas de 2 a 3 ou mesmo nenhum dia, observando uma pausa alimentar de 24 horas e retomando aingesta alimentar com dieta liquida ou pastosa.Uma
laringectomia parcial
, regra geral, obriga a utilização de cânula de traqueostomia durante alguns dias. Nomomento oportuno inicia-se um treino ventilatório com o objectivo de o utente tolerar a respiração com a cânula tapada.Nesse momento a cânula é retirada e os bordos da abertura aproximados para facilitar a cicatrização.No caso de se tratar de uma
laringectomia total
a cânula também poderá ser retirada mais tarde mas o traqueostoma(orifício no pescoço) vai manter-se sempre.A Equipa de Enfermagem coloca uma forte ênfase na ideia de que pode e deve ser independente com os cuidados ater quando se alimenta por sonda nasogástrica, e à sub-cânula numa primeira fase, e numa segunda fase, noscuidados à cânula e estoma. Estas actividades são sempre realizadas com supervisão ou ajuda até o utente se revelar independente.Ao utente é facultado o contacto com a cânula de traqueostomia para que este se possa familiarizar com ela eaprender a manipulá-la para que no pós operatório consiga mais facilmente ser independente no seu auto cuidado ereduzir os índices de ansiedade.O utente é ainda esclarecido que nos primeiros dias após a cirurgia será comum a exteriorização de secreções, quer pela cânula quer pela boca, que inicialmente serão predominantemente hemáticas e abundantes, mas queprogressivamente diminuem até se tornarem nulas e com aspecto mucoso.Mostra-se ao utente o sistema de aspiração, os seus diferentes componentes e como funcionam, explicando que assimse poderá aspirar as mucosidades presentes na cânula evitando a sua acumulação na própria cânula e sistemarespiratório.A limpeza da sub-cânula será também necessária pois mesmo com uma tosse eficaz e aspirações regulares, é comumas secreções aderirem às paredes internas da sub-cânula.Outro assunto conversado com o utente, aborda a necessidade de se efectuar uma algaliação no dia da cirurgia. Esteprocedimento é efectuado caso a cirurgia esteja prevista durar mais de 3 horas, tranquilizando-o dizendo-lhe que asonda será retirada logo que possível.Informa-se acerca do penso cirúrgico que vai apresentar após a cirurgia. Este será volumoso e compressivo parafacilitar a cicatrização e prevenir possíveis hemorragias. Devido ao volume e compressão que produz, origina umdesconforto significativo. Este deverá saber que o penso apenas será mobilizado ao terceiro ou quarto dia, excepto, senecessário e que até lá terá que tolerar o desconforto. Esta situação será minorada pela administração regular deanalgésicos.Refere-se ainda que através do penso se exteriorizam dois drenos de vácuo.O penso, devido à compressão que faz, em simultâneo com os vasos sanguíneos seccionados e retirados, vai provocar edema facial que se agrava durante os períodos de repouso no leito e que por isso é mais evidente e exuberante logopela manhã. É aconselhável dormir com a cabeceira do leito elevada.
 
Como reforço positivo, no período pré e pós-operatório contamos com a colaboração de laringectomizados reabilitadosque com a sua presença e testemunho procuram aumentar índices motivacionais e anímicos dos utentes.O utente pode assim observar quais são efectivamente as alterações que irão surgir, mas também como irá retomar amaioria das actividades que desempenhava anteriormente e como é possível comunicar através de uma prótesefonatória, laringe artificial ou voz esofágica.
CUIDADOS NO DIA DA CIRURGIA
Após preparar a unidade de cuidados par receber o utente com segurança e conforto, o enfermeiro acompanha-odesde o bloco operatório até à enfermaria. Eleva a cabeceira da cama e coloca-lhe a almofada para manter a cabeçaligeiramente flectida.Na unidade o utente é acompanhado de perto, monitorizado para avaliar o seu estado de consciência e sinais vitais.O enfermeiro preocupa-se em verificar se a sub-cânula está permeável retirando-a, observando-a e se necessário teráque limpá-la.Será utilizado um aspirador semelhante ao do dentista para se garantir que não apresenta secreções ou com oobjectivo de não as acumular, quer na boca, quer na cânula. Estas aspirações serão frequentes e adequadas àquantidade de secreções que cada utente apresenta.Em simultâneo o enfermeiro inicia a nebulização (vapores) ao utente, dirigida à traqueostomia, que deverá ser permanente nas primeiras vinte e quatro horas. Após este período de tempo é importante realizar vários períodos denebulização para manter as vias aéreas humidificadas e consequentemente as secreções fluidificadas para que maisfacilmente possam ser expelidas através do reflexo da tosse ou através de aspiração.O enfermeiro observa o aspecto do penso cirúrgico, as secreções drenadas, para despistar uma possível hemorragia.Os drenos de vácuo devem ser verificados quanto à sua funcionalidade e ás quantidades drenadas. Se verificar quenão existe vácuo este deve ser reposto e quando necessário devem ser esvaziados para se manterem funcionais.A atenção do enfermeiro deve ainda ser direccionada para a sonda nasogástrica que se encontra em drenagem livre eque assim permanece até ao dia seguinte. É importante quantificar a quantidade e características de conteúdo gástrico.Na tarde da cirurgia e é efectuado o primeiro levante da cama, para conforto do utente, e para minorar o risco delípotimias (desmaios) no dia seguinte.Aquando do levante deve-se proteger o utente na mobilização da cabeça pois devido ao acto cirúrgico esta perde osuporte normal e tende a realizar extensão, provocando dor, desconforto, e risco de prejudicar a cicatrização. Oenfermeiro deve apoiar a região occipital (nuca) para que a cabeça não se projecte para trás, este cuidado deve-semanter sempre que o utente se levanta ou deita até que o próprio seja capaz de o fazer.
 
AS PRIMEIRAS ACTIVIDADES DO DIA SEGUINTE
No dia seguinte é prioritário realizar o levante do utente e manter todos os cuidados anteriormente referenciados.Regra geral os cuidados de higiene serão prestados no chuveiro com ajuda parcial proporcionada pelo enfermeiro.É importante retomar e relembrar ao utente os ensinos efectuados no pré operatório, para que este inicie o seu autocuidado e se torne o mais rápido possível independente na satisfação das suas necessidades.
A alimentação por sonda nasogástrica
Ainda durante o período da manhã é efectuada uma lavagem gástrica ao utente efectuando-se de seguida um teste deabsorção. Se tudo decorrer normalmente inicia-se a dieta por sonda nasogástrica após este tolerar uma taça de chá ouleite.Aproveita-se este momento em que se inicia a alimentação para retomar o ensino sobre administração de alimentosatravés da sonda nasogástrica, explicando, demonstrando e executando, de modo a que o utente consiga executar osprocedimentos nas administrações seguintes.Compete ao enfermeiro lembrar a necessidade de durante um período de 10 a 12 dias manter a alimentação por sondanasogástrica para facilitar o processo de cicatrização e que ao fim desse período estará apto a retomar a alimentaçãopela boca.Durante o período em que se alimenta por sonda nasogástrica, em especial nos primeiros dias
é fundamental que outente efectue vários períodos de deambulação para evitar pirose (azia) e (estase gástrica (enfartamento)
. Estesperíodos de deambulação têm ainda a finalidade de diminuir o edema facial anteriormente descrito.Cerca do décimo a décimo segundo dia após cirurgia pondera-se a retoma da alimentação pela boca. O utente degluteum copo de água corada com azul de metileno (corante que dá uma tonalidade azul à agua) para que haja a certeza deque a cicatrização está completase o resultado for o esperado o utente inicia a deglutição com alimento pastoso mole, por exemplo um iogurte sólido, eás refeições testa o reflexo de deglutição com dieta líquida enriquecida e se demonstrar facilidade na deglutição iniciadieta pastosa na refeição seguinte. A alimentação normal inicia-se logo que apresente tolerância à dieta pastosa.O tempo que medeia entre estas diferentes etapas pode variar consoante a persistência do utente para retomar adeglutição, que entretanto deixou de se processar “automaticamente” devido ás alterações anatómicas, alterações noplano muscular e secção de inervações locais provocadas pela cirurgia.
O estoma e cuidados inerentes
Nas primeiras 24 a 48 horas no período pós operatório é também importante que o utente demonstre á vontade eindependência na manipulação da sub-cânula.O enfermeiro estimula o utente á manipulação e limpeza da sub-cânula, frisando que não existe um número adequadode vezes para a limpar, que tal procedimento depende da quantidade de secreções que apresenta, devendo o utenterealizar uma visualização periódica da mesma de modo a estabelecer em colaboração com o enfermeiro, os intervalosadequados para proceder a sua limpeza, minorando o risco de obstrução. Se necessário, enquanto limpa a sub-cânulapode substitui-la pela suplente que faz parte do kit da cânula de traqueostomia.Esta situação mantém-se até ao momento da alta e deverá ser continuada no domicilio após a alta hospitalar.Numa segunda etapa, e quando o utente já não apresenta o penso cervical, é ensinado a manipular toda a cânula detraqueostomia, a substituir fitas de nastro, compressas de protecção e a realizar a higiene da região circundante aotraqueostoma.
O penso cirúrgico - cuidados a ter 
O penso cirúrgico mantém-se compressivo e só será manipulado 72 a 96 horas após a cirurgia. Será de esperar encontrar rubor em redor do traqueostoma e dor ao toque nessa região.É também importante despistar precocemente qualquer sinal que indique a presença de um hematoma.

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