Read without ads and support Scribd by becoming a Scribd Premium Reader.
 
Tarefa 1.Parte1Análise crítica ao modelo de Auto-Avaliaçãodas Bibliotecas Escolares
- O Modelo enquanto instrumento pedagógico e de melhoria. Conceitos implicados
O modelo de auto-avaliação das Bibliotecas Escolares inspira-se na realidadeinglesa e abrange um quadro conceptual de conceitos, que se desenvolvem na noção devalor. Implicam conceitos relacionados com a missão da biblioteca escolar no contexto daescola/agrupamento, relacionado com as aprendizagens, com o desenvolvimentocurricular e com o sucesso educativo – perspectiva do conceito de biblioteca escolar subjacente à construção do modelo; conceitos inerentes à prestação de serviços e daqualidade da biblioteca escolar – perspectiva do desenvolvimento organizacional. RossTodd salienta o conceito de recolha de evidências relacionadas com os resultados dotrabalho quotidiano realizado na escola.
- Pertinência da existência de um Modelo da Avaliação para as bibliotecas escolares
A avaliação constitui um processo indispensável, que deve ser aplicado em toda equalquer organização. Porquê avaliar? No caso concreto da BE, trata-se de garantir a suaprópria sobrevivência de justificar as tomadas de decisão do poder político, os recursoshumanos e financeiros a afectar. Em segundo lugar, remeto para o lugar, que a BE ocupadentro da nossa própria escola/agrupamento. Será de facto, glosando a mais quedecantada máxima, «o coração da escola»? Aproximarmo-nos desta interioridade obriga-nos a reflectir no reverso daqueles investimentos – o impacto pedagógico que a BE nasaprendizagens dos alunos e na melhoria da sua qualidade. Existe e é positivo? Ou a BEpassa despercebida e só se recorre a esta estrutura para aulas de substituição? OProfessor Bibliotecário e a equipa trabalham isoladamente ou fazem a «ponte» com osrestantes docentes, o currículo e a restante comunidade educativa? Em síntese são asdúvidas centrais que me ocorrem, mas nunca olvidando o impacto umbilical da BM.A avaliação é indispensável. Através da recolha de evidências corrige práticas, identificapontos fortes e pontos fracos. E, quase me atrevo a dizer. Mesmo que a avaliação, os«outcomes» fiquem aquém das nossas expectativas, implementá-la é dar uma visibilidade
 
real e própria à missão da BE, é influenciar a política interna de fixação de orçamentoprivativo e de afectação de recursos humanos, perante os óros directivos e asestruturas intermédias de gestão da escola.
- Organização estrutural e funcional. Adequação e constrangimentos.
O modelo de auto-avaliação das BE organiza-se em quatro donios: Apoio aoDesenvolvimento Curricular, Leituras e Literacias, Projectos, Parcerias e ActividadesLivres e de Abertura à Comunidade e Gestão da Biblioteca Escolar. Este modeloapresenta um quadro orientador, que permite operacionalizar uma melhoria contínua dasnossas práticas e até mesmo perspectivar a inovação. Como já referi, este instrumento deavaliação leva-nos a um trabalho de recolha sistemática de evidências, a que se juntauma auto-avaliação sistemática.Conforme o texto da sessão, os quatro domínios antes enunciados agrupam-se em trêsáreas chaves: integração na escola e no processo de ensino/aprendizagem; Acesso.Qualidade da Colecção; Gestão da BE. Os dados referentes aos quatro grandes domíniosrecolhem-se em documentos tais como o PEE, o PAA da BE, o PCT e o regulamento; emactas das estruturas intermédias da escola; nos recursos educativos produzidos pela BEou em colaboração (planos de trabalho, planificações para sessões na BE, material depromoção); estatísticas da BE; trabalhos realizados pelos alunos no âmbito da BE;instrumentos especificadamente construídos para recolher informação sobre a avaliaçãodas actividades da BE (registos de observação, grelhas, entrevistas, questionários).Mesmo tendo em conta que a avaliação «aponta para uma utilização flexível, comadaptação à realidade de cada escola e de cada BE»
1
, julgo que a sua necessáriaimplementação tenderá para a criação de um «ranking» de BE, à escala nacional, como jáocorre com os exames nacionais. Esta possibilidade obriga-me a reflectir emconstrangimentos ao modelo de auto-avaliação: constato um panorama de desigualdade,quanto a recursos financeiros humanos afectos às BE (número dos membros dasequipas, formação em Ciências Documentais ou multidisciplinar, inexistência de ofertaformativa de proximidade), a obstáculos ao estabelecimento de parcerias com BM,quando não se observa vontade de trabalho colaborativo da sua parte ou quando a suaexistência é quase virtual. Mais do que nunca é de reforçar a formação
online
para adiminuição de constrangimentos. Uma outra dificuldade não menos importante é aresistência que muitos docentes oferecem à avaliação.
1
Bibliotecas escolares: modelo de auto-avaliação. Lisboa: RBE, 2008, p.4
 
- Integração/Aplicação à realidade da escola.
A flexibilidade do modelo de auto-avaliação, que permite a sua adaptação ao contextointerno e externo de cada escola, concede autonomia às BE para determinarem quais osdomínios a avaliar em cada ano lectivo, no quadriénio 2009/2013, segundo orientações daRBE. Dentro desta linha conceptual, a equipa da minha BE seleccionou o domínio«Leitura e literacias», que já teve a aprovação do Conselho Pedagógico.Este primeiro ciclo e os restantes da aplicação da avaliação à realidade da escola segueas seguintes etapas:i.Identificão de um problema ou de um desafio;ii.Recolha de evidências;iii.Interpretação da informão recolhida;iv.Realizão de mudaas necessárias;v.Recolha de novas evidências acerca do impacto dessas mudanças.Os resultados da avaliação serão discutidos, primeiro a nível interno da equipa da BE,depois apresentados ao Director do Agrupamento e por último sujeitos a apresentação emConselho Pedagógico, onde serão alvo de partilha. Dado que a avaliação não é um fimem si mesma, entende o Professor Bibliotecário e a equipa, que a avaliação deve assumir contornos de melhoria pedagica e o contornos sancionarios, enquanto aoperacionalização do modelo não estiver devidamente testada.
- Competências do professor bibliotecário e estratégias implicadas na sua aplicação
Tilke (1999), estabelece as seguintes competências do professor bibliotecário:
a.
Ser um comunicador efectivo no seio da instituição;
 b.
Ser proactivo;
c.
Saber exercer influência junto de professores e do órgão directivo;
d.
Ser útil, relevante e considerado pelos outros membros da comunidade educativa;
e.
Ser observador e investigativo;
f.
Ser capaz de ver o todo - «the big picture»
g.
Saber estabelecer prioridades;
h.
Realizar uma abordagem construtiva aos problemas e à realidade;
Search History:
Searching...
Result 00 of 00
00 results for result for
  • p.
  • Notes
    Load more