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Incontinência Urinária em Idosos

Incontinência Urinária em Idosos

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Artigo sobre as consequências psicológicas da incontinência urinária e respectiva perda de qualidade de vida derivada da patalogia/doença, em idosos.
Artigo sobre as consequências psicológicas da incontinência urinária e respectiva perda de qualidade de vida derivada da patalogia/doença, em idosos.

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04/13/2013

pdf

 
 
CD/cd
1
 
I
NCONTINÊNCIA
U
RINÁRIA EM
I
DOSOS
 
© Celeste DuquePsicóloga Clínica, (
celeste.duque@gmail.com
 
)
 
Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (O.M.S., 2003) Portugal tem uma população de10,061,000 que se caracteriza por estar profundamente envelhecida o que, só por si, já pode ser indício de um agravamento das despesas do orçamento nacional de saúde, já que a probabilidadedesta população apresentar uma qualquer doença, ou de sofrer de estados de doença crónica aumenta.Quando o idoso apresenta incontinência urinária ele acaba por, directa ou indirectamente, setransformar numa fonte de permanente preocupação para a sua família (e amigos) e representadespesas acrescidas para um orçamento familiar, não raras vezes diminuto.
 
Apresentam-se de seguida alguns dados que embora não tenham uma relação directa com a problemática aqui abordada, podem trazer algum esclarecimento adicional e suscitar alguma reflexãoe curiosidade em pesquisar outros temas relacionados com os idosos e a mulher idosa.
 
Como se pode observar nos quadros 1 e 2, que se apresentam de seguida a expectativa de vida e aexpectativa de vida saudável à nascença é diferente para os homens e mulheres, também no que serefere à mortalidade infantil e em adultos se observam essas diferenças (WHO, 2003) – as mulheressão as que vivem mais e morrem menos.
Quadro 1
 
 Expectativa de vida e de vida saudável à nascença, por género
 
Masculino
 
 Feminino
 
Expectativa de vida à nascença
 
74,0 anos
 
81,0 anos
 
Expectativa de vida saudável à nascença
 
66,7 anos
 
71,7 anos
 
Quadro 2
 
Mortalidade infantil e em adultos, por géneroMasculino
 
(por 1000)
 
 Feminino
 
(por 1000)
 
Mortalidade infantil
 
7
 
5
 
Mortalidade em adultos
 
150
 
63
 
 
 
CD/cd
2
 É do conhecimento geral que a expectativa de vida tem vindo a crescer nos últimos anos, isso deve-se não apenas a uma melhor alimentação, observância de condições de saneamento básico e higiene,mas também à investigação em medicina e áreas da saúde, que permitem uma prevenção mais eficaz,mas também maior consciencialização, por parte do indivíduo para adoptar progressivamente estilosde vida mais adaptados à sua condição (por exemplo, necessidade de erradicar comportamentos derisco, tais como: maus hábitos alimentares, uso/abuso: de bebidas alcoólicas, dependências de álcool,drogas ou mesmo medicamentos, e consumo de tabaco).
 
As pessoas têm cada vez mais informação sobre cuidados a ter... alimentos a evitar... mas oorganismo humano não se compadece e há medida que o tempo passa vai sofrendo modificações,algumas muito subtis outras bem mais catastróficas!Mais, o envelhecimento do ser humano não se processa de igual modo, nem ao mesmo ritmo emtodos os sujeitos pelo que não se podem generalizar conclusões, o que exige por parte do técnico desaúde a análise individualizada de cada sujeito, devendo ter em atenção todas as variáveis presentes, para melhor alcançar a compreensão do paciente enquanto ser único que efectivamente é.
 
O organismo humano vai, então, sofrendo desgaste, à medida que o tempo avança... algunsdecorrentes apenas do envelhecimento celular outros, pelo contrário, profundamente dependentes dosestilos de vida e comportamentos adoptados e do tipo de personalidade, no entanto, todos eles profundamente enraizados nas representações que a pessoa faz e tem de si, dos outros, do mundo eda vida em geral.
 
A incontinência urinária pode ser, grosso modo, definida como a perda involuntária de urina, emsituações e locais impróprios. Esta perda involuntária de urina actua de forma devastadora naqualidade de vida do paciente e se detectadas as causas pode ser desde logo instituída umaterapêutica adequada, evitando que evolua para formas mais difíceis de tratar e para as inevitáveisconsequências e custos acrescidos que as formas crónicas apresentam.É importante ter em atenção que a incontinência atinge ambos os géneros (masculino/feminino), noentanto, a incidência de incontinência urinária na mulher aumenta com a idade, atingindo 25% após amenopausa.
 
A incontinência urinária é um problema orgânico objectivo, altamente incapacitante, comconsequências nefastas para o sujeito tanto em termos
 físicos
(nomeadamente, em termos de higiene:mau odor, vestuário molhado), como
 psicológicos
(produzindo uma baixa na auto-estima e auto-conceito, elevando os níveis de stress e conduzindo a humor depressivo ou mesmo depressão),
 sócio-culturais
(isolamento social e empobrecimento da vida relacional do sujeito; recurso a atestado,menor produtividade ou mesmo alterando radicalmente os ritmos de trabalho ou hobbies do sujeito) e
económico/financeiras
(despesa acrescida em fraldas descartáveis, medicação, examescomplementares de diagnóstico, etc.).
 
 
CD/cd
3
 Toda a sintomatologia e perturbações induzidas pelo estado de incontinência no bem-estar equalidade de vida do sujeito, perturba os doentes, e muito particularmente os idosos, tendo aindarepercussão directa, nos outros que lhe estão mais próximos – restantes membros da família.
 
Facilmente se pode inferir que a incapacidade de controlar a emissão de urina é uma situação profundamente constrangedora e que causa uma grave perturbação no ciclo relacional familiar,originando, como é natural, uma marcada diminuição na qualidade de vida pessoal e social.A incapacidade de controlo da micção pode originar: a sensação de desconforto, odor desagradável,roupa húmida ou molhada e mesmo lesões cutâneas, para além dos aspectos negativos psicológicos esociológicos.Apesar dos sucessivos esforços da investigação para alcançar uma maior compreensão das causasque levam ao surgimento da doença, para se poder efectuar uma prevenção mais eficaz e tratamentomais adequado, o que sucede é que muitas das pessoas que começam por sentir os efeitosdevastadores da doença estão profundamente convictos que a incontinência urinária é uma condiçãoincontornável decorrente do envelhecimento e, precisamente por isso, não procuram ajuda pararesolver este problema. Esta forma de pensar aliada à relutância em conversar abertamente sobre o problema com os médicos ou familiares, leva a que os doentes que sofrem desta doença não sejamdevidamente tratados e, por vergonha, receio de se tornarem alvo de chacota e/ou recriminação,acabam por se isolar dos familiares e amigos mas também social e culturalmente.A par desta representação, amplamente divulgada, da incontinência urinária, também alguns clínicosinadvertidamente acabam por partilhar desta crença que a perda involuntária de urina é um processonatural da idade e, por isso, não prestam qualquer importância às queixas do paciente (quando este,timidamente/subtilmente delas fala), não investigam, nem tratam convenientemente os doentes, nãose trata, neste caso de negligência, apenas não valorizar por considerar normal que certas situaçõessucedam já que são frequentes nos indivíduos mais idosos.Assim, e apesar da incontinência urinária ser um problema que, salvo raras excepções, é passível deser tratada, a verdade é que a grande maioria dos idosos a encararam como uma fatalidade.
P
REVALÊNCIA E INCIDÊNCIA
A Associação Portuguesa de Urologia (APU) apontava, em 2002, para uma prevalência desta doençaque se situava entre os 15 e os 30%, em indivíduos com mais de 60 anos, com tendência a aumentar com a idade. No quadro que a seguir se apresenta pode-se observar a percentagem de incidência devários tipos de incontinência.

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