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PLANO COLLOR

PLANO COLLOR

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PLANO COLLORSalvador, 20 de outubro de 2005INTRODUÇÃO
De novembro de 1989 a outubro de 1992, o país atravessou um período deintensa mobilização política. Na primeira eleição direta para presidente daRepública desde a instauração, 25 anos antes, de um regime militar no Brasil,a campanha de 89 iria refletir a expectativa do eleitorado, das liderançaspolíticas e da imprensa em torno da escolha de um governo que, enfimlegitimado pelas urnas, seria capaz de promover as mudanças que a sociedadeaguardava.Retomando o clima de mobilização alcançado em campanhas notabilizadaspelo desgaste que promoveram ao regime, como a Diretas Já, os militantes dospartidos políticos, movimentos sociais, entidades civis e grupos religiososengajaram-se em torno das diferentes candidaturas e ocuparam as ruas companfletagem, passeatas e comícios. A imprensa cobriu essa mobilização, assimcomo o dia-a-dia dos candidatos, suas opiniões, atividades, a movimentaçãodos partidos e os debates regidos pela justiça eleitoral.Um dos candidatos ocupou o espaço proporcionado pela dia com umdiscurso verbal e gestual que viria a se mostrar vitorioso na conquista doeleitorado. Fernando Affonso Collor de Mello, eleito três anos antes governador de Alagoas, vinha sendo – desde a sua posse no Palácio dos Martírios, em 15de março de 1987 – apresentado nacionalmente pela mídia como "Caçador deMaras", apelido que recebera da imprensa por ter adotado medidascontrárias aos interesses de funcionários alagoanos de altos salários.Mesmo sem contar com quina partidária significativa e militância nosestados – pois sua candidatura estava abrigada na legenda do Partido daRenovação Nacional (PRN), de escassa representação no Congresso – Collor fez sucesso na mídia, bateu seus concorrentes nos dois turnos e se tornou oprimeiro presidente eleito diretamente no Brasil, depois de Jânio Quadros.Mas a mobilização das forças políticas não parou com a contagem dos votos.Nos quase três anos decorridos entre a campanha e o
impeachment 
de Collor,o país acompanhou pela mídia o confronto entre os discursos pró e contra oprojeto neoliberal do presidente, caracterizado não só por medidas econômicas – como a liberalização do fluxo de capitais, desestatização e abertura paraimportações - como também por um código composto de gestos, roupas ecomportamentos por intermédio dos quais Collor expressava sua visão demodernidade.Pelo noticiário, o brasileiro passou a reconhecer novas identidades, assistiu àcriação de grupos e coletividades que – seja no plano factual ou no planoimaginário – tomavam parte nesse embate de discursos e ideologias. "Marajás"e "descamisados", "co
ll 
oridos" e "caras-pintadas" povoaram o noticiário e os
 
debates políticos. Marajá passou a significar na mídia o funcionário públicoprivilegiado, combatido por Collor, enquanto descamisados eram os queformavam a massa de excluídos a quem ele prometia o ingresso no chamadoPrimeiro Mundo. O adjetivo co
ll 
orido passou a ser usado na imprensa comnova grafia (o duplo
ll 
, em analogia ao sobrenome do presidente) paraidentificar os que defendiam a subida e depois a permanência de Collor nopoder. E cara-pintada passou a designar uma categoria específica dentreaqueles que pediam o
impeachment 
, com faixa etária, estética ecomportamento diferenciado dos demais participantes de protestos nas ruas.A mobilização das forças políticas contra e a favor de Collor de Mello, asmanifestações populares, assim como os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) e o julgamento político que levaram ao seu afastamento.
ANÁLISE DO PLANO COLLOR
Da mesma atitude que o governo Sarney, o governo Collor necessitou de umPlano para atenuar a economia nacional que estava em crise e precisava deuma estrutura econômica que desce condições dela soerguer e crescer deacordo com as condições das disponibilidades domésticas. O primeiro Planoque surgiu foi no governo Sarney com alguns trabalhos emergenciais deajustamento de curto prazo, dada a situação em que a economia se encontravanaquele momento, com crises e mais crises atormentando o bom andamentoda estrutura econômica nacional. O Plano Sarney teve alguns pecados que nãodeveriam ser seguidos pelo Plano Collor, já que se conheciam os erros, ou asinadequações que a economia não suportava que fossem naquele momentoimplantados tais ajustes com muita facilidade.O Plano Collor nada mais foi do que o Plano Cruzado; pode-se até mesmodizer, mais ousado, porque sua pretensão era muito mais arrojada, imediatista,muito mais forte do que os objetivos do Plano Cruzado, que era mais brando,mais político e porque não dizer, mais paliativo. A ambiciosidade do PlanoCollor foi tal que a economia brasileira não suportou a ditadura do Presidenteque queria crescer e desenvolver a todo custo e rapidamente, sem o aval dosindustriais, dos banqueiros e latifundiários. O Plano era bom, no entanto, aíndole do Presidente não deixava que os resultados econômicos surgissemcom facilidades, já que a política do Plano vinha de encontro com os anseiosde quem dominava econômica e politicamente toda a história, e sociologianacionais.A aplicão desses Planos decorreu da falta de emprego, da queda daprodução nacional, da falta de investimentos internos e externos, a buscaincessante pela liquidez, o aumento da miséria e muitas outras dificuldades quea economia atravessava, e que precisava uma intervenção forte para uma voltaà realidade. O Plano Collor surgiu sob a negação da classe empresarial, comboicote à oferta de mercadorias e a volta do ágio que foi muito comum nogoverno Sarney e que se esperaria não voltasse com tanta facilidade e àsescondidas, não se pode deixar de conviver com esta triste realidade. Nogoverno Collor, o Plano até que estava dando certo, mesmo que fosse contra
 
tudo e contra todos que não esperavam o sucesso que veio na metade dogoverno Sarney e que em Collor ainda se tinha chegado com firmeza a umaconsolidação de tais programas.Um ponto fundamental que deve ser considerado, que causou grandeproblema nacional foi o confisco da poupança da população que buscava suprir as dificuldades do dia a dia com alguns ganhos decorrentes de sua correçãomensal pela inflação oficial. Isto gerou um descrédito dos consumidores àatuação governamental e por sua vez uma queda na demanda que culminoucom desemprego e desinvestimentos na economia que necessitava de umaquecimento para produção e crescimento que o sistema econômico tantoprecisava. Com o confisco da poupança, o Plano Collor instituiu a nova moedaque ficou denominada de Cruzeiro Real, com inflação zero, ou quase zero,denotando uma certa fortaleza, cujo sistema espera ajustes e reajustes no seuconjunto; do contrário vem com grandes crises insuportáveis.Com relação ao problema da reforma fiscal, buscava-se uma reforma tributáriaque fizesse justiça à capacidade de pagamento de cada contribuinte, assimcomo, fazer uma revisão quanto aos incentivos e isenções que são concedidossem nenhum critério de seriedade quanto ao setor industrial. Sem dúvida deque o setor de beneficiamento e transformação necessitava de subsídios eincentivos que não devem ser deixados de lado; entretanto, essa técnica deviaobedecer aos critérios de justiça, distribuição de renda, e produção para todosde maneira justa. A reforma fiscal, conjuntamente com a dívida interna seriamimportantes, não de uma maneira ditatorial, impulsiva e instantânea; mas, comcondições de que todos ficassem satisfeitos da ação política desenvolvida parao bem-estar de todos.O Plano Collor teve a labutação de buscar a eficiência na máquina do Estado,fazendo um enxugamento de todas as repartições públicas, de modo que osbons funcionários ficassem e se aperfeiçoassem, e os maus funcionáriosfossem banidos de uma categoria que vem sendo desgastada ao longo dotempo. Nas palavras da Ministra Zélia
"A meta é recuperar a eficiência e a dignidade do serviço público, racionalizar eaumentar a produtividade e garantir um planejamento que execute as metaseconômicas e sociais do governo
."Estas colocações da Ministra são verdades que não se realizariam desta formacomo foram colocadas; no entanto, proporcionariam condições de que todos seespecializassem, sentissem-se responsáveis e a administração pública seriaestruturada de maneira lógica e competente para a sua eficácia.Com relação à dívida externa, a prática era que o governo federal assumisseos bitos externos contraídos por empresários e até mesmo isentandoaqueles que contraíram alguns acordos com o governo para tomar para si osempréstimos internacionais feitos para a dinâmica do setor privado. No PlanoCollor, o que se pretendia, era que o Banco Central negociasse com oscredores estrangeiros a possibilidade de reduzir o montante da dívida contraídaao longo da história, quer seja do ponto de vista privado, quer do quanto do

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