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direito internacional 12

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CURSO DO PROF. DAMÁSIO A DISTÂNCIA
MÓDULO XII
DIREITO INTERNACIONAL

Jurisdição no Mercosul - Competência da Justiça
Brasileira/Cooperação Judiciária Internacional -
Provas - Outras Figuras Jurídicas

__________________________________________________________________
Praça Almeida Júnior, 72 – Liberdade – São Paulo – SP – CEP 01510-010
Tel.: (11) 3346.4600 – Fax: (11) 3277.8834 – www.damasio.com.br
____________________________________________________________________________ MÓDULO XII

DIREITO INTERNACIONAL
Jurisdição no Mercosul - Competência da Justiça Brasileira/
Cooperação Judiciária Internacional - Provas -
Outras Figuras Jurídicas

1. JURISDIÇÃO NO MERCOSUL (Mercado Comum do Sul)

O Mercosul é uma integração regional. Visa transformar-se em mercado comum e se encontra hoje sob a forma de união aduaneira. Essa definição é importante porque, não sendo supranacional, como é o caso da União Européia, os Estados-partes do Mercosul optaram pela cooperação e harmonização de normas em todos os campos, incluindo o campo processual.

Até o presente, temos os seguintes protocolos (protocolo é uma espécie de tratado de natureza complementar; no caso, os protocolos, no âmbito do Mercosul, complementam o Tratado de Assunção, que é o tratado principal):

Protocolo de Buenos Aires sobre Jurisdição Internacional em Matéria
Contratual, de 5.8.1994;

Protocolo de San Luis sobre Matéria de Responsabilidade Civil Emergente de Acidente de Trânsito entre os Estados-partes do Mercosul, de 25.6.1996;

Protocolo de Santa Maria sobre Jurisdição nas Relações de Consumo.
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____________________________________________________________________________ MÓDULO XII

O primeiro – Protocolo de Buenos Aires – é relativo aos contratos internacionais de natureza civil ou comercial celebrados entre particulares, pessoas físicas ou jurídicas. Com relação à jurisdição pessoal, o Protocolo de Buenos Aires exige que haja um acordo de eleição de foro em favor de um juiz de um Estado-parte para as pessoas que tenham domicílio ou sede social em diferentes Estados-partes ou, no caso de somente uma das partes do contrato ter sede ou domicílio em um dos Estados, também exige que exista uma conexão razoável, segundo as normas desse tratado.

O Protocolo de Buenos Aires adota o princípio da autonomia da vontade das partes, reconhecendo, também, a jurisdição prorrogada, como, por exemplo, o demandado admitir voluntariamente e de forma positiva a ação interposta. Quando não houver jurisdição voluntária, nem jurisdição prorrogada, o Protocolo aplica vários critérios para fixar a jurisdição internacional, chamada, nesse caso, jurisdição subsidiária: 1) o local de cumprimento do contrato; 2) o domicílio do demandado; e 3) o domicílio ou sede social, quando ficar demonstrada que cumpriu a sua prestação. Conforme o princípio do actor sequitur forum executionis reconhece-se a jurisdição internacional do país do cumprimento da obrigação.

O segundo – Protocolo de San Luis –, reconhecendo o elevado número de acidentes de trânsito, com a intensificação das relações entre os quatro países, buscou determinar a jurisdição internacional e a lei aplicável nos casos de responsabilidade civil emergente de acidentes de trânsito ocorridos em território de um Estado-parte, com relação a pessoas domiciliadas em outro Estado-parte. Esse protocolo adota os critérios tradicionais do local do acidente, do domicílio do demandado e do domicílio do demandante. Ainda não está em vigor.

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