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Estudo Anatômico do Trato Iliotibial. Revisão crítica de sua importância na estabilidade do joelho

Estudo Anatômico do Trato Iliotibial. Revisão crítica de sua importância na estabilidade do joelho

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M. COHEN, E.A. VIEIRA, R.T. SILVA, E.L.C.VIEIRA & P.A.S. BERLFEIN
328
Rev Bras Ortop_Vol. 37, N
º
8 – Agosto, 2002
 
 ARTIGO ORIGINAL
Estudo anatômico do trato iliotibial: revisão críticade sua importância na estabilidade do joelho
*
M
OISÉS
C
OHEN
1
, E
DUARDO
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DOS
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B
ERLFEIN
4
*Trabalho realizado no Centro de Traumatologia do Esporte – Cete – De-partamento de Ortopedia e Traumatologia, Universidade Federal de SãoPaulo – Unifesp-EPM.1.Livre-Docente do Departamento de Ortopedia e Traumatologia – Univer-sidade Federal de São Paulo – Unifesp-EPM; Chefe do Centro de Trau-matologia do Esporte (Cete) da Unifesp-EPM.2.Professor Titular da Disciplina de Ortopedia e Traumatologia – Centro deCiências Médicas e Biológicas – Pontifícia Universidade Católica de SãoPaulo (PUC-SP).
 ABSTRACT  Anatomic study of the iliotibial tract: critical revision of its importance for knee stability
The authors dissected 10 fresh cadaver knee specimensidentifying the components of the iliotibial tract and ob-serving its organization in the superficial, deep and cap-sule-osseous layers, as well as their insertions at the
lineaaspera
 , superior border of the lateral epicondyle, patella,Gerdy’s tubercle and through the capsule-osseous layer.Their relationship with other structures of the knee is alsodescribed. After describing these components, the authorsrelate them to the literature and point to their importance for the lateral stabilization of the patella, the pivot shift  phenomenon, and the anterolateral stabilization of the knee,specially the capsule-osseous layer, which, together withthe anterior cruciate ligament, as functional unit, form aspatial “horse shoe” figure.
 Key words
 –Iliotibial tract; functional anatomy; knee; pivot shift 
RESUMOOs autores realizaram 10 dissecções anatômicas por-menorizadas em joelhos de cadáveres a fresco identifi-cando os componentes do trato iliotibial e observaramsua disposição em camadas superficial, profunda e cáp-sulo-óssea. Foram observadas também suas inserçõesna linha áspera, na margem superior do epicôndilo la-teral, na patela, no tubérculo de Gerdy e através dacamada cápsulo-óssea. Após a descrição desses compo-nentes, relacionando com a literatura, os autores esta-beleceram a importância do trato iliotibial como esta-bilizador ântero-lateral do joelho, especialmente dacamada cápsulo-óssea, que, juntamente com o ligamentocruzado anterior, constitui uma unidade funcional for-mando uma figura espacial “em ferradura”. Este estu-do permitiu maior compreensão da estabilização ânte-ro-lateral do joelho, a gênese do sinal do ressalto e acontenção lateral da patela.
Unitermos
Trato iliotibial; anatomia funcional; joelho; sinal doressalto
3.Mestre em Ortopedia e Traumatologia pela Universidade Federal de SãoPaulo – Unifesp-EPM; Médico Assistente do Centro de Traumatologia doEsporte (Cete) – Unifesp-EPM.4.Médico Residente de Traumatologia do Esporte pelo Centro de Trauma-tologia do Esporte (Cete) – Unifesp-EPM.
 Endereço para correspondência:
Eduardo Luís C. Vieira, Rua Paraná, 35,apto. 92 – 18035-590 – Sorocaba, SP.Recebido em 4/4/01. Aprovado para publicação em 25/6/02.Copyright RBO2002
INTRODUÇÃO
O estudo crítico da anatomia funcional e dos elementosestabilizadores da complexa articulação do joelho consti-tui certamente o fundamento para a compreensão das pa-tologias, especialmente as que resultam de lesões traumá-ticas. A perfeita interação dessas estruturas contribui parao desenvolvimento de duas funções fundamentais, aparen-temente antagônicas: a estabilidade e a mobilidade. Para afunção normal do joelho é fundamental que haja estabili-
 
Rev Bras Ortop_Vol. 37, N
º
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ESTUDO ANATÔMICO DO TRATO ILIOTIBIAL: REVISÃO CRÍTICA DE SUA IMPORTÂNCIA NA ESTABILIDADE DO JOELHO
dade em todos os planos e em toda a amplitude do movi-mento articular. Essa estabilidade é obtida pela geometriadas superfícies articulares, pelos meniscos, ligamentos emúsculos periarticulares.Nesta oportunidade, apresentamos nossa contribuição aoestudo do trato iliotibial (
TIT
), que nos chamou a atençãopela sua extensão e seus diversos componentes e por estarenvolvido na estabilização ântero-lateral do joelho, bemcomo na gênese do sinal do ressalto e na contenção lateralda patela. Com esse estudo objetivamos uma identificaçãopormenorizada dessa estrutura, cuja compreensão é funda-mental para o estudo do joelho e suas instabilidades.O anatomista Vesalius
(1)
, em 1543, descreveu o tensorda
 fascia lata
como um dos músculos da tíbia. A descriçãode sua inserção na tíbia é atribuída a Gerdy
(2)
. Em 1958,Kaplan
(3)
desenvolveu um estudo comparativo do
TIT
e odestacou como uma estrutura ímpar só encontrada na es-pécie humana. O epônimo faixa de Maissiat deve-se à im-portante pesquisa que este anatomista francês realizou em1843
(3)
.Segundo Gardner
(4)
, o
TIT
é uma estrutura complexa querecebe as inserções dos músculos glúteo máximo e tensorda
 fascia lata
. É formado pela coalescência de ambos e dafáscia da coxa e continua proximalmente até a crista ilíacacomo aponeurose glútea. Estende-se para dentro da linhaáspera e da linha supracondilar lateral, como septo inter-muscular lateral e, abaixo, funde-se com o retináculo late-ral da patela e se insere no côndilo tibial lateral e na fásciada perna. Tandler
(5)
cita que os feixes musculares paralelosna região glútea continuam imediatamente atrás do trocan-ter maior, como um tendão plano e largo, que é contínuocom a porção reforçada da
 fascia lata
que constitui o liga-mento iliotibial ou faixa de Maissiat, a qual se estende desdea crista ilíaca até o côndilo lateral da tíbia.O
TIT
, juntamente com as fibras do tensor da fáscia e doglúteo máximo, tem importância na postura e equilíbriomonopodálico. Essa importante estrutura dinâmica é des-crita como “deltóide pélvico”
(6,7)
, que permite o balançodo joelho juntamente com o quadril (fig. 1).O
TIT
é um estabilizador do joelho no plano frontal, fun-cionando como sinergista da flexão e da extensão do joe-lho e contribuindo para os movimentos rotacionais dessaarticulação
(3)
.O objetivo deste estudo é reavaliar a participação do
TIT
na estabilização ântero-lateral do joelho, na contenção dapatela e na gênese do sinal do ressalto.
MATERIAL E MÉTODO
Dez joelhos de cadáveres a fresco, com idade entre 33 e66 anos e sem patologia ou lesão prévia identificáveis, fo-ram dissecados. Desses, nove eram do sexo masculino eum do feminino, sendo ainda nove joelhos direitos e umesquerdo. Todas as dissecções foram realizadas no Serviçode Verificação de Óbitos da Capital, em São Paulo. Foramregistrados os dados do cadáver como iniciais do nome,
Fig. 1
– Esquema ilustrativo do “deltóide pélvico”: o TIT é consti-tuído pela coalescência das fibras do m. tensor da
fascia lata 
eglúteo máximo ao nível do grande trocanter, demonstrando a açãocomplexa do TIT nas articulações do quadril e joelho. Adaptadode Henry
(6,7)
.
Fig. 1
– Illustration of the “pelvic deltoid”: the ITT is made of the fibers of gluteus maximus and the tensor fascia lata at the great- er trochanter, showing the complex function of the ITT on the hip and the knee. Adapted from Henry’s 
(6,7) 
.
 
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sexo, altura, peso e idade, sendo realizada documentaçãofotográfica de cada dissecção. Os resultados dessa pesqui-sa foram criteriosamente analisados.Com o cadáver disposto em decúbito lateral e o joelhoem extensão, realizou-se a separação da pele e do tecidocelular subcutâneo da fáscia subjacente. Para acessar asestruturas profundas do joelho, realizamos quatro diferen-tes incisões preconizadas por Terry
et al
(2)
(fig. 2), que per-mitiram melhor identificação e documentação:1) incisão através do trato iliotibial (
TIT
) orientada noplano coronal desde o septo intermuscular lateral até a por-ção anterior do tubérculo de Gerdy;2) incisão entre o
TIT
e a cabeça curta do músculo bícepsfemoral;3) incisão parapatelar lateral com osteotomia do tubér-culo de Gerdy, obtendo-se uma visão de dentro para forade todo o
TIT
;4) incisão da porção superficial do
TIT
juntamente com afáscia da coxa e sua reflexão lateral, demonstrando a relaçãodo
TIT
com a fáscia crural e o septo intermuscular lateral;Ocasionalmente, mais de uma dessas incisões foi reali-zada no mesmo cadáver com o intuito de demonstrar omaior número de estruturas em cada dissecção.Em todos os estudos foram dissecadas outras estruturasdo canto póstero-lateral do joelho e suas relações com o
TIT
foram observadas.
RESULTADOS
Os resultados de nosso estudo anatômico foram descri-tos através das camadas do
TIT
, desde a superficial até aprofunda e através de suas diversas inserções.
Camada superficial
Esta camada é constituída da porção superficial da apo-neurose dos músculos vasto lateral e bíceps crural e atra-vés de fibras curvilíneas, que recobrem a face anterior dapatela e tendão patelar, constituindo o retináculo superfi-cial oblíquo (figs. 3 e 4). Essas fibras, chamadas arcifor-mes, têm angulação de 70
o
a 80
o
em relação àquelas que
Fig. 2
– Vista lateral do joelho demonstrando as incisões (1, 2, 3,4) realizadas para o estudo do TIT.
A)
aponeurose do músculovasto lateral;
B)
patela;
C)
retináculo superficial oblíquo;
D)
ten-dão patelar;
E)
tubérculo de Gerdy;
F)
tendão do m. bíceps femo-ral;
G)
M. bíceps (cabeça curta);
H)
cabeça da fíbula.
Fig. 2 
– Lateral view of the knee, showing the incisions made inthe study.
A) 
vastus lateralis aponeurosis; 
B) 
patella; 
C) 
oblique superficial retinaculum; 
D) 
patellar tendon; 
E) 
Gerdy’s tubercle; 
F) 
biceps femoris tendon; 
G) 
biceps femoris (short head); 
H) 
fibu- lar head.
Fig. 3
– Vista do retináculo superficial oblíquo e das inserções doTIT na patela e tubérculo de Gerdy
Fig. 3 
– Superficial oblique retinaculum and the insertions of the ITT at the patella and at Gerdy’s tubercle 
Fig. 4
– Esquema ilustrando a orientação das fibras do retináculosuperficial oblíquo
Fig. 4 
– Illustration of the direction of the superficial oblique reti- naculum fibers 

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