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A Herdeira

A Herdeira

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07/01/2013

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A Herdeira
Lynne Grahan
Seu dinheiro não podia comprar a liberdade?
Como única filha de um milionário, Dulce Saviñon se converteria algum dia numa dasmulheres mais ricas do mundo. No entanto, tinha algo que seu dinheiro não podia comprar: aliberdade. Quando seu pai lhe ordenou casar-se com o magnata grego Christopher Uckermann,Dulce decidiu que fugiria durante a noite de casamentos.Mas, para sua própria surpresa, Dulce cedo se encontrou cativada pelo encantador Christopher. E, à medida que se ia chegando o dia do casamento, foi-se dando conta de que iater que tomar uma difícil decisão. Como poderia abandonar a seu flamejante esposo?
 
Web Novelas Adaptadas TayLiihA Herdeira
CAPÍTULO 1
Antes ou depois terás que te casar com “alguém” —falou Mateus Uckermann —Porque nãoDulce Saviñon?Christopher não contestou. Em outro momento de sua vida se teria rido a gargalhadas se seu pai lhe tivesse sugerido um casamento de conveniência. Mas levava quase dois anos consumidonum inferno de dor, do que só escapava entregando se no trabalho. Numa tentativa desesperada para encher o vazio que o assolava, tinha tido múltiplas aventuras, masessas relações sexuais tão só lhe tinham deixado um gosto amargo. —É uma honra que Fernando Saviñon tenha pensado em nossa família para sua filha — continuou Mateus com persistência, observando o seu imprevisível filho. —Tem muito boa opiniãode tua visão para os negócios e lhe preocupa sua saúde. — “Precisa“ de um genro em quem confiar.Christopher, escutou com ceticismo o astuto discurso de seu pai, que parecia sugerir que umcasamento arranjado pela família, em vez de pelos interessados, fosse habitual na Grécia, ainda que já não o era em absoluto. Ademais, assombrava-lhe do que o interesse demonstrado por um doshomens mais ricos do mundo tivesse chegado a seu pai, fazendo-lhe esquecer outras coisas muitomenos agradáveis. —Fernando Saviñon é um malvado e um monstro. Tu o sabes e eu também. —Mesmo assim sua filha Dulce é uma jovem decente e bem educada, —seguiu Mateuscom determinação, convicto de que só um casamento como esse poderia afastar o seu filho da vidade festas e escândalos contínuos que estava destroçando o coração de sua mãe. — Não vejo razãoque impeça que, com o tempo, sejas feliz com ela.O rosto delgado e poderoso de Christopher se contraiu com um traço de amargura. Desdeque Crystal, a quem tinha amado acima de tudo, tinha se ido para sempre, não seria capaz de ser feliz com mulher alguma. Decidiu não mencionar esse tema, porque seu pai não era hipócrita e nãose calaria.Os pais de Christopher, gregos e muito conservadores, tinham odiado a Crystal e tinhamnegado a aceitá-la como esposa de seu único filho. Sua reputação de mulher atarantada e seu turvo passado ofendia sua sensibilidade. Quando se comprometeu com ela a reação de seu pai foi a ira e ade sua mãe o pranto e Christopher cortou todo vinculo com eles.O confronto tinha começado a suavizar-se depois da morte de Crystal, mas só porqueChristopher estava tão desesperado que era incapaz de fazer o esforço de recusar a sua família. No entanto, desde então, cada negócio que fazia era uma mina de ouro. Já era muito maisrico que seu pai porque, enquanto Mateus tinha herdado uma fortuna e se tinha limitado aconservá-la, Christopher se tinha dedicado ao capital do risco e ao desenvolvimento de programasinformáticos, esquecendo a cautela.Era muito irônico que seus incríveis ganhos dos últimos meses tivessem feito queFernando Saviñon, o magnata multimilionário, considerasse-o como um possível genro. —Nem sequer vi à filha de Saviñon –disse Christopher secamente. —Claro que a viu —contradisse Mateus— Segundo Fernando, a vistes quando passaste anoite em Lexos.Christopher franziu o semblante. Por dois meses seu iate tinha tido problemas numatormenta.Perto da costa de Lexos e tinha chamado pelo rádio para que lhe permitissem saltar.2
 
Web Novelas Adaptadas TayLiihA Herdeira
Saviñon tinha a fama de evitar da pior maneira a visita de intrusos em sua ilha. Ainda queChristopher tenha sido bem recebido e agraciado com todo tipo de luxo, tinha sido uma noitehorrível.A casa parecia um palácio, e ainda tinha Saviñon que tinha mais de sessenta anos. FernandoSaviñon tinha um pequeno harém de belíssimas jovens. Pediu a seu convidado que escolhesse uma para completar a diversão da noite. Christopher sentiu repulsão ao ver quão dispostas estavam as bajuladoras jovenzinhas a satisfazer os desejos do velho.Mas Christopher não tinha cometido o erro de comentar os excessos sexuais de Fernandocom ninguém. Fernando Saviñon era um inimigo implacável e cruel e só um estúpido se atreveria a provocar sua ira.ChristopherUckermann o queria que nada ameaçasse seu rem criado imrioempresarial... —Não creio que nenhuma das jovenzinhas que tenha visto fosse Dulce Saviñon. Christopher soltou uma gargalhada seca; Saviñon estava longe de ser uma pessoa agradável, mas não estavalouco. Por mais que pensasse, não recordava ter visto a nenhuma outra mulher essa noite, exceto agovernanta, que o tinha levado a sua suíte. Ardendo de ira e frustração pois tinha burlado Saviñonquando se negou a dormir com uma de suas prostitutas. —Deixe que refresque tua memória, disse Mateus Christou-lakis incomodado, já que tinhacontado com que seu filho recordasse à jovem sem ter que ver uma foto.Christopher olhou a foto com incredulidade e a reconheceu de imediato. Soltou uma maldição.Ainda que estivesse de perfil, recordou a inclinação submissa da cabeça, o cabelo claro recolhidonum laço severo e os traços frágeis e delicados do rosto. —Acreditei que era uma empregada! —exclamou Christopher indignado. A recordavademasiadamente bem: traços finos e delica-dos, olhos verdes como esmeraldas, surpreendentes einesperados numa mu-lher grega. Uma beleza natural a antítese total das garotas vo-luptuosas eartificiais que tinham desfilado diante dele por ordem de seu anfitrião. Nunca se tinha insinuado auma servente, mas essa noite só o tinham detido o silêncio e formali-dade dela e seu inato sentidode justiça. —Tenho entendido que Dulce mal saiu da ilha. Seu pai opina que as mu-lheres devem ficar em casa, comentou MateusUckermann, com certa fascinação; ele tinha uma esposa e duas filhas quenão pensavam duas vezes antes de voar a qualquer lugar da Europa pa-ra visitar as suas amigas ouir as compras. —Pode ser que no futuro considere a possibilidade de um casamento de conveniência — concedeu Christopher, pensando que Dulce deveria ter-se apresentado de imediato. —Mas não tenho nenhum interesse de casar-me com a excêntrica filha de Saviñon. Aomenos, me agradaria uma esposa com personalidade. —Um mínimo de personalidade dá muito de si —argumentou Mateus com veemência,fazendo questão de dizer que considerava uma grande oportunidade para seu filho. E antes decriticar as carên-cias de Dulce Saviñon, deverias perguntar-te o que tens “tu” que oferecer a umamulher. —Em que sentido? –inquiriu Christopher com voz seca. —Se não tens coração que oferecer, só se casasse contigo uma caça-fortunas —advertiuMateus com frustração. —Tua reputação de mulherengo é tal que a maioria de nossos amigos nãoquerem que suas filhas se relacDulcem contigo. —Não me interessam as virgens fervorosas nem as arribistas ambiciosas, assim que fazemmuito bem —Exclamou Christopher com des-prezo.MateusUckermann conteve um suspiro. Tinha feito o possível para convencer o seu filho,com a esperança de que participar da ampla rede de Sociedades Saviñon o tentasse.3

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