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Resenha - Seis Estudos de Psicologia

Resenha - Seis Estudos de Psicologia

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Primeira Infância, Segunda Infância e Adolescência
Primeira Infância, Segunda Infância e Adolescência

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07/08/2013

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IntroduçãoEste livro, de Jean Piaget, renomado psicólogo e filósofo suíço e conhecido por seutrabalho pioneiro no campo da inteligência infantil, é composto de seus artigos e conferências. Na primeira parte apresenta a síntese das descobertas de Piaget no campo da Psicologia dacriança, demonstrando como se verifica o seu desenvolvimento mental. Na segunda parte sãoabordados problemas centrais do pensamento, da linguagem e da afetividade na criança, atravésde numerosos exemplos e estudos de casos. É muito próprio para professores, psicólogos, pedagogos e demais profissionais da área de educação.Resenha
I.
A primeira infância: de dois a sete anos
De acordo com Piaget, o aspecto afetivo e o intelectual são modificados com oaparecimento da linguagem. A criança torna-se capaz de reconstituir suas ações passadas efuturas pela representação verbal. Daí resultam três conseqüências essenciais para odesenvolvimento mental:1.Uma possível troca entre os indivíduos, ou seja, o início da socialização da ação,2.Uma interiorização da palavra, isto é, a aparição do pensamento e,3.Uma interiorização da ação que, antes era puramente perceptiva e motora, a partir daí pode se reconstituir no plano intuitivo das imagens e das "experiênciasmentais".Estas conseqüências são seguidas por uma série de transformações paralelas,desenvolvimento de sentimentos interindividuais, ou seja, afetivas (simpatias e antipatias,respeito, etc.) e de uma afetividade interior organizando-se de maneira mais estável do que nocurso dos primeiros estágios. No momento da aparição da linguagem, a criança se acha às voltas, não apenas com ouniverso físico como antes, mas com dois mundos novos e intimamente solidários: o mundosocial e o das representações interiores.Por isso, Piaget examina essas três modificações gerais da conduta (socialização, pensamento e intuição), e depois suas repercussões afetivas.A.A socialização da açãoPiaget diz que o lactente aprende pouco a pouco a imitar, sem que exista uma técnicahereditária da imitação. Na seqüência:1.Simples excitação – gestos análogos do outro, movimentos visíveis do corpo
1
 
2.Imitação senso-motora – torna-se uma cópia cada vez mais precisa de movimentosque lembram os movimentos conhecidos;
3.
A criança reproduz os movimentos novos mais complexos (os modelos maisdifíceis são os que interessam as partes não visíveis do próprio corpo, como orosto e a cabeça).A imitação de sons tem uma evolução semelhante. Quando os sons são associados aações determinadas, a imitação prolonga-se como aquisição da linguagem (palavras-fraseselementares, depois, substantivos e verbos diferenciados e, finalmente, frases propriamenteditas).Quanto às funções elementares da linguagem, Piaget diz que consistem em trêsgrandes categorias de fatos evidentes. São eles:
1.
Fatores de subordinação e as relações de coação espiritual exercida pelo adultosobre a criança. Os exemplos vindos do alto (adultos) serão modelos que a criança procurará copiar ou igualar, as ordens e avisos, o respeito do pequeno pelo grande.
2.
Fatores de troca, com o adulto ou com outras crianças. Ajustam suas ações deacordo com suas regras individuais, sem se ocuparem das regras do companheiro.
3.
A criança não fala somente às outras, fala-se a si própria, sem cessar, emmonólogos variados que acompanham seus jogos e sua atividade. Estesverdadeiros monólogos, como os coletivos, constituem mais de um terço dalinguagem espontânea entre crianças de três e quatro anos, diminuindo por voltados sete anos.Em suma, o exame da linguagem espontânea entre crianças, como o docomportamento dos pequenos nos jogos coletivos, mostra que as primeiras condutas sociais permanecem ainda a meio caminho da verdadeira socialização. Em lugar de sair de seu próprio ponto de vista para coordená-lo com o dos outros, o indivíduo permanece inconscientementecentralizado em si mesmo.B.A gênese do pensamentoO ponto de partida do pensamento, diz Piaget, surge sob a dupla influência dalinguagem e da socialização. A linguagem, permitindo ao sujeito contar suas ações passadas,antecipar as ações futuras, e até substituí-las, sem nunca realizá-las. E, a socialização, permitindo atos de pensamento que não pertencem exclusivamente ao eu que os concebe, mas,sim, a um plano de comunicação que lhes multiplica a importância.Piaget acrescenta que, durante as idades de dois a sete anos, encontram-se todas astransições entre duas formas extremas de pensamento, ou seja, a primeira é a do pensamento por incorporação ou assimilação puras, cujo egocentrismo exclui, por conseqüência, toda
2
 
objetividade. A segunda é a do pensamento adaptado aos outros e ao real, que prepara, assim, o pensamento lógico. Entre os dois se encontra a grande maioria dos atos do pensamento infantilque oscila entre estas direções contrárias. No nível da vida coletiva (de sete a doze anos), vê-se constituir nas crianças jogoscaracterizados por certas obrigações comuns, isto é, as regras do jogo. Entre duas crianças,aparece uma forma diferente de jogo: é o jogo simbólico ou jogo de imaginação e imitação. No outro extremo, encontra-se a forma de pensamento mais adaptada ao real que acriança conhece, e que se pode chamar de pensamento intuitivo.Entre estes dois tipos extremos se encontra uma forma de pensamento simplesmenteverbal, séria em oposição ao jogo, porém mais distante do real do que a própria intuição: é o pensamento corrente da criança de dois a sete anos.Em suma, a análise da maneira como a criança faz suas perguntas coloca em evidênciao caráter ainda egocêntrico de seu pensamento, neste novo campo da representação do mundo,em oposição ao da organização do universo prático.C.A intuãoA intuição é a lógica da primeira infância. A criança de quatro a sete anos não sabedefinir os conceitos que emprega e se limita a designar os objetos correspondentes ou a definir  pelo uso ("é para...") sob a dupla influência do finalismo e da dificuldade de justificação. Acriança desta idade não possui ainda um domínio verbal acentuado, como já o possui na ação emanipulação.Piaget distingue dois casos: o da inteligência propriamente prática e o do pensamentotendendo ao conhecimento no campo experimental.A "inteligência prática" que desempenha um importante papel entre dois e sete anos, prolongando, de um lado, a inteligência senso-motora do período pré-verbal e preparando, deoutro lado, as noções técnicas que se desenvolverão até a idade adulta. A criança era muito maisadiantada nas ações do que nas palavras.Quanto ao pensamento tendendo ao conhecimento no campo experimental, Piagetafirma até cerca de sete anos a criança permanece pré-lógica e suplementa a lógica pelomecanismo da intuição; é uma simples interiorização das percepções e dos movimentos sob aforma de imagens representativas e de "experiências mentais".Em suma, há equivalência enquanto existe correspondência visual ou ótica. Portanto, énormal que o pensamento da criança comece por ser irreversível, e especialmente, quando elainterioriza percepções e movimentos sob forma de experiências mentais, estes permanecem pouco móveis e pouco reversíveis.
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