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Tecnologia, práticas comunicacionais e cultura organizacional

Tecnologia, práticas comunicacionais e cultura organizacional

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Neste texto, pretende-se refletir sobre a relação existente entre tecnologia, práticas comunicacionais e cultura organizacional. Trata-se de fazer algumas considerações sobre a nova formatação social fundamentada na Internet, visto que, através da
emergência de práticas comunicacionais (e-mail, chats, listas de discussão, vídeo conferência interativa, weblogs), produz uma nova configuração no processo
comunicativo, podendo interferir, assim, na cultura das organizações.
Neste texto, pretende-se refletir sobre a relação existente entre tecnologia, práticas comunicacionais e cultura organizacional. Trata-se de fazer algumas considerações sobre a nova formatação social fundamentada na Internet, visto que, através da
emergência de práticas comunicacionais (e-mail, chats, listas de discussão, vídeo conferência interativa, weblogs), produz uma nova configuração no processo
comunicativo, podendo interferir, assim, na cultura das organizações.

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Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da ComunicaçãoVIII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação da Região Sul – Passo Fundo – RS1
Tecnologia, práticas comunicacionais e cultura organizacional
1
 
Vivian Beatriz Temp
2
 Universidade Federal do Rio Grande do Sul___________________________________________________________________________
Resumo:
Neste texto, pretende-se refletir sobre a relação existente entre tecnologia, práticascomunicacionais e cultura organizacional. Trata-se de fazer algumas consideraçõessobre a nova formatação social fundamentada na Internet, visto que, através daemergência de práticas comunicacionais (e-mail, chats, listas de discussão, vídeoconferência interativa, weblogs), produz uma nova configuração no processocomunicativo, podendo interferir, assim, na cultura das organizações.
Palavras-chave:
tecnologia; práticas comunicacionais; comunicação organizacional;cultura organizacional.
 ___________________________________________________________________________1.
 
Introdução
A partir da década de 70, um processo de transformações sociais, econômicas,institucionais e tecnológicas, baseadas na tecnologia microeletrônica, foi colocado emmovimento. A expansão e a popularização dos microcomputadores, assim como daInternet, proporcionaram a emergência de novas tecnologias de informação e dacomunicação mediada por computador, possibilitando o surgimento de novas formas deinteração e comunicação entre as pessoas.Esta revolução tecnológica estendeu-se e, por meio da crescente informatizaçãoe adoção de novas ferramentas eletrônicas que possibilitam a realização de diversaspráticas comunicacionais, gerou uma mudança dentro das organizações. A emergênciadessas ferramentas proporciona distintas possibilidades de conexão e de comunicação,visto que estas práticas vão exigir das organizações novas posturas frente ao processocomunicativo caracterizado pela multidirecionalidade e informalidade.Abordar questões relacionadas à evolução tecnológica e à inserção do meioeletrônico dentro da organização implica pensar no modo como esta relação pode
1
Trabalho apresentado ao GT de Relações Públicas (Comunicação Organizacional), do VII Congresso deCiências da Comunicação na Região Sul.
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Relações Públicas; Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Informação daUniversidade Federal do Rio Grande do Sul e bolsista CAPES – viviantemp@uol.com.br
 
Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da ComunicaçãoVIII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação da Região Sul – Passo Fundo – RS2
interferir na cultura organizacional. O propósito deste trabalho é fazer uma reflexãosobre essa formatação social, baseada na Internet, que, através da emergência destaspráticas, produz uma nova configuração no processo de comunicação, podendointerferir na cultura dentro das organizações.
2.
 
Comunicação e tecnologia
Nas últimas décadas, a introdução de mudanças tecnológicas no cenáriocontemporâneo, através da integração das telecomunicações com a informática,proporcionou o surgimento de um novo componente na sociedade: as redes telemáticas.A emergência das redes possibilitou a realização de uma revolução tecnológica, que“[...] está reconfigurando o conjunto das sociedades humanas em todos os seus aspectos,implodindo barreiras de tempo e espaço, colocando a informação como elemento centralde articulação das atividades humanas” (LEMOS e PALACIOS, 2001: 5).A utilização e consolidação das tecnologias digitais de informação ecomunicação (TIC’s) nas mais variadas esferas da sociedade estão provocandotransformações políticas, econômicas, tecnológicas, sociais e culturais. Os novosinventos tecnológicos modificam o modo como nos relacionamos e comunicamos,assim como possibilitam que pessoas situadas em locais geograficamente distantespossam conectar-se ao ciberespaço, através da utilização de instrumentos cada vez maisinterativos com acesso instantâneo a um universo de informações.Castells (2003) argumenta que estamos vivendo um novo paradigma socio-técnico que tem como fundamentação social e tecnológica a Internet, já que a mesmainterfere no modo como se estruturam as relações, o trabalho e a comunicação. Paraesse autor:
[...] Internet é sociedade, expressa os processos sociais, os interessessociais, os valores sociais, as instituições sociais [...] ela constitui abase material e tecnológica da sociedade em rede; é a infra-estruturatecnológica e o meio organizativo que permitem o desenvolvimentode uma série de novas formas de relação social que não têm suaorigem na Internet, que são fruto de uma série de mudanças históricas,mas que não poderiam desenvolver-se sem a Internet. [...] Nessesentido, a Internet não é simplesmente uma tecnologia, é o meio decomunicação que constitui a forma organizativa de nossas sociedades;é o equivalente ao que foi a fábrica ou a grande corporação na eraindustrial. (CASTELLS, 2003, p. 286 e 287).
 
Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da ComunicaçãoVIII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação da Região Sul – Passo Fundo – RS3
Wolton (2003) tem uma posição menos entusiasta em relação às novastecnologias, visto que, ao desenvolver uma análise crítica sobre a Internet, ressalta aexistência de um paradoxo: por um lado, ninguém ousa criticar, nem questionar aevolução tecnológica, pois qualquer manifestação de ceticismo é identificada comodescabida e temerosa ao futuro; por outro, as novas tecnologias de comunicação estãoassociadas à idéia de um progresso incontestável que está presente nos discursos demodernização. Ele explica que a ausência de reflexão sobre o sentido destastransformações leva a uma sucessão de modismos passageiros: primeiro, o modismo dasmídias temáticas e depois das mídias interativas. Em relação ao primeiro, fala-se emdominação cultural, passividade, e no que se refere ao segundo, trata-se de liberdadeindividual e criatividade. Reforça que não existe nenhuma hierarquia em nívelindividual entre estas duas formas de comunicação, o modismo das mídias interativasnão constituiu uma superação dos problemas das mídias temáticas, mas, antes de tudo,constituiu uma adaptação à evolução atual. O autor ressalta que atualmente, “oshomens, frente às novas tecnologias de comunicação, estão, como o coelho branco deAlice no país das maravilhas, sempre atrasados, sempre com pressa, sempre obrigados airem mais rápido” (WOLTON, 2003, p. 31), demonstrando que a velocidade com queocorre essa evolução, assim como a intensa quantidade de informação disponível narede, muitas vezes, deixa as pessoas impacientes, com a sensação de desatualização,pois não conseguem acompanhar o ritmo do desenvolvimento tecnológico.Com a entrada de novas técnicas e meios digitais, a capacidade dos
media
 tradicionais foi estendida e novas tecnologias foram criadas. Isso implica em umarevolução digital que gradualmente promoveu a passagem dos
mass media
para formasindividualizadas de produção, difusão e estoque de informação. A nova dinâmicatécnica social introduziu uma estrutura midiática mais flexível que a produzida pelos
media
tradicionais, baseada no modelo um-todos. Neste sentido, o ciberespaço permiteque a relação com o outro se desenvolva no contexto todos-todos, devido à capacidadede realizar uma comunicação bidirecional, individualizada, personalizada e em temporeal, onde qualquer pessoa pode enviar e receber informações para qualquer lugar doglobo terrestre (LEMOS, 2002).

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