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Terra, Água, Ar, Fogo - Os Quatro Elementos

Terra, Água, Ar, Fogo - Os Quatro Elementos

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11/30/2012

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Terra, Água, Ar, Fogo – Os Quatro Elementos
Refletindo um dia desses sobre um assunto interessante, quedesperta interesses místicos e em que muitos se apegam com o propósitode obter bons fluídos, percebi que tudo na natureza se compõe dos quatroelementos: terra, ar, fogo e água.Sejam nas pessoas, sejam nos animais e plantas, seja em que for. Eaté na forma de estar e ser das pessoas, nos tipos de trabalho e emprego,e ultimamente bem mais visível, esses quatro elementos estão em jogo eem constantes fluxos e refluxos. Sendo discutidos mundialmente por suaforça, seu contraste e, seu comportamento.O único ser capaz de raciocinar, se confronta com a idéia que estádestruindo aos poucos sua própria casa. Se preocupa com seu emprego,salário, familiares, carro, enfim... mais com seu aqui e agora, com seusbens materias. E obviamente, esquece-se que não poderá viver e usufruirde seus luxos, pessoas amadas ou contas, sem seu bem maior, sua casa...o Planeta Terra.A e Natureza esnos dando evidentes sinais de canso eexaustão, eso ameaçando a vida de ningm, e sim somentemostrando que esdoente, que precisa de ajuda e o pode maiscontinuar assim, sempre se autocurando sozinha. O meio-ambiente refleteo que o ser mais pensante do planeta pode fazer, destruir aos poucos seumaior bem.Li esses dias certa frase: Do que adianta tanta ajuda aos pobres,tanta caridade, tanto apego material, se tudo parece estar sendodestruído, e se ninguém está sendo poupado, e além disso, parece queninguém tem mais respeito por ninguém. Fiquei por um minuto contrária aessa idéia, mas aos poucos percebi que realmente, de nada adianta tantaaculumão de riqueza, de nada adianta tanto amor ao próximo, sedeixamos de cuidar do maior bem que nos foi dado, e que sem ele,nenhum de nós poderá sobreviver... nenhum de nós.Ouvi e vi anos atrás muitas pessoas falarem no fim do mundo, navirada do culo, do minio, alguns se matarem por acharem que oapocalípse iria chegar, mais que nada, não passou de susto. Me perguntoagora, se todas as previsões o estavam erradas... ou certas? SeCalifórnia seria mesmo a primeira cidade a desaparecer se o nível o marsubisse, faz sentido? Não sei, o que vejo hoje, é que cidades desaparecemdebaixo de água, que o ar tão sereno destrói com uma força jamais vista,que o fogo aparece aparentemente sem causa, e que a terra tãoconsistente sucumbe dentro de si mesma. o seria esse o final dostempos?Que mais precisa para cada ser tomar consciência de seus própriosatos, que mais a Mãe Natureza precisa fazer para mostrar que está doentee necessita de ajuda, o que mais... uma data?
 
Enchentes, invernos rigorosos, tsunamis, vendavais, terremotos,tornados... o Planeta Terra se parece com uma bomba-relógio, prestes aexplodir. Já dizia Dalai Lama “
não é o meio ambiente que precisa de jeito,como muitos querem achar, é o nosso comportamento com relação a eleé que precisa mudar. Em outras palavras, até agora, a Mãe Naturezaconseguiu tolerar nosso desmazelo doméstico, mas chegou a um pontoem que não pode mais aceitar nosso comportamento em silêncio. Os problemas causados pela degradação ambiental podem ser vistos como areação da natureza à nossa irresponsabilidade. Está avisando que até asua tolerância tem limites
”. Isso o que está acontecendo, já é uma reaçãoem cadeia, e ainda, para Dalai Lama “
a única certeza é que nós humanossomos a única espécie conhecida com poder para destruir a terra
”. Porque será que não me surpreendo com isso.Em outra esfera, Fritjof Capra observa que “
torna-se cada vez maisevidente que nossos sistemas industriais complexos, tanto sob aspecto daorganização quanto sob o da tecnologia, constituem a força principal dedestruição do ambiente planetário e, ao longo prazo, a principal ameaça àsobrevivência da humanidade
”. O autor observa que “
 para construir umasociedade sustentável para nossos filhos e as gerações futuras, temos derepensar desde a base uma boa parte das nossas tecnologias einstituições sociais, de modo a conseguir transpor o enorme abismo quese abriu entre os projetos humanos e os sistemas ecologicamentesustentáveis da natureza
”. Seria essa base, nossa própria consciência?O ser humano, capaz de gerar enormes acumulações de riqueza, oser empreendedor, que desafia a ciência e o poder divino, que entra em jogos de guerra e de poder, para ser manter dono de si e soberano,também corre o risco de entrar em extião, como o autor Capraevidencia, “
 por trás de todas as avaliações, está o princípio básico docapitalismo selvagem: que o ganhar dinheiro vale mais do que ademocracia, os direitos humanos, a proteção ambiental ou qualquer outrovalor. Virar o jogo implica, antes de mais nada, mudar esse princípiobásico
”. Está bem, é nossa conciência que está em jogo.Não quero aqui julgar, meu único próposito é levar um pouco deconsciência a quem se dispuser a ler este texto. Peço um pouco mais deética, responsabilidade e respeito a todos s, consciência para quepossamos ter um futuro ao menos digno, e também, educão...eduquem; eduquem seus filhos, amigos, familiares, pois, não há palavramais bela, esta é a maior jóia que nós seres humanos podemos receber,ter e repassar, o precisamos ser bios, apenas conhecedores denossos atos, e a educação quando levado com seriedade gera melhordesenvolvimento, maior crescimento e conseqüentemente maior aliberdade para um ser, como afirma Amartya Sen, vencedor do prêmioNobel da Economia em 1998. Precisamos muito de educão nestemomento, educão uns com os outros e principalmente com nossoPlaneta, que é o
meu
lar... mas também, é o
seu
lar.
 
Uma terra mais fértil, um fogo mais brando, águas mais tranquilas, eum ar mais suave... as gerações futuras nos agradeceo, e a eNatureza também.Como no filme, faltou aqui falar sobre um quinto elemento... o amor,mas esta já é uma outra história, mesmo assim, com certeza, será precisomuito amor para mudar essa situação, no entanto, sem amor, nada fazsentido, então, ou luta-se com amor tornando seu espaço um lugar melhorpara se viver, tornando assim também um lugar melhor para seu próximo,que vai fazer com que seja melhor também para outrem – pois a vida éum globo, e tudo que vai volta, ou se preferir, tudo o que plante-se aquicolhe-se aqui, ou ainda na linguagem científica, é sempre uma reação emcadeia, pois vivemos em um sistema repleto de teias – ou deixa-se assim,sucumbido, mas não reze neste caso... por que, isso é uma tarefa para osque tem amor e esperança em um futuro melhor.
ELIANE DE SOUZA
Pesquisadora e acadêmica do curso de Comércio Exterior - UnivaliReferências:CAPRA, Fritjof. As conexões ocultas. Tradução de Marcelo Brandão Cipolla.4.ed. São Paulo: Cultrix, 2005.DALAI LAMA. Uma ética para o novo milênio. 7.ed. Tradução de MariaLuíza Newlands. Rio de Janeiro: Sextante, 2000.SEN, Amartya. Desenvolvimento como liberdade. Tradão de Laura Teixeira Motta. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.
O grito da natureza de Giuseppe Martinelli - Guarapuava,18/12/2006
O grito da Natureza ecoa pelo ar,pede socorro para quem puder ouvir,está pedindo que parem de destruire preservem os mananciais, por favor,Com a ambição do homem moderno,o que será das futuras gerações?Não existe mais respeito pela vida,tampouco consciência do seu resultado...Ele esquece que assim está condenandonão só a si como os seus descendentes...Para salvar a humanidade do extermínio,urge a necessidade de algum projeto...Os gritos ecoam pelos rios abaixo,ecoam nas matas, ecoam nos mares;

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