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JOGOS CORPORATIVOS

JOGOS CORPORATIVOS

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“Considero os Jogos Cooperativos como um presente, daqueles que a gente ganha quando criança, sabe? Ao recebê-lo, é preciso desfrutar dele.
Temos que deixar o presente fazer parte da gente, circulando pelo corpo
inteiro, dos pés à cabeça. . . pelo coração. Depois, sentindo que o presente é Como-Um comigo, começo a comparti lhar com os outros mais próximos à alegria de brincar juntos. Então, quando menos esperamos, ele se transforma em Como-Um a todo mundo.
É impossível qualquer tipo de convencimento em se tratando de
Cooperação, a não ser Con-VenSer (um vir-a-ser compartilhado) a si mesmo.
Isto é, buscar o sentido, o significado e a vivência do Jogo Cooperativo navegando interiormente.
Em resumo, a lógica proposta pelo Jogo Cooperativo, enquanto Pedagogia da Cooperação, é uma lógica dialógica, que busca uma sinergia entre Visão-e-Ação, Teoria-e-Prática, Sonho-e-
Realidade, Todo-e-Parte, Indivíduo-e-Coletivo e Cada Um-Consigo Mesmo. Enfim, entre tudo e todos que se acham isolados, separados ou em oposição uns aos outros.” – Fabio Brotto Crianças, adultos que vivem em disputa e necessitados de só vencer (em vez de
“venSer”) e países cuja meta não é o progresso do homem mas a riqueza para o poder.
Crianças, adultos e países aí estão a nos mostrar como é poderosa no bicho homem a necessidade de ganhar, viver em disputa e levar a melhor.
Sem saber que a necessidade de vencer é talvez a principal fonte de sofrimentos do ser humano e das sociedades, o homem permanece aprisionado ao mito do herói, incapaz de aproveitar a energia despendida nessa luta estúpida, para outros tipos de vitória, as que não têm por meta a destruição de outras partes, e, sim, evoluir através da construção do mundo, da criatividade, da organização de sociedades justas, igualitárias e fraternas que não necessitem do impulso da competição para obterem a força de trabalho e a disposição necessárias ao avanço e à evolução.
Vencer é importante e significativo de aspectos positivos e ativos do homem. Mas vitória só existe onde aparece a criação com a conquista de novos passos e não onde jazem cadáveres dos antagonistas ou a cisão de partes do real, representada pela posição dos discordantes.
Vencer é importante quando se luta por uma ordem positiva e não quando se luta contra o que nos parece negativo. Vencer é uma atitude positiva diante da vida e não a derrota do positivo que havia nos antagonistas.
Mas se o homem precisa ganhar, aprecia ganhar, não vive sem ganhar, poderíamos, então, trocar o adversário. Não se trata de ganhar do outro. Mas de ganhar de si mesmo através do outro. Os competidores, juntos, debruçar-se-iam sobre as virtudes próprias e adversárias (solidárias) na busca dos pontos nos quais houvesse superação de desempenhos anteriores.
Vivemos, porém, numa realidade que assim não dispõe. As pessoas se comportam em função de ditames impostos pelas ideologias e os nomeiam de “realismo”. A nuvem pragmática que invadiu a humanidade no século XX determinada pela utopia do progresso material, científico e tecnológico levou os processos educativos (os escolares e os dos costumes) a colocar na eficácia, no resultado e na forma, toda a finalidade dos atos humanos.
“Considero os Jogos Cooperativos como um presente, daqueles que a gente ganha quando criança, sabe? Ao recebê-lo, é preciso desfrutar dele.
Temos que deixar o presente fazer parte da gente, circulando pelo corpo
inteiro, dos pés à cabeça. . . pelo coração. Depois, sentindo que o presente é Como-Um comigo, começo a comparti lhar com os outros mais próximos à alegria de brincar juntos. Então, quando menos esperamos, ele se transforma em Como-Um a todo mundo.
É impossível qualquer tipo de convencimento em se tratando de
Cooperação, a não ser Con-VenSer (um vir-a-ser compartilhado) a si mesmo.
Isto é, buscar o sentido, o significado e a vivência do Jogo Cooperativo navegando interiormente.
Em resumo, a lógica proposta pelo Jogo Cooperativo, enquanto Pedagogia da Cooperação, é uma lógica dialógica, que busca uma sinergia entre Visão-e-Ação, Teoria-e-Prática, Sonho-e-
Realidade, Todo-e-Parte, Indivíduo-e-Coletivo e Cada Um-Consigo Mesmo. Enfim, entre tudo e todos que se acham isolados, separados ou em oposição uns aos outros.” – Fabio Brotto Crianças, adultos que vivem em disputa e necessitados de só vencer (em vez de
“venSer”) e países cuja meta não é o progresso do homem mas a riqueza para o poder.
Crianças, adultos e países aí estão a nos mostrar como é poderosa no bicho homem a necessidade de ganhar, viver em disputa e levar a melhor.
Sem saber que a necessidade de vencer é talvez a principal fonte de sofrimentos do ser humano e das sociedades, o homem permanece aprisionado ao mito do herói, incapaz de aproveitar a energia despendida nessa luta estúpida, para outros tipos de vitória, as que não têm por meta a destruição de outras partes, e, sim, evoluir através da construção do mundo, da criatividade, da organização de sociedades justas, igualitárias e fraternas que não necessitem do impulso da competição para obterem a força de trabalho e a disposição necessárias ao avanço e à evolução.
Vencer é importante e significativo de aspectos positivos e ativos do homem. Mas vitória só existe onde aparece a criação com a conquista de novos passos e não onde jazem cadáveres dos antagonistas ou a cisão de partes do real, representada pela posição dos discordantes.
Vencer é importante quando se luta por uma ordem positiva e não quando se luta contra o que nos parece negativo. Vencer é uma atitude positiva diante da vida e não a derrota do positivo que havia nos antagonistas.
Mas se o homem precisa ganhar, aprecia ganhar, não vive sem ganhar, poderíamos, então, trocar o adversário. Não se trata de ganhar do outro. Mas de ganhar de si mesmo através do outro. Os competidores, juntos, debruçar-se-iam sobre as virtudes próprias e adversárias (solidárias) na busca dos pontos nos quais houvesse superação de desempenhos anteriores.
Vivemos, porém, numa realidade que assim não dispõe. As pessoas se comportam em função de ditames impostos pelas ideologias e os nomeiam de “realismo”. A nuvem pragmática que invadiu a humanidade no século XX determinada pela utopia do progresso material, científico e tecnológico levou os processos educativos (os escolares e os dos costumes) a colocar na eficácia, no resultado e na forma, toda a finalidade dos atos humanos.

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04/22/2013

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 1
Parceiro
 
realizador
 
Parceiro
 
empreendedor
 
Jogos Cooperativos
Organização:
Juliana Assef Pierotti
 
Caderno de
 
 2
Parceiro
 
realizador
 
Parceiro
 
empreendedor
 
“Vivendo e aprendendo a Jogar, nem sempreganhando, nem sempre perdendo, masaprendendo a jogar”.
Guilherme Arantes
 
 3
Parceiro
 
realizador
 
Parceiro
 
empreendedor
 
 Índice
 
Introdução ___________________________________________________ 4Educando nos dias de hoje _______________________________________ 6Jogar ________________________________________________________ 8Nosso Jogo ___________________________________________________ 8Tipos de Jogos ________________________________________________ 12Condição dos Jogos _____________________________________________ 13Manifestação e desenvolvimento estimulado pelo Jogo Cooperativo _______ 13Preparando nosso Jogo__________________________________________ 14Dicas ao Focalizador _____________________________________________ 17Jogos de Quebra gelo /integração _________________________________ 19Jogos de Toque ou Confiança _____________________________________ 31Jogos de Criatividade ou Reflexão _________________________________ 40Jogos de Fechamento ___________________________________________ 52Alguns textos bacanas __________________________________________ 58Bibliografia ___________________________________________________ 67Anexos ______________________________________________________ 68
 

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