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A Garantia Da Qualidade e o SQA:

A Garantia Da Qualidade e o SQA:

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A Garantia da Qualidade e o SQA: Sujeito Que Ajuda e Sujeito QueAtrapalha
Ana Liddy Cenni de Castro Magalhães
1
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SWQuality Consultoria e SistemasRua Padre Cabral, 63 / 301 – Boa Viagem – 51.030-500 – Recife – PE – Brasil
analiddy@swquality.com.br
1. Introdução
O uso efetivo da garantia da qualidade é, em geral,pouco explorado nas organizações, sendo freqüente-mente confundido ou igualado a teste [Kasse 2004]. Osprofissionais que trabalham com a atividade da garantiada qualidade – os SQAs – auxiliam as organizações nodesenvolvimento de seus projetos, porém enfrentam umestereótipo difícil de ser superado: o de fiscal que buro-cratiza as atividades e aponta erros à alta administração.Este trabalho visa elucidar o conceito e aimportância da garantia da qualidade em umaorganização, diferenciando-a das atividades deplanejamento e controle da qualidade, bem comoevidenciar os compromissos do SQA com os projetos eo seu papel na institucionalização de processos.Também discute o suporte que a organização pode edeve esperar desta área, considerando os níveis dematuridade definidos no MPS.BR. A seção 2 apresenta adistinção entre os conceitos de planejamento, garantia econtrole da qualidade. A seção 3 reforça a importânciado controle e da garantia da qualidade de software. Aseção 4 descreve as dificuldades enfrentadas pelo SQAaté que se estabeleça a garantia da qualidade e ocaminho evolucionário desta área junto com amaturidade organizacional. A seção 5 aborda asatribuições do SQA, enfatizando como sua condutapessoal, profissional e na auditoria pode ajudar ouatrapalhar os trabalhos.
2. As Diversas Interpretações daQualidade nas Organizações
Segundo o IEEE, o termo "qualidade" pode serentendido no contexto da Engenharia de Software comoo grau no qual um sistema, componente ou processosatisfaz os requisitos especificados e as necessidades eexpectativas do cliente/usuário [IEEE 1990]. Englobatanto a qualidade do produto (conformidade com osrequisitos) quanto a qualidade do processo (grau em queo processo garante a qualidade do produto). Suadefinição e aplicação, porém, se modifica em função dodomínio no qual é tratada. Por esta razão, não é fáciltratar todas as interpretações da qualidade, mesmo nodomínio da engenharia de software – diversasorganizações de software possuem áreas denominadas“garantia da qualidade” que realizam basicamente testesem seus produtos de software.A distinção correta entre termos comuns queincluem a palavra “qualidade” pode auxiliar asorganizações na determinação do conteúdo edirecionamento de seus programas de melhoria. Umaforma direta para diferenciar estes conceitos daqualidade é pensar em seus objetivos e métodos. Paraser considerado um produto de qualidade, é necessárioque o software esteja em conformidade com os seusrequisitos, atenda aos requisitos e expectativas docliente e seja bem aceito por seus usuários.Assegurar a qualidade do software resultante,porém, não é uma tarefa trivial, uma vez que produtosde software são geralmente complexos, possuemrequisitos implícitos e muitas vezes ambíguos, utilizamrepresentações variadas e inexatas (linguagens textuais,gráficas e de programação). Tais dificuldades podemacarretar a existência de requisitos incompletos,faltantes ou não testáveis, documentação incompleta ouinconsistente, identificação tardia de defeitos e aconseqüente dificuldade de correção e volume deretrabalho e testes, impactando não só a qualidade doproduto, mas também seu custo e prazo de entrega. Paraque a qualidade seja mais que um mero acaso, torna-senecessário incorporar métodos que aumentem aschances de sucesso do produto e conceitos como"planejamento", "controle" e "garantia" da qualidade.O "Planejamento da Qualidade" visadesenvolver produtos e processos para atender àsnecessidades dos clientes [3]. Inclui inicialmenteentender essas necessidades, desenvolver característicasde produto a elas alinhadas e identificar processos epadrões capazes de produzi-las. Para concretizar oplanejado, torna-se necessário realizar tanto atividadesde "controle" quanto de "garantia" da qualidade.
 
A Garantia da Qualidade e o SQA: Sujeito Que Ajuda e Sujeito Que Atrapalha
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Apesar de não possuir atualmente umsignificado padrão para a engenharia de software [IEEE1990], o "Controle da Qualidade" pode ser entendidocomo um método iterativo de comparação do produtocom os seus requisitos e tomada de ações caso existamdiferenças. Visa verificar a qualidade dos produtos detrabalho (intermediários e finais) gerados durante o ciclode vida, determinando se estes estão dentro de níveis detolerância aceitáveis [Kasse 2004]. É responsável porgerenciar os processos empregados, de forma a mantê-los sob controle e, ao detectar problemas e/ou resultadosinsatisfatórios, atuar na identificação, eliminação ebloqueio de sua causa fundamental [INDG 2006].Ferramentas e técnicas usadas para o controle daqualidade incluem revisões técnicas formais (revisão porpares, inspeções e
walkthroughs
estruturados) ediferentes níveis de teste, que são descritos pelosprocessos de Verificação (VER) e Validação (VAL)[Kasse 2004]. Um conjunto definido de atividades decontrole da qualidade fornece consistência e força aosesforços em busca de produtos com maior qualidade.Referenciada no MPS.BR como GQA, a"Garantia da Qualidade" visa avaliar a aderência dasatividades executadas e dos produtos de trabalhogerados a padrões, processos, procedimentos erequisitos estabelecidos e aplicáveis, fornecendo umavisão objetiva e independente, tanto para atividades deprocesso quanto de produto, em relação a desvios epontos de melhoria, de forma a assegurar que aqualidade planejada não será comprometida. Além deverificar se o processo está adequado, sendo seguido etrabalhando a favor da organização (evitando retrabalho,melhorando custos e prazos), busca-se identificardesvios o quanto antes e acompanhar a sua resolução atéque seja concluído [1]. A garantia da qualidade fornecesuporte ao controle da qualidade por meio de evidênciae confiança na habilidade do processo empregado emproduzir um produto de software que atenda aosrequisitos especificados [1]. Desta forma, a realizaçãode testes é parte do processo de controle da qualidade,enquanto a verificação da aderência ao processodocumentado de teste é de responsabilidade da garantiada qualidade. Cabe à garantia da qualidade verificar se aorganização diz o que faz e faz o que diz. Ferramentas etécnicas utilizadas pela garantia da qualidade incluemauditorias (de produtos ou processos) e avaliações(
appraisals
ou
assessments
) [Kasse 2004].
3. Importância do Controle e daGarantia da Qualidade de Software
Cada etapa do ciclo de vida do produto pode acabarintroduzindo erros. Como ilustrado na Figura 1, umconjunto inicial de requisitos poderá possuir partecorreta e parte com algum tipo de defeito(inconsistência, ambigüidade, etc). Ao passar para a fasede projeto, além de eventuais problemas inerentes a estafase que poderão desencadear um projeto defeituoso,erros advindos da fase anterior podem não só atravessarpara esta fase, mas também serem amplificados. Se nadafor feito, a ocorrência sucessiva desta situação nasdiversas fases de desenvolvimento do produto podeacabar comprometendo em muito a qualidade doproduto resultante.
RequisitosdefeituososErros inseridosp/ requisitosErros inseridosp/ projetoErros inseridosp/ códigoRequisitoscorretosProjetodefeituosoProjetocorretoErros inseridosp/ requisitosCódigodefeituosoCódigocorretoErros inseridosp/ projetoErros inseridosp/ requisitosTestesdefeituososTestescorretos
Vida RealIDEAL
 
RequisitosdefeituososErros inseridosp/ requisitosErros inseridosp/ projetoErros inseridosp/ códigoRequisitoscorretosProjetodefeituosoProjetocorretoErros inseridosp/ requisitosCódigodefeituosoCódigocorretoErros inseridosp/ projetoErros inseridosp/ requisitosTestesdefeituososTestescorretos
Vida RealIDEAL
 
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Vida RealIDEALRequisitosProjetoCodificaçãoTestes
 
RequisitosProjetoCodificaçãoTestes
Idéia / Necessidades(Cliente)
 
Idéia / Necessidades(Cliente)Produto(Cliente)Produt
 
o(Cliente)
Figura 1 - A inevitável introdução de errosao longo do ciclo de vida
Torna-se necessário, portanto, seguir processosque possibilitem melhorar a qualidade dentro dasrestrições de imperfeição impostas. Neste contexto, arealização em cada fase de revisões técnicas formais –atividades relacionadas ao controle da qualidade – e deauditorias que verifiquem objetivamente a aderência deprodutos e processos a padrões e processos definidos –atividades relacionadas à garantia da qualidade –constituem um meio efetivo de aperfeiçoar a qualidadedo produto resultante.Estas revisões e auditorias constituem “filtros”aplicados ao processo, detectando erros e evitando suapropagação, como ilustrado na Figura 2. À primeiravista, elas podem parecer retardar o fluxo dedesenvolvimento, porém na realidade elas removemproblemas que precisam ser tratados, que sóapareceriam mais adiante e poderiam ser amplificados.Da mesma forma que ocorre com o processo defiltragem, revisões a auditorias superficiais podem nãoser eficientes, porém se realizadas em excesso podemtravar o processo, sendo necessário buscar um ponto deequilíbrio.
 
ProQualiti - Qualidade na Produção de Software
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Erros advindos doErros advindos dopasso anteriorpasso anterior(origens diversas)(origens diversas)
Erros queatravessaramErrosamplificados(1:x)Erros recém-gerados
Detecção de ErrosDetecção de Erros(% eficiência)(% eficiência)
Erros passadosErros passadospara a próximapara a próximaetapaetapa
 
Erros advindos doErros advindos dopasso anteriorpasso anterior(origens diversas)(origens diversas)
Erros queatravessaramErrosamplificados(1:x)Erros recém-gerados
Detecção de ErrosDetecção de Erros(% eficiência)(% eficiência)
Erros passadosErros passadospara a próximapara a próximaetapaetapa
Figura 2 – Revisões e auditorias atuamcomo filtro de defeitos para os projetos
Em suma, a garantia e o controle da qualidadeaplicados em cada fase embutem mecanismos quepossibilitam identificar e tratar mais cedo os defeitosinjetados ao longo do ciclo de vida do produto, bemcomo reduzir o número de defeitos amplificados,colaborando efetivamente para a obtenção de umproduto com maior qualidade.
4. Estabelecendo e Evoluindo a Garantiada Qualidade em uma Organização
É importante notar que as atividades de garantia daqualidade evoluem junto com a organização, de formaacumulativa, paralelamente ao seu amadurecimento. Emuma organização imatura, que ainda não despertou paraa necessidade de definir e cuidar de seus processosprodutivos, o comprometimento e a responsabilidadepela qualidade constituem um desafio pessoal. Quandoexistente, a área da qualidade não possui autonomia esuas iniciativas competem com outras atividades comvisibilidade similar.Até que se estabeleça a garantia da qualidadena organização (um dos requisitos para se atingir o nívelF do modelo MPS.BR), é possível identificar três fasesque apresentam visões distintas do papel do SQA naorganização: a fase de escrita dos processos, a fase deinstitucionalização dos processos e a fase seguinte,quando os processos já estão institucionalizados.Durante a escrita inicial dos processos,ninguém entende ao certo qual é o papel do SQA, que évisto como: "chato", que cobra a execução ecumprimento do prazo de definição dos processos,procedimentos,
templates
, etc.; "preguiçoso", pois eledeveria escrever tudo, para as áreas revisarem (afinal,não seria este o papel da área de qualidade?);"prepotente", pois quer tirar poder dos gerentes deprojeto e mudar toda a forma como a organizaçãotrabalha. Ele é visto como um Sujeito Que Atrapalha.Na fase de institucionalização dos processos,quando o SQA passa a auditar com base nos processosescritos, a equipe começa a entender o seu papel, masainda com uma certa resistência – acham que o SQAestá apontando seus defeitos, gerando atritodesnecessário e preocupando-se com “detalhessecundários”, que não agregam valor ao produto final.Muitos acreditam que o SQA teria que resolver osdesvios encontrados, uma vez que foram eles queidentificaram o problema. Também gostariam que eleficasse com o trabalho de acertar os processos, umaatividade que certamente demanda muita dedicação ecuidado dos responsáveis.Ainda nesta fase, o Gerente de Projeto percebeque "perdeu" um pouco do poder que tinha em suasmãos, e passa a combater a área de qualidade, comdiversas tentativas: colocar o SQA respondendodiretamente a ele, na tentativa de quebrar seu canaldireto com a gerência sênior; desacreditar o trabalho doSQA, afirmando que os problemas detectados já eramconhecidos, e que de nada ajuda seguir os processos;colocar os clientes contra os processos, alegando que osatrasos são decorrentes da burocracia gerada pelosprocessos. Existem ainda focos de resistência àaplicação dos processos: muitos acreditam que estãoburocratizando, engessando, tirando a liberdade ecomplicando o trabalho. O SQA tem que atuar como“psicólogo” para a aceitação dos processos, apontandoos benefícios que estes podem trazer ao projeto, taiscomo controle e visibilidade do que está sendo feito.Neste contexto, o SQA ainda é visto como o SujeitoQue Atrapalha, embora alguns já o vejam como oSujeito Que Ajuda.Quando os projetos estão executando osprocessos de nível F a pleno vapor, os benefícios de seseguir os processos já são percebidos. A equipe jáentende melhor o papel do SQA, já considera naturalsua participação nos projetos e cobra sua atuação.Desvios passam a serem vistos como problemas daequipe, diminuindo os conflitos desta com o SQA, que já consegue fornecer maior visibilidade da situação doprojeto ao apontar problemas que antes passavam despe-rcebidos. Realizando um acompanhamento adequadodos processos, o SQA se transforma em um canal diretoe oficial com a gerência sênior, e não é mais visto comoum problema, mas como um Sujeito Que Ajuda.Assim, ao atingir o nível F (Gerenciado), oGrupo de Garantia da Qualidade encontra-se institucio-nalizado e visa assegurar a disciplina por meio doseguimento da política e aplicação dos processosestabelecidos, provendo à gerência visibilidade emrelação a processos e produtos. Neste contexto, a Área

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