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ARTIGO SIMPGEU REVISADO - Patrimonio histórico de Maringá, Paraná - A importancia de sua preservação

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II Simpósio de Pós-Graduação em Engenharia Urbana - SIMPGEU
PATRIMÔNIO HISTÓRICO MATERIAL DE MARINGÁ, PARANÁ: AIMPORTÂNCIA DE SUA PRESERVAÇÃOLeonardo Cassimiro Barbosa
 1
 Igor Eduardo Grande
2
 Bruno Luiz Domingos De Angelis
3
RESUMO
A preservação do patrimônio histórico e cultural no meio urbano, incluindo não somente aspectosmateriais como a arquitetura, mas também aspectos imateriais como os costumes, gastronomiadanças típicas e outros, tornam-se cada vez mais alvo de discussão no cenário mundial. O ambienteconstruído de uma cidade é o registro mais palpável e incontestável da evolução das civilizações,sendo formado através dele a memória e a cultura de um povo. Sendo assim, o presente trabalhotem por objetivos levantar as edificações de valor histórico, especificamente na cidade de Maringá,Paraná. Analisar o patrimônio urbano da cidade em questão, para verificar quais obras já possuemsua preservação garantida por lei, através de tombamento, como o Grande Hotel Bandeirantes, bemcomo as edificações de relevância no contexto urbano que ainda não possuem proteção legal, comoo Gabinete do Prefeito. Discorrer ainda, acerca de parte do patrimônio que se perdeu, em meio aocrescimento urbano. Ressaltar a importância de se preservar o patrimônio das cidades, em especialnas cidades recentes e identificar ainda as principais dificuldades encontradas na conservação etombamento destas obras. O estudo possibilitou uma análise geral do estado em que se encontra apreservação histórica no município de Maringá, onde não foi observado a existência de uma políticapública, realmente preocupada com esta questão. Demonstrou ainda, a clara importância daarquitetura no espaço urbano das cidades, estando esta, intimamente ligada com a memória ehistória de um povo. A existência de diversas edificações representativas em seu contexto urbanomostrou que apesar de ser uma cidade recente, de pouco mais de 60 anos, o município possui muitopatrimônio a ser preservado. Parte do patrimônio histórico da cidade encontra dificuldade em suapreservação principalmente em função de interesses imobiliários, uma vez que este mercado ébastante influente nas decisões do município.
Palavras-chave:
Patrimônio Histórico. Preservação. Tombamento. Maringá – PR.
1
Mestrando, Universidade Estadual de Maringá-UEM, Programa de Pós-graduação em Engenharia Urbana-PEU, leonardo.cb@gmail.com
2
Mestrando, Universidade Estadual de Maringá-UEM, Programa de Pós-graduação em Engenharia Urbana-PEU, igorgrande@uol.com.br
3
Prof. Dr., Universidade Estadual de Maringá-UEM, Departamento de Agronomia-DAG,brucagen@uol.com.br
1
 
II Simpósio de Pós-Graduação em Engenharia Urbana - SIMPGEU
1. INTRODUÇÃO
O ambiente construído de uma cidade é o registro mais palpável e incontestável da evoluçãodas civilizações, sendo formado através dele a memória e a cultura de um povo. Sendo assim, apreservação do patrimônio histórico e cultural no meio urbano, incluindo não somente aspectosmateriais como a arquitetura, mas também aspectos imateriais como os costumes, danças típicas,etc., tornam-se cada vez mais alvo de discussão no cenário mundial. Em geral, os critériosutilizados para se determinar a necessidade de preservação de uma obra ou bem cultural se baseiamem ao menos um destes três aspectos: valor histórico, valor artístico e valor sentimental (KUHL,2005).O presente trabalho tem por objetivo levantar as edificações de valor histórico na cidade deMaringá, Paraná, analisando assim o patrimônio urbano da cidade, para verificar quais obras jápossuem sua preservação garantida por lei, através de tombamento, bem como as edificações derelevância no contexto urbano, que ainda não possuem proteção legal. O estudo ainda discorreráacerca de parte do patrimônio que se perdeu, em meio ao crescimento urbano. Busca-se assim,ressaltar a importância de se preservar o patrimônio das cidades, em especial nas cidades recentes,identificando ainda as principais dificuldades encontradas na conservação e tombamento destasobras.Na visão de Arantes Neto (2005, p. 5), presidente do Instituto do Patrimônio Histórico eArtístico Nacional, a relevância na manutenção de bens culturais é incontestável, para ele:
[...] suas contribuições à humanidade são algo que se decanta de sua existência, sãorealidades cognitivas, estéticas, morais, religiosas, políticas e afetivas. São interpretações esoluções inovadoras e originais a problemas genericamente humanos. E, como tais,merecem apoio político e financeiro, proteção jurídica e salvaguarda pelo Estado.
É principalmente em razão dos patrimônios materiais – em especial a arquitetura, que é ofoco deste trabalho-, que podemos identificar aspectos como os costumes, tipologia arquitetônica econstrutiva, dentre outros, de um povo em determinada época (PELEGRINI, 2004). Para a autora:
As edificações públicas ou privadas, como produtos de uma dada época, constituemregistros visuais dos anseios, necessidades, e contradições sociais. O traçado arquitetônico eas formas de organização do espaço comportam representações do contextosocioeconômico em que emergiram. Para percebê-las, faz- se necessário empreenderesforços no sentido de detectar fatores físicos inerentes à produção arquitetônica como:atribuições funcionais, técnicas e materiais utilizados nas obras, dificuldades deimplantação dos projetos, entre outros.
Apesar desta necessidade em se preservar o patrimônio histórico, a preservação encontrasérias dificuldades atualmente no Brasil. Segundo Lemos (2006, p. 91) “[...] a base correta de comopreservar está na elucidação popular, na educação sistemática, difunda entre toda população,dirigentes e dirigidos [...]”. Soma-se a esta questão a falta de instituições organizadas, a criseeconômica, e, sobretudo nos bens arquitetônicos, a falta de interesse social e a especulaçãoimobiliária, sendo estas as principais dificuldades encontradas na preservação histórica das cidadesbrasileiras (DELMONICO; REGO; PELEGRINI, 2005). Estes problemas são agravados em cidadesrecentes, onde em função da pouca idade não se tem claro a importância das edificações nocontexto urbano e cultural.A cidade de Maringá, com seus 62 anos de história, encontra hoje esta dificuldade em elegere preservar as edificações significativas em seu espaço urbano. Fundada na época do auge daindústria cafeeira e do movimento moderno no Brasil, que influenciaram o traçado de seu sítio e aimplantação das edificações aqui emergentes, sendo hoje conhecida pela presença maciça do verdena área urbana, e por sua qualidade de vida acima da média nacional (DELMONICO; REGO;PELEGRINI, op. cit.). As discussões acerca dos bens culturais da cidade são de suma importânciapara a manutenção da memória do município, para que todas estas particularidades não se percamem meio ao processo de urbanização e crescimento acelerado o qual a cidade vivencia.2
 
II Simpósio de Pós-Graduação em Engenharia Urbana - SIMPGEU
2. EVOLUÇÃO NO CONCEITO DE PRESERVAÇÃO
A preocupação com a preservação de bens culturais tem seu início no século XV, quando asintervenções nas edificações passam a contemplar alguma motivação cultural, ao invés de questõesde ordem puramente práticas e utilitárias. Porém apenas no final do século XVIII a preservação sesistematiza, com o surgimento gradativo de critérios e metodologias, até se consolidar como campodisciplinar no século XX, reconhecendo assim seu significado cultural, pautado em valores formais,históricos, simbólicos e memoriais (KUHL, 2005). Devemos entender por preservação, amanutenção de determinado bem visando a desaceleração do processo pelo qual ele se degrada(CASTRIOTA, 2007).Cesare Brandi, fundador do Instituto Central de Restauração em Roma, em 1939, eimportante teórico da restauração, afirma que ela deve ser entendida como “o momentometodológico do reconhecimento da obra de arte, na sua consistência física e na sua dúplicepolaridade estética e histórica, com vistas a sua transmissão ao futuro” (BRANDI, 2004). O restauroconstitui apenas um dos tipos de intervenção em edificações, sendo geralmente aplicado quando aobra apresenta algum grau de degradação ou descaracterização, devendo ser executado porespecialistas, de forma criteriosa e embasada. O ideal é que se realize a conservação do prédio, commanutenção periódica, evitando-se assim que chegar ao estágio da necessidade de restauração, estebem mais oneroso.Subseqüente a conscientização da necessidade da preservação do patrimônio e das teorias derestauro, surge o conceito de Tombamento, com vista a garantir a proteção dos edifícios de valorhistórico. O Tombamento consiste num ato administrativo realizado pelo Poder Público, com oobjetivo preservar, por intermédio da legislação específica, impedindo que venham a ser destruídosou descaracterizados. Ele pode ser feito pela União, por intermédio do Instituto do PatrimônioHistórico e Artístico Nacional, pelo Governo Estadual, por meio do Instituto do PatrimônioHistórico e Artístico do Estado ou pelas administrações municipais, utilizando leis específicas ou alegislação federal (SÃO PAULO, 2003).No Brasil, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, criado no finaldos anos 30, é o organismo federal mais atuante na questão da preservação. O artigo 216 daConstituição da República Federativa do Brasil define os conceitos de patrimônio cultural, eestabelece a incumbência ao poder público, com a ajuda da comunidade, garantir a preservação,conservação e gestão do patrimônio artístico do país. Os estados e as municipalidades, através daelaboração de leis específicas, além da atuação de ONGs e organismos envolvidos com a questão,são outros mecanismos auxiliadores na questão da preservação.
3. FUNDAÇÃO DA CIDADE DE MARINGÁ, E O CONTEXTO NACIONAL
No cenário nacional, no final da década de 40 o Brasil vivia um momento de grandeexpansão da lavoura cafeeira, em busca de novas terras para o cultivo, culminando no povoamentoe ocupação do norte do estado do Paraná, principalmente por meio de empresas particulares.Maringá foi fundada pela Companhia Melhoramentos Norte do Paraná – CMNP em 1947, tendosido projetada pelo engenheiro Jorge de Macedo Vieira, que imprimiu uma concepção no desenhoda cidade inspirado no conceito de cidade jardim, tendo tido como referência a prática dourbanismo de Raymond Unwin e Barry Parker, o que resultou em um traçado irregular que segue ascurvas de níveis naturais do terreno, contemplando ainda a presença maciça do verde comoelemento de composição do espaço urbano, tornando a abundância de vegetação uma forteidentidade do município (REGO, 2001, p. 1569-1577).Este momento também foi marcado pelo ao auge da arquitetura modernista no Brasil, quesegundo Verri Junior (2001) se consolidou no Brasil na década de 30, com o auge de sua produção3

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