Aspectos ultra-sonográficos da trombose da veia porta
Radiol Bras 2006;39(2):151155
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ASPECTOS ULTRA-SONOGRÁFICOS DA TROMBOSE DA VEIAPORTA*
Márcio Martins Machado
1
, Ana Cláudia Ferreira Rosa
2
, Orlando Milhomem da Mota
3
, DanielaMedeiros Milhomem Cardoso
4
, Patrícia Medeiros Milhomem
5
, Leonardo Medeiros Milhomem
5
,Rodrigo Alvarenga Nunes
6
, Thaís Bittencourt Gonçalves Teles
7
, Flávio Bittencourt GonçalvesTeles
7
, Letícia Martins Azeredo
8
, Nestor de Barros
9
, Giovanni Guido Cerri
10
A trombose da veia porta pode estar associada a várias alterações, como a presença de tumores (por exem-plo: hepatocarcinoma, doença metastática hepática e carcinoma do pâncreas), pancreatite, hepatite, sep-ticemia, trauma, esplenectomia, derivações porto-cava, estados de hipercoagulabilidade (por exemplo: gra-videz), em neonatos (por exemplo: onfalite e cateterização da veia umbilical) e desidratação aguda. Os autoresdiscutem, neste artigo, os aspectos ultra-sonográficos da trombose de veia porta e alguns aspectos de re-levância clínica.
Unitermos:
Veia porta; Trombose de veia porta; Ultra-sonografia.
Ultrasonographic features of portal vein thrombosis.
Portal vein thrombosis may be associated with many alterations, such as the presence of tumors (for ex-ample, hepatocellular carcinoma, metastatic liver disease and carcinoma of the pancreas) as well as pan-creatitis, hepatitis, septicemia, trauma, splenectomy, portacaval shunts, hypercoagulable conditions (forexample, pregnancy), in neonates (for example, omphalitis and umbilical vein catheterization) and in acutedehydration. The authors discuss herein the sonographic features of portal vein thrombosis as well as someaspects of clinical relevance.
Keywords:
Portal vein; Portal vein thrombosis; Ultrasound.
ResumoAbstract
* Trabalho realizado no Departamento de Radiologia do Hos-pital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade deSão Paulo, no Centro de Diagnóstico do Hospital Sírio Libanês,São Paulo, SP, e no Departamento de Doenças do AparelhoDigestivo do Hospital Araújo Jorge da Associação de Combateao Câncer em Goiás, Goiânia, GO.1. Professor Convidado do Departamento de Radiologia daFaculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás.2. Médica Radiologista do Hospital das Clínicas da Faculdadede Medicina da Universidade Federal de Goiás.3. Chefe do Departamento de Doenças do Aparelho Digestivodo Hospital Araújo Jorge da Associação de Combate ao Câncer em Goiás.4. Residente do Departamento de Cirurgia da Faculdade deMedicina da Universidade Federal de Goiás.5. Acadêmicos de Medicina da Faculdade de Medicina daUniversidade de Ribeirão Preto.6. Acadêmico de Medicina da Faculdade de Ciências Médi-cas da Universidade do Vale do Sapucaí.7. Acadêmicos de Medicina da Faculdade de Medicina daUniversidade Federal de Goiás.8. Médica Ultra-sonografista do Departamento de Radiologiada Faculdade de Medicina da Universidade Federal de MinasGerais.9. Professor Doutor do Departamento de Radiologia da Fa-culdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
tar como complicação a trombose da veiaporta ou de outros vasos relacionados aotronco venoso espleno-mesentérico-portal.Neste artigo, os autores discutem os as-pectos de apresentação da trombose deveia porta, avaliando também aspectos clí-nicos relevantes neste contexto.
DISCUSSÃO
Embora a trombose completa de veiaporta possa cursar com hipertensão portal,como referido anteriormente, trombosesparciais isoladas (Figura 2) não cursarãocom hipertensão portal. Esses casos se-riam reconhecidos nos exames realizadosrotineiramente ou em pacientes apresen-tando fatores de risco associados. Identi-fica-se, nesses casos, a presença de mate-rial ecogênico aderido à parede do vaso,determinando obstrução parcial da luz. ODoppler pode ainda demonstrar fluxo por-tal com características razoavelmente pre-servadas. Nas tromboses totais, a ultra-so-nografia mostra, usualmente, a veia portacom material ecogênico preenchendo a sualuz. Colaterais venosas portais, aumentodo calibre da veia porta e transformação