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quem muito espera

quem muito espera

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Published by Paula
Conto erótico disponível no blog amanteprofissional.com/contoseroticos
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1
QUEM MUITO ESPERA, UM DIA... CANSA
«Não quero mais saber de ti», disse e depois desliguei o telefone nacara dele.... Era a primeira vez que tomava coragem de fazer algo tão brusco. Até então a nossa história era um "(não)
Vale-a-pena-ver-de-novo",
 aquela mesma
novela
, os capítulos repetidos, o final que todo mundo aindalembra qual foi, a única diferença de que a nossa não tinha final feliz...porque nem tinha chegado ao fim. A nossa novela era eu aqui, esperando, e ele sabe-se lá onde. Nem umtelefonema ou sinal de fumaça, não ligava nem mesmo para desmarcarinventando uma desculpa, apenas sumia, dias e dias sem uma notícia, edepois aparece, semanas depois - uma vez sumiu por dois meses - como senada tivesse acontecido.Eu, idiota, sempre a aceitá-lo de novo. Na teoria até sei, devia fazerdiferente, me impor, mostrar que tenho uma vida, que não vivo à suadisposição. E naqueles dias - semanas ou meses - decoro tudo o que vou lhedizer, e falo com as amigas, e choro mil vezes a mesma lágrima, dessa vezacabou... mas basta ele abrir a porta, nem precisa estalar os dedos já estoucom ele de novo. Às vezes - raro, mas já aconteceu - inventa uma desculpa, e mesmosendo esfarrapada acredito como verdade. Não finjo que acredito, apesarde no fundo saber que é mentira; acredito porque quero acreditar. Apesar de ser mentira é esta a sua verdade... e a minha.E depois chegam as amigas, "Desculpe, mas você acreditou nisso? Eleestá te enrolando...", e eu juro de pés juntos que é verdade, falo do olharsincero dele, elas me mostram os fios soltos e eu acrescento detalhes quepossam fazer com que a sua história pareça mais lógica, se calhar até pensoque estão com inveja, mas jamais coloco em causa o que ele me diz, a suamentira me conforta ao mesmo tempo que me tortura.
 
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2
QUEM MUITO ESPERA, UM DIA... CANSA
Mas na maioria das vezes o Tiago nem se dá ao trabalho de dar umaexplicação. E vira o jogo, "Não confia em mim? Porque se não confia, émelhor terminarmos logo o nosso relacionamento", e eu, ai como souidiota, sinto culpa e vergonha, peço que me perdoe, tento abraçá-lo, ele viraa cara se fazendo de ofendido, então passo os dedos pelas suas costas, ficoem silêncio como criança arrependida, e quando a zanga - dele - passa agente volta a ser o que era, ou o que somos em tão pouco tempo.Quando de novo some as ideias voltam, as desconfianças e também aculpa por desconfiar dele.Mas eu sei, eu sei de tudo, mas não quero saber.Outra vez no colo das amigas elas voltam a dizer "Esse cara não temerece, arranja outro, a fila tem que andar", mas não consigo estar comalguém com outro na cabeça, e além disso o meu ânimo para sair à procuraé tanto que certamente me darão por invisível.O Reinaldo conheci numa dessas andanças, mas estávamos os dois asofrer, eu de um lado e ele de outro, por pessoas diferentes. Era perfeito emtudo, nos gestos, no olhar, na ternura, e até mais bonito que o Tiago... masnaquela época eu e ele éramos apenas a metade de outras pessoas.Então voltam os desabafos sobre o Tiago, confesso que o odeio, elasme dão apoio em tudo o que digo, vou repetindo os defeitos dele, osofrimento que já me causou, a angústia. Gosto que repitam todos osdefeitos que ele tem, é como se estivessem ao meu lado e a solidão fossemenor....É como se tivesse razão por sentir o que sinto, se é que ossentimentos têm alguma razão.Preciso repetir mil vezes que o odeio, talvez um dia me convença.E outra vez decoro o que vou falar, ele no mínimo vai se sentirculpado, penso com ingenuidade... culpa é o que ele menos manifesta.E quando chega eu só falto lamber os seus pés, os defeitos setransformam em qualidades e tudo o que iria dizer de ruim já não é,exactamente, aquilo que antes sentia. Não minto sufocando as palavras quetantas vezes repeti para as amigas, simplesmente já não o odeio de perto.
 
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QUEM MUITO ESPERA, UM DIA... CANSA
Entra jogando a chave sobre a mesa como quem apenas foi ali naesquina comprar um maço de cigarros quando afinal nem fuma, e derepente a pedra que pesava o meu coração derrete e evapora, como se sórestasse um choro baixinho, um conforto de saber que a dor já não dóicomo antes, apesar de ainda estar ali.Sei que tem uma noiva, até já me mostrou a foto dela na sua carteira.Horrorosa, mocréia, tribufu. Nem é feia, admito, mas sem sal, sem graçaalguma, não é dela que sinto ciúmes, mas das outras pessoas com quem elepode estar quando some. Minhas amigas têm razão, se trai a noiva comigo,também me trai com outras pessoas... Por que deveria acreditar que seriadiferente? Mas acredito, só desacreditando quando estou com raiva porqueestá longe.Mas volta para os meus braços e volta a ser todo meu. E volta a serperfeito como nunca o foi à distância.Nem sei o que ele tem ou me faz. Sei que chega em casa, joga aschaves na mesa, lembro que esteve sumido, ele não quer discutir, vai para o banho e enxuga o corpo com a minha toalha, depois abre o armário, vesteum
short 
, suas pernas musculadas
 
desfilam pela casa, pega uma maçã nocesto de frutas, parece morder com todos os dentes, mastiga e vejo osmúsculos da sua cara se movimentando, e é aí que me perco.Certamente nota o meu tesão misturado com desespero, porqueminhas palavras tropeçam, só consigo olhar para os músculos da sua cara,aquela boca devorando a maçã com vontade e ao mesmo tempo comdesprezo, é uma maçã saborosa e também apenas mais uma maçã.Então se deita na cama e liga a tv, fica a mudar os canais para ver seencontra algo, continua mastigando a maçã, põe a mão sobre o short paramudar o pénis de lugar, estica as pernas e finge que não existo.Pergunto se quer mesmo assistir tv e ele diz que na casa da noiva hámais canais. «Mas ela não te dá o que eu te dou», penso em dizer, mastenho medo que ele entenda como uma pergunta e resolva me contrariar.Sádico.

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