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ÉTICA -ARTIGO - Educação e corporeidade em tempos pós-modernos - José J. Queiroz

ÉTICA -ARTIGO - Educação e corporeidade em tempos pós-modernos - José J. Queiroz

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EDUCACÃO E CORPOREIDADE EM TEMPOS PÓS-MODERNOS
 
PARTE I O PÓS-MODERNO.
 RESUMO
 Com este artigo, pretendemos dar início a uma série derelatos sobre o projeto de pesquisa s-Modernidade eEducação: a Corporeidade, que está em andamento no Mestradoem Educação da UNINOVE, no âmbito do Grupo de Pesquisasobre Complexidade (GRUPEC). Neste primeiro segmentoindicaremos, à guisa de introdução, nossa posão sobre apolêmica em torno da Pós-Modernidade. Entre a rejeição totaldo pós-modernismo e a sua admissão pura e simples,assumimos uma posição intermediária. A modernidade aindapersiste na sua estrutura, mas estamos em uma faseheurística na qual novos temas e novos modos de vida se fazempresentes, inaugurando o pós-moderno. 
Introdução
 A linha de pesquisa Fundamentos Filosóficos eEpistemológicos da Educação do Mestrado em Educação daUNINOVE abriga uma corrente de pensamento, a teoria dacomplexidade, que vem despertando grande interesse em váriasáreas do campo científico. Entre os projetos em andamento,filiados a essa teoria, no referido Mestrado, situa-se umapesquisa que tem por objetivo relacionar a educação com umacategoria que figura entre os temas mais salientes do s-moderno, a corporeidade. Pretendemos, neste e em outrosnúmeros desta revista, dar a conhecer os eixos desse trabalhoinvestigatório. Dada a nossa opção de inserir o tema da pesquisano âmbito da s-modernidade, um campo alvo de acirradapolêmica, é oportuno, à guisa de preâmbulo, manifestar a nossaposição nesse intrincado assunto. 
Pós-modernidade: sim ou não?
Sobre o s-moderno, pairam mais indagações do quecertezas. Quando teve início? Como se caracteriza? Qual a sua
 
abrangência? Rompe com a modernidade ou é apenas umprolongamento dela?Frente a esses quesitos, variam as posições. Há os críticosque manifestam inteira rejeão ao nome e ao conceito.Habermas (1985) rejeita-os, pois, segundo ele, o projeto damodernidade o esterminado, o que torna invedicoatribuir o “pós” a uma realidade ainda em construção. Latour(1994) escreve um livro para demonstrar, paradoxalmente, que
 Jamais fomos modernos
, e assim coloca em crise o conceito demodernidade e, por conseqüência, rejeita as pretensões pós-modernas. Eagleton (1998.) estabelece uma crítica radical atodos os aspectos do pós-modernismo. - Giddens (1991.) não vênenhuma ruptura ou descontinuidade que justifique um “pós” para além do modernoEntretanto, há os que admitem o pós-moderno como algoque já está aí, embora não haja unanimidade sobre as suascaracterísticas. Lyotard (1993) publica, em 1979, a obraconsiderada pioneira,
La condition postmoderne
na qualdesconstroi os pilares da ciência moderna e as suas narrativas eindica a ciência pós-moderna como pesquisa de instabilidade.Vattimo (1996) acredita que a modernidade se extinguiu.Jameson (1997), embora alertando que se trata de um termo “intrinsecamente conflitante e contraditório”, admite que “porbem ou por mal não podemos não usá-lo” ( ibid. p. 25) e vê os-modernismo como a tradão e a expreso da gicacultural do capitalismo tardio. Maffesoli (2000) analisa o pós-moderno como uma nova forma de tribalismo e o caracterizacomo um nomadismo no qual a errância se apresenta como “fundadora de todo conjunto social”(IDEM,2001, p.16). Connor(1993) faz um amplo inventário da presença do pós-modernismona arquitetura, nas artes visuais, na literatura, na TV, em vídeos,em filmes, na cultura popular.Entre a rejeão total e a admissão pura e simples, julgamos plausível caminhar na linha do “tertium inclusum” ( oterceiro incluido) ou uma posição intermediária que junte osopostos.Temos por certo que não se pode falar de uma era pós-moderna em total ruptura com as estruturas da modernidade,pois o sistema sócio-econômico que a sustenta – o capitalismo –ainda está vigor, embora se lhe atribua um neo” (neoliberalismo) e até haja quem já admita um pós-neoliberalismo”(SADER e GENTILI (Org) 2004). Mas é sempre ovelho polvo com novos tentáculos e novas caras: globalização,flexibilização, descentralização, comunidades mercadológicas...A cultura, também, embora adquira novas conotações,permanece gravitando na esfera do capitalismo, seja parareforçá-lo (cultura de massa, consumismo), seja para contestá-lo(movimentos ecológicos, experiências de economia alternativa)
 
seja para expressar as suas perversidades (cultura da violência,exclusão, limpeza étnica, genocídios, terrorismo). Por isso, nãodeixam de ter razão os que apontam que a pós-modernidade éainda a modernidade gerindo e parindo as suas crises. (VerHABERMAS,1980; TOURAINE,1994).Mas não há como negar que, nas profundezas da crise, algonovo desponta no horizonte, uma realidade híbrida, mesclandoverdades e ilusões. Vive-se uma atmosfera de busca, uma faseheurística, que alia ao pessimismo, ao desalento e ao niilismo -seqüelas da profunda decepção pelas promessas frustradas damodernidade - um vislumbre de esperança. Mudança de visão,novas tendências e atitudes caracterizam o que Capra (1997 ),com base na superação da visão mecanicista e fragmentária deDescartes e Newton, pela teoria da relatividade e da sicaquântica, indica como um “ponto de mutação”. Isso leva aadmitir que já não se pode mais falar de simples modernidade.Mesmo os que rejeitam o termo, não deixam de convir que háalgo novo na modernidade, tanto assim que sentem anecessidade de adjetivá-la. Ora ela é tida como “modernidaderadical”, como em Giddens (1991); ora como “modernidadeliquida”, como no último Bauman (2001); ora como neo-modernidade, como em Rouanet (1986). Apesar dos seuscontornos ainda indefinidos, parece haver um consenso quanto àexisncia do s-modernismo, como afirma Connor:(1993,p.25): 
Pode já não ser possível negar que o pós-moderno existe, vistoque o debate sobre ele podeser visto, em parte, como a prova de sua existência. Os debatescríticos sobre o s-modernismo constituem o próprio s-modernismo. 
O “dasein” (Heidegger) do homem contemporâneo já não éo mesmo de há 50 anos. É plausível falar-se em pós-modernismo como um jeito novo de estar e ser no momentoatual, que vai do social às ciências, da filosofia `a literatura edemais humanidades, das artes ao folclore, da linguagem àcomunicação, das teologias às ciências das religiões.No social, as marcas da pós-modernidade se fazem presentescom maior intensidade. Embora mantenham-se os pilaresestruturais da modernidade (capitalismo), fato é que, a partir dasegunda metade do culo XX, grandes transformaçõesaconteceram no âmbito da produção e do consumo, queabalaram o modo de vida moderno, caracterizando-o como um “capitalismo avaado, ou tardio, ou s-industrial”. Atecnociência ciência aplicada à tecnologia responde peloextraordinário avanço dos meios de comunicação de massa, dainformática, da eletnica, que fazem explodir o consumo e

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