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Dossiê Rosa Cruz

Dossiê Rosa Cruz

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O DO D
OSSIÊOSSIÊ
OSAOSA
+C+C
RUZRUZ
Após a supressão dos templários, rumores circularam na Europa de que a tradiçãosecreta por eles seguida ainda estava sendo praticada. No final da Idade Média, a influênciadas guildas de pedreiros ainda era considerável e os rumores as associavam à OrdemTemplária. Dizia-se que, durante as cruzadas, um pequeno grupo de cristãos siríacos, que sediziam descendentes da seita dos essênios, foram salvos dos sarracenos pelos CavaleirosTemplários e postos sob a sua proteção militar, Esses cristãos foram iniciados no círculo maisprofundo da Ordem, sendo que lhes foram ensinados todos os seus Mistérios Ocultos. Quandoos cristãos siríacos deixaram a Terra Santa, atravessaram a Europa e acabaram se fixando naEscócia. Em sua nova pátria, eles fundaram um novo Capítulo da Ordem Templária que, maistarde, se fundiu com uma loja da franco-maçonaria especulativa.Depois da destruição da Ordem Templária, as guildas de pedreiros [masonic] haviamatraído, para as suas congregações, muitos homens de saber não, pertencentes à classe dosconstrutores. Através da influência desses recém-chegados, que incluíam iniciados noocultismo, o simbolismo esotérico das lojas maçônicas foi revivido e a franco-maçonariaespeculativa foi estabelecida como um sistema metafísico, ensinando a perfeição do espíritohumano através dos símbolos das ferramentas de trabalho do maçom operante. Muitoscruzados, enquanto viviam no Oriente Médio, haviam feito contatos com os Filhos da Viúva ea maçonaria sufi e, ao retornarem à Europa, contribuíram para reviver os aspectos espirituaisdo ofício de pedreiro.A tradição templária parece ter se tornado clandestina no começo do século XV, devidoà sua cruzada da Igreja contra os praticantes da bruxaria. A caça às bruxas modernas, quedurou do final do século XV ao início do século XVIII, ceifou cerca de um milhão de vidasinocentes, tendo sido instigada pela publicação, em 1484, do Malleus Maleficarum. Esse livroperverso foi escrito por dois monges dominicanos, Heinrich Kramer e James Sprenger,membros da Inquisição, criada em 1215 para erradicar e exterminar hereges.Antes da publicação do infame Malleus Maleficarun ou Martelo das Feiticeiras, a Igrejamedieval descartava as bruxas como camponesas e ignorantes que sofriam ilusões de queadoravam deuses pagãos, mas os monges dominicanos mudaram essa visão. Na opinião, deles,a bruxaria era uma heresia diabólica que conspirava para derrubar a Igreja e estabelecer oreino de Satã na Terra. O papa Inocêncio VIII concordou com o Parecer e, em 1486, emitiuuma bula papal condenando as bruxas, o que lançou a Europa cristã em uma orgia deperseguições sangrentas que durante cerca de 250 anos.Nessa atmosfera de fanatismo, qualquer pessoa que professasse poderes mágicos ouseguisse crenças ocultistas não ousaria proclamá-la em público. A tradição ocultista tornou-seclandestina, só aparecendo muito raramente, nas décadas seguintes, geralmente entre osmembros da sociedade estabelecida da perseguição que dizimou as classes inferiorespraticantes das artes mágicas e da bruxaria.Vagas referências aos templários eram feitas na literatura ocultista disponível, aindaque, no contexto de paranóia que cercou a caça às bruxas, eles foram, em grande parte,erradamente retratados como adeptos da magia negra e satanistas.Em seu livro De Occulta Philosophia, escrito em 1530, o ocultista e mago alemão,Heinrich Cornelius Agrippa, mencionou os templários em conexão com os gnósticos e o cultoao deus pagão da fertilidade Príapo, cujo símbolo era um imenso pênis ereto, e o deus gregode patas de bode, Pã. Ele identificou a Ordem com a sobrevivência do paganismo, sugerindoque, na posição de ocultista praticante, ele tinha uma percepção especial dasimpressionantes alegações que derrubaram a Ordem. Afirma-se que Agrippa era membro deuma sociedade secreta que se dizia descendente dos templários e escreveu uma descrição desuas práticas ocultistas com base em informações privilegiadas.
 
O século XV e início do século XVI foram muito importantes, no que concerne aocrescimento da tradição ocultista clandestina. Os mouros, que haviam invadido a Espanha donorte da África, nos séculos X e XI, chegando a atingir áreas do sul da França, até seremexpulsos pelos reis cristãos, haviam introduzido, na Europa, os ensinamentos secretos dasescolas de Mistérios árabes e do sistema místico judaico, conhecido como Cabala. No início doséculo XVI, houve uma renovação do interesse nos gnósticos, e a filosofia hermética tambémera bem conhecida pelos estudantes dedicados às ciências ocultas.Em 1600, um manuscrito grego constituindo em uma cópia quase completa do CorpusHermeticum, o compêndio padrão do hermetismo, chegou às mãos de um monge contratadopela família italiana dos Médici para localizar manuscritos raros. O patrão do monge, Cosmosde Médici, fez com que o manuscrito fosse traduzido, tendo sido publicado em 1463.A sua publicação marcou a grande revivescência ocultista do período, que culminariacom o florescimento da Renascença, quando artistas, escritores e poetas, inspirados pelopaganismo clássico, produziram as grandes obras de arte e literatura, o altamenteestimadas, atualmente, como os tesouros espirituais e materiais da cultura européia.Também durante esse importante período cultural da história ocidental, a existênciade uma das mais influentes sociedades secretas da tradição esotérica foi revelada para omundo externo. Essa sociedade tinha como o seu derradeiro objetivo restabelecer os antigosMistérios em uma forma que, diferentemente da heresia maniqueísta e da Ordem Templária,fosse publicamente aceitável. Os mais antigos escritos sobre essa sociedade, conhecida comoa Fraternidade ou Ordem Rosa-cruz, começaram a circular na Europa em torno do ano de1605. Eles faziam parte de um manuscrito denominado A Restauração do Templo Decaído dePalas, e formam a mais antigas constituição da Ordem conhecida. Uma história dos rosa-cruzes foi escrita por um autor desconhecido, em 1610, mas só foi impressa quatro anosdepois. Intitulava-se Fama Fraternitais e se constituía de uma história legendária afirmandoque a Ordem fora fundada no culo XIV por um stico alemão de uma faliaaristocrática.Esse místico, conhecido somente pelo seu pseudônimo de Cristian Rosenkreutz, aindamenino, havia sido internado, pelos seus pais, em um mosteiro. Ele se rebelou contra osufocante autoritarismo da vida clerical, aproveitando a chance, que um monge mais velholhe ofereceu, de viajar ao Oriente Médio. O seu companheiro faleceu a caminho, em Chipre,mas o jovem prosseguiu viagem até Damasco. Ali, tornou-se aluno de um grupo de adeptoscabalistas que viviam na cidade. Rosenkreutz acabou retornando à Europa, detendo-se nonorte da África, onde na cidade de Fez, estudou com oculistas árabes, e na Espanha Moura.Durante os seus estudos em Fez, o jovem monge aprendeu a arte mágica de evocar osespíritos elementais, sendo instruído nos segredos da alquimia ou transformação do chumboem ouro.O fato de Rosenkreutz ter viajado, extensamente, pelo Oriente Médio, estudando comadeptos árabes do ocultismo, sugere fortemente que os rosa-cruzes estavam familiarizadoscom os ensinamentos do Sufismo. Idries Shah, grande Mestre sufi, comparou-os à sociedadesecreta sufi, fundada em Bagdá no século XII, denominada Caminho da Rosa. Ela foi fundadapor um mestre sufi, Abdelkadir Gilani, cujo símbolo pessoal era uma rosa vermelha. Essegrupo sufi, assim como os rosa-cruzes, praticavam a alquimia como uma mefora datransformação espiritual da matéria em espírito.Retornando à Alemanha, Rosenkreutz prosseguiu os seus estudos ocultistas, isolando-sepor cinco anos para realizar rituais mágicos e operações alquímicas. No fim desse período deisolamento, ele decidiu informar ao mundo seu novo conhecimento, e Rosenkreutz possuíaambições políticas, acreditando que as artes e ciências européias achavam-se em um estadode decadência.Segundo a sua crença, somente por uma injeção de inspiração espiritual a culturaeuropéia poderia ser salva da completa degradação moral. Com esse fito, Rosenkreutz tentou
 
divulgar a sua mensagem aos colegas europeus, mas só encontrou a hostilidade, o ridículo oua indiferea. Percebendo que uma abordagem aberta estava fadada ao fracasso,Rosenkreutz decidiu encobrir as suas reformas políticas e culturais com a máscara de umasociedade secreta. Esse grupo trabalharia clandestinamente, nos bastidores, para influenciar,de forma sutil, pessoas importantes que pudessem concretizar as mudanças sociais com queRosenkreutz sonhava.Rosenkreutz revisitou o mosteiro onde, antes de partir para o Oriente Médio, fora ummonge noviço. Ele persuadiu três de seus membros mais antigos, conhecidos na literaturarosa-cruz como os Três Sábios, a abdicarem de suas ordens monásticas e aderirem ao seuempreendimento. Pediu-lhes que jurassem não violar os segredos que lhes faria conhecer e,em seguida, revelou-lhes, por um período de vários meses, o conhecimento ocultista recebidode seus mestres árabes. Rosenkreutz forneceu, a cada um de seus discípulos, um códigosecreto para transmitirem mensagens entre si. Ele também os ajudou a construir uma casa,que se tornou o repositório de milhares de volumes de sabedoria esotérica, durante anos porele coletados. Quatro outros monges foram apresentados ao grupo e esses oito estudiososformaram o núcleo da Fraternidade Rosa-cruz. Assim que a Ordem se viu seguramenteestabelecida, sete de seus membros passaram a percorrer, secretamente, a Europa,divulgando as suas doutrinas ocultas, deixando Rosenkreutz na Alemanha para continuar assuas pesquisas arcanas. Eles decidiram não revelar as suas verdadeiras identidades paraestranhos e concordaram em seguir cegamente seis regras de conduta: curarem os doentessem cobrar, não usarem qualquer traje especial que revelasse as suas crenças ocultas,anualmente, em uma data fixada encontrarem-se na sede da Ordem para relatar seusprogressos, e cada membro nomear um candidato digno para sucedê-lo após a morte, usaremas iniciais R+C como marca identificadora, e manterem a existência da Ordem secreta por, nomínimo, cem anos.Os primeiros confrades da Rosa-cruz concordaram em que, ao morrerem, os seus corposseriam enterrados secretamente e sem cerimônia. Desse modo, quando o próprio Rosenkreutzfaleceu, nenhum dos outros membros soube onde foi sepultado, até que, por acaso a suatumba secreta foi descoberta, cerca de 120 anos depois. Tratava-se de uma câmara mortuáriade sete lados, iluminada por uma luz perpétua cuja fonte nenhum dos confrades conseguiadiscernir.O corpo de Rosenkreutz estava perfeitamente preservado dentro da tumba, apesar doespaço de tempo decorrido desde a sua morte.Ainda que essa seja a lenda, geralmente aceita, da fundação dos rosa-cruzes, segundoalguns estudiosos, as verdadeiras origens da Ordem datam de vários milhares de anos, antes.Tem sido alegado que a Ordem Rosa-cruz original foi fundada pelo faraó Tutmés III, no séculoXV a.C. Ele agrupou todos os eruditos, sacerdotes e filósofos de seu tempo em uma irmandadesecreta de iniciados que se reuniam, para a prática de seus ritos, em um templo às margensdo Nilo. No movimento rosa-cruz moderno, o cartucho ou selo pessoal de Tutmés é usadocomo um dos símbolos da Ordem nos documentos públicos e privados. O propósito dafundação da Ordem, no antigo Egito, era exercer uma influência civilizadora no mundo antigoe preservar a sabedoria das Escolas de Mistérios.Tutmés III foi um dos mais importantes soberanos egípcios durante a XVIIIª Dinastia(1587-1375 a.C.). Em sua juventude, ele foi co-regente da rainha Hatshepsut, sua irmã, e coma morte dela, em 1480 a.C., Tutmés, cujo nome significa “nascido de Thot”, o deus dasabedoria, o de cabeça de íbis, equivalente egípcio do Hermes grego e do Mercúrio romano edo Loki nórdico, reinou como o faraó supremo. Circularam rumores de que o jovem haviaassassinado a sua irmã para conquistar a coroa, mas inexistem provas que sustentem talalegação.Após a morte de Hatshepsut, Tutmés deu início a uma campanha expansionista quetransformou o Egito em uma potência mundial. Ele invadiu a Palestina, Síria e Núbia,estendendo a influência do Egito ao norte, até o rio Eufrates. O temor do poder militar

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