SOBRE LIMITES E POSSIBILIDADES DESTE MATERIAL
Como não poderia deixar de ser, nosso processo de apropriação do conhecimento é algoque só pode produzir-se historicamente. Este texto
“A linguagem: comunicação e organização das funções mentais”
, segundo capítulo de meu relatório de estágio depsicologia clínica na Universidade Federal do Paraná, reflete e refrata um momento emque minhas leituras na perspectiva da psicologia histórico-cultural estavam aindabastante limitadas à bibliografia disponível em português na época. Isso foi em 1993, eapesar de eu já vir lendo e pensando estas questões desde 1987, o material bibliográficoacumulado ainda era escasso para eu ter um quadro mais fiel de toda a contribuiçãoparadigmática de Vigotski para a psicologia em diversas áreas de atuação, inclusive aclínica. Embora eu não duvidasse dela e já percebesse alguns de seus sinais. Ao mesmotempo, é claro, meu modo de articular os conceitos teóricos era distinto do que vem seconstituindo desde então, ao longo dos anos, em função de novas lutas, atividades,leituras, diálogos, vivências... Ainda assim, não só como forma de partilhar a memóriade um caminho percorrido, mas também como modo de revisitar essas anotações aoremetê-las aos colegas interessados, entendi não haver mal nenhum em deixar o textodisponível. De fato, posso dizer que há várias questões nele que seguem sendorelevantes para meu projeto atual de investigação, passíveis de serem retomadas,reorganizadas e aprofundadas. Mas na impossibilidade, nesse instante, de reescreverparágrafo por parágrafo, fica aqui o convite à apreciação crítica do leitor e a que façatodas as sugestões necessárias para conferir novo fôlego à discussão.Saudações solidárias.Achilles Delari Junior.delari@uol.com.br http://delari.sites.uol.com.br/ Umuarama, 17 de janeiro de 2010
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