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Reflexões sobre o Direito Civil à Luz da Constituição da República de 1988

Reflexões sobre o Direito Civil à Luz da Constituição da República de 1988

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Artigo de Marcelo Alexandrino da Costa Santos
Artigo de Marcelo Alexandrino da Costa Santos

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Published by: Marcelo Alexandrino da Costa Santos on Jan 20, 2010
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Reflexões sobre o Direito Civil à Luz daConstituição da República de 1988
 
Rio de Janeiro, 2002.
Marcelo Alexandrino da Costa Santos
 
1. Introdução
O presente trabalho
não
tem por escopo analisar as diversas erelevantes inovões quantitativas que a atual Constituição da Reblicaimplantou no campo do Direito Civil, mas sim apresentar um breve esboço, sob oponto de vista exclusivamente qualitativo, das alterações principiológicas eaxiológicas no fundamento do sistema civilista – de resto, mais sensíveis a partir da entrada em vigor do Código de 2002.Não ignoramos, por certo, as significativas contribuições que aConstituição trouxe ao Direito Civil – ressaltada a tutela da personalidade, dasrelações familiares, da propriedade e dos direitos transindividuais. Contudo,deslocamos nossa atenção para uma outra realidade, que reclama a atenção doestudioso do Direito, sob pena de reduzir ao mero controle formal de validade todaa orientação lógica ditada pelo princípio da
compatibilidade vertical 
das normas
1
, oque traduziria estrabismo inconciliável com a moderna teoria jurídica.Assim, pretendemos demonstrar, ainda que sinteticamente, como oTexto Constitucional influencia o Direito Civil por meio da alteração do fundamentode validade deste último em face da nova bua axiogica que aqueleconsagrada. Afinal, como observa Gustavo Tepedino, “a dignidade da pessoahumana, a cidadania e a igualdade substancial tornam-se fundamentos daRepública, ao mesmo tempo em que os valores inerentes à pessoa humana e um
1
Segundo o aludido princípio, “as normas de grau inferior somente valerão se forem compatíveis com a degrau superior”. SILVA, José Afonso da. Normas constitucionais.
 A norma jurídica.
Rio de Janeiro: FreitasBastos, 1980. p. 41.
2
 
expressivo conjunto de direitos sociais são elevados ao vértice do ordenamento. Apartir de então, todas as relações de direito civil, antes circunscritas à esferaprivada, hão de ser revisitadas, funcionalizadas aos valores definidos pelo textomaior”.
2
Dentro desse mesmo espírito, nos deteremos por um momento,antes de concluirmos, na análise do papel da Constituição como unificadora dosistema civilístico, o qual igualmente decorre da submissão do ordenamentoinfraconstitucional aos valores e princípios fundamentais inscritos no texto maior.A discussão quanto à influência da teoria dos direitos fundamentais,que conforma o direito trio aos valores do plano internacional, foipropositadamente posta de lado, na medida em que, a despeito de sua inegávelrelevância, prestam-se estas linhas a uma análise circunscrita ao plano interno.
2
TEPEDINO, Gustavo.
Temas de direito civil.
Rio de Janeiro: Renovar, 1.999.
 Apresentação.
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