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artigo a evolução do trabalho do homem no contexto da civilização

artigo a evolução do trabalho do homem no contexto da civilização

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Published by Thiago Souza
Artigo do Prof. Escorsim sobre a Evolução do Trabalho
Artigo do Prof. Escorsim sobre a Evolução do Trabalho

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IX Simpósio Internacional Processo Civilizador – CEFET/PR. de 24 a 26 de Novembro de 2005, Ponta Grossa, Paraná, Brasil
A EVOLUÇÃO DO TRABALHO DO HOMEM NO CONTEXTO DACIVILIZAÇÃO: DA SUBMISSÃO À PARTICIPAÇÃO
Sérgio Escorsim (UEPG-CEFET/PR)
1
João Luiz Kovaleski (CEFET/PR)
2
 Luiz Alberto Pilatti (CEFET/PR)
3
Balduir Carletto (CEFET/PR)
4
 ResumoO homem, desde os primórdios da humanidade, busca incessantemente meios e estratégias paravencer os desafios da sua sobrevivência. O objetivo deste artigo é discutir como o homematravés, dos tempos, desenvolveu sua capacidade de obter conhecimentos para gerar idéias,inovações e tecnologia em seu benefício e da humanidade. Faz-se uma revisão bibliográfica deacontecimentos do passado e uma analogia com o momento atual, mostrando que no passadoele era dominado mentalmente pelos detentores de conhecimentos que manipulavam os menosesclarecidos tornando-os submissos a deuses e fenômenos da natureza que castravam suacapacidade de raciocínio. Apresenta-se também como o homem organizou-se e venceu osdesafios com o uso do conhecimento. A contribuição é fornecer elementos através dos fatos parauma reflexão sobre a evolução do trabalho do homem no contexto da civilização. Palavras-chave: Evolução, conhecimento, inovação.
1Introdução
 No atual momento de nossa existência, estamos vivendo a Era do Conhecimento.Esta nova sociedade está causando um impacto de intensidade sem precedentes na vida das pessoas e no mundo dos negócios. O que está acontecendo nos leva a pensar ser omomento mais significativo de “mudanças” de toda a história da humanidade. Neste artigo procura-se mostrar fatos de alguns dos momentos mais importantes da história do homemdesde um passado onde os detentores de conhecimentos manipulavam mentalmente osmenos esclarecidos, tornando-os submissos a deuses e fenômenos da natureza quecastravam sua capacidade de raciocínio, até ao momento atual. Apresenta-se também comoo homem organizou-se e venceu os desafios com o uso do conhecimento. A contribuição éfornecer elementos através dos fatos para uma reflexão sobre a evolução do trabalho dohomem no contexto da civilização.
1
Especialista em Gestão Industrial. Professor da Universidade Estadual de Ponta Grossa. Mestrando do Centro Federal de EducaçãoTecnológica/PR. E-mail: escorsim@uol.com.br, Ponta Grossa, Brasil.
2
Doutor em Automação Industrial. Professor do Centro Federal de Educação Tecnológica/PR. E-mail:kovaleski@pg.cefetpr.br,PontaGrossa, Brasil
3
Doutor em Educação Física. Professor do Centro Federal de Educação Tecnológica/PR. E-mail: lapilatti@ pg.cefetpr.br, Ponta Grossa,Brasil.
4
Especialista em Gestão Industrial . Mestrando do Centro Federal de Educação Tecnológica/PR. E-mail:bcarletto@uol.com.br,PontaGrossa, Brasil.
1
 
2Metodologia da pesquisa
Para procurar atingir o objetivo proposto desenvolveu-se uma pesquisa bibliográfica buscando informações e conhecimentos que norteassem a investigação.Martins (2002, p. 24) diz que o “investigador deve proceder ao levantamento bibliográficoque dê suporte e fundamentação teórico-metodológica ao estudo”.De acordo com Noronha e Ferreira (2000, p. 191-198), para identificar e conhecer determinada área do conhecimento, bem como seu desenvolvimento, as revisões deliteratura são extremamente importantes, permitem também a identificação de perspectivasfuturas, contribuindo com sugestões de idéias para o desenvolvimento de novos projetos de pesquisas.
2.1 Um passado de submissão
Começa-se a construção desta análise, buscando fatos em um passado distante,datado de 300 a.C. em Delphos na Grécia onde, por mais de 1000 anos, foi considerada ocentro do Universo. Para o povo desta época, em Delphos reinavam os deuses Apolo eDionísio. Apolo era o deus da razão, harmonia, “sabedoria”
 
e Dionísio era o deus danatureza. Delphos era comandada por um sacerdote (profeta) conhecido como “Oráculo deDelphos” que, uma vez por ano, em sete de fevereiro, atendia a milhares de pessoas queiam consultá-lo. O Oráculo falava através de uma Pitonisa, chamada de Pítia. A Pítia era a porta-voz do Oráculo e para anunciar suas palavras mastigava folhas de louro e entrava emtranse. A crença no Oráculo de Delphos era tão grande que até Sócrates, que foi o maissábio dos gregos, acreditava nele.A alusão a Delphos na construção deste artigo se faz para demonstrar que naquelaépoca o conhecimento pertencia a pessoas que tinham a capacidade de influenciar outrasatravés da persuasão, induzindo-as a acreditar em deuses de pedra, símbolos ou fenômenosatmosféricos e estes tinham o poder de impor suas idéias, ajudar, proteger, castigar e atécurar as doenças das pessoas. A ignorância, ou a falta de conhecimento na época, justificava suas crenças. Nos primórdios os sistemas de crenças eram fundados em poderessobrenaturais (ELIAS, 1998, p.232).Segundo Riggs (1981, p. 35) e Lima (1921, p. 81), Alexandre “O grande” (334 a.C.), considerado o maior conquistador de todos os tempos, antes de iniciar sua espetacular campanha de conquistas, contando com 30.000 infantes e 5.000 cavaleiros e sentindo anecessidade de assegurar-se de alguma maneira que seus esforços seriam recompensados,viajou com seu exército até o templo de Delphos para uma consulta com o Oráculo.Chegando lá viu uma enorme fila de pessoas que aguardavam para serem atendidas equando lhe disseram que teria de aguardar sua vez, irritado, derrubou os guardas e entroucom sua cavalaria no interior do templo e raptou o Oráculo, levando-o junto em suacavalgada. O Oráculo, sábio, mas amedrontado pela proeza do jovem conquistador  proclamou: “Alexandre tu é invencível”. Alexandre tomando a frase como antevisão econhecimento probabilístico do sucesso de sua campanha de vitórias e conquistas, soltou oOráculo e prosseguiu sua jornada.Alexandre dominava as ticas de guerra da época e seus cnicos criaramarmamentos espetaculares como a catapulta (que podia arremessar pedras ou grandeslanças), a alavanca (enorme bola e uma corrente para destruir muralhas), e o telemon(guindaste que permitia colocar um pequeno número de homens no interior de umafortaleza). Apesar de sua genialidade, Alexandre acreditava no Oráculo de Delphos e estelhe deu o estímulo que precisava (ATMORE et al., 1978, p. 346). 2
 
Tivemos dois mil anos de submissão a magos da sabedoria ou espertalhões que induziamos povos a crenças bizarras e fenômenos da natureza que amedrontavam a humanidade. Oraio, o trovão e o relâmpago significavam a ira de um deus. Um terremoto era o castigo e ainsatisfação de todos os deuses pela má conduta dos povos. Tudo era motivo de crenças eos detentores do conhecimento manipulavam os menos informados. Elias (1998, p.116)diz: 
que os perigos das forças não-humanas que ameaçavam as pessoas foramlentamente decrescendo. Efeito não menos importante de uma abordagem maisalienada nesse campo foi aquele da limitação dos medos, de sua prevenção, ouseja, de perceber bastante amplamente o que, de fato, pode ser consideradoameaçador.Durante milhares de anos, os seres humanos imaginaram que os corposcelestiais se moviam em torno da Terra e esta era centro do universo.
De acordo com Civita (1970, p. 1165), o respeito aos sábios e poderosos da épocaera tão grande que, quando Giordano Bruno dissera a verdade ao ensinar a teoria deCopérnico nas Universidades afirmando que a Terra era redonda e diariamente realizavaum movimento de rotação em torno do seu eixo, foi queimado vivo pela Inquisição no anode 1600 em Roma.Em 1632, Galileu Galilei, considerado o pai da Astronomia, publica um livrodenominado “Diálogos sobre os dois sistemas”, onde ele defende as teorias de Ptolomeu eCopérnico acerca do sistema solar. A Inquisição, ao tomar conhecimento, proíbe-o deensiná-las e, ao desobedecer, é preso pelo Vaticano e condenado à prisão perpétua.Somente depois de negar publicamente, por imposição, suas teorias e de comprometer-se anunca mais ensiná-las, Galileu obteve a comutação de sua pena por prisão domiciliar eameaçado de pena de morte em caso de reincidência. Seu comportamento era vigiado por  perseguidores que agiam segundo as superstições da época (PEATTIE, 1974, p. 66-68).Conforme cita Maia Júnior (1976, p. 15), tudo começa a mudar em 1637, quando ogrande filósofo francês René de Descartes, considerado o pai da filosofia moderna ecriador do Racionalismo, publica o livro “Discurso sobre o todo”. Descartesrevoluciona os conhecimentos da época ao afirmar que devermos aceitar comoverdadeiro o fato que tiver comprovação científica.
2.2As Grandes Eras do Desenvolvimento
Ao se analisar os períodos da história, que foram considerados as grandes Eras doDesenvolvimento da humanidade, observa-se a incrível evolução do homem e a aceleraçãodos tempos (Figura 1).Ao longo da história da humanidade, o homem foi, paulatinamente, desenvolvendoseus conhecimentos, ajustando-os às suas necessidades de sobrevivência em função daevolução da espécie. Primeiramente, a necessidade era de delimitar seu território e neste ponto a história da humanidade é repleta de acontecimentos, rios imrios seconstituíram e impuseram seus domínios e experimentaram, ao longo dos tempos, suasascensões e suas quedas.As guerras foram uma das primeiras conseqüências da civilização. Assim que oshomens se reuniram em comunidades organizadas, ao longo dos vales dos rios, começarama criar riquezas que outros cobiçaram: para as protegerem, ou se apoderarem do territóriodos seus vizinhos, tiveram de se armar e de se unir (ATMORE et al., 1978, p. 344).3

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