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E-books Românticos e Eróticos
Nas asas do amor
 The Wolfe and the doveLinda TurnerFamília Fortune 5
A vida do Dr. Lucas Greywolf muda radicalmente desde a chegada de Rachel Fortune. Ela é umamulher bonita, rica, independente e, acima de tudo, bastante excêntricaE é justamente esse lado diferente de Rachel que atrai Lucas.No inicio, ele se sente um pouco confuso, mas depois se entrega de corpo e alma ao amor dela.Mas Rachel faz questão de preservar sua liberdade e seu estilo de vida a qualquer custo. Aindaque traga dentro de si o filho de Lucas…O Diário de Kate FortuneÉ muito difícil fingir que estou morta quando minha família mais precisa de mim.Quase não presenciei o nascimento do bebê de Caroline. Por sorte, Sterling conseguiu que euentrasse às escondidas no berçário. Quanta felicidade! É um alívio que mãe e filha estejam bem.Continuo de olho em minha neta Rachel — ou melhor, Rocky. Ela não é glamourosa como Allie,sua irmã gêmea. Rocky é uma menina levada e, embora adorável, despreza a vaidade. Eu sempreencorajei e patrocinei seu espírito aventureiro, por isso lhe deixei meus aviões.Agora, ela finalmente poderá ter seu próprio negócio fazendo o que mais ama: voar. Tenhocerteza de que ela vai decolar nas terras selvagens do Wyoming. Mas o ideal seria que elaencontrasse o homem certo para acompanhá-la…Liz JonesA Colunista N° 1 das CelebridadesFofas e fofos, eis a última dos Fortune: Caroline e Nick, seu sexy marido, anunciaram onascimento do primeiro filho! Na verdade, uma filha. Quem poderia imaginar que um casamentofeito para driblar a Imigração pudesse acabar tão bem? Já Kyle reencontrou uma velha paixão e descobriu que é pai de uma adorável menina de dezanos.Só não posso acreditar que aquele gato, totalmente urban, vá viver num rancho no Wyomingpara sempre. Argh! Aquele cheiro de gado… Bom, claro que eu não ia me importar de rolar nagrama com um cowboy durão!Mas a fofoca mais suculenta é a escandalosa separação de Jake e Erica. Minhas fontes jáflagraram o danado com outra mulher. Pobre Erica! Se eu fosse ela, correria para um spa, depoisiria torrar todos os cartões de crédito em butiques chiques até esquecer aquele pedaço de maucaminho. Nada de autocomiseração!Bom, não sei se estão todos percebendo certos fluídos, mas tenho a impressão de que algogrande está prestes a acontecer com os imprevisíveis Fortune.
 
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Capítulo 1Com o entusiasmo de sempre, Michael Hawk deu um grande abraço no Dr. Luke Greywolf, e saiu da sala de exames omais rápido que sua perna ferida permitia, a atenção saltando para o brinquedo que ele pegaria na sala de enfermagem antesde ir embora com a mãe. Contraindo seu maxilar quadrado, Luke observou o menino de cinco anos descer desajeitado até ohall e fez uma promessa a si mesmo. O menino precisava de um bom cirurgião ortopédico e de uma cirurgia para corrigir afratura que não cicatrizara direito há seis meses atrás, mas ele provavelmente não conseguiria nem uma coisa nem outra. Seu pai vivia de biscates e o dinheiro, que mal dava para comida e roupas, não sobrava para o seguro-saúde. Apesar denecessária, a cirurgia era um luxo inalcançável. — Não se torture por causa disso — Mary Littlejohn, sua enfermeira, disse baixinho, atrás dele. — Você está fazendotodo o possível. — Não é o suficiente — ele respondeu, categórico, virando-se para lavar as mãos. — O menino será manco para resto davida e não precisava ser assim. Se eu conseguisse levá-lo para Jeremy Stevens, em Jackson…Mary interrompeu com a franqueza das amizades antigas. — Mas você não pode. Os pais dele são orgulhosos e não aceitarão esmolas. E você já está ajudando mais pessoas do queconsegue. — Não comece. Nem adiantava falar nada. Mary, que tinha a idade de sua mãe, sempre falava o que lhe vinha à cabeça desde o primeirodia de trabalho, quando ele abriu a clínica, há três anos. — Alguém deve dizer alguma coisa e sou eu a escolhida. Sei que você está aqui para ajudar, mas deve ser sensato,Greywolf. Metade de seus pacientes nunca cumpre a promessa que fazem de lhe pagar e você deixa passar. Essa não é amaneira de gerir o negócio. Tem suas próprias contas a pagar. — Tenho conseguido sobreviver. Não há como cobrar injeções em filhos de pessoas que não têm dinheiro nem paracolocar comida na mesa. Quem é o próximo? — Jane Birdsong — ela enumerou. — Depois o velho Thompson, Bill Parsons, Abigail Wilson e Rachel Fortune…Pegando a ficha de Birdsong, Luke a olhou, surpreso. — Fortune? Da família da senhora Kate?Os olhos azuis de Mary piscaram divertidos. — A própria. Se bem me lembro essa é filha de Jake… uma das gêmeas. — Está aqui para me ver?Rindo de sua pergunta ela aquiesceu. — Foi o que ela disse. Devem ter espalhado a notícia que você é um bom médico.Ele riu com desdém. — Seja realista, Mary. Estamos falando dos Fortune, os super-ricos que costumam sair com os Kennedy e os Rockefeller.A matriarca tem dinheiro suficiente para comprar todos os principais hospitais do país. Não consigo imaginar sua neta procurando uma clínica rural atrás de tratamento médico a não ser que esteja morrendo. Ela parece doente? — Você está brincando? Daria meu dente canino para parecer doente assim, na idade dela. Quer que eu a chame?Curioso, Luke concordou. — Sala três — ele disse, mas parou rápido. O que estava fazendo? Tinha pacientes doentes na sala de espera, gente pobreque esperaria sem reclamar o tempo que fosse necessário para ser atendido por ele. Rachel Fortune não podia simplesmenteentrar como se fosse dona do lugar e passar a frente na fila porque ele não conseguia imaginar o que ela queria com ele e suafamília tinha mais dinheiro que Deus. — Esqueça. Ela pode esperar sua vez como todo mundo. Leve o Sr. Thompson para asala três. — Você é quem manda — Mary encolheu os ombros e foi cumprir suas ordens.Quando Rocky foi para a sala de exames, quase duas horas depois, ela parou surpresa. — Não estou aqui para ser examinada. Tenho uma proposta profissional para discutir com o Dr. Greywolf. Sei quedeveria ter marcado hora, mas tive medo de ele estar sem horário e passariam semanas até que eu conseguisse falar com ele. — E você não queria esperar — Mary adivinhou, sorrindo.Pega na armadilha dos olhos amigáveis e sábios daquela senhora mais velha, Rocky sorriu de volta. — O que posso lhe dizer? Nasci um mês antes do tempo e sempre fui apressada. É sempre assim tão cheio aqui?Os olhos azuis de Mary brilharam. — Cheio? Hoje é um dia calmo. Na maioria das noites, temos sorte se conseguimos sair daqui às oito.Dando uma olhada para ter certeza que tudo estava como devia na sala, ela apontou a cadeira encostada na parede. — Sente-se. Você terá que esperar mais um pouquinho. O Dr. Greywolf virá assim que possível.Rocky agradeceu, mas logo que a porta se fechou ela percebeu que não havia como ficar sentada e esperar. Estava muitonervosa e ansiosa. Por quatro meses, desde que herdara um helicóptero e três aviões monomotores de sua avó, procurava por um local perfeito para começar seu próprio negócio de vôos. Pesquisou todos os lugares, de Estes Park e Jackson Hole atéVail, e no final descobriu que estava procurando praticamente no quintal do rancho de sua avó no Wyoming.Balançou a cabeça, pasma com sua própria estupidez, se perguntando como não pensara antes em Clear Springs. Era uma
 
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cidade pequena, tosca, acidentada e com um charme de velho Oeste que sempre a atraiu. Convidativamente situada entre asMontanhas Ghost ao norte e uma reserva indígena Shoshone ao sul, atraía um número respeitável de turistas no verão etambém caçadores e andarilhos no outono e no inverno. Não havia pilotos na área para levar os caçadores às montanhas, nemvôos de busca e resgate em caso de emergência. A situação não seria melhor se sua avó tivesse arrumado as coisas para elano céu.O que Kate certamente fizera, admitiu com um lampejo pesaroso. Não havia muita coisa que Katherine Winfield Fortunenão tivesse feito ou tentado na vida. Fizera tudo do jeito dela, sempre com seu estilo legendário. Foi ela quem ensinou Rockya voar quando tinha dezesseis anos e se havia alguma maneira de mexer os pauzinhos lá do céu, Kate já teria descoberto.As memórias tomaram conta de Rocky. Ainda achava difícil acreditar que Kate estava morta. Como uma mulher tão cheiade vida permitiu que a morte a levasse em um desastre de avião em alguma selva esquecida por Deus? Kate era mais forte doque isso. E muito boa como piloto para permitir que o avião onde estava caísse tão facilmente. Lutaria como nunca paramantê-lo no ar; e aí, quando ficasse claro que isso não seria possível, arranjaria um jeito de pousá-lo. E teria escapado.Mas não escapou.Com a garganta apertada, Rocky engoliu em seco. Meu Deus, como ela sentia falta dela. Kate sempre compreendeu suanecessidade de independência, sua necessidade de andar com suas próprias pernas e se libertar do dinheiro Fortune, daCosméticos Fortune, das expectativas Fortune. Com sua morte, ela lhe deu os meios de fazer isso. Graças a Kate, ela tinhaseus aviões, experiência de vôo nas montanhas e o treinamento médico de emergência que Kate insistiu que ela completassequando conseguiu sua licença de piloto comercial. Ela cuidara de tudo.Exceto um campo de pouso.Seu primo Kyle, que herdara o rancho de sua avó, ofereceu generosamente que ela usasse suas instalações, mas o orgulhoobstinado de Rocky impediu que ela aceitasse. Cresceu com vantagens que a maioria das pessoas nunca sequer sonhou e jáera hora de provar que podia ficar sobre seus próprios pés. Isso significava não receber favores da família: teria sucesso oufracasso tudo por ela mesma.O que significava que ainda precisava de uma pista de pouso. E a única outra pista privada na área era de Luke Greywolf.O lugar havia pertencido à Douglas Aeronautics e Luke o havia comprado por quase nada — de acordo com os locais,não porque planejasse reabrir o antigo serviço de vôo que faliu durante a crise do petróleo da década de 70, mas porque oterreno era barato e perto da reserva. Ele transformou o maior prédio da propriedade em uma clínica e acrescentou umestacionamento, mas fez poucas mudanças além dessas. O hangar ainda estava enferrujado e a pista esburacada e sem uso — e era sobre isso que ela queria falar com o médico.Ouvira dizer que ele era um homem razoável, então não via motivos para que não fizessem negócio… exceto pelo cartazna frente da clínica. Feito de madeira e pintado de cinza, seria singelo se não fosse pela cara de um lobo que havia sidoentalhada por mão talentosa. Tinha a forte sensação de que o cartaz dizia muito sobre Luke Greywolf. Se fosse algo parecidocom o lobo que tinha em seu nome e protetor de seu território, fazer um negócio com ele não seria tão fácil como esperava.Mas ela não era a neta de Kate Fortune por acaso. Sua avó lhe ensinou que quando uma mulher queria algo de umhomem, tinha de eliminar todos os impedimentos, e foi isso que fez. Olhando para o espelho se examinou rapidamente esorriu. Ela hoje estava parecendo Allie! Claro que todo mundo achava que ela se parecia com sua irmã gêmea, mas não era bem assim. Eram idênticas, mas era Allie que adorava maquiagem e glamour e nascera com o estilo que a tornara a escolha perfeita para modelo da Cosméticos Fortune.E Rocky não a invejava nem um pouco. Detestaria a confusão e amolação de nunca poder sair em público sem se preocupar se o rímel estava borrado ou o cabelo sem vida.Mas num dia em que precisava que tudo funcionasse, decidiu que parecer com sua irmã não lhe faria mal. Olhandocriticamente para sua imagem no espelho, se sentiu satisfeita. Do jeito que ela estava vestida hoje, se Lucas Greywolf recusasse sua proposta provavelmente o homem não tinha sangue nas veias.Luke fez algumas anotações na ficha de Abigail Wilson, a expressão séria ao ler os comentários que havia feito nasvisitas anteriores da paciente. Ela estava grávida do sexto filho e já não tinha como alimentar os outros cinco. Parecia alegre,mas não conseguia esconder o estresse em seus olhos. Como todas as mulheres na reserva, desejava mais para suas crianças,mas sabia que as probabilidades estavam contra eles. Os que tinham mais sorte, lutavam e descobriam uma maneira deescapar na primeira oportunidade. O resto permanecia lá e apenas sobrevivia. Não havia o que fazer.Frustrado e irritado, ele fechou a ficha e a entregou a Mary. — Rachel Fortune ainda está aí? — Na sala um. E nenhuma palavra de reclamação quando a levei para lá. De fato, se desculpou por vir sem marcar hora.Disse que precisava falar com você. Pensei que era arrogante mas é muito simpática.Luke guardou seu julgamento para si mesmo e apenas resmungou. Certamente a moça desejava muito alguma coisa seficou sentada por duas horas em uma sala de espera cheia de pacientes, se não estava nem doente. — Sim, tenho certeza que ela é uma princesa — ele disse e se dirigiu à porta. — Não deve demorar para que eu descubrao que ela quer. Leve Christie Eagle e sua mãe para a sala três e diga a elas que logo estarei lá.Com a face enrugada por linhas firmes, caminhou pelo corredor para a sala de exames número um, rememorando o quesabia sobre a família Fortune. A velha senhora Kate morrera recentemente em um desastre de avião e tudo o que ouvira sobreela é que se tratava de uma águia. Administrara o império da família com mão firme e, pelo preço descendente das ações daCosméticos Fortune, sua ausência já estava sendo sentida.
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