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A Vida Secreta Das Plantas - Peter Tompkins, Christopher Bird (Os Campos de Forca Os Homens e as Plantas)

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Grupo de estudos Piramidal -
http://br.groups.yahoo.com/group/piramidal
Informação é mais do que um direito, é um dever 
 
 — 1 — 
Os campos de força, oshomens e as plantas
 Como sua profissão lhes pedesoluções práticas para problemasconcretos, pouco importandoquão difíceis pareçam à primeira vida, os engenheiros, aocontrário dos pesquisadores daciência pura, não se preocupammuito com os porquês e comosde uma coisa dada; queremsaber, antes de tudo, se elafunciona. Essa atitude os libertada sujeição à teoria, que nahistória da ciência, não raro,levou os pedantes adesconsiderar as novas e brilhantes descobertas dosgênios que não sefundamentavam numa baseteórica.Desde que tomou conhecimentodas idéias de Nollet sobre aeletrosmose, um refugiadohúngaro, Joseph Molitorisz, queescapara de sua terra sobocupação soviética e se formaraem engenharia, começou apensar nas eventuais aplicaçõesdos esforços do abade francês aproblemas agrícolas. Pareceu-lheestranho que uma sequóia elevesua seiva a mais de 90 metros dealtura, quando a melhor das bombas de sucção feitas pelohomem só consegue elevar águaa menos de um décimo dessadistância. Havia algo sobre asárvores e a eletricidade,evidentemente, que desafiava asleis de hidrodinâmicacodificadas pela engenharia.Numa estação de pesquisasagrícolas mantida pelo governonorte-americano perto deRiverside, na Califórnia,Militorisz decidiu adaptar o queaprendera de Nollet a pomaresde frutas cítricas. Seu primeiropasso foi submeter mudas àpassagem de uma corrente. Ocrescimento das mudas eraacelerado, quando a corrente passavanum sentido dado, mas elas logomurchavam quando esse sentido erainvertido. Evidentemente, aeletricidade auxiliava de algum modoo fluxo natural de corrente elétricapresente nas plantas, ou então,quando interrompida, a bloqueava.Em outra experiência, parcialmenteinspirada pela leitura do Abade deBertholon, Molitorisz aplicou umacorrente de 58 volts a seis galhos deuma laranjeira, deixando outrostantos intocados; descobriu então quedentro de dezoito horas a seivacirculava livremente pelos galhos"energizados", enquanto nos demaishavia um fluxo bastante reduzido.Um dos problemas da colheita delaranjas é que os frutos não maduramao mesmo tempo de devem sertrabalhosamente pegados com a mão,durante muitos dias, para que nãoapodreçam nos galhos. Molitoriszsugeriu que os custos de colheitapoderiam ser reduzidos se seconseguisse fazer com que umaárvore deixasse cair os frutosmaduros através de uma estimulaçãoelétrica. Ligando uma laranjeira auma fonte de corrente contínua,levou-a a deixar cair os frutosmaduros, retendo porém nos galhosas laranjas ainda verdes. Apesardisso, não obteve fundos para darcontinuidade às suas experiências;mas Molitorisz, que também inventouuma "jarra elétrica" que permite queas flores se conservem muito maistempo do que o normalmentepossível, acredita que um dia aindaserá fácil colher eletricamente asfrutas de uma laranjal inteiro,eliminando-se assim a necessidade deapanhadores de galho em galho.Enquanto Molitorisz trabalhava nacosta do Pacífico, outro engenheiro, oDr. Larry E. Murr, do Laboratório dePesquisas de Materiais daUniversidade Estadual daPensilvânia, tornava-se o primeiro aestimular artificialmente em
 
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laboratório as condiçõeselétricas de trovoadas rápidas eperíodos longos de tempochuvoso. Após sete anos detrabalho em seu "miniclima"feito pelo homem, foi capaz deobter aumentos significativos nocrescimento das plantas,regulando cuidadosamente aintensidade do campo de voltagem sobre espécimes em vasos de Lucite (Marcacomercial de uma resinasintética - N. do T.) colocadosnum prato de alumínio quefuncionava como um doseletrodos, sendo o outro dadopor uma trama de fios dealumínio que pendia de suportesisolantes. Outras voltagens,como pôde constatar, afetavamseriamente as folhas das plantas.Murr chegou à conclusão de que"é ainda um tema aberto àdiscussão saber se podemosaumentar o rendimento daslavouras pela manutenção decampos elétricos artificiais sobreas áreas plantadas. O elevadocusto para uma instalação degrande envergadura ao ar livrepode não ser compensador. Nãoobstante, a possibilidade existe".O Dr. George Starr White, quepublicou um livro intituladoCultura cosmelétrica, descobriuque o crescimento de fruteiraspodia ser ativado, pendurando-se nelas fragmentos de metaiscomo o ferro e o estanho. Suaevidência foi ratificada porRandall Groves Hay, umengenheiro industrial deJenkintown, em Nova Jersey.Pendurando bolas metálicas deárvores de Natal em pés detomate, Hay conseguiu fazer comque eles frutificassem mais cedoque o normal. Explicou-se assim:"A princípio, minha mulher quisme impedir e pendurar as bolasnas plantas, achando que ia ficarridículo. Mas concordou em queeu continuasse, quando quinzetomateiros enfeitados começaram amadurar num tempo frio einclemente, muito antes dos deoutros planadores". As experiências de James LeeScribner, um engenheiro eletrônicode Greenville, Carolina do Sul, quetrabalhou trinta anos noaperfeiçoamento de "banhos"eletrônicos para sementes, levaram aum similar da planta de joão-pé-de-feijão. Scribner ligou um vaso dealumínio a uma tomada elétricacomum. Entre os eletrodos, espalhouuma mistura metálica úmida,composta por milhões de partículasde cobre e zinco, a qual, depois deseca, permitiu que a eletricidade sefiltrasse. Um pé de feijão-manteiga,plantado no vaso, chegou àsurpreendente altura de 6,50 metros,embora a espécie geralmente nãoultrapasse os 70 centímetros. Namaturidade, a planta deu 2 bushelsde um delicioso feijão. Scribneracredita queé o elétron que se responsabiliza pelarealização da fotosíntese, pois é eleque magnetiza a clorofila na célula vegetal que permite ao fótondeclarar-se e converter-se em parteda planta sob a forma da energiasolar. É também esse magnetismo queatrai as moléculas de oxigênio para ascélulas clorofilianas em permanenteexpansão; devemos pois presumir quea umidade não depende de nenhumprocesso de absorção para integrar-seà planta e que essa integração é decaráter puramente eletrônico. A chamada pressão radicular (gotículasde umidade), que se revela nasuperfície das plantas, é na verdadeuma abundância de elétronstrabalhando com a energia da água,algo excessiva, que se encontra nosolo. As descobertas de Scribner parecemter sito antecipadas na década de 30,
 
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quando o italiano Bindo Riccionidesenvolveu seu próprio sistemapara o tratamento elétrico desementes, à razão de 5 toneladaspor dia, fazendo-as passaratravés de condensadoresfolheados paralelos a cerca de 5metros por segundo. Com assementes tratadas, Riccionicomunicou ter obtido colheitasde 2 a 37% superiores à médianacional, na dependência do soloe das condições climáticas. Seutrabalho foi interrompido pelaSegunda Guerra Mundial, e seulivro de 127 páginas, sótraduzido para o inglês em 1960,ainda não parece ter estimuladooutras experiências no mesmosentido, nem nos Estados Unidosnem na Europa ocidental.Na União Soviética, contudo, foianunciado em 1963 oestabelecimento de uma usina,com a capacidade de duastoneladas por hora, para otratamento de sementes comenergia elétrica. Os resultadosindicavam, em relação à média,saltos significativos na produçãode diversas lavouras: de 15 a20% para o milho, 10 a 15% paraa cevada e a aveia, 13% para aervilha, 8 a 10% para o trigo-sarraceno. Não se fez referênciaà importância desse projeto-piloto para aliviar a permanenteescassez de cereais soviética.Mas, para uma indústria agrícolaquase totalmente baseada emprodutos químicos artificiais,quer quanto à fertilização dosolo, quer quanto ao combate àpraga nas lavouras, oshorizontes eletroculturaisabertos pelos engenheiros hão deter parecido, se nãodesnecessários, uma ameaça.Isso explica a escassez decréditos concedidos paramaiores investigações a respeito. A falta de visão de uma tal políticafoi enfatizada, ainda em 1962, por umex-diretor da Divisão de Pesquisas deEngenharia Agrícola doDepartamento de Agricultura dosEstados Unidos, E. G. McKibben.Falando perante a Sociedade Americana de Engenheiros Agrícolas,disse ele: "A importância e aspossibilidades da aplicação daenergia eletromagnética em suas várias formas à agricultura sãolimitadas apenas pela imaginaçãocriadora e os recursos físicosdisponíveis. A energiaeletromagnética é provavelmente umaforma primeva. Ela, ou algo que demuito perto se relaciona a ela, pareceser a substância básica de toda aenergia e de toda a matéria, bemcomo o elemento essencial da vida vegetal e animal". McKibbensalientou que conquistas erealizações ainda nem imaginadaspoderiam ser em breve atingidas,desde que um apoio muito maisdecidido amparasse os esforçoseletroculturais; mas, até agora, seusapelos não foram ouvidos. Antes mesmo da posição assumidapor McKibben, novas descobertassobre a influência do magnetismo na vegetação vinham à luz. Em 1960, aotentar saber como as plantasrespondem exatamente à gravidade,L. J. Audus, professor de botânica noBedford College da Universidade deLondres, descobriu que suas raízessão sensitivas a campos magnéticos epublicou na revista Nature um estudopioneiro, "Magnetotropismo, umanova resposta no crescimento dasplantas". Quase simultaneamente,divulgavam em Moscou um relatório,mostrando que tomates,inexplicavelmente, maduram maisdepressa quando mais próximos dopólo sul de um ímã.No Canadá, o Dr. U. J. Pittman, daEstação de Pesquisa Agrícola deLetbridge, Alberta, observou que portodo o continente norte-americano as

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