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Leituras de divulgação científica por licenciandos em ciências biológicas - Readings of popular science by biological science undergraduates

Leituras de divulgação científica por licenciandos em ciências biológicas - Readings of popular science by biological science undergraduates

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The popular science has been considered by the scientific community of researchers in education as being an alternative material to be used in classrooms to contribute at the students' formation. In this paper, we observe some readings made by licensed from one school of Biological Science of one Brazilian federal university in the context of their classes in their tours of the discipline Teaching Practice. Here, we analyzed the ways of lecture adopted in the licensed classes and the discoursive reelaboration (orals and writers) considered necessary by future teachers when they elaborate new didactical materials to be used in their classes. The results show the essential role of the teacher as a mediator in the introduction of the popular science literature in the science classrooms as well the nature of the alteration made at the original texts once that the same texts were not be prepared having in sight their lecture at a learning formal space, the school.
The popular science has been considered by the scientific community of researchers in education as being an alternative material to be used in classrooms to contribute at the students' formation. In this paper, we observe some readings made by licensed from one school of Biological Science of one Brazilian federal university in the context of their classes in their tours of the discipline Teaching Practice. Here, we analyzed the ways of lecture adopted in the licensed classes and the discoursive reelaboration (orals and writers) considered necessary by future teachers when they elaborate new didactical materials to be used in their classes. The results show the essential role of the teacher as a mediator in the introduction of the popular science literature in the science classrooms as well the nature of the alteration made at the original texts once that the same texts were not be prepared having in sight their lecture at a learning formal space, the school.

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Published by: Tatiana Galieta Nacimento on Jan 25, 2010
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Revista Electrónica de Enseñanza de las Ciencias Vol.8 Nº3 (2009)
 745
Leituras de divulgação científica por licenciandos emCiências Biológicas
Tatiana Galieta Nascimento e Suzani Cassiani
Universidade Federal de Santa Catarina. Brasil. E-mails:tatigalieta@yahoo.com.br;suzanicassiani@gmail.com 
Resumo
: A divulgação científica tem sido considerada pela comunidadede pesquisadores em educação em ciências como sendo um materialalternativo a ser utilizado em sala de aula para contribuir na formação doalunado. Neste trabalho, observamos as leituras feitas por licenciandos deum curso de licenciatura em Ciências Biológicas de uma universidadepública brasileira, sobre textos de divulgação científica no contexto de suasregências em seus estágios supervisionados da disciplina Prática de Ensino.Aqui analisamos os modos de leitura adotados nas aulas dos licenciandos eas re-elaborações discursivas (orais) consideradas necessárias pelos futurosprofessores ao elaborar novos materiais didáticos para serem usados emsuas aulas. Os resultados mostram o papel fundamental do professor comomediador na introdução dos textos de divulgação científica nas aulas deciências bem como a natureza das alterações feitas nos textos originais umavez que os mesmos não foram elaborados tendo em vista sua leitura emum espaço formal de aprendizagem, a escola.
Palavras-chave
: Leituras, divulgação científica, formação inicial,educação em ciências.
Title:
Readings of popular science by biological science undergraduates
 
Abstract
: The popular science has been considered by the scientificcommunity of researchers in education as being an alternative material tobe used in classrooms to contribute at the students' formation. In thispaper, we observe some readings made by licensed from one school of Biological Science of one Brazilian federal university in the context of theirclasses in their tours of the discipline Teaching Practice. Here, we analyzedthe ways of lecture adopted in the licensed classes and the discoursive re-elaboration (orals and writers) considered necessary by future teacherswhen they elaborate new didactical materials to be used in their classes.The results show the essential role of the teacher as a mediator in theintroduction of the popular science literature in the science classrooms aswell the nature of the alteration made at the original texts once that thesame texts were not be prepared having in sight their lecture at a learningformal space, the school.
Keywords
: Readings, popular science, initial preparation, science education.
 
Revista Electrónica de Enseñanza de las Ciencias Vol.8 Nº3 (2009)
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Introdução
A divulgação científica enquanto um gênero do discurso (Bakhtin, 1992)possui características próprias com relação ao tema, ao estilo e àcomposição (Zamboni, 2001; Nascimento, 2005). Isso significa dizer que adivulgação científica guarda uma relação com o discurso científico, porém,não é considerada apenas como sendo uma re-elaboração direta dessediscurso. Alguns estudiosos (desde jornalistas, cientistas até educadores emciências) têm se dedicado a pensar o/um conceito de divulgação científica ecom isso a polissemia em torno dele é algo evidente para aqueles que têmna divulgação científica seu foco de investigação; alguns consideram issouma questão teórica a ser suplantada e outros até mesmo incentivam suamultiplicidade de sentidos (Nascimento, 2008a).Dentre as vertentes de pesquisas que focalizam a divulgação científicaestá aquela que se ocupa de questões que relacionam a divulgação comdiversos contextos do ensino formal. Ao problematizarmos tal relaçãogeralmente notamos que a divulgação científica não foi inicialmenteproduzida para circular nas salas de aula e com isso decorre uma grandediversidade de usos e funções dos textos de divulgação ao adentrar nouniverso escolar. Alguns dos estudos da referida vertente exploram aquestão da leitura e a divulgação científica nas escolas (Almeida e Silva,1998; Chaves
et al.
, 2001; Corrêa, 2003; Silva e Almeida, 2005) e noscursos de formação inicial de professores de ciências (Michinel, 2001).Poucos são os trabalhos que buscam os sentidos atribuídosespecificamente à leitura de divulgação científica. Neste caso, nos referimosà leitura de acordo com o referencial teórico da Análise do Discursofrancesa, explorado na seção seguinte. Nesse sentido, gostaríamos deesclarecer que para nós o discurso é entendido como efeito de sentidosentre interlocutores, sujeito à interpretação, ou seja, levando-se em contaos diferentes modos e possíveis gestos de leitura de um mesmo texto, sejaele escrito ou não. Na pesquisa que deu origem ao presente artigo(Nascimento, 2008b) tínhamos como objetivo central investigar as leiturasde textos de divulgação científica (TDC) feitas por alunos da modalidadeLicenciatura do curso de graduação em Ciências Biológicas da UniversidadeFederal do Rio de Janeiro (UFRJ) que forma professores para atuarem noensino fundamental e médio das escolas brasileiras.A educação básica compulsória no Brasil está organizada em três níveisde ensino: infantil, fundamental e médio (Brasil, 1996). Os professoresformados em cursos de licenciatura de Ciências Biológicas são capacitadospara atuarem no ensino fundamental (6º ao 9º ano) na disciplina Ciências eno ensino médio (1ª a 3ª série) na disciplina Biologia
.
Aqui exploramos os resultados da análise de três aulas planejadas eexecutadas por esses licenciandos no contexto de seu estágio,desenvolvidas na disciplina Prática de Ensino a qual é constituída, além deoutras atividades, pelo estágio supervisionado – que até então contava com300 horas/aula – realizado em parceria com escolas públicas.
 
Revista Electrónica de Enseñanza de las Ciencias Vol.8 Nº3 (2009)
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Análise do discurso: pensando um conceito de leitura
A leitura, quando assumida uma perspectiva discursiva, deve serconsiderada como uma questão de natureza, de condições, de modos derelação, de trabalho, de produção de sentidos, ou seja, de historicidade.
Historicidade do texto, mas também historicidade da própria ação da leitura,da sua produção. Daí nossa afirmação de que leitura é o momento crítico daprodução da unidade textual, da sua realidade significante. É nesse momentoque os interlocutores se identificam como interlocutores e, ao fazê-lo,desencadeiam o processo de significação do texto. Leitura e sentido, oumelhor, sujeitos e sentidos se constituem simultaneamente, num mesmoprocesso (Orlandi, 1993, p. 9/10).
Dessa forma, a leitura está relacionada às diferentes compreensões einterpretações que os sujeitos assumem na medida em que interagem como texto ou, melhor ainda, com outros sujeitos já que as relações sociais ehistóricas sempre se dão entre seres humanos. A possibilidade de que ummesmo texto seja interpretado de diferentes formas por diferentes leitoresreside no fato de ser próprio da natureza da linguagem a possibilidade damultiplicidade dos sentidos. Assim, notamos a existência de textos queproporcionam um tipo de leitura chamada parafrástica, ou seja, que "
secaracteriza pelo reconhecimento (reprodução) do sentido dado pelo autor
",enquanto outros se abrem à possibilidade de uma leitura polissêmica, que"
se define pela atribuição de múltiplos sentidos ao texto
" (Orlandi, 1983, p.187).As leituras polissêmicas acontecem por conta dos deslocamentos desentidos que são possíveis devido ao fato do sentido não se encontrarinscrito ou colado ao texto, existindo, portanto, a possibilidade de diferentescompreensões por distintos sujeitos (Orlandi, 1996). Isso acontece pelo fatode cada leitor possuir diferentes histórias de leitura, conhecimentos eexpectativas e, desta forma, construir diferentes intertextualidades, ou seja,tecer relações com conhecimentos anteriores, mesmo que haja umesquecimento sobre a origem daquele discurso.De acordo com Orlandi (1984), todo leitor tem sua história de leitura eserá exatamente esse conjunto de leituras feitas anteriormente queconfigurarão, em parte, a compreensibilidade de cada leitor específico.
Leituras já feitas configuram – dirigem, isto é, podem alargar ou restringir – acompreensão de texto de um dado leitor. O que coloca, também para ahistória do leitor, tanto a sedimentação de sentidos como a intertextualidade,como fatores constitutivos de sua produção (Orlandi, op. cit., p. 8).
Assim como deve ser considerado o papel das histórias de leitura dossujeitos-leitores tem-se também que levar em conta o próprio processohistórico da leitura, isto é, reconhecer que toda leitura tem sua história.Orlandi (1984) refere-se às condições históricas e sociais que sãodeterminantes no processo de leitura e significação dos textos emdiferentes momentos; aqui se remetendo especificamente ao contextoimediato da leitura. Por outro lado, as condições sócio-históricas tambémenglobam o contexto no qual o texto foi produzido sendo tambémconsiderado como condição de produção da leitura.

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