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DIREITO CIVIL - Resumo Parte Geral

DIREITO CIVIL - Resumo Parte Geral

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Resumo da parte geral de Direito civil
Resumo da parte geral de Direito civil

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06/27/2013

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Professor Rui Carlos Duarte BacciottiDIREITO CIVILCONCEITO DE DIREITO CIVILO Direito Civil é ramo do direito privado. É o direito dos particulares. É o conjunto de princípios e normas concernentes às atividades dos particulares, desde que não façam parteda relação jurídica estabelecida pela norma jurídica, a figura do empresário ou doempregado. A esse propósito, observa Maria Helena Diniz: “o direito civil disciplinadireitos e deveres de todas as pessoas enquanto pessoas e não na condição especial decomerciante ou empregado”.DIVISÃO DO CÓDIGO CIVILO Direito Civil, ramo do direito privado, está representado pelo Código Civil, promulgadoem 1.916.O Código Civil possui duas grandes divisões: Parte Geral e Parte Especial, cada uma dessas partes também se encontra subdividida, consoante se pode observar no quadro que segue:a) Pessoa física1) Os sujeitos doDireito b) Pessoa jurídicaI) Parte Geral2) Objeto do Direito (bens jurídicos)3) Fatos JurídicosCódigo Civil1) Direito de Família
 
2) Direito das CoisasII) Parte Especial3) Direito das Obrigações4) Direito das SucessõesTemos, aí, o conteúdo do Direito Civil que trata das pessoas, dos bens e dos fatos jurídicos, principalmente dos atos jurídicos; na parte especial, regula tudo sobre o direito de família,com normas referentes ao casamento, ao parentesco e ‘a proteção de menores e incapazes;tudo sobre o direito das coisas alheias; tudo sobre o direito das obrigações, disciplinando principalmente os direitos das sucessões, tratando de normas referentes à transferência devens por força de herança e sobre o inventário e partilha.BREVE HISTÓRICO DO CÓDIGO CIVILAté a independência, vigorava no Brasil o Direito português, ou seja, as leis portuguesas.Com a nossa independência em 1.822, ficamos sem leis e, como um país não podefuncionar sem elas, a Lei de 30 de outubro de 1823 estabeleceu que se continuasse a aplicar a legislação portuguesa até a organização dos Códigos.O primeiro código foi a Constituição do Império de 1.814; depois foi aprovado ou aceito. No início de 1.899, na virada do século, o governo contratou Clóvis Beviláqua, o apontadona época como um dos maiores juristas brasileiro, para elaborar o projeto do Código Civil. No mesmo ano, Clóvis Beviláqua apresentava ao governo o seu projeto que, em 1916, foitransformado em lei e vigora até hoje.Embora elaborado no século passado, o atual Código Civil é considerado pela crítica emgeral como um monumento jurídico dos mais notáveis, atendendo perfeitamente à atualorganização social.Iniciaremos nossos estudos pela pessoa física, analisando em seguida as pessoas jurídicas,os bens jurídicos, os fatos jurídicos, seguindo, portanto, o roteiro do Código.
 
OS SUJEITOS DE DIREITOQuando uma pessoa natural passa a gozar de direitos e se submete a todas as obrigações previstas em lei, adquire a capacidade jurídica. Esta é sinônimo de personalidade civil esurge no momento do nascimento com vida. Um ser em formação no ventre da mulher, nãotem personalidade civil, não é portador da capacidade jurídica, ou seja, não é pessoa e, nãoé sujeito de direitos e obrigações na ordem civil. Não somente a pessoa humana tem direitos e obrigações. Há outras pessoas, denominadas por lei de pessoas jurídicas, que embora não sejam seres humanos, são também sujeitos dedireitos e obrigações.Dois são, portanto, os sujeitos de direito e obrigações: a pessoa natural ou física e a pessoa jurídica. São duas pessoas distintas. O artigo 20 do Código Civil mostra bem essa distinção:“As pessoas jurídicas têm existência distinta da dos seus membros”. É a mesma situaçãoentre o pai e o filho. São duas pessoas distintas, cada uma com seu nome e patrimônio próprios. Se o filho, por exemplo, é o devedor, não pode o seu credor desejar receber do pai, porque o que responde pela dívida do devedor são seus bens. Os bens do pai pertencema ele; não ao filho. Se cada pessoa tem patrimônio próprio, ipso facto, o patrimônio da pessoa jurídica não pertence aos sócios que a compõem.DA PESSOA FÍSICACONCEITO DE PESSOA NATURALPessoa natural é o ser humano dotado de personalidade civil, ou seja, é aquele que temaptidão reconhecida pela ordem jurídica, de exercer direitos e contrair obrigações. É o quedetermina o artigo 2º do Código Civil : “Todo homem é capaz de direitos e obrigações, naordem civil”. Esse é o ponto que merece ser destacado: ser sujeito de direito, de ter  personalidade civil, é atributo absolutamente necessário para que cada qual possamovimentar a máquina judiciária em defesa de seu direito subjetivo, valendo-se da norma jurídica, quando necessário. Os escravos, por exemplo, apesar de serem pessoas naturais,não possuíam esse direito (direito subjetivo), porque não eram considerados como tal, o quesignificava que eram tratados como res (coisa). Como atualmente não existem escravos,qualquer indivíduo, independente de sexo, idade, raça ou nacionalidade, tem a faculdade deexigir determinado comportamento, ação ou omissão, quer de uma só pessoa, quer dasociedade.

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