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Teste de Caminhada de Seis Minutos

Teste de Caminhada de Seis Minutos

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49
Fisioterapia em Movimento, Curitiba, v.19, n.4, p. 49-54, out./dez., 2006
Teste de caminhada de seis minutos – uma normatização brasileira
 TESTE DE CAMINHADA DE SEIS MINUTOS UMA NORMATIZAÇÃO BRASILEIRA 
Six Minute Walk Test – a Brazilian Standardization
 Raquel Rodrigues Britto
1
Lidiane Aparecida Pereira de Sousa
 Resumo
Testes de caminhada são comumente utilizados na prática clínica, desde a década de 60. Inicialmente, oprincipal teste descrito foi o Teste de Caminhada de 12 minutos, realizado com o objetivo de predizerconsumo máximo de oxigênio atingido durante avaliação de pessoas saudáveis. Na atualidade, o principalteste de caminhada utilizado na prática clínica é o de caminhada de seis minutos. Constitui instrumentoseguro, válido, confiável e requer um mínimo de equipamentos para sua realização, ou seja, é pouco onerosoe de fácil aplicação. Contudo, é necessário que seja realizado de forma padronizada, podendo dessa formaassegurar-se a fidedignidade do processo. Existem, na literatura, trabalhos buscando uma padronização paraa aplicação do instrumento. Até o momento, não foram encontrados trabalhos, propondo uma sistematizaçãopara aplicação do teste em língua portuguesa. Portanto, o objetivo do presente estudo é propor umanormatização (em nosso idioma) para aplicação do teste de caminhada de seis minutos.
Palavras-chave:
Teste de caminhada de seis minutos; Normatização; Teste de esforço.
 Abstract 
 Walk tests have been used in practical clinical since the 1960s. At first, the main test described en the literature was the Twelve-Minute walk test (12 MWT) carried out with the aim of predicting the maximal oxygenconsumption reached during the evaluating of healthy people. Nowadays the main walk test used in thepractical clinic is the six-minute walk test (6MWT). This tool represents a safe, valid and reliable test andrequires minimum equipment for its performance, meaning that, it is cheap and easily applied. However, itis necessary that is application becomes standardadized, assuring the reliability of the process. In the literature,one can find, works whose the objective is to standardize the application of the test. But, papers proposinga systematized application of the test, in Portuguese, have not been found yet. Therefore, the goal of thepresent study is to propose systematization, in Portuguese, for the application of the 6MWT.
Keywords:
Six-minute walk test; Standardization; Exercise test.
1
Fisioterapeuta, Doutora em Fisiologia. Laboratório de Pesquisa e Avaliação em Fisioterapia Respiratória – Universidade Federalde Minas Gerais. Departamento de Fisioterapia. Avenida Antônio Carlos, 6637. Câmpus Pampulha - Universidade Federal deMinas Gerais - Belo Horizonte - Minas Gerais - Tel: 55 31 3499-4783
2
Fisioterapeuta, Mestre em Ciências da Reabilitação. Centro Universitário Newton Paiva. Curso de Fisioterapia. Av. Silva Lobo,1730 - Nova Granada – CEP: 30.480-230. Belo Horizonte – Minas Gerais - Tel: 55 31 3516-2633.
 
 50
Fisioterapia em Movimento, Curitiba, v.19, n.4, p. 49-54, out./dez., 2006
 Raquel Rodrigues Britto; Lidiane Aparecida Pereira de Sousa
Teste de caminhada de seis minutos
Testes de caminhada são comumenteutilizados na prática clínica, desde a década de 60(1). Inicialmente, o principal teste descrito naliteratura foi o Teste de Caminhada de 12 minutos,realizado com o objetivo de predizer consumomáximo de oxigênio atingido durante avaliaçãode pessoas saudáveis (2).Em 1976, McGavin et al. definiram o Testede Caminhada de 12 Minutos como ferramenta deavaliação da capacidade funcional de portadoresde pneumopatias crônicas. Foram avaliados, nessetrabalho, 35 bronquíticos crônicos, com idade entre40 e 70 anos. Os autores relataram, dessa forma, aexperiência inicial do teste como método deavaliação de condições patológicas. Além disso,descreveram que o teste apresentou boareprodutibilidade e correlação com consumomáximo de oxigênio avaliado por ergometria(r=0.52, p<0.01), sugerindo constituir uminstrumento simples para avaliação deincapacidades diárias em portadores de bronquitecrônica (3). Contudo, o teste apresentava algumasdificuldades de realização na prática clínica, as quaisestavam vinculadas à sua duração, especialmentedurante avaliação de pacientes debilitados,podendo levá-los à exaustão (4). Por esse motivo,avaliarem-se testes de caminhada que utilizassemuma menor duração. Butland (4) correlacionou trêsdiferentes durações de testes de caminhada: dois,seis e doze minutos. O objetivo do estudo foi verificar a correlação entre os testes e tentar proportestes de menor duração, que pudessem ser maisadequados para avaliação de pacientes. Osresultados apresentados demonstraram altacorrelação entre a velocidade observada em seis edoze minutos. A partir daí, o Teste de Caminhadade Seis Minutos fortaleceu-se como método deavaliação do desempenho cardiorrespiratório emindivíduos com pneumopatias crônicas.Estudos posteriores avaliaram a utilizaçãodo Teste de Caminhada de Seis Minutos emindivíduos com cardiopatias crônicas, espe-cialmente pacientes com insuficiência cardíacacongestiva (5, 6, 7). Além disso, pode constituirinstrumento auxiliar na avaliação de intervençõesterapêuticas (8, 9, 10).Trata-se de um instrumento válido econfiável amplamente descrito na literatura (5, 11,12,13, 14, 15, 16).Langenfeld et al. (17) avaliaram areprodutibilidade do Teste de Caminhada de SeisMinutos mediante a realização de cinco repetiçõesdo teste, em dias consecutivos. Foram avaliados,nesse trabalho, dez usuários de marcapasso. Osresultados apresentaram boa reprodutibilidade doinstrumento, não havendo diferença significativaentre as repetições (velocidade apresentada).Também Sousa et al. (18), avaliando portadoresde marcapasso cardíaco definitivo pelo Teste deCaminhada de Seis Minutos, verificaram que o testepoderia predizer qual o consumo máximo deoxigênio atingido no teste ergométrico pelos voluntários. Dessa maneira, podendo constituirinstrumento auxiliar de avaliação eacompanhamento da capacidade funcional, alémde poder basear a prescrição de exercícios nessapopulação de pacientes.Hamilton e Haennel (19) avaliaram 94 voluntários acompanhados em um centro dereabilitação cardíaca (fases II e III), por meio deum estudo de correlação. O trabalho teve comoobjetivo verificar a confiabilidade e validade doTeste de Caminhada de Seis Minutos. Foramcorrelacionados dados do Teste de Caminhada deSeis Minutos, da qualidade de vida (SF-36) e deequivalentes metabólicos (METs) máximosalcançados em teste de esforço. Os resultadosmostraram correlação significativa do Teste deCaminhada de Seis Minutos com Teste de esforçomáximo (r=0.687, p<0.001), atestando dessa formasua validade. Além disso, mostrou-se uminstrumento confiável, apresentado ICC=0.97.Também a qualidade de vida avaliada pelo SF-36apresentou correlação significativa (domínio funçãofísica somente) com o Teste de Caminhada de SeisMinutos (r=0.624, p< 0.001).
 Indicações:
O teste de caminhada de seis minutospode ser utilizado com diferentes objetivos,principalmente durante avaliação de pacientescardiopatas e pneumopatas crônicos:Avaliação de intervenções médicas – antes e depois (15).Avaliação de capacidade funcional (15,20).Preditor de morbidade e mortalidade(20, 21).
 
 51
Contra-indicações absolutas:
Angina insvel.Infarto agudo do miocárdio recente(22).
Contra-indicações relativas:
Freqüência cardíaca de repouso maiorque 120 bpm.Pressão arterial sistólica maior que 180mmHg.Pressão arterial diastólica maior que100 mmHg. Além disso, antes da realização do teste,deve ser investigada a presença de arritmias gravesnos últimos seis meses (22).
 Aspectos de Segurança
O teste de caminhada de seis minutosconstitui um instrumento seguro de avaliação dosistema cardiorrespiratório. O índice decomplicações relacionado à aplicação do teste ébaixo e normalmente não se correlaciona comeventos graves (20, 23).Durante a realização do teste, não énecessária a presença médica, porém o profissionalresponsável pela aplicação do instrumento deveráser treinado em técnicas de ressuscitação, como,por exemplo, o Suporte Básico de Vida (BLS). Alémdisso, a segurança é maior quando o local derealização da avaliação é de fácil acesso a serviçosde emergência, e quando estão disponíveisoxigênio e medicamentos como broncodilatadorese anti-anginosos (22)O teste deverá ser interrompidoimediatamente, caso durante a realização dele opaciente apresente dor torácica, dispnéia intolerável,sudorese, palidez, tontura e/ou câimbras (22).
Técnica Equipamentos necessários:
• cronômetro;cones para delimitação do circuito;efigmomametro;estetoscópio;oxímetro de pulso adequado pararealização de atividade física (22).Existem vários protocolos disponíveis naliteratura. Para descrição dos procedimentos aseguir, foram utilizados como referência,principalmente, o Guidelines da ATS (22) e oprotocolo proposto por Steele (16).O teste deverá ser realizado pelo menosduas horas após as refeições. Os pacientes deverãoser instruídos a usar roupas e calçados confortáveis,além de manter medicação usual (16). Antes da realização do teste, os pacientesdeverão fazer um período de repouso de nomínimo 10 minutos (22). Durante esse período,deverão ser avaliadas as contra-indicações, dadosde pressão arterial, oximetria de pulso, nível dedispnéia (Escala de Borg), freqüência cardíaca erespiratória (16).O teste deverá ser realizado em corredorcom comprimento mínimo de 30 metros e que sejalivre de circulação de pessoas (22).De acordo com o protocolo proposto pela ATS, o avaliador não deverá caminhar junto com opaciente (22). Entretanto, algumas vezes, esseprocedimento torna-se necessário, como porexemplo, para carregar fonte de oxigênio ou darmaior segurança em caso de déficits de equilíbrio(principalmente idosos). Nesses casos, o avaliadordeverá caminhar sempre atrás do sujeito.Os pacientes deverão ser treinadospreviamente e realizarão dois testes com intervalomínimo de 15 minutos entre eles, para descanso(16). A realização de duas repetições do teste visaa eliminar o efeito aprendizado e assegurar areprodutibilidade do procedimento. Além disso,caso ocorra uma diferença superior a 10% dadistância caminhada entre a primeira e a segundarepetição, deverá ser feito um terceiro teste (16).Durante a realização dos testes, frases deencorajamento podem ser utilizadas em períodosde tempos. Segundo a ATS, o encorajamento deveráser utilizado a cada minuto, por meio de frasespadronizadas (22).Oxigenioterapia poderá ser instituída, casoa oximetria de pulso do paciente registre valoresinferiores a 85% (16). Ao término do teste, os dados vitaiscoletados inicialmente deverão ser novamente
Fisioterapia em Movimento, Curitiba, v.19, n.4, p. 49-54, out./dez., 2006
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