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Teorema de Rolle e aplicações: por André Gustavo

Teorema de Rolle e aplicações: por André Gustavo

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1
 
1
Professor Substituto da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e Professor da UNIJORGE (CentroUniversitário Jorge Amado)
 
O Teorema de Rolle
Teorema de Rolle
2
:
Seja
 {I7
 
R
contínua, tal que
 f(a) = f(b)
. Se
 f 
é derivável em(
a, b
) então existe um ponto
c
 
(
a, b
) onde
 f ’ 
(
c
) = 0.
Demonstração:
Pode acontecer que
 f 
tenha valor constante
 f(x) =
 
 f(a) = f(b)
 
em todo ointervalo [a, b]; nesse caso, sua derivada
 
 f ’ 
é identicamente nula e o teorema estádemonstrado.Se
 f 
não for constante, ela terá que assumir valores maiores ou menores que
 f(a) = f(b)
.
Se
 f(x) > f(a)
, para algum
 x 
em
(a, b)
, pelo Teorema do Valor Extremo,
 f 
assume umvalor máximo em algum ponto de [
a, b
]. Como
 f(a) = f(b)
ela deve assumir esse valor em um número
c
no intervalo aberto
(a, b)
. Então
 f 
tem um máximo local em
c
e
 f 
édiferenciável em
c
(pela hipótese de que
 f 
é diferenciável no intervalo
(a, b)
). Portanto,
 f ’ 
(
c
) = 0 pelo Teorema de Fermat.
Se
 f(x) < f(a)
, para algum
 x 
em
(a, b)
, pelo Teorema do Valor Extremo assume umvalor mínimo em algum ponto de [
a, b
]. Como
 f(a) = f(b)
ela deve assumir esse valor em um número
c
no intervalo aberto
(a, b)
. Então
 f 
tem um mínimo local em
c
e
 f 
édiferenciável em
c
(pela hipótese de que
 f 
é diferenciável no intervalo
(a, b)
). Portanto,
 f ’ 
(
c
) = 0 pelo Teorema de Fermat.
Obs.
O inverso do teorema de Rolle não é verdadeiro. Isto é, não podemos concluir quese uma função
 f 
for tal que
 f ’ 
(
c
) = 0, como
a < c < b
, então serão verdadeiras ascondições:Seja uma função
 f 
, tal que(i) ela seja contínua no intervalo [
a, b
];(ii) ela seja derivável no intervalo aberto
(a, b)
;(iii)
 f(a) =
0 e
 f(b) =
0.Então existe um número
c
no intervalo aberto
(a, b)
, tal que
 f ’ 
(
c
) = 0.A hipótese de
 f 
ser contínua em [
a, b
], mas derivável em
(a, b)
é feita porque asderivadas
 f ’(a)
e
f ’(b)
não intervêm na demonstração.
Aplicação do Teorema de Rolle:
Verifique se o Teorema de Rolle se aplica as funções24)(
2
=
 x x x x f 
e24)(
2
+=
 x x x x g 
.
2
 
Para respaldar a demonstração do Teorema de Rolle, vamos enunciar os Teoremas do Valor Extremo e oTeorema de Fermat:
Teorema do Valor Extremo:
Se
 f 
for contínua em um intervalo fechado [a, b], então
 f 
assume um valor máximo absoluto
 f 
(
c
)
 
e um valor mínimo absoluto
 f (d 
) em algum número
c
e
em [a, b].
Teorema de Fermat
: Se
 f 
tiver um máximo ou mínimo local em
c
, e
 
 f ’ 
(
c
) existir, então
 f ’ 
(
c
)
 
= 0.
 
Solução
: Consideremos24)(
2
=
 x x x x f 
. Observemos que para
 x
= 0 ou
 x
= 4,
 f(x)
= 0.Observemos também que
 f(x)
é descontínua em
 x
= 2, que é um ponto do intervalo
40
 x
, logo, não se pode aplicar o Teorema de Rolle.Consideremos agora24)(
2
+=
 x x x x g 
, nesse caso a função é descontínua em
 x
= - 2 que não pertence ao intervalo
40
 x
. Derivando
 g(x)
, temos:
222222222222
)2(842)(')2(842)2(48442 )2()4(1)2).(42( )2()4)'.(2()2)'.(4( )('
++=++=+++ ==++ =+++ =
 x x x x g  x x x x x x x x x  x x x x x  x x x x x x x  x g 
 Podemos concluir que
22
)2(842)('
++=
 x x x x g 
está definida em todos os pontos dointervalo, exceto
 x
= - 2. Portanto, pode-se aplicar o Teorema de Rolle.2. Seja
 {.-7 HÉÉ
Temos
 g 
contínua em [-1, +1], g(-1) = g(1), masnão existe
  .-
tal que

. O motivo é que
 g 
não tem derivada no ponto0.Considerando o Teorema de Rolle como lema preliminar a outro teorema muito famosoda matemática, vamos inserir nesse contexto, um grande matemático ítalo-francêschamado Joseph – Louis Lagrange, que provou no século XVIII um teorema que ficouconhecido como Teorema do Valor Médio de Lagrange.O Teorema do Valor Médio possui um conteúdo geométrico muito sugestivo, quemerece ser analisado antes mesmo de enunciá-lo.Para isso vamos considerar a função
 f 
e dois pontos sobre o seu gráfico:
A =
(a, f(a))
e B =
(b, f(b))
 Figura 1
O declive da secante
 AB
é dado por 
aba f b f 
)()(
. Observemos que a figura sugere queentre
 A
e
 B
deve haver algum ponto
C = (
c, f(c)
)
sobre o gráfico, onde a reta tangente àcurva seja paralela a secante
 AB
. Mas então os declives dessas duas retas serão iguais.

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