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Luto e Melancolia - um Estudo de Caso à Luz da Psicanálise

Luto e Melancolia - um Estudo de Caso à Luz da Psicanálise

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Published by Elias Celso Galveas
Melancolia: (do grego: melgchólia; do latin: melancholia): 1. Estado de mórbido de tristeza e depressão; 2. Estado de languidez e tristeza indefinida: a melancolia dos românticos; (...); 3. Desgosto, pesar, tristeza (popular); 4. Afecção mental caracterizada por depressão em grau variável, sensação de incapacidade, perda de interesse pela vida, podendo evoluir para ansiedade, insônia, tendência ao suicídio e, eventualmente, delírios de auto-acusação (definição da psiquiatria).
Melancolia: (do grego: melgchólia; do latin: melancholia): 1. Estado de mórbido de tristeza e depressão; 2. Estado de languidez e tristeza indefinida: a melancolia dos românticos; (...); 3. Desgosto, pesar, tristeza (popular); 4. Afecção mental caracterizada por depressão em grau variável, sensação de incapacidade, perda de interesse pela vida, podendo evoluir para ansiedade, insônia, tendência ao suicídio e, eventualmente, delírios de auto-acusação (definição da psiquiatria).

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INTRODUÇÃO
O presente estudo de caso foi elaborado com bases em material retirado da Internet, maisespecificamente de uma
comunidade do Orkut chamada “Psicologia + Psiquiatria”
(o endereço do linkque confere acesso direto ao depoimento - para aqueles que possuem perfil no Orkut - encontra-se logoabaixo). Este estudo de caso objetiva analisar o relato do problema de um jovem (anônimo), utilizando comoprincipal instrumental alguns dos conceitos fundamentais da Psicanálise Clássica (ou seja, a freudiana).Vamos ao relato do problema: 
Observação importante: lembramos que o relato só pode ser visto na íntegra por aqueles que já possuem perfilno Orkut, pois, ao clicar o link disponibilizado abaixo, serão automaticamente pedidos os respectivos e-mail esenha com os quais você costuma entrar no ambiente do Orkut.
 
O endereço para acesso direto ao relato que se segue é:http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=234415&tid=22963051
 
RELATO ANÔNIMO DE UM JOVEM INTERNAUTA ORKUTIANO
"Preciso desabafar, tenham paciência... 4/9/2005 21:58Eu não agüento minha vida mais. Meu pai faz eu me sentir umlixo, o tempo todo que convivo com ele eu me sinto um incompetente, burro, idiota, e ele ainda fica querendo dar uma de bonzinho e àsvezes de vítima, especialmente na frente dos outros.Se eu conto uma notícia boa ou se faço alguma coisa bem feita eledá na cara que fica incomodado com isso e começa a querer mecolocar no lugar, me tratando feito um idiota, querendo dizer que eunão entendo as coisas ou colocando em dúvida a minha compreensãodas coisas. Nas últimas vezes que meu irmão veio aqui em casa elecomeçou a dar indiretas em cima de coisas que eu falei, normalmentedesvirtuando o que eu falo, para querer me humilhar, me fazendo parecer um cretino, colocando defeitos em trabalhos que eu faço, mastudo indiretamente, e depois ele vem dar uma de bonzinho. Eu nãoagüento mais isso.Ele acha que eu me considero grande coisa, e fica querendo mecolocar no lugar; quando na verdade ele não tem razão nenhuma para achar isso. Ele sabe muito bem que eu sou extremamenteinseguro, tenho baixa auto-estima, sou depressivo, e tenho tiquesnervosos que passam muitas vezes a impressão errada, pois sãoexpressões faciais que eu não controlo. Ele sabe disso, eu já falei emdetalhes, quase implorei por compreensão, já disse que eu preciso deajuda psiquiátrica para resolver, mas não adianta. Eu tenho tentadoultimamente não falar ou comentar muito porque eu não sei como elevai interpretar as coisas que eu falo, freqüentemente ele acha que euestou querendo me aparecer e começa a dar indiretas para mehumilhar, ou então fica achando que eu estou querendo justificar 
 
alguma coisa pessoal (o que não é verdade, eu não sou de ficar inventando justificativas), às vezes eu sei o que, às vezes não. Eu nãoquero entrar no jogo dele, e ficar dando indiretas para ele, se é queele não acha na verdade que eu faço isso quando contrario algumacoisa. Se eu fizer isso, aí forma-se um círculo vicioso insustentável. 4/9/2005 21:59Se eu falo qualquer coisa a respeito dessa situação, ele diz que euestou ficando louco. Eu não agüento mais, não agüento mais. Pra ficar assim, prefiro mil vezes ficar sozinho. Passar a vida inteira dolado de uma pessoa que faz você se sentir um lixo, mas de maneiradissimulada, ainda querendo se fazer de boazinha e às vezes até devítima, faz muito, muito mal. Eu passo boa parte do tempo remoendoisso (por esse meu texto dá para ter uma idéia), às vezes não durmodireito por causa disso, tenho dores no estômago por causa disso, estou tendo problemas de memória, tenho uma dificuldade de meexpressar que vai e volta, às vezes fico meio gago e outras vezes sintoque vou explodir. Mas não perco o controle, não tomo atitudesestúpidas tipo quebrar coisas ou sair gritando ou ter vontade de matar meu pai. Isso me faz pensar que eu não tenha tendência aenlouquecer. Se tivesse, já teria enlouquecido. Ou será que já nãoestou louco, um tipo de louco inofensivo? Estou paranóico, isso tenhocerteza, mas não atingi o grau de loucura em que se perde acoerência, o que eu defino como loucura real, e espero que isso nãoocorra.Com certeza, pelo menos em grande parte por causa disso que eu fiquei um ser totalmente anti-social, não consigo me concentrar direito (passo a maior parte do tempo remoendo desaforos), tenhodéficit de atenção, tiques, sou paranóico, e tudo isso certamenteatrapalhou minha vida. Tenho habilidades para música, certa facilidade em exatas, aprendo fácil, tenho criatividade e fiz trabalhosna área de multimídia para a empresa onde trabalho (e nem sou funcionário dessa área). Mas a minha falta de sociabilidade acabadificultando oportunidades profissionais, e minha baixa auto-estimadificulta a concentração, eu não consigo manter projetos por muitotempo simplesmente porque eu não consigo ter estímulo para isso. 4/9/2005 22:36 Parece que tudo o que eu faço não presta e não adianta nada. No final das contas o meu pai vai dar a entender que eu sou burroatravés de atitudes, frases e comportamentos indiretos para mecolocar no lugar, mostrar que eu sou burro de qualquer jeito, acabando com minha auto-estima. Isso não é de agora, é de sempre, eu não agüento mais. Quando eu falo de ir embora (na boa, sembrigar) ele fica meio alterado, parece que não entende. Já chegou adar indireta de que eu é que fico querendo fazer ele se sentir mal. Seisso é verdade, eu então acho que é um motivo a mais para separar.
 
Até há alguns anos atrás eu (sentindo-me totalmente por baixo) ficava tentando mostrar para ele que eu não era um inútil, que servia para alguma coisa. Agora, sinto-me ainda mais por baixo mas nãome importo mais em convencê-lo de nada, quero só é me livrar domal-estar que ele me causa. Não agüento mais. (Isso não significaque eu tenha qualquer desejo negativo contra o meu pai. Aocontrário, apesar de eu não querer mais conviver com ele pelaopressão que ele me causa e do que tudo isso que eu disse possasugerir, eu amo meu pai, amo mesmo, e fico perturbado em pensar que ele possa sofrer. Emocionalmente eu estou numa sinuca de bico).Esse foi meu desabafo. Os sintomas que citei precisam demedicamento. Já tomei anti-depressivos que me fizeram bem, mastinham efeitos colaterais fortes e creio que precise de algo maisespecífico. E claro, acabar com a fonte do problema. Vou freqüentar um psiquiatra e pretendo mudar para uma kitchenette, o que euconsidero o melhor a se fazer. Mas eu sou muito sozinho, estousofrendo muito e preciso muito e urgentemente de alguém que meouça.Se alguém quiser comentar fique à vontade.É isso".
 
UM ESTUDO DE CASO, SEGUNDO A PSICANÁLISE CLÁSSICA
Artigo escrito pelo Professor
Elias Celso Galvêas
Para analisar este caso dentro de um enquadramento psicanalítico, utilizamos,basicamente, um texto de Sigmund Freud, intitulado
“Luto e Melancolia”
, escritono ano de 1917, onde o autor descreve uma correlação detalhada - por ele observada- entre estados de Melancolia e o doloroso trabalho realizado pelo sentimento queela origina: o Luto.Tentando inicialmente traçar uma distinção entre melancolia e luto, Freudobserva, em seu trabalho,
“Luto e Melancolia”
, o seguinte:
“(...) O luto, de modo geral, é a reação à perda de um ente querido, à perda de alguma abstração que ocupou o lugar de um entequerido, como o país, a liberdade ou o ideal de alguém, e assim pordiante. Em algumas pessoas, as mesmas influências produzemmelancolia em vez de luto; por conseguinte, suspeitamos que essaspessoas já possuem uma disposição patológica. Também vale a penanotar que, embora o luto envolva graves afastamentos daquilo queconstitui a atitude normal para com a vida, jamais nos ocorre

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