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50 Questões Práticas Direito Penal

50 Questões Práticas Direito Penal

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07/05/2013

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QUESTÕES PRÁTICAS – DIREITO PENAL
PONTO 1
"A" já cumpriu pena na Penitenciária do Estado de São Paulo pela prática de diversos delitospatrimoniais, sendo certo que obteve a liberdade definitiva no dia 28 de agosto de 1996. Emliberdade, "A" locou de "B", para fins comerciais, o imóvel sito à rua "C", nº 100, Centro, SãoPaulo, Capital, vencendo o contrato aos 15 de setembro de 1998. No dia 01 de fevereiro de 1997,por volta das 23:00 horas, "B" passou defronte o imóvel de sua propriedade e notou um caminhãosendo carregado com telhas, portas e janelas do imóvel, e foi informado de que aqueles objetosestavam sendo retirados por ordem expressa de "A". Imediatamente "B" acionou a polícia e apósa tramitação do inquérito policial, "A" foi denunciado por furto agravado. O juiz da 28ª VaraCriminal da Capital julgou procedente a ação penal, condenando "A", por violação do artigo 155, §1º, do Código Penal, a pena de 2 (dois) anos e 4 (quatro) meses de reclusão, em regime fechado,sem direito a apelar em liberdade. O mandado de prisão já foi cumprido e "A" está preso na Casade Detenção de São Paulo. O magistrado não acolheu a alegação de "A" no sentido de que nacondição de inquilino estava apenas reparando o imóvel de que tinha a posse em razão decontrato em vigor. Entendeu o magistrado que, pelos antecedentes ostentados, "A" não poderiaestar fazendo outra coisa senão praticando o furto descrito na denúncia. O Advogado de "A" foiintimado da respeitável sentença na data de ontem.
1 - QUESTÃO: Como advogado(a) de "A", adote a medida judicial cabível, apresentando emseparado a justificativa.GABARITO:
Recurso de Apelação - art. 593, do CPPInterposição: ao Juiz da 28º VaraRazões: ao Tribunal de Alçada Criminal de São PauloTese Principal: Não há que se falar de furto, de vez que "A" é inquilino e tem a posse do imóvel(falta o denominado "animus furandi"). Ademais, os antecedentes são insuficientes paramagistrado formar seu convencimento quanto a autoria.Requerer: reforma da sentença (absolvição) - art. 386, III.
PONTO 2
"A" foi denunciado pela prática do crime de sedução. Na defesa prévia seu defensor arrolou cincotestemunhas. Porém, foram ouvidas somente duas delas, por força das restantes terem mudadodos endereços constantes do mandado, conforme certidão do senhor meirinho. "A", por meio deseu advogado, pleiteou a substituição daquelas por outras, na fase do artigo 405 do Código deProcesso Penal, tendo sido tal pedido indeferido. O réu veio sofrer condenação e o decisório játransitou em julgado.
2 - QUESTÃO: Elabore perante o órgão judiciário competente medida cabível em favor de"A".GABARITO:
Habeas Corpus para ser apreciado pelos julgadores do Tribunal de Justa,objetivando a anulação do processo, por nulidade processual, consistente no cerceamento dedefesa. Aceitar-se-á, também, ajuizamento de revisão criminal (art. 626, última parte, do CPP).
PONTO 3
"A", maior, solteiro, conheceu em uma discoteca, a menor "B", de 16 anos. Após dançarem a noitetoda, "A" convidou a jovem para ir ao seu apartamento, onde mantiveram conjunção carnal, sendo"B" deflorada. Por esse motivo, "A" foi processado e condenado, como incurso nas sançõesprevistas no artigo 217 do Código Penal. A sentença ainda não transitou em julgado.
1
 
3 - QUESTÃO: Elabore perante o órgão judiciário competente medida cabível em favor de"A".GABARITO:
Recuso de Apelação, mediante petição e as respectivas razões, para apreciação por Câmara competente do Tribunal de Justiça de São Paulo.
QUESTÕES PRÁTICAS4 - Cite três crimes considerados hediondos.
Considerar o disposto na Lei 8.072/90
5 - Estabeleça a diferença entre a concussão e a corrupção passiva.RESPOSTA:
A diferença está no núcleo do tipo. Na concussão o agente "exige" a vantagemindevida, enquanto que na corrupção passiva o agente "solicita" ou "recebe" a vantagem indevida.
6 - Defina as notas características do instituto da perempção.RESPOSTA:
É causa extintiva da punibilidade, que se verifica quando o querelante por inérciadeixa de providenciar o andamento da ação penal privada, acarretando a perda do direito de nelaprosseguir.
7 - Indique os elementos do fato típico.RESPOSTA:
Conduta/ resultado/ relação de causalidade/ tipicidade
PONTO 1
Teodósio, nascido em 20 de setembro de 1980, subtraiu para si, de um supermercado, um queijoimportado, duas latas de refrigerante e um tablete de chocolate, avaliados em R$ 25,00 (vinte ecinco reais). Denunciado pelo Ministério Público e após regular instrução criminal foi, a final,condenado à pena de 01 (um) ano de reclusão, sendo-lhe concedido o benefício do sursis por 02(dois) anos. Inconformado, o acusado recorreu. Julgado o recurso pelo Tribunal competente, asentença foi mantida por maioria de votos, sendo que o Magistrado vencido, embora mantivesse acondenação, reduzia a reprimenda para 08 (oito) meses de detenção em razão do privilégiodisposto no próprio tipo penal, convertendo a pena corporal em restritiva de direitos, em face doartigo 44 do C. P. O acórdão foi publicado há três dias.
8 - QUESTÃO: Como advogado(a) de Teodósio, tome a providência judicial cabível.GABARITO:
a) Recurso cabível:
EMBARGOS INFRINGENTES
restritos à matéria divergente:b) Órgão competente: Tribunal de Alçada Criminal;c) Fundamento: Parágrafo único do artigo 609, C.P.P.;d) Requisito de admissibilidade: decisão não unânime do Tribunal;e) Prazo para interposição: 10 (dez) dias.O recurso deverá, de forma fundamentada, sustentar a tese contida no voto vencido.
PONTO 2
Em festiva reunião realizada por empresários na Comarca de Bauru, Ulpiano, engenheiro civilcom residência e domicílio em São Paulo, Capital, teria ofendido a dignidade e a honra deModestino eis que, jocosamente, relatava aos presentes, as relações homossexuais por estepraticadas. Por tais fatos, Modestino, por advogado, ajuizou no Foro Central de São Paulo,queixa-crime contra Ulpiano, por infração aos artigos 139, 140 e 141, inciso III, todos do CódigoPenal. A ação foi distribuída à 1ª Vara Criminal, porém o Magistrado rejeitou a inicial, deduzindona decisão, ser incompetente para processar e julgar o feito ocorrido na Comarca de Bauru,fundamentando-se nos artigos 6
o
do Código Penal e 70
caput 
do Código de Processo Penal. Odecisum judicial foi publicado há dois dias.
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9 - QUESTÃO: Como advogado(a) de Modestino, acione a providência judicial pertinente.GABARITO:
a) Recurso Cabível:
RECURSO EM SENTIDO ESTRITO
;b) Órgão competente: Tribunal de Alçada Criminal;c) Fundamento: artigo 581, inciso I, do C.P.P.;d) Prazo para interposição: 05 (cinco) dias, art. 586 do C.P.P.Deverá ser interposto Recurso em Sentido Estrito ao Juiz da 1ª Vara Criminal requerendo areconsideração da R. decisão. Em caso de manutenção da mesma, requerer, desde logo, que osautos subam ao Tribunal competente. As razões do recurso deverão ser dirigidas ao Tribunal deAlçada Criminal, competente por tratar-se de crimes apenados com detenção. A argumentaçãodeverá invocar o artigo 73 do Código de Processo Penal que faculta ao querelante, em caso deação penal de iniciativa privada, escolher o foro de domicílio ou residência do réu, ainda queconhecido o local da infração.
PONTO 3
O Promotor de Justiça, quando da apresentação de alegações finais, em ação penal públicaincondicionada, conclui pela inocência do réu, e postula a sua absolvição. O Magistrado, aoanalisar os autos, profere sentença absolutória, acolhendo o pleito ministerial. Na ocasião daintimação da sentença, em virtude de férias do subscritor das alegações finais, outro membro doMinistério Público entende diferentemente do seu colega e do Juiz, considerando que a sentençadeve ser reformada. Assim, interpõe recurso, alegando ter independência funcional consagradana Carta Magna, afirmando que, por ser ação penal pública incondicionada, o Promotor que oantecedeu, jamais poderia ter pleiteado a absolvição, mas tão-somente a condenação. Pugna,outrossim, pela condenação do acusado nos termos do art. 171 do Código Penal (estelionatoconsumado), aduzindo a presença de todos os elementos do tipo penal na conduta descrita nadenúncia, e o réu teria agido com culpa presumida, ainda que não tivesse obtido a vantagemilícita em prejuízo alheio.
10 - QUESTÃO: Como advogado(a) do réu, formule a peça processual que julgar oportuna.GABARITO:
 a) Contra-Razões de Apelação.b) Órgão competente: Tribunal de Alçada Criminal.c) Preliminar: Apesar de gozar o Promotor de Justiça de independência funcional, o MinistérioPúblico é uno e indivisível. Assim, o pleito ministerial não pode ser alterado em sede recursal.Além disso, só pode recorrer quem foi vencido no pedido (sucumbência), o que não ocorreu nocaso em tela.d) Mérito: Pode o Promotor de Justiça pleitear a absolvição do réu se concluir por sua inocência,eis que não está vinculado à denúncia. Não é obrigatório o pleito condenatório. Pode requerer acondenação, a absolvição ou o acolhimento parcial da denúncia.Não pode ser estelionato consumado se inexistiram todos os elementos do tipo penal (não houvea vantagem ilícita, nem o prejuízo alheio). Se crime existiu, foi ele tentando e nunca consumado.Ainda, não há estelionato culposo; o estelionato só é púnivel a título de dolo, que consiste navontade de enganar a vítima, dela obtendo vantagem ilícita, em prejuízo alheio, empregandoartifício, ardil ou qualquer outro meio fraudulento.
QUESTÕES PRÁTICAS11 - Quais os crimes sujeitos a competência do Tribunal do Júri?RESPOSTA
: São os crimes previstos nos artigos 121 §§ 1º e 2º - 122 § único – 123 – 124 – 125 –126 e 127 do Código Penal, consumados ou tentados e os conexos. Em resumo, os dolososcontra a vida.
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