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História oral com espíritos: a construção de narrativas visionárias e hermesianas na pós-modernidade

História oral com espíritos: a construção de narrativas visionárias e hermesianas na pós-modernidade

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Paper baseado na pesquisa "História Oral, Imaginário e transcendentalismo" para ser apresentado na forma de palestra em 2010, integrante do ciclo de estudos Cultura de Paz, Mediunidade e Direitos Humanos, promovido pelo projeto Homospiritualis.
Paper baseado na pesquisa "História Oral, Imaginário e transcendentalismo" para ser apresentado na forma de palestra em 2010, integrante do ciclo de estudos Cultura de Paz, Mediunidade e Direitos Humanos, promovido pelo projeto Homospiritualis.

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11/02/2012

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Ciclo de Estudos
Cultura de paz, mediunidade e direitos humanosPALESTRAHistória Oral com espíritos?
 
A construção de narrativas visionárias e hermesianas na pós-modernidade
 Adilson MarquesDoutor em Antropologia das Organizações e Educação pela USPasamar_sc@hotmail.com 
Projeto Homospiritualis – cultura de paz e diversidade religiosa
Rua 9 de julho 1380, sala 15 – centro - São Carlos/SPe-mail: homospiritualis_br@hotmail.com
 
 
resumo:
O interesse em utilizar os recursos da História Oral para entrevistar “espíritos” surgiuem meados de 2001 quando conheci a chamada “comunicação mediúnica” ou “intercâmbio comos seres incorpóreos”, e se concretizou em 2005 quando descobri algo extraordinário do ponto devista antropológico e sócio-cultural: um “preto-velho”, ou seja, um “espírito” que, supostamente,costuma se manifestar e atender consulentes nos chamados “terreiros de umbanda”, fazendo palestras públicas pela
 Internet 
e respondendo questões dos internautas sobre as epístolas doapóstolo Paulo, as lições de Krishna para Arjuna, os Sutras budistas, a Oração de São Franciscoetc. No mesmo ano entrei em contato com o
médium
para saber da possibilidade de entrevistar “pai Joaquim de Aruanda”. Com sua resposta afirmativa, organizei entre os anos de 2005 e 2007,oito entrevistas com o “espírito”, na cidade de São Carlos/SP. Todas foram gravadas em vídeo,totalizando cerca de 28 horas de gravação, sendo boa parte do material sobre a Umbanda, religiãomedianímica em que os “pretos-velhos” se manifestam.Palavras-chave: História Oral, espíritos, Pai Joaquim de Aruanda, pretos-velhos, mediunidade.
 
Introdução
Atualmente, quando se reivindica que as novas tecnologias sejam usadas para o desfrutede todos e não só de uma minoria e o respeito à diversidade é uma exigência de qualquer projetodemocrático, parece elucidativo para simbolizar esse momento, encontrar um “preto-velho”, ouseja, um “espírito” que costuma ser estigmatizado e proibido de se manifestar nas chamadas“mesas kardecistas”
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realizando palestras semanais pela
internet 
, reunindo pessoas que vivem emvárias partes da Terra (no Brasil, nos EUA, em Portugal e até no Japão) para possibilitar,gratuitamente, uma singular forma pós-moderna de animagogia, ou seja, de educaçãoespiritualista para aqueles que acompanham
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e seguem os seus ensinamentos.A manifestação espiritual de Pai Joaquim de Aruanda, que é muito criticada por váriosadeptos do espiritismo, nos ajudou a compreender um fato significativo: o fosso que existe entreos textos kardequianos, ou seja, escritos por Allan Kardec, e os textos de seus seguidores, os“kardecistas”. Em nenhum de seus livros Kardec afirma ter criado uma nova religião e sua preocupação concentra-se em estudar sistematicamente as diferentes formas de intercâmbio comos “espíritos”, o que denomina como “manifestações espíritas”. Nesse sentido, ao ler seus estudosespiritualistas notamos que muito mais do que criar uma nova doutrina religiosa, Kardecestabeleceu um método para entrevistar “espíritos”, definindo um roteiro para conduzir asreuniões mediúnicas voltadas para estudos com os chamados “seres incorpóreos”.Em suma, defendemos a tese de que ele criou o que poderíamos chamar de História Oralcom os “espíritos” ou a Espiritologia. FERREIRA (1994), MONTENEGRO (1992), BOMMEIHY (1996) e tantos outros historiadores, antropólogos e comunicadores sociais vêm sedebruçando sobre essa técnica de pesquisa qualitativa, mas, em nenhum momento, seaperceberam que, se é verdade que os “espíritos” existem, obviamente que poderiam ser entrevistados, como fez Kardec no século XIX.Entre os anos de 2005 e 2007 realizei oito entrevistas com o “espírito”, através damediunidade de Firmino José Leite. Todas elas foram gravadas em vídeo e boa parte desse
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No meio kardecista brasileiro acredita-se que “índios” e “pretos-velhos” são espíritos “inferiores”, “primitivos” e“selvagens” e que devem ser proibidos de se manifestarem nos chamados “centros espíritas” ou, então,“doutrinados”.
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Anualmente, no mês de dezembro, seguidores dos ensinamentos do “espírito” em questão se reúnem em umacidade brasileira para discutir e difundir a psicosofia transmitida por ele. Em 2009, o encontro foi na cidade deUberlândia/MG.

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