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o clube dos ursos

o clube dos ursos

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Aquela deveria ser uma monótona viagem de volta para casa. Mas o destino mudou os planos de Fons, obrigando-o a pernoitar, contra vontade, em um bar de beira de estrada. O que parecia um simples contratempo, acabou se revelando uma insana aventura onde o sexo imperava, onipresente, no interior de um salão de madeira.

Homens rústicos, todos caminhoneiros, comemoravam de tempos em tempos um encontro repleto de fortes emoções. Seguindo um líder experiente, esses homens praticavam um ritual sagrado, onde a união de corpos másculos e sedentos de sexo selvagem era a regra máxima de um jogo de força e poder.

Fons era o prêmio inusitado daquela noite. A oferenda perfeita aos delírios de um prazer coletivo. Acompanhe os acontecimentos de uma noite inesquecível, onde Fons se entrega de corpo e alma a uma orgia sem precedentes com dezenas de homens insaciáveis.
Aquela deveria ser uma monótona viagem de volta para casa. Mas o destino mudou os planos de Fons, obrigando-o a pernoitar, contra vontade, em um bar de beira de estrada. O que parecia um simples contratempo, acabou se revelando uma insana aventura onde o sexo imperava, onipresente, no interior de um salão de madeira.

Homens rústicos, todos caminhoneiros, comemoravam de tempos em tempos um encontro repleto de fortes emoções. Seguindo um líder experiente, esses homens praticavam um ritual sagrado, onde a união de corpos másculos e sedentos de sexo selvagem era a regra máxima de um jogo de força e poder.

Fons era o prêmio inusitado daquela noite. A oferenda perfeita aos delírios de um prazer coletivo. Acompanhe os acontecimentos de uma noite inesquecível, onde Fons se entrega de corpo e alma a uma orgia sem precedentes com dezenas de homens insaciáveis.

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um conto da série “poltrona 47”
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Sou muito cuidadoso com meu equipamento de trabalho. Naquela tarde amarela de umaterça-feira monótona, eu me perdia na melodia etérea de Elisabeth Fraser, que tocava noaparelho de som pela enésima vez enquanto eu lustrava com um pano seco o corpo de minhafiel Canon.O telefone tocou por volta das quatro. Sem pressa, após o quinto toque, debrucei-me nosofá para alcançar o aparelho. Meia hora depois eu já preparava minha mochila. Um novotrabalho estava à minha espera. Coisas de última hora, como sempre. Eu precisava partirnaquela noite.Dezoito minutos antes do embarque, cheguei calmo e sereno ao terminal rodoviário da ilhade Lovland. Recebi minha passagem, conferi o troco, retribui um sorriso cansado para o rapazdo guichê número cinco, que me encarou com terceiras intenções, mais uma vez.Entrei no Pássaro de Prata e caminhei a passos lentos até a poltrona 47, meu lugar cativo.Depositei a velha mochila de lona no bagageiro superior, acomodando em seguida o meu corpolesmódico no couro vermelho, macio. Joguei o tempo fora, apreciando o embarque dos demaispassageiros.Assim que partimos, ganhando as ruas de asfalto perfeito da minha querida Lovland, come-cei a elaborar a criação mental do que me aguardava ao sul de Stephground, a terra dosescritores. Eu iria documentar uma exposição de arte contemporânea e o lançamento de umlivro de poesias, frutos da criatividade de Dimitri e Carlson, um casal gay muito conhecido,influente e respeitado naquela cidade.Estranhei o fato do evento ter sido marcado para as sete e meia da manhã do dia seguinte.Mas uma de minhas filosofias de trabalho é jamais questionar as excentricidades dos meusclientes. Chego no local, faço o que devo fazer com maestria e perfeição; entrego o materialpara o cliente dias depois e saio com meu polpudo cheque dentro da carteira. Simples assim.A noite seguia o seu curso natural. Estrelas piscavam aleatoriamente no manto negro. Nãovi o pedaço da lua crescente, mas sentia a sua presença. Adormeci.Duas paradas estavam programadas para aquela ligeira viagem. Eu deveria chegar aStephground em pouco mais de três horas. Deixamos a ilha pontualmente as oito da noite. Euesperava que Henrich estivesse me aguardando ao chegar na cidade, conforme havíamoscombinado pelo telefone.Acordei com um foco de luz amarela queimando os meus sentidos ao chegarmos na primeiraparada. A cabeça latejava pelo mau jeito que meu corpo adormecera amarfanhado na poltrona.Abri os olhos lentamente. Ouvi algumas pessoas como que discutindo no interior do ônibus.
 
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Levantei-me com certa dificuldade e caminhei para o mundo exterior, ignorando os outrospassageiros, um comportamento típico de minha parte.Notei algo estranho ao desembarcar. Eu já havia feito dezenas de vezes aquele mesmoitinerário e aquele não era o local costumeiro de nossa parada. No lugar do elegante e confor-tável Giant, aquilo mais parecia um posto de gasolina tamanho gigante, com bombas da Shellespalhadas em duas fileiras excessivamente iluminadas de luz fluorescente e uma casinhatosca pintada de algo que um dia fora branco, que imaginei ser a lanchonete do local.Vi caminhões de variados tipos e tamanhos estacionados diante da casa-lanchonete. Acre-dito que o mesmo pensamento de espanto passou pela cabeça dos outros passageiros, poismuitos estavam cercando o motorista, exigindo explicações. Ao chegar mais próximo do tumul-to formado, ouvi as desculpas do coitado do homem:“Haverá uma troca de veículos”, disse com voz firme o bigode baixinho. “Por favor, queiramretirar suas bagagens e pertences do interior do ônibus. Dentro de vinte minutos chegará ooutro carro”.Não gosto de tumultos. Notei que no meio daquele protesto improvisado havia o famosoencrenqueiro: um homem com pinta de pseudo-advogado, debaixo de um terno surrado, otecido gasto nos cotovelos, que exigia explicações mais detalhadas do infortúnio causado porum problema mecânico com o nosso transporte.O motorista o deixou tagarelando enquanto falava via rádio com sua empresa. Entrei noPássaro de Prata, pequei minha companheira de viagens, certificando-me que tudo estava emordem e saí o mais rápido possível, afastando-me inclusive daquela confusão desnecessária.Como havia um tempo disponível e minha garganta começava a implorar por sua dose diáriade coca-cola gelada, resolvi tomar coragem e entrar naquilo que deveria servir de refúgio paracaminhoneiros mal encarados.Ao entrar no recinto pouco iluminado, recebi as boas vindas de uma nuvem de Marlboroque cobriu o meu corpo e enevoava os meus sentidos. Quase veio ao mundo o resto dolanche da tarde que ainda fermentava em meu estômago diante daquele cheiro horrível.Tapei a boca num movimento involuntário e segui até o balcão para tentar a compra do meulíquido precioso.Um ser carrancudo, vestindo uma camisa verde-amarela da seleção brasileira de futebol meencarou e percebi pelo seu olhar amarelo que era alguém de poucas palavras. Não conseguidefinir-lhe o sexo: peitos enormes, buço proeminente, braços que certamente esmagariammeu corpo num abraço nada cordial e sobrancelhas unidas que mais pareciam uma taturanaentupida de anabolizantes, protegendo olhos assustadores.

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