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carta para um amor perdido

carta para um amor perdido

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Published by moa sipriano
A última esperança de um homem apaixonado que luta para reencontrar um grande amor do passado é enviar uma carta ao antigo endereço do amante. História baseada em fato real.
A última esperança de um homem apaixonado que luta para reencontrar um grande amor do passado é enviar uma carta ao antigo endereço do amante. História baseada em fato real.

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carta para um amor perdido
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carta para umamor perdido
um conto da série “evangelho segundo sipriano”
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carta para um amor perdido
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Lovland, 9 de setembro de 2006 – dois minutos para as quatro da tarde...
Timóteo, meu grande amigo,Em primeiro lugar, alimento a esperança de que esta carta chegue definitivamente em suasmãos. Aqui do outro lado está tudo em paz. Acho que não estou sendo sincero. Não possomentir para você. Melhor dizer: “quase tudo”.Não sei como você está. Não sei onde está morando. Não sei como está a sua saúde, enfim,estou precisando desesperadamente de notícias suas!Apesar da distância física que teima em nos separar e de todos esses anos sem contato -dez anos! -, quero que saiba que o carinho que sinto em relação a você jamais acabou. Pelocontrário, você não imagina as dores dos golpes em meu peito que a dona Saudade insiste emdesferir, me atacando, me ferindo, me enlouquecendo. Eu sinto demasiadamente a sua falta,meu amigo.Hoje moro em uma ilha. Chama-se “Lovland”. É um lugar muito agradável e tranqüilo, perfei-to para se viver uma velhice feliz - sim, Timóteo, eu já me sinto velho antes de completarquarenta anos. Nos meus amplos momentos de ócio, passo horas a caminhar pela praia, mo-lhando os pés e parte das minhas coxas grossas e insistentemente brancas nas ondas calmas.Brinco com as águas e deixo-as purificar o que resta do meu corpo. Caminho por horasseguidas, pensando na vida, no passado, no futuro... e em você.De tempos em tempos me pego sonhando com você. E quando isso acontece, uma dor físicaterrível toma conta do meu peito - na verdade invade todo meu corpo. Angústia. Desolação.Passo muito mal.Quantas vezes não acordo chorando, imaginando que você está ao meu lado, e você nãoestá. São sonhos muito realistas, onde consigo ver você, tocar em você, sentir até o perfumedo seu corpo franzino. E o que me resta de consolo quando acordo é abraçar fortemente meusegundo travesseiro.Quando esses sonhos assolam minhas madrugadas, passo dias e dias matutando sobrevocê, tentando imaginar como você está, onde está, o que está fazendo. Eu acredito que soucapaz de sentir a sua dor e pressinto que a sua angústia é idêntica a minha.Décima quarta. Meu Deus, quantas cartas já escrevi e postei. Perdi o número de tardes quefiquei sentado na varanda de casa ansioso pelas respostas? Mas não tenho idéia se vocêrecebeu ou não todos os meus pedidos de socorro e atenção. Sinto que uma mão sorrateiraesconde minhas palavras escritas, impedindo que o meu amor chegue até você.
 
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Há mais ou menos um mês atrás, encontrei uma moça numa comunidade da Internet (orkut)que tem o seu sobrenome e mora em Treesteps. Enviei uma mensagem, pedindo gentilmentepara que ela, caso fosse sua parente ou conhecida, pedisse para você entrar em contatocomigo. Mas não obtive nenhuma resposta, infelizmente.Voltando aos sonhos, recentemente tive um que me abalou fortemente, tamanha a sensa-ção de realismo que vivi. Acordei aos prantos, nervoso, desesperado por saber alguma notíciaque viesse do Sul. No sonho, eu o encontrava bebericando uma cerveja no Groove’s. Nosemocionamos ao nos vermos novamente. Ao cruzarmos nossos olhares, perdoávamos simulta-neamente nossas ausências e o desejo de permanecermos unidos para todo sempre irradioufortemente em nossos sorrisos.Queríamos estar juntos, mas algo estava nos impedindo. Ela não dava qualquer chance paraa sua liberdade. Ela ainda o acorrentava nas agruras de uma união medíocre. Ela era a Dor, aRotina, a Acomodação, a Possessividade, todas misturadas e acondicionadas no corpo d... bem,não ouso escrever aquele nome.Naquela madrugada acordei abatido pela dor da saudade e passei o dia todo com seu rostotriste povoando meus pensamentos. Nem consegui trabalhar direito. Abandonei minhas pin-turas ao sabor do vento sul. Passei o dia caminhando pela praia, chorando pra caralho,implorando a qualquer um lá de cima que pudesse olhar para você, cuidar de você enquantoeu não podia fazer nada no momento. Meu Deus - penso, choro, entro em desespero -, ondevocê está?Timóteo, por mais que o tempo passe e por mais que ainda estejamos trilhando caminhosdiferentes, nada, absolutamente nada daqueles nossos projetos fora realizado a contento.Confesso que fiz uma porção de coisas ao longo desses dez anos. Mas nada valeu a pena.Nada vale a pena sem você.Em todos os projetos que idealizamos e sonhamos juntos realizar, confesso que já tenteifazer algo com outras pessoas, outras parcerias, mas nada deu certo. Ora a “sociedade” nãobatia depois de algum tempo (ilusão e empolgação passageira); ora eu ficava insatisfeito etriste com os resultados obtidos, ou, na maioria das vezes, nada tinha sentido sem a suapresença única. Afinal, você sempre foi a inspiração de tudo na minha vida desde que nosconhecemos.Tudo que um dia sonhamos só terá sentido na vida se o fizermos juntos. Coloquei nossasesperanças dentro de uma gaveta lá no fundo de mim mesmo, aguardando o dia em quepoderei realizar tudo aquilo que sonhei e dividir todas as conquistas com você. Ainda guardo aletra da nossa canção. Mas falta você e sua melodia perfeita!

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