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Nesta edição:
Ciclo de Cinema
2
Milho GM no México
3
Movimento Slow Food
3
Floresta Autóctone
4
Fusão Resioeste/Valorsul
5
Comércio Justo
5
Breves
6
Anúncios
8
MPI
 — 
Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente
B
OLETIM
 
I
NFORMATIVO
 
Janeiro de 2010
Ano 6, N.º 18
Tome nota:
Inscreva-se noprojecto
“Limpar Portu-gal”
 
(ver pág. 6)
 
Visite a exposi-ção virtual inti-
tulada “A
Nossa Floresta
Autóctone”
 on-line, emwww.mpica.info
(ver pág. 6)
 
Caros associadosA nossa associação completa mais um ciclo e aproveito paraapelar á participação de todos no próximo acto eleitoral.Ao longo dos 10 anos de actividade da associação a pouco epouco temos conseguido diversificar as áreas de actuação, emborao Aterro Sanitário do Oeste tenha um lugar de destaque. A popula-ção do Olho Polido, sem dúvida a grande sacrificada com a instala-ção do aterro na Quinta de S. Francisco, merece que não poupemosesforços para a melhoria das condições de funcionamento do aterro,e impedir a construção da 2ª fase continuará a ser sempre a nossamaior preocupação.Para conquistar cada vez mais legitimidade nas nossas reivindi-cações precisamos de sócios. De facto, são os sócios o principalsuporte de qualquer associação, por isso esperamos continuar acontar convosco!O presidenteHumberto Pereira Germano
Editorial
De acordo com os estatutos do MPI
 — 
Movimento Pró-Informação para a Cidada-nia e Ambiente, convoco a Assembleia Geral Ordinária desta Associação, que serealizará Sábado, dia 13 de Março, pelas 16:00 horas, na sede da Associação para oDesenvolvimento do Olho Polido, com a seguinte ordem de trabalhos:1
 – 
Votação do Relatório e Contas do ano 2009
2-
Eleições dos corpos sociais para o triénio 2010
-20123
 – 
 
Discussão e votação do Plano de Actividades e Orçamento para 2010.
 4
 – 
Outros assuntos
Não havendo número legal de associados para a Assembleia funcionar, ficadesde já marcada uma segunda convocação para meia hora depois, funcionando comqualquer número de associados.Vilar, 12 de Janeiro de 2010 O Presidente da Assembleia-Geral
Nuno Pereira Azevedo
C
ONVOCATÓRIA
 
Calendário eleitoral (Artigo 13º do Regulamento Eleitoral)
1-
Todos os actos constantes no presente Calendário Eleitoral terão lugar na sede social do Movimento P
-
Informação para a Cidadania e Ambiente, sita no Edifício da Junta de Freguesia do Vilar, rua do Comércio, no lugar efreguesia de Vilar, concelho do Cadaval, à excepção das eleições que decorrerão na sede da Associação para oDesenvolvimento do Olho Polido.
2- O processo eleitoral rege-
se pelo seguinte Calendário:
 
a) 8 de Fevereiro de 2010 (2ªf) - Publicitação do Regulamento Eleitoral.b) 23 de Fevereiro de 2010 (3ªf) - Afixação dos Cadernos Eleitorais provisórios.c) 4 de Março de 2010 (5ªf) - Fim do prazo para reclamações sobre os Cadernos Eleitorais.d) 6 de Março de 2010 (sábado) - Afixação dos Cadernos Eleitorais definitivos.e) 9 de Março de 2010 (3ªf)
 – 
Fim do prazo para apresentação de listas.f) 13 de Março de 2010 (sábado)
 – 
Eleições.
E
LEIÇÃO
 
DOS
 
NOVOS
 
CORPOS
 
SOCIAIS
 
 – 
 
Triénio 2010
-2012
www.mpica.info
Sábado,
13 de Março
 Sócios (7 ) , não sócios
(8 ).
Na sede da Associação parao Desenvolvimento do OlhoPolido.Buffet com sopa, váriostipos de pão, queijos, azei-tonas, fruta, sobremesa.Inscrições até 10 de Março
:
mpicambiente@gmail.comou 262 771 060
J
ANTAR
 
 
Como sabem decorreu de 28 a 31 de Outubro a primeira edição do
Ciclo de Cinema “Alimentação, Agriculturae Transgénicos”
, na Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar (ESTM), em Peniche, promovido pelo MPI,
no âmbito da actividade do CREIAS-Oeste
 – 
Centro Regional de Educação e Investigação Associada à Sustentabili-dade do Oeste, do qual somos parceiros.Nos dias 29 e 30 realizaram-se degustações de alimentos biológicos com a colaboração dos alunos dos 2º e 3ºanos do curso de Restauração e Catering sob a orientação dos docentes Cátia Siopa e Chefe Samuel Sousa, respecti-vamente, e do 2º ano de Gestão Turística e Hoteleira sob a orientação do Chefe Luís Machado, ministrados naESTM, e que fizeram as delícias dos presentes. No sábado degustou-se maçã biológica produzida no campo experi-mental da APAS
 – 
Associação de Produtores Agrícolas da Sobrena (associação igualmente parceira do CREIAS-Oeste).Para encerramento deste evento realizou-se uma conferência e debate que contou com a presença como oradoresconvidados do Prof. José Mariano Fonseca (associação Colher para Semear
 – 
Rede Portuguesa de variedades tradi-cionais), do Sr. João Vieira (agricultor e dirigente da Associação de agricultores do distrito de Lisboa) e da Profa.Margarida Silva (Escola Superior de Biotecnologia
 – 
Universidade Católica do Porto). A moderação foi asseguradapor Alexandra Azevedo do MPI, em virtude da jornalista Fernanda Freitas ter sido vítima de um acidente de viaçãono dia 27 de Outubro, que embora sem grande gravidade a impossibilitou de participar conforme previsto.À breve comunicação dos oradores seguiu-se um animado debate que se estendeu até perto das 20.30, tal foi onível de interesse e participação manifestado.Podemos salientar como
principais questões abordadas neste evento
, as seguintes:
-
A industrialização da agricultura e da pecuária
tem conduzido ao drástico desaparecimento de produtores (econcentração não apenas da produção, mas também da distribuição e da comercialização de alimentos por gruposeconómicos cada vez mais poderosos), à introdução de cultivos com variedades transgénicas, ao drástico desapareci-mento de variedades agrícolas tradicionais, à diminuição da qualidade dos alimentos e a grandes impactos ambien-tais.- Consumo de carne e produtos de origem animal de tal modo excessivo nos países mais desenvolvidos que a
pro-dução pecuária intensiva é a maior responsável mundial pelo aquecimento global
, aspecto não focado no filme
de Al Gore ―Uma Verdade Inconveniente‖. Por outro lado, esse consumo excessivo é ainda um das causas para mui-
tas das doenças que estão a aumentar, como alguns tipos de cancro e problemas cardiovasculares.-
A ameaça dos transgénicos é uma questão muito séria e real
. Para os agricultores, devido às patentes que
ficam reféns das empresas multinacionais que produzem e comercializam sementes transgénicas, e sofrem prejuízose perda de mercados devido à contaminação das culturas convencionais e biológicas. Para o ambiente, pela contami-nação por pesticidas, em particular dos herbicidas que aumentou com a introdução dos transgénicos, danos em espé-cies não-alvo e à poluição genética. Para os consumidores, pelos danos na saúde já identificados em estudos indepen-dentes, mas que não impediram que os transgénicos continuem a ser comercializados, pois a regulação é inexistentenos EUA e na Europa apesar da oposição de consumidores e vários governos, a Comissão Europeia é particularmentepermissiva e a legislação é ambígua.-
A redução do consumo de carne, a produção em modo biológico, os mercados de proximidade entre pro-dutores e consumidores
são alternativas e possíveis soluções para os problemas identificados, competindo a maiorresponsabilidade aos consumidores para estas mudanças, pois serão as suas opções do dia-a-dia, ou seja o seu votoatravés da carteira que irão ditar o futuro do sistema que nos alimenta.-
As variedades tradicionais são um património por explorar
e podem potenciar o turismo gastronómico.- Os
mercados de produtores têm de dar garantias de qualidade e autenticidade aos consumidores e estardisponíveis todo o ano
para serem uma alternativa eficaz.Para o futuro estão previstas novas exibições dos filmes e está já em preparação a 2ª edição deste ciclo de cinema.
BALANÇO DO CICLO DE CINEMA “ALIMENTAÇÃO,AGRICULTURA E TRANSGÉNICOS”
 
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OLETIM
I
NFORMATIVO
 
MPI
n.º 18 - Janeiro de 2010
 
 
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OLETIM
I
NFORMATIVO
 
MPI
n.º 18 - Janeiro de 2010
 
O México é o berço do milho, planta que se difundiu por todo oMundo a partir da época dos Descobrimentos, como tal é fundamen-tal preservar as inúmeras variedades tradicionais de milho de valorincalculável que aí existem da contaminação por variedades transgé-nicas.A Monsanto acabou de perder 18 dos 24 pedidos para cultivoexperimental de milho transgénico em campo aberto nas regiões donorte do México. Estas regiões são muito importantes para a Mon-santo, pois são áreas de cultivo comercial das variedades tradicionaisde milho, de onde sai a maioria do milho que alimenta a populaçãomexicana.O risco de contaminação das variedades nativas de milho nestasregiões é enorme. A Monsanto está a pressionar o governo mexicanopara utilizar essas áreas de cultivo para fazer testes experimentais detransgénicos em campo aberto, o que ainda não aconteceu, mas podevir a acontecer muito brevemente...No México, o dia 12 de Outubro é um feriado nacional em que secelebra o Dia da Raça. É um dia para se celebrar a cultura e tradições mexicanas, e nos últimos anos, este dia temsido cada vez mais utilizado para reivindicações sociais, protestos civis e em defesa das culturas indígenas.
A Via Campesina começou em Junho uma campanha chamada ――Fuera Monsanto y No al Maíz Transgénico‖ no
México. De dia 11 a dia 16 de Outubro irão realizar diversos protestos em várias regiões do país. A Rede em Defesado Milho apoia a Via Campesina e irá entregar dia 16 de Outubro as assinaturas obtidas na Declaração, que coloca-ram online (disponível em:http://endefensadelmaiz.org/Nao-ao-milho-transgenico.html
 
), ao governo mexicano, que
no início de Outubro já contava com cerca de 6500 assinaturas individuais e cerca de 1350 assinaturas de organiza-ções de 74 países.Pretende-se com as acções internacionais realizadas pela Europa e noutros pontos do mundo, aumentar exponen-cialmente a ressonância e pressão para com o governo mexicano de modo a não ceder aos desejos da Monsanto, eapoiar de forma incondicional os grupos de acção anti-transgénicos no México.
P
ELA
S
OBERANIA
A
LIMENTAR
 
E
 
PELA
C
ULTURA
 
T
RADICIONAL
 
DE
M
ILHO
 
DO
M
ÉXICO
 
O Slow Food (―Comida Lenta‖, em português) foi fundado em 1986, na região italiana da Tos-
cânia na sequência dos protestos populares contra a instalação de um restaurante da cadeia multi-
nacional McDonald‘s, na Piazza di Spagna, em Roma, um dos locais mais emblemáticos da capi-
tal italiana, e constituiu-se formalmente numa associação internacional sem fins lucrativos em
1989.
«Em nome da produtividade, a „fast life‟ alterou a nossa forma de viver e ameaçou o nosso meio ambiente. A
nossa defesa deve começar à mesa com o Slow Food. Vamos redescobrir os aromas e sabores da cozinha regional e
 banir os efeitos degradantes do ‗fast food‘», pode ler 
-se no manifesto do Slow Food International, subscrito por dele-gados de 15 países, em Novembro de 1989, ou seja surgiu para promover o prazer da alimentação e as culturas gas-tronómicas regionais (começando desde logo pelo cuidado com a sua preparação) e para protege-las da padronizaçãocausada pela produção alimentar industrial.Visto que a gastronomia está intimamente ligada à agricultura, ao ambiente e à saúde das comunidades, o passoseguinte natural para o Slow Food foi o de incluir nos seus objectivos o apoio aos produtores de pequena escala,segundo um modelo sustentável e local, pois somos Co-produtores e não simples consumidores, uma vez que tendo
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OVIMENTO
S
LOW
F
OOD
 

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