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Semiotica Narrativa na produçao de roteiros para TV e cinema

Semiotica Narrativa na produçao de roteiros para TV e cinema

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O objetivo do presente estudo é aproximar a teoria da prática, com uma reflexão sobre o uso da semiótica discursiva na produção de roteiros cinematográficos e televisivos. Em muitos momentos a semiótica fica atrelada a nomes e funções sem uma aplicação na prática de rádio TV. Iremos abordar a semiótica Narrativa e o uso de seus conceitos na prática de criação de roteiros. Contribuindo com uma visão diferenciada na produção audiovisual e diversificando as possibilidades das aulas de semiótica que pode trabalhar em concomitância com a disciplina de roteiro. Apresentamos a idéia do receptor dinâmico e interpretante, que pode auxiliar o roteirista na construção das falas.
O objetivo do presente estudo é aproximar a teoria da prática, com uma reflexão sobre o uso da semiótica discursiva na produção de roteiros cinematográficos e televisivos. Em muitos momentos a semiótica fica atrelada a nomes e funções sem uma aplicação na prática de rádio TV. Iremos abordar a semiótica Narrativa e o uso de seus conceitos na prática de criação de roteiros. Contribuindo com uma visão diferenciada na produção audiovisual e diversificando as possibilidades das aulas de semiótica que pode trabalhar em concomitância com a disciplina de roteiro. Apresentamos a idéia do receptor dinâmico e interpretante, que pode auxiliar o roteirista na construção das falas.

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Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da ComunicaçãoX Congresso de Ciências da Comunicação na Região Sul – Blumenau – 28 a 30 de maio de 2009
Semiótica Narrativa na Produção de Roteiro para TV e Cinema e Vídeo
Josias Pereira
2
- UNIFAMMAAnderson Gatti. - discente de comunicação Social
Resumo
Oobjetivodopresenteestudoéaproximarateoriadaprática,comumareexãosobreousodasemióticadiscursivanaproduçãoderoteiroscinematográcosetelevisivos.EmmuitosmomentosasemióticacaatreladaanomesefunçõessemumaaplicaçãonapráticaderádioTV.IremosabordarasemióticaNarrativaeousodeseus
conceitos na prática de criação de roteiros. Contribuindo com uma visão diferenciada na produção audiovisual e
diversicandoaspossibilidadesdasaulasdesemióticaquepodetrabalharemconcomitânciacomadisciplinaderoteiro.Apresentamosaidéiadoreceptordinâmicoeinterpretante,quepodeauxiliaroroteiristanaconstrução
das falas.
Palavras – Chave:
Produção
 
Audiovisual–Semiótica–Roteiro
O Cinema
Abordaremososurgimentodocinemaedoroteirocinematográco
.O cinema surge como um avanço
tecnológiconodoséculoXIX.Em1826ocientistainglêsPeterMarkRogerdescobreofenômenodapersistênciaretiniana,queéafraçãodesegundoemqueaimagempermanecenaretina.Umaimagemprojetadaemumavelocidadeacimade1/15daasensaçãodemovimento.Em1890ThomasAlvaEdisoninventaolmeperfuradonaslaterais,permitequeumasériedepequenoslmesrealizadosemseuestúdio,poremasimagens,noentanto,sópodemservistasporumespectadordecadavez.Em1895osirmãosfrancesesLouiseAugusteLumièrecriamocinematógrafo,umaespéciedeavôdaslmadoras,que,movidoàmanivelaeutilizandonegativosperfurados,substituiaaçãodeváriasmáquinasfotográcasnoregistrodomovimento.Anovainvençãotornapossível,nalmente,aprojeçãodeimagensparaograndepúblico.Osprimeiroslmesestavampoucopreocupadosem
apresentar um enredo ou desenvolver idéias, o objetivo era registrar imagens em movimento.
Irmãos Lumiere:
 Nosseusprimeiroslmes,osirmãosLumiereadotaramumprocedimentosemacriaçãoderoteiros,apenasretratavamoassuntoescolhidoquelhesparecesseinteressanteregistrar.Amaneiradefazereraamaisinstintivapossível,instalavamacâmeradiantedeleelmavamatéqueterminasseapelículavirgem.UsavamaCâmeracinematográcacomomeroinstrumentoderegistro.
 No 
lme“LárroseurArrosé”osirmãosLumierelmamumenredoondenotamosumcontrolesobre1
TrabalhoapresentadoaoIntercomJunior,naDivisãoTemática
 
Estudos Interdisciplinares da Comunicação do X Congressode Ciências da Comunicação na Região Sul.
2Diretor de TV, pesquisador e coordenador do curso de comunicação da UNIAMMADiretordeTV,pesquisadorecoordenadordocursodecomunicaçãodaUNI�AMMA
 
Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da ComunicaçãoX Congresso de Ciências da Comunicação na Região Sul – Blumenau – 28 a 30 de maio de 2009
aaçãoapresentada.Noenredoabordado,umgarotopisanamangueiracomqueumapessoa,jardineiroestáregandoojardim,poremquandoomesmovêqueaáguanãosaidoseucano,levaamangueiraaorostoparaveroqueaconteceu,entãoomeninoretiraopédamangueiraeojardineiromolhaorosto.Tudoocorresemcortes,emumúnicoplano.Nestemomentoregistramosqueoroteiroaindaeraapenasumaidéianacabeçadodiretor.CarlLaemmle,criadordaUniversalPictures,tinhaumarmazémondeestocava“secos”quandocertanoiteem1901umsujeitoofereceu10dólaresparaalugaroarmazém,elealugouetevecontatocomocinema.Eaoverolmeeaspessoasassistindo-o,seuinteresseaumentoueeletrocouderamodeatividade.Surgeentãoaguradoprodutor,querendodiminuircustosesempreterobrasnovasparaexibir.Asprincipaiscompanhiasdecinemacomeçamaperceberqueoroteiroéimportantetantopelapartenanceira,organizarogastoemcadaobra,comodelinearaquetipodepúblicooroteiroestáfalandoouquerendosecomunicar.Oroteiroébasedequalquerobraaudiovisualeserveparaodiretoreparaoprodutorcomnalidadesdiferenciadas,esteautilizacomumolharnaorganização,aquelecomumolharartístico. Nestetrabalhonãoabordaremosaquestãotécnicadaproduçãodeumlmedelongametragem,oucurtametragem,masdetalharemosaconstruçãodeumahistóriaparacinema,vídeoeTV.
A Televisão no Brasil
SegundoSilva(2008)osurgimentodaTVnoBrasilpareceumcapítulo
 de novela mexicana.
Primeiro (Capitulo) capítulo
:segundooprofessordafaculdadeCasperLibero,BrunoHingst,parananciarseusonhoemterumaemissoradeTVnoBrasil,Chateaubriandconseguiu,em1947,contratoscomaseguradoraSulAmérica,aAntárctica,alaminaçãodosPignatarieoMoinhoSantista.Essasempresaspagaramadiantadoumanodepublicidade,fornecendoassimumapartedocapitalinicialparacompradosequipamentosàRCAVictornorte-americana,nãocompradeumacâmera,masdeumaestaçãodetevê.Osanunciantespagaram porumaTVquenãoexistiaeporumapublicidadequesósurgiuefetivamenteem1950eemumpaísquenãotinhavendadetelevisores.
Segundo (capitulo) capítulo
:osanunciantesnãoperceberamquenestaépoca,segundodadosdocensode1950,apopulaçãodopaíserade51.944.400habitantes,63%vivendonazonarural,restandoaoscentrosurbanosmenosde20milhões,“magnetizadospelosucessodorádioepelocarismadocinemaque,nessaépoca,arrastavamultidõesàssalasdeexibição”segundo
 
Simões,1986:23.In:Lima,2000:137.
Terceiro (capitulo) capítulo
:oprojetocomeçaaganharvidaquandoChateaubriand
3
compra da RCA
Victor,trintatoneladasdeequipamentosnovalorde5milhõesdedólares,pagandoapenas500mildólares,valorreferenteàprimeiraparcela.OgovernobrasileironãohaviadiscutidoqualopadrãodeTVseriautilizado,
3
Segundo�ernandoMorais(2000),�ranciscodeAssisChateaubriandBandeiradeMelofezasuaestréianojornalismoaos15anos,naGazetadoNorte.Nãodemorouasuscitarpolêmicascomgurõesdacidadeemtextosferinos.OsartigoscomeçaramaecoarnoRiodeJaneiroeseunomecouaindamaisconhecidoquandovenceuumconcursoparalecionarDireito.Comamudançadogoverno,assumeWashingtonLuís.ChateaubriandaproveitaefazcampanhaparaaconcessãodeanistiaaoscombatentesdaColunaPrestes.A paixãodeChateaubriandporGetúliotambémpodeterrelaçãocomacriaçãodarevistaOCruzeiro.ElejátinhasimpatiaporGetúlioantesdasuacandidatura.Tentatambémquebrarapolíticacafécomleitedosmineiros.Depois,aumentasuarededejornaiscomoDi
-
áriodeSãoPauloejornaisnoRioeMinasGerais.ChateaubriandcolocoutodaasuarededejornaisemproldaAliançaLiberaleseucandidato,GetúlioVargas.AderrotadeGetúliocomeçaalançarassementesdarevoluçãode1930,quefoiapoiadaporChateaubriand
e seus jornais.
 
Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da ComunicaçãoX Congresso de Ciências da Comunicação na Região Sul – Blumenau – 28 a 30 de maio de 2009
masporimposiçãodeChateaubriandadotouopadrãoamericano,padrãoM
4
para TV em preto e branco.
Quandoogovernopensouemfazerumdebate(cientico)cientícojáexistiamtelevisõesnosistemaMsendocomercializadoseaTVTupijátransmitianestesistema.
Quarto (Capitulo) capítulo
:segundoMorais(2000),quandofaltavaummêsparaainauguraçãodaTVnoBrasil,osdoisdiretoresdaTVTupi,MarioAlderighieDermivalCostaLima,lembraramqueninguémpoderiaassistiràemissora,poisnãohaviareceptoresdeTVnopaís.Chateaubriandquandofoiavisadonãoperdeutempo,mandouimportar200aparelhosporcontrabando.ATVaovivotinhaumroteiroaindaincipiente,pegandocaronanasproduçõesdecinema,ondeas
linguagens de TV e cinema começam a se mesclar-se e também, a diferenciar-se, em função das diferenças
técnicas.SurgeoscriptqueseriaoroteirodosprogramasdeTVjornalísticos.TecnicamenteaTVutilizaestúdiosondenovelas,programasdeentrevista,auditórioetelejornaissãogravados,algunsestúdiosfuncionamparadiversosprogramasdiferentes.Algunssignosdecinemasãoimportados, porémcomsignicadosdiferentes.Umexemploéapalavraseqüência/Cenaqueparaocinematemumsignicado
e para o grupo de TV outro.
O roteiro
Existevariasdeniçõessobreroteiroaolongodahistoriascinematográca,iniciadaem1895pelosirmãosLumiereoroteiroaindaeraalgoquenãoexistiasicamente.Umtemaeraescolhidoeacâmeraregistravaaação.Comaprossionalizaçãodocinemaeamudançademonopóliocriativo,saiaguradodiretoridealizadordaobraesurgeoprodutor,quetemporobjetivodiminuircustoeoroteiropassaaserusadoparaquetodaaequipesaibaoqueserárealizado,nãoapenasodiretor.Comoroteiroescritosicamenteenãoimaginadoérealizadoa
decupagem
5
deplanos,deniçãodasaçõesediálogosqueserãorealizados,assim,todaequipe(atoresetécnicos)
 passam a compreender e ter a mesma informação de ação.
Umroteironarraahistóriaqueseráapresentadademodoimagético.DocComparatodene“roteiroéaformaescritadequalquerespetáculoáudiovisual”(1983;15).Todoroteirotemdenidosuaação,ouplot principal.Plotéonúcleocentraldaaçãodramáticaqueseránarrado,ahistóriaprincipal.OplotébaseadonoPathosqueéodramahumano,oconitoqueserácriadoedepoisresolvido.Oroteiristausadesignosesímbolos parapodercontarahistóriadamelhormaneiraparaqueoreceptorpossaentenderedecodicarainformação.OroteiroédivididoemroteirotécnicoquenaTVchamaScript
6
eroteirodedireçãocomasdeniçõesdeplanos.Algunsautores(DocComparato,HugoMoss,ChrisRodrigues,Sid�ild)apresentamdeniçãodiferentespara
o signo roteiro além da diferença entre argumento e sinopse e das diferenças entre cinema e TV, no nosso caso
iremosabordaroroteiroliteral,ahistória
 apenas e sua criação e não formatação.
4
Padrãoquenormaliza525linhascom30quadrosporsegundoparatransmissãodesinal.
5Organização da ordem que os planos io aparecer na telaOrganizaçãodaordemqueosplanosirãoaparecernatela6
Scriptquedescreveseqüencialmenteascenasquecompõemumlmee,dentrodecadacena,asaçõesediálogosdospersona
-
genseosaspectosvisíveiseaudíveisqueoscondicionam.

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