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A Luta Pela Alma - Elder Melvin J. Ballard.

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08/02/2013

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DISCURSOS CLÁSSICOS
A LUTA PELA ALMA.
 Elder Melvin J. Ballard 
Proferido no Tarbernáculo da Cidade do Lago Salgado, em 5 de Maio de 1928.
Três semanas antes desta tarde, durante a sessão geral da conferência, tive o privilégio de chamar a atenção para alguns pontos de interesse dos santos dos últimos dias e do mundo, baseado no inspirado profeta da América, Néfi, que seiscentos anos antes do nascimento de Cristo deixou uma mensagem para esta geração. Desejo continuar, com a vossa permissão, no espírito dessas instruções e para tantolerei alguns parágrafos de 2 Néfi 28: “E muitos dirão: Comei, bebei e diverti-vos, porque amanhãmorreremos; e tudo nos irá bem”.“E muitos também dirão: Comei, bebei e diverti-vos; não obstante, temei a Deus - ele justificaráa prática de pequenos pecados; sim, menti um pouco, aproveitai-vos das palavras de alguns, abri umacova ao vosso vizinho; não haverá mal nisso. Fazei todas estas coisas porque amanhã morreremos; e, seacontecer estarmos culpados, Deus nos castigará com uns poucos açoites e, ao fim, seremos salvos noreino de Deus”. (2 Néfi 28:7-8).Leio começando no versículo 19: “Porque o reino do diabo deve ser sacudido, e os que a ele pertencem devem ser aconselhados a se arrependerem, ou ele os agarrará com suas eternas correntes, eserão movidos à cólera e perecerão”.“Pois que, nesse dia, ele assolará os corações dos filhos dos homens e os excitará a seencolerizarem contra o que é bom”.“E a outros pacificará, e os adormecerá em segurança carnal, de modo que dirão: Tudo vai bemem Sião: sim, Sião prospera, tudo vai bem. Assim o diabo engana suas almas e os conduzcuidadosamente ao inferno”.“E a outros ele lisonjeia, dizendo que não há inferno; e diz-lhes: Eu não sou o diabo; ele nãoexiste; e isso ele lhes sussurra aos ouvidos, até os agarrar com suas terríveis correntes, das quais não hálibertação”.(2 Néfi 28:19-22).Há dois anos, eu estava trabalhando com os élderes Wells e Pratt na América do Sul, abrindouma missão para a Igreja. Durante esse período tive oportunidade de refletir e estudar. Diz-se que “adistância traz encantamento à vista”e, acredito, que às vezes também um entendimento mais claro. Eume encontrava a dezoito mil quilômetros dos escritórios centrais da Igreja, dist6ancia suficientes paraver as coisas como elas realmente são. Havia-me afastado do mundo que conhecia e entrado nummundo novo e diferente. A língua era diferente; os costumes do povo, os céus, a terra – tudo pareciaestranho e diferente – de forma que eu era como alguém que deixou a terra e tinha muitos dos pensamentos e reflexões que com certeza terei quando esse momento realmente chegar para mim. Tiveoportunidade de ler muito, não apenas estudando o idioma espanhol, mas também li tudo que pudeobter em minha própria língua, inclusive a Bíblia, o Livro de Mórmon, Doutrina e Convênios e os seisvolumes da história da nossa Igreja. Enquanto meditava a respeito do progresso da Igreja, da sua posição atual e do futuro que a espera, vieram-me distintamente algumas impressões a respeito de um período cheio de perigos para muitos e, sentindo um forte desejo pelo bem-estar dos membros da Igrejae também por todos os meus semelhantes, prometi ao Senhor que, se me desse sabedoria e força, eulevantaria a voz de advertência aos filhos dos homens com relação ao perigo que os ameaçava.Vejo as evidências de que esse período de perigo se aproxima. Deveria vir num tempo de paz e prosperidade a propósito, o mais perigoso período que qualquer povo pode atravessar. Muitoshomens permanecem firmes e fiéis a seus princípios nos momentos de dificuldade, mas quando chegasua hora de independência, quando vem à prosperidade, como é fácil esquecer os padrões elevados esentir o poder que a prosperidade e o sucesso trazem, atender aos nossos desejos e apetites. Assimacontece com as nações. Tenho sentido profundamente que o mundo todo se está aproximando de um1
 
 período de auto-indulgência, em que surgirá uma nova ordem das coisas, e vir muito claramente que a própria Igreja seria afetada por esse novo período pelo qual deveríamos passar. Posso, no entanto ver claramente que não é, de maneira alguma, com as forças dos homens que devemos contar, mas que há poderes influenciando os corações humanos, levando-os à solução desses problemas que surgem diantede nós.Quando os primeiros filhos fiéis do Pai estavam prestes a vir para a vida terrena, sem dúvidaforam advertidos e admoestados, pois estávamos para ter duas novas experiências. Primeiro, entrar na posse de um corpo mortal. Sem nunca ter tido um corpo mortal, era totalmente estranho. Fomosexortados a que deveríamos tomar posse desse corpo mortal e torná-lo nosso servo, e que deveríamosdominá-lo, honrá-lo, mas ainda assim controlá-lo.(Segundo), estaríamos em presença do inimigo, que agora teria maioria. Se nossos olhos fossemabertos apenas para ver os poderes que estão a nossa volta, procurando influenciar-nos, não teríamos acoragem de caminhar sozinhos e sem ajuda. Esses poderes estão a nossa volta, usando sua influência para a realização de certos fins bem definidos, para conquistar o ambicioso lugar para seu chefe, o filhodecaído de Deus. Quando ele caiu, os céus choraram por ele, e ele tornou-se Lúcifer, o demônio.Seu propósito transparece claramente em seus próprios atos Tomemos, por exemplo, a tentaçãodo Mestre. Embora ninguém mais soubesse para onde ele havia ido, após o batismo, esse irmãoinvejoso e cobiçoso sabia e o encontrou no momento de sua fraqueza física, e o tentou. A grandequestão, no entanto envolvida nessa tentação, não era tanto tornar as pedras em pães, nem jogar-se do pináculo do templo isso era apenas um prelúdio para a grande questão em jogo. passaram pelamente de Jesus Cristo, como num panorama, os reinos do mundo, e o tentador lhos ofereceu. Ele sabiaque era em parte para ganhar o direito de governá-los que Jesus Cristo viera ao mundo, e que ele havia proposto morrer, dar a vida para obter o direito de ser o Rei dos reis e o Senhor dos senhores.Mas o tentador ofereceu a Jesus todas essas honras e privilégios de maneira fácil, apenas prostrar-se e adorar o maligno. E, disse-lhe: “Tudo isto te darei. Não necessidade de morrer noCalvário; apenas adora-me. Eles são meus e depois serão teus “. Se houve alguma vez um momento emmeio à tentação em que Jesus não sabia que lhe estava preparando armadilhas, agora todas as dúvidasse dissiparam, pois ele disse: ”Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só aele servirás”.(Mateus 4:10) E Satanás o deixou.É verdade que aquele que ofereceu os reinos deste mundo os estava governando, pelo menostemporariamente, mas seu título não era válido. Tivesse Jesus Cristo aceitado esse título, teria sidoenganado e por fim descobriria que o título de nada valia. Assim, para ganhar o legítimo direito e título para governar os reinos deste mundo, o Mestre deu a vida. Mas a questão não estava encerrada, porqueainda é propósito daquele que foi rejeitado e que dói derrotado no início e cujos planos forammalogrados pelo Senhor Jesus Cristo enquanto estava em seu ministério, obter o direito de governar osreinos deste mundo, e isso é o que ele quer fazer aqui.Assim, na primavera de 1820, havendo chegado a hora, conhecida pelos antigos profetas, em queo anjo viria voando pelo meio do céu, trazendo o evangelho eterno para proclamar aos que habitam naterra, quando se aproximava o momento em que Elias deveria voltar a terra antes do grande e terríveldia do Senhor, quando a mensagem profética contida no sonho de Nabucodonosor, interpretado por Daniel, seria gloriosamente consumada com o estabelecimento do reino que nunca mais seriadestruído, nem entregue a outro povo – quando o momento chegou, ele não era conhecido só por Deusnos céus, mas também pelos poderes que governam a terra. Assim, antes de o Senhor manifestar-se, odemônio estava presente e apoderou-se do jovem que deveria ser o instrumento para o cumprimentodaquelas promessas, e procurou destruí-lo. Não era uma destruição imaginária que parecia estar preste a acontecer, mas um poder realtangível, que se apoderou dele; pois Satanás esperava restringir a obra de Deus, adiar o dia que seriasua ruína, através da morte do mensageiro que Deus enviara ao mundo e que estava preste a ser visitado em conexão com o início de uma dispensação do evangelho, exatamente a última – uma obraque rolaria avante até encher toda terra. Era o começo do fim. Não é de admirar que os poderes do mal procurassem impedir o seu progresso, seu crescimento e desenvolvimento.2
 
Deus, porém, também sabia que era chagada a hora. Ele e seu filho, Jesus Cristo visitaram esserapaz e iniciaram esta grande dispensação do evangelho que tem por suprema finalidade a conquista domundo para Cristo e seu estabelecimento como governador da terra, como Rei dos re8is e Senhor dossenhores.Assim, o processo de conflito sempre existiu na Igreja, desde o dia das primeiras lutas doProfeta. Lutamos para prosseguir em nosso caminho sob toda espécie de circunstâncias adversas.Percebendo que não lhe foi possível destruir tudo com os meios que empregou para impedir a obra –  pela violência da plebe, assassinatos, perseguições, imposições e prisões, tirando os direitos doscidadãos, com muitas desgraças e problemas – Satanás está querendo empregar novos métodos. Esse éo ponto que desejo ressaltar, porque vi muito claramente que o inimigo não está satisfeito, nemabandonou o campo de batalha, mas, com métodos novos, procura destruir esta obra. Pois quero dizer-vos que ele é suficientemente vaidoso para pensar, e acreditar sinceramente que no final será vitoriosoe o rei deste mundo.Os profetas antigos previram o tempo em que essa questão seria decidida. Alguns deleschamaram o conflito de Armagedon. Seja qual for o nome, está chagando o tempo em que a questãoreferente a quem tem o direito de governar e reinar será decidida. Todo homem justo, vivo ou morto,terá interesse e participação nesse conflito, assim como também todo homem iníquo, vivo ou morto.Qual será o fim da questão? Quão logo será eu não sei, mas de uma coisa eu sei: As evidênciasdo futuro conflito estão-se acelerando e ele virá; e os dias estão sendo empregados na preparação paraele com tal empenho de ambos os lados que ficaríamos surpresos se soubéssemos que seremos o centrode grande interesse no universo, porque nos estamos aproximando de dias grandes, importantes ecríticos na história do mundo.Forças poderosas estão sendo organizadas de um lado e do outro para esse conflito que seavizinha e que resolverá a questão de quem reinará e governará. Nesse meio-tempo – e falo dodemônio como uma personalidade, uma realidade – ainda existem os que negam sua existência,exatamente como Néfi disse que o demônio inspiraria as pessoas a dizerem: “Não existe nenhumdemônio”; e lê lhes sussurraria: “Eu não sou o diabo”. No que se refere aos santos dos últimos dias,nunca achamos que o diabo fosse uma monstruosidade, que tivesse chifres e rabo e cascos fendidos. Não senhor, ele tem aparência de um cavalheiro e se o vísseis, voltar-vos-íeis para olhá-lo. Ele é umarealidade. Estou tão certo de que tem uma personalidade, estou tão certo de que vive, como estou certode que deus vive. Embora procure enganar os homens e persuadi-los a crer que não existe, de fato eleexiste, e nunca esteve tão ativo como hoje. Enquanto isso, qual é o seu trabalho hoje? Declaro-vos queele tem seus postos de recrutamento em todas as partes do mundo e que eles estão armados. Ele temsoldados, e são muitos. Ele anda aliciando homens e mulheres em suas fileiras, preparando-se para ogrande conflito na vã esperança de que quando a luta ocorrer, ele terá a maioria e por isso vencerá. Não estou preparado para dizer quem estará do lado dele nem quantos serão, mas tenho tantacerteza como tenho de estar vivo, por inspiração do Todo-Poderoso, que o fim do conflito é tão certocomo o resultado no início. Que ele caiu no início e foi banido dos céus é um fato; e também é verdadeque, não importa quantos tomem seu partido, nem quão cruel seja o conflito, ele será derrotado e banido da terra e expulso de seu próprio domínio. Cristo virá reclamar o que é seu para governar ereinar.Até lá, contudo, não é o resultado do conflito que me preocupa, mas antes se estarei do lado deleou do Senhor. Sem dúvida é bom momento para todo homem e mulher examinar-se a si mesmo edescobrir se está do lado do Senhor ou não. Gostaria de dizer-vos, irmãos e irmãs, que todas astentativas do inimigo de nossas almas para nos capturar serão feitas através da carne, porque ela é feitacom os elementos da terra em seu estado perfeito, e ele tem poder sobre os elementos da terra. Suasinvestidas serão através da luxúria, dos apetites, das ambições da carne. Toda a ajuda do Senhor emnosso socorro nessa luta virá através do espírito que habita nosso corpo mortal. Assim, essas duasforças poderosas operam em nós através desses dois canais.Como a batalha se desenrola em vós? Como se está desenrolando nos homens e mulheres domundo? Esta é uma pergunta importante. O maior conflito que qualquer homem ou mulher terá de3

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