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Ciência Poltica e Teoria Geral doEstado

Ciência Poltica e Teoria Geral doEstado

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Ciência Política e Teoria Geral do Estado
AULAS 3, 4 E 5EstadoConceito:“O Estado é a ordem jurídica soberana que tem por fim o bem comum de um povo situado numdeterminado território.”Surgimento do Estado:
A primeira teoria afirma que o Estado sempre existiu, pois o homem sempre esteve integrado em umaorganização social, dotada de poder e com autoridade para determinar o comportamento do grupo.
Uma segunda corrente admite que a sociedade humana existiu durante um período sem o Estado, que foiaparecendo de acordo com as condições de cada lugar.
A terceira posição diz que o Estado surge quando nascem a idéia e a prática da soberania, o que só ocorreuno século XVII e tem como marco formal a assinatura da “Paz de Westfalia”.Tipos e Causas da Formação do Estado:a)Originária – Quando o processo de formação parte de agrupamentos humanos ainda não integrados emqualquer Estado. Pode ser classificado em formação “natural”, independente de vontade do grupo, ou“contratual”, quando por um ato puramente voluntário da sociedade.As teorias de formação “natural” ou “espontânea” podem, ainda ser agrupadas da seguinte maneira:
Origem Familiar ou Patriarcal
Origem em atos de força, de violência ou de conquista
Origem em causas econômicas ou patrimoniais
Origem no desenvolvimento interno da sociedadeb)Derivada – É a formação de novos Estados a partir de outros preexistentes. É mais comum atualmente,havendo dois processos de formação típicos e opostos:
Fracionamento – Quando uma parte do território de um Estado se desmembra e passa a constituir umnovo Estado, exemplificado pelo processo de independência de colônias em relação à sua metrópole,como o Brasil. Pode haver também a independência de uma parte do território metropolitano.
União de Estados – Acontece pela adoção de uma constituição comum, desaparecendo os Estadospreexistentes que aderiram à União.Evolução Histórica:a)Estado Antigo – b)Estado Romanoc)Estado Medievald)Estado Moderno – Caracteriza-se pela existência de uma unicidade territorial dotada de um podersoberano, reconhecido como supremo em seu território.Elementos do EstadoSão considerados como elementos essenciais do Estado Moderno, dois elementos materiais, o território e opovo, e um elemento formal que é o poder soberano. Para alguns autores, como Groppali, há ainda um quartoelemento, que é a finalidade, objetivo pelo qual o povo se integra em uma sociedade política.a)Soberania:
 
A soberania tem sido concebida de duas formas: como sinônimo de “independência” ou como expressão de“poder jurídico mais alto”. Na prática, a Soberania é a oposição entre o poder supremo do Estado equaisquer outros poderes, desde que praticada nos limites do seu território.Na Antigüidade, Estados Grego e Romano, havia apenas a idéia de autarquia, afirmando a superioridadeda cidade-Estado, enquanto unidade auto-suficiente dotada de poder civil e militar, mas que não indicavaa supremacia do poder estatal sobre os poderes privados.A idéia de supremacia do poder do Estado surge na Idade Média, quando os monarcas vão ampliando asua competência, adquirindo os poderes de justiça, de polícia e legislativo, superiores em todo o reino,acima de todos os barões.Gradativamente, o poder vai se centralizando e a soberania surge, internamente, da luta do Rei com osbarões e nobres. Externamente, ela surge da luta do Rei com os Papas e Imperadores.Pode se dizer que soberania é uma característica essencial do Estado que lhe dá o poder de organizar-se juridicamente e de fazer valer dentro de seu território a universalidade de suas decisões nos limites dos finséticos e de convivênciasO conceito de soberania pode ser visto sob dois aspectos:
Como Poder Político, ela é considerada a “força do direito” por ser ilimitada na medida em que advémde um Poder Constituinte Originário, incondicional e preocupado em assegurar sua eficácia. Nesteaspecto, ela expressa a plena eficácia do poder, como
o poder incontrastável de querer coercitivamente ede fixar as competências
.
Como Poder Jurídico, ela é o “direito da força”, limitada por tratar-se de um Poder Constituído(secundário, não originário), nascido do direito e exercido exclusivamente para a consecução de fins jurídicos. Neste aspecto, ela expressa o poder de ratificar ou negar a juricidade de uma norma e suaaplicabilidade em cada caso, ou em outras palavras,
o poder de decidir em última instância sobre aatributividade das normas
.Quanto às características da soberania, os estudiosos a reconhecem como:
Absoluta e Perpétua (características citadas por Jean Bodin no séc. XVI), pois a soberania não pode serlimitada nem em poder, nem pelo cargo, nem por um tempo certo, aceitando-se apenas a limitaçãoterritorial e, é claro, os limites dos direitos naturais do homem;
Una , porque não se admite num mesmo Estado a convivência de duas soberanias, pois ela é sempre umpoder superior a todos os demais que existam no mesmo território;
Indivisível (desde 1762 com Rousseau), por se aplicar à universalidade dos fatos ocorridos no Estado,sendo inadmissível a existência de várias partes da mesma soberania;
Inalienável (desde 1762 com Rousseau), por ser o exercício da vontade geral que não pode ser exercidopor outro, mas apenas por aquele que a detém e se este deixa de tê-la é porque ela não mais existe; e
Imprescritível , porque jamais seria verdadeiramente superior se tivesse prazo certo de duração, sódesaparecendo o poder soberano quando se extinguir o próprio Estado.Outro aspecto importante a ser considerado é a justificação do poder soberano, para a qual existemalgumas teorias:
Teorias Teocráticas – baseado no princípio cristão de que “todo poder vem de Deus”, era aplicada como justificação à Monarquia. Existiam duas correntes: a do “Divino Poder dos Reis”, que afirma que opróprio Deus concedera o poder ao Príncipe, e a do “Divino Poder Providencial”, que a soberania vemde Deus ao monarca, através do povo.
Teoria do Poder Originário – defende a soberania absoluta dos Reis (o absolutismo), mas sem basear-seem fontes sobrenaturais como o poder divino.
Teorias Democráticas – sustenta que a soberania se origina do próprio povo, na medida em que eleparticipa do Estado e é o elemento formador da vontade deste, legitimando o poder a ele atribuído.Existem duas correntes que procuram explicá-las: a da “Soberania Popular”, corrente contratualistaque defende o “poder de fato”, e a da “Soberania Estatal”, corrente da eficácia jurídica que defende o“poder de direito”.
 
Teorias que negam a soberania – estas teorias, embora com diferentes fundamentos e preconizandocomportamentos diversos, negam a necessidade de um poder social regulador. A corrente maisexpressiva foi a Anarquia.b)Terririo:Com raras exceções, os autores reconhecem o território como elemento indispensável à existência doEstado (relação de
dominium
), com duas posições fundamentais:Opostos a essa teoria, alguns autores, como Jellinek, se utilizam da noção de
imperium
(poder direto sobreas pessoas) e afirmam que o Estado tem direito ao território apenas como um reflexo do poder exercidosobre as pessoas.Dando um tratamento original ao assunto, Paulo Bonavides efetua uma nova divisão de teorias:
Território-patrimônio – Característico do Estado Medieval, conceitua o poder do Estado sobre oterritório exatamente como o direito de qualquer proprietário sobre um imóvel.
Território-objeto – Concebe o território como objeto de um direito real de caráter público do Estado,estabelecendo uma relação de
dominium
, na qual se enquadram as posições de Laband (Direito realpúblico) e de Burdeau (Direito real institucional).
Território-espaço – Teoria segundo a qual o território é a extensão espacial da soberania do Estado,com uma relação de
imperium
, na qual se enquadram as visões de Jellinek e Ranelletti.
Território-competência – Considera o território o âmbito de validade da ordem jurídica do Estado,defendida por Hans Kelsen.Sintetizando todos os aspectos fundamentais, pode-se estabelecer algumas conclusões, sobres as quais nãohá divergência:
Não existe Estado sem território.
O território estabelece a delimitação da ação soberana do Estado.
O território é objeto de direitos estatais, podendo até ser parcialmente alienado ou desapropriadasporções particulares.
Princípio da Impenetrabilidade:“Duas soberanias não podem conviver num mesmo espaço.”É importante definir as limitações espaciais do território quanto à:
Soberania sobre o mar territorial Por questões de segurança e, principalmente, por motivoseconômicos, como a intensa exploração do mar e dos territórios submersos, e invocando-se ainda razõesde ordem fiscal, sanitária e ecológica, os Estado têm definido por meio de tratados internacionais oslimites da extensão de seu território sobre o mar.
Soberania sobre o espaço aéreo – A preocupação com o espaço aéreo surgiu com a II Guerra Mundial esó tem aumentado com a evolução tecnológica e espacial. Uma convenção sobre a aviação civilinternacional regulamentou o direito à passagem livre “inocente” ou “inofensiva” de aeronaves sobre osterritórios estatais. Com efeito, um Estado nada pode fazer para impedir a passagem de uma naveespacial sobre o seu território.c)Povo:A definição de “povo” deve partir da distinção de palavras aparentemente sinônimas como “população” e“nação”.O termo “população” é mera expressão numérica, demográfica ou econômica que abrange a quantidadede pessoas que se achem em um território, mesmo que temporariamente.“nação” retrata uma comunidade formada por laços históricos e culturais, porém sem havernecessariamente uma vinculação jurídica.A noção jurídica de “povo” está relacionada à vinculação obrigatória dos seus indivíduos aos direitos edeveres estabelecidos pelo Estado. Em outras palavras, o conceito de “povo” está diretamente relacionadocom cidadania, pois seus indivíduos possuem direitos políticos, mesmo que não façam uso dele. Pode-sedizer até que “povo é o conjunto de cidadãos do Estado”.d)Finalidade:

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